Malafaia pressiona e candidata recua

Do Brasil 247

downloadO programa de governo de Marina Silva, divulgado ontem, não durou um dia e já começa a ser modificado no que tange aos direitos dos homossexuais. O motivo foi a gritaria de setores evangélicos liderados pelo pastor Silas Malafaia. “O programa de governo do partido de Marina é pior que o PT e o PSDB, no que tange aos direitos dos gays. Apóia descaradamente o casamento gay e pede, inclusive, a aprovação do extinto PLC 122, que, entre outras coisas, põe pastor na cadeia. É uma vergonha que prevê casamento, adoção de crianças e etc”, disse ontem o religioso.

O resultado foi que Marina recuou e voltou atrás. Neste sábado, ela divulgou nota para dizer que seu programa não estava ainda fechado. Leia, abaixo, o texto divulgado pelo PSB:

Nota de esclarecimento sobre o capítulo “LGBT”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil

O texto do capítulo “LGBT”, do eixo “Cidadania e Identidades”, do Programa de Governo da Coligação Unidos pelo Brasil, que chegou ao conhecimento do público até o momento, infelizmente, não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo (comentários pela internet sobre as diretrizes do programa, encontros regionais e as dinâmicas de escuta da sociedade civil promovidas pela Coordenação de Programa de Governo e pelos candidatos à Presidência pela Coligação).

Em razão de falha processual na editoração, a versão do Programa de Governo divulgada pela internet até então e a que consta em alguns exemplares impressos distribuídos aos veículos de comunicação incorporou uma redação do referido capítulo que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT.

Convém ressaltar que, apesar desse contratempo indesejável, tanto no texto com alguns equívocos como no correto, permanece irretocável o compromisso irrestrito com a defesa dos direitos civis dos grupos LGBT e com a promoção de ações que eduquem a população para o convívio respeitoso com a diferença e a capacidade de reconhecer os direitos civis de todos.

Os brasileiros e as brasileiras interessados em conhecer as verdadeiras ideias defendidas pelos candidatos da Coligação Unidos pelo Brasil para a Presidência da República, Marina Silva e Beto Albuquerque, já o podem fazer por meio do site marinasilva.org.br ou pelos exemplares impressos que serão distribuídos a partir de hoje.

9 comentários em “Malafaia pressiona e candidata recua

  1. Eis aí uma falsa polêmica. Falsa porque a união homoafetiva, independentemente de lei já é admitida no Brasil. Falsa porque se a Marina for a favor é só uma opinião, dentre tantas no Brasil. Falsa porque se ela for contra também é só uma opinião. Falsa porque no que diz respeito à edição de uma lei especifica sobre o assunto é uma atribuição do parlamento, o qual vai representar a população e votar aquilo que supostamente a comunidade nacional entenda adequado sobre o assunto. Tanto isso não é atribuição do governo federal que o atual já está aí há 12 anos e não aprovou nenhuma lei a respeito.
    Na realidade, o que se busca com isso é limar os votos pró Marina vindos tanto da comunidade evangélica, quanto da comunidade homoafetiva.

    1. A polêmica não é falsa, ela é mais do que justificada. Uma candidata muda seu programa de governo menos de 48 horas depois de lançá-lo, por força de um repto lançado por um líder religioso. Se isso não é grave, melhor entender que um presidente seja capaz de ter um discurso para cada eleitor.

    1. Das mais grosseiras, amigo Alberto. E o pior é que ele está chantageando alguém que pode virar presidente do Brasil. Grave.

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