Pai de Eduardo Ramos confirma saída

unnamed (98)Carlos Antonio Martins, pai e procurador do meia Eduardo Ramos, confirmou neste sábado (26) que o jogador vai deixar o Remo. Em entrevista ao repórter Paulo Caxiado, da Rádio Clube do Pará, Martins disse que ficou muito assustado com a manifestação agressiva de 40 membros de uma facção “organizada” durante a manhã no estádio Evandro Almeida. Confirmou que o atleta tem proposta do futebol da Coreia do Sul e do Japão. Ele vai procurar a diretoria azulina para tratar da saída do jogador por empréstimo. Segundo o pai de Eduardo Ramos, como o Remo tem 70% do passe do jogador, a sua negociação renderia um bom dinheiro à instituição. Valores que podem ir de R$ 900 mil a R$ 1 milhão por se tratar de uma transferência internacional.

Segundo funcionários, depois dos ataques de rojões, Ramos saiu muito abalado do Baenão e levou todo o seu material pessoal, certo de que o seu ciclo no clube chegou ao fim com o violento episódio com a gangue de torcedores. O presidente Zeca Pirão e membros da diretoria do Remo registraram queixa na delegacia de São Brás. Até o final da tarde, a Polícia já havia prendido oito participantes das agressões aos jogadores remistas.

Orgulho da beleza morena

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Embora tenha causado furor com sua ótima forma física na minissérie Amores Roubados, Dira Paes desconversa quando o assunto é sensualidade. “Meu corpo sempre foi assim e eu me cuido, mas os personagens o evidenciam cada um da sua maneira”, diz ela. Não será o caso da inspetora policial a que Dira dará vida em O rebu, próxima novela das 23h. “Já tive aula de tiro, visitei locais de homicídios, vi corpos e armas, fiz defesa pessoal e de inteligência para entender como o CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil) funciona. Não tem nada de inspetora sexy”, garante. Dira conta ainda que, depois do laboratório para o papel, passou a dar mais valor aos policiais. “A gente tem que dar valor à polícia porque eles escolheram algo perigoso e têm paixão pelo que fazem. Me sinto muito desafiada com esse personagem”, diz.

Enquanto a trama não entra no ar, ela estrela a campanha do projeto Tamuaté-aki, que apoia lideranças indígenas do Brasil, dirigida por Marcos Prado, de Tropa de Elite e Paraísos Artificiais. “Não sou uma ‘ecochata’ ou engajada. Esses nomes são vistos negativamente e essas nomenclaturas afastam as pessoas que poderiam se envolver com questões sociais, que não dizem respeito ao Governo, mas com o cidadãos mesmo. E eu me considero uma cidadã ativa. Acho antinatural é não ter uma postura sociopolítica. Estar vivo é um ato político”, afirma atriz. A campanha é uma parceria com o movimento Uma Gota no Oceano, a rede social para pessoas conectadas em questões socioambientais. (Da revista Época)

Bandidos invadem Baenão e agridem jogadores

O estádio Evandro Almeida foi invadido, na manhã deste sábado, por uma horda de desordeiros (membros de uma gangue organizada do clube, já extinta pela Justiça) que disparou rojões e agrediu jogadores que treinavam no campo. O meia Eduardo Ramos, Tiago Potiguar e Athos sofreram ferimentos. A Diretoria do Remo denunciou o caso à Polícia, que já identificou um dos criminosos e busca prendê-los. Em função do ocorrido, o técnico Roberto Fernandes e vários jogadores decidiram deixar o clube. As cenas de selvageria foram filmadas pelas emissoras de TV e, daqui a instantes, devem estar nos telejornais de todo o Brasil. Pobre futebol paraense. Parabéns aos envolvidos!

A ousada aposta do Águia

Por Gerson Nogueira

Poucas vezes uma estreia foi tão esperada como a do Águia na Série C deste ano. Tudo em função do arrojado investimento do clube marabaense em contratações. Ao contrário de sua tradicional parcimônia na aquisição de jogadores, garimpando criteriosamente aqui e ali, a diretoria não poupou esforços para oferecer ao técnico Dario Pereyra um elenco recheado de atletas que se destacaram em certames regionais.
Ao todo, o clube já contratou 16 jogadores, das mais diferentes procedências. Todos vinham atuando em seus clubes e chegaram a Marabá em condições de estrear de imediato. Nada daquele manjado e obrigatório período de adaptação, muito comum nos clubes paraenses.
O fato é que os nomes da maioria dos escalados para o confronto de hoje com o Paissandu são inteiramente desconhecidos para o torcedor. Bruno Grassi, Leonard, Joélcio, Xaro, Felipe Baiano…
unnamedAlém da expectativa quanto ao rendimento do time, reina uma grande curiosidade quanto ao trabalho de Dario Pereyra, cuja última grande passagem pelo futebol como técnico aconteceu justamente no Pará, comandando o Paissandu na Taça Libertadores de 2003.
Desde então, ele mergulhou numa espécie de eclipse profissional, com trabalhos sem maior relevância. Foram tão poucas notícias sobre Dario que se imaginava que tivesse abraçado a aposentadoria. Sua contratação foi uma aposta arrojada para o lugar vago desde a saída de João Galvão, o mais longevo treinador de clubes em atividade no país, com quase seis anos consecutivos de serviços prestados ao Azulão de Marabá.
Dario tem a missão e o privilégio de montar um novo time. Do antigo elenco, restaram poucos jogadores. Casos de Valdanes, Robert, Analdo e Luiz Fernando, que estão entre os titulares. O meia Lineker, contratado junto ao Paissandu, vai no banco de reservas. Gilmar, ex-Brasília, já é jogador do clube, mas deve estrear na segunda rodada.

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Longe dos olhos do torcedor

No Paissandu, as preocupações são de outra natureza. Têm matriz mais psicológica do que técnica. Como o time reagirá em seu primeiro jogo depois da perda do título da Copa Verde? A frustração pelo insucesso em Brasília terá alguma influência sobre o rendimento do time de Mazola Junior na desenxabida estreia na Série C, sem o calor da torcida, no estádio Maximino Porpino, em Castanhal?
Pelo que exibiu ao longo da temporada, chegando a estabelecer a marca recorde de 21 jogos sem derrota, o Paissandu deve reproduzir contra o Águia o padrão estabelecido por Mazola, centrado no futebol de resultados, como convém a uma competição equilibradíssima como a Série C.
O time joga normalmente com três volantes – às vezes até quatro – e executa a ligação com o ataque através dos laterais. Djalma, pelo entrosamento com Pikachu, é o mais agudo. Aírton sobe menos, mas também é muito acionado.
Apesar da agilidade na saída de bola, sempre em toques rápidos, a ausência de um meia-armador clássico costuma deixar o ataque em estado de solidão absoluta. O artilheiro Lima é uma das vítimas da ausência de criação no meio, problema que o técnico Mazola vem apontando desde o início da temporada. Quando tem o rápido Leandro Carvalho como parceiro, Lima costuma aparecer um pouco mais. Quando sozinho, termina obrigado a sair da área para buscar jogo.
Marcos Paraná, que não podia ser utilizado na Copa Verde, é uma opção natural para a meia-cancha, mas não é improvável que Mazola utilize Bruninho no setor, como ocorreu, sem grandes resultados, na decisão do torneio.
Além das dificuldades normais de uma estreia, o Papão terá o desafio extra de conhecer o novo Águia, que é um enigma até para os marabaenses.

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Paraíba na rota alviceleste

Marcelinho Paraíba, que já foi dirigido por Mazola Junior no Sport-PE em fase não muito risonha, pode ser o grande nome cogitado na Curuzu ao longo de toda a sexta-feira. Desligado do Fortaleza, o veterano meia-armador seria o jogador pretendido pelo técnico para ser o condutor do time na Série C, criando as condições para que Lima possa definir na frente.
Os valores envolvidos, considerados inicialmente altos pela diretoria do Papão, estão em negociação. Em 2012, Marcelinho chegou a vestir a camisa alviceleste em aloprada negociação do então presidente Luís Omar. Sem ver a cor do dinheiro no ato da assinatura do contrato, o jogador preferiu ir embora no dia seguinte.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 26)