Brasil vai jogar sempre de amarelo na 1ª fase da Copa

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A tradicional camisa amarelinha vai entrar em campo nos dias 12, 17 e 23 de junho. A Fifa definou em circular enviada à CBF as cores com que a Seleção Brasileira enfrentará Croácia, México e Camarões, os três jogos da fase de classificação da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014. No primeiro jogo, no dia 12 de junho, contra a Croácia, no Itaquerão, em São Paulo, a Seleção Brasileira usará camisa amarela, calção branco e meia branca. O goleiro jogará todo de cinza.

No segundo jogo, no dia 17 de junho, contra o México, na Arena Castelão, em Fortaleza, a Seleção Brasileira usará camisa amarela, calção azul e meia branca.  O goleiro jogará todo de cinza. No terceiro jogo, no dia 23 de junho, contra Camarões, no Estádio Mané Garrincha, a Seleção Brasileira jogará com camisa amarela, calção branco e meia branca. O goleiro, novamente, vestirá cinza.

A Croácia, o primeiro adversário do Brasil, jogará com camisa, calção e meia azul. O goleiro vestirá verde. O México, o segundo adversário, jogará com camisa vermelha/preta, calção preto/vermelho e meia vermelha/preta. O goleiro jogará com camisa, calção e meia com a cor azul/roxo. A seleção de Camarões, terceiro adversáro do Brasil, jogará com camisa verde, calção vermelho e meia vermelha. O goleiro jogará todo de preto. (De Imprensa CBF) 

Papão anuncia reforço para o meio-campo

rafael-tavares-1312O Paissandu anunciou nesta manhã, através das redes sociais, a contratação do meia-esquerda Rafael Tavares, de 22 anos, ex-jogador do Goiás e que ultimamente estava no Aparecidense (GO). O atleta fez boa temporada na Série C e na Copa do Brasil 2013, quando defendia o Luverdense. Ele é uma indicação do gerente de futebol Sérgio Papelin, que também trabalhou no Luverdense no ano passado.

Rafael começou nas divisões de base do São Paulo, onde chegou a defender o time sub-20, sendo posteriormente emprestado para clubes como Marília e Sertãozinho. Segundo a diretoria, o jogador deve chegar nesta sexta-feira, ás 13h, seguindo para exames físicos e médicos no estádio da Curuzu. Sua contratação atende a um insistente pedido do técnico Mazola Junior por um jogador de criação no meio-de-campo.

Advogado não crê em vitória do Papão no tapetão

Em mensagem postada no Facebook, na manhã desta quinta-feira, o advogado André Cavalcante, especialista em assuntos da Justiça desportiva e ex-defensor jurídico de São Raimundo e Cametá, considera que o Paissandu não tem chances de sucesso em seu recurso para reverter o resultado do jogo com o Brasília, no qual foi derrotado por 2 a 1 na última segunda-feira, 21. Cavalcante diz o seguinte:

“Muitos amigos estão me enviando mensagens pedido uma opinião minha sobre a condição do jogador Gilmar do Brasília que teria jogado de forma irregular a final da Copa Verde. Agradeço a confiança. Minha opinião é a seguinte:
A CBF para o registro de atletas adorou o Documento Único de Registro e Transferências-eletrônico, o DURT-e. É um sistema em que as Federações encaminham os contratos dos atletas. Segundo o art. 36,parágrafo 4º, do Regulamento Geral das Competições da CBF Edição 2014, o DURT-e “estará disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.”.
Trata-se de uma inovação, já que antes, de fato o sistema ficava disponível até as 19h.
Ademais, o art. 41 do mesmo regulamento dispõe:
“No caso de renovação de contrato de atleta após encerrado o prazo das inscrições, o atleta terá condições de jogo, não sendo observadas quaisquer limitações de prazo para registro, desde que a publicação do ato de renovação contratual, no BID venha a ocorrer em prazo não superior a 15 dias contados a partir da data do termino do contrato anterior.”
Portanto, se o contrato do Atleta Gilmar expirou em 20/04, ele estará regular se a publicação no BID sair até o dia 05/05, ou seja, não assiste razão a reclamação do Paysandú.
Acredito que o equívoco tenha ocorrido pela leitura de uma versão antiga do Regulamento Geral das Competições da CBF
Esse é meu entendimento, salvo melhor juízo.”

Mino Carta e os garotos de recado

Por Cynara Menezes, do blog Socialista Morena

Há mais ou menos um mês, sintomaticamente desde que se rememorou o aniversário de 50 anos do golpe militar de 1964, um preposto da Folha de S.Paulo tem atacado Mino Carta sem tréguas, e Mino tem respondido diretamente a ele em seus editoriais de CartaCapital, o que eu considero um equívoco. Como proprietário de um meio de comunicação, Mino deveria debater com os donos dos veículos que o atacam, e não com subordinados. Valente que é, porém, optou por defender a si próprio.
Até por isso, ele não me deu esta tarefa, mas eu vou tomá-la para mim apenas pelo desejo de demonstrar a desonestidade intelectual de um colunista que se diz intelectual. Não foi só na Folha; o “exquerdista” arrependido fez o mesmo em outros veículos: alugou sua pena para acusar Mino de, como fundador e diretor de redação de Veja nos primórdios, ter apoiado a ditadura militar, com base em trechos pinçados de editoriais da revista que apoiam a ditadura. Como é possível que gente que vocifera contra Stalin por recriar a história a seu bel-prazer tente fazer o mesmo com a reputação de alguém?
minoredacaoMe dirijo principalmente aos leitores que não conhecem a fundo o jornalismo. Entendam uma coisa: jornalistas sozinhos podem até apoiar golpes militares, mas não possuem o poder de levar um veículo a apoiá-los. Quem apoia golpes são os donos dos jornais, patrões dos jornalistas. Quando dirigiu Veja, por mais liberdade editorial que tivesse (e tinha muita, tanto é que a revista foi censurada várias vezes sob sua batuta, nunca depois), Mino era empregado dos Civita, assim como o colunista da Folha é empregado dos Frias.
Editoriais são a voz do dono. O que está escrito lá é o que o dono pensa. Ainda mais na Veja, onde até os os textos jornalísticos são modificados pelos editores ao sabor do pensamento dos donos, ainda que mantidas as assinaturas dos repórteres (leia aqui sobre minha péssima experiência na revista; estes textos que não escrevi também foram usados contra mim nas redes sociais).
Em minha opinião, dizer que todos aqueles editoriais de Veja correspondiam ao que Mino Carta pensava é uma falsidade, uma mentira. Só alguém que não conhece o funcionamento de uma revista seria capaz de dizê-lo –a não ser que seja alguém sem escrúpulos, disposto a imprimir mácula em quem não tem, talvez porque julgue Mino por si mesmo ou porque sua sede de agradar os donos dos jornais seja maior do que seu caráter. Bajuladores estão mesmo no patamar mais baixo da raça humana.
Dizer que um jornalista tem poder sobre a voz do dono (o editorial) seria o mesmo que dizer que o articulista da Folha é capaz de intervir nas posições editoriais do jornal. Não é. Nem mesmo o diretor de redação da Folha é capaz de modificar um editorial, simplesmente porque o que está ali é a tradução do pensamento do patrão, e o jornalista, não importa quão alto seja seu cargo, nada mais é que um funcionário. Assim como o redator-chefe de CartaCapital não tem nenhum poder de modificar o que o Mino escreve, porque ele –desculpa, Mino, você deve odiar a palavra– é nosso patrão.
Aos 80 anos, Mino Carta é, concorde-se ou não com ele, um dos maiores jornalistas do Brasil. E um dos homens mais coerentes que já conheci. Merece respeito. É perfeitamente legítimo o desprezo de Mino (ou o meu, ou o seu) pela grande mídia, que se incomoda com ele ao ponto de mandar subordinados cutucá-lo, tentando justamente deslegitimá-lo no direito que tem de exercer esta postura anti-donos do poder. Isto sim é incoerência: ao mesmo tempo que se dizem defensores da liberdade de expressão, tentam intimidar uma das poucas vozes dissonantes contra a meia dúzia de famílias que dominam os meios de comunicação em nosso País.
É também perfeitamente legítimo que os proprietários de veículos da chamada “grande” imprensa, desancados por Mino como apoiadores da ditadura que foram, respondam às suas críticas. Mas considero covarde que, em vez de fazê-lo de próprio punho, recorram a garotos de recado.
P.S.: Não falo em nome de Mino Carta. Apesar de estar hospedado no site de CartaCapital, este blog reflete apenas a minha opinião pessoal. Para ler os textos de Mino sobre sua passagem por Veja, clique aqui.
Publicado em 23 de abril de 2014

Longe demais do centro do mundo

Por Gerson Nogueira

A visão que os técnicos brasileiros têm do jogo é algo para ser revista com urgência; Quase sempre arrogantes, donos absolutos da verdade e sensíveis demais a críticas, todos – sem distinção – armam seus times com a mesma filosofia dos tempos de Oswaldo Brandão e Yustrich. O mundo evoluiu, as modernas plataformas tecnológicas facilitam a comunicação instantânea e o acesso fácil às diversas formas de conhecimento. Há, porém, um setor aparentemente inexpugnável e ele é guarnecido pela velha mentalidade dos que dirigem times no Brasil. 

unnamed (39)Os jogos semifinais da Liga dos Campeões da Europa, maior torneio de clubes do planeta, têm como duelistas três técnicos europeus e um sul-americano (argentino Diego Simeone). Na fase anterior, havia ainda Tatá Martino, do Barcelona, também argentino. Ouve-se a respeito disso o argumento de que ambos foram ajudados no futebol espanhol pela facilidade do idioma. Pode ser, mas não explica tudo. Vanderlei Luxemburgo foi muito atrapalhado pela gramática de pé quebrado na terra de Cervantes, mas certamente caiu em desgraça pela incapacidade de dar liga a um grupo de galácticos.
Para quem acompanha este começo de Campeonato Brasileiro em suas duas primeiras divisões não surpreende que os treinadores brasileiros se mantenham afastados dos principais centros. Equipes retrancadas, agarradas à cautela, proporcionaram exibições horrorosas, salvo discretas exceções. Na Copa Libertadores, os nacionais sucumbem diante de treinadores de agremiações modestas, sem história ou maior lustro.
León, Bolívar, Atlético Nacional, San Lorenzo, Lanús. Todos são times com estrutura bem definida, que desempenham uma estratégia clara em campo. Os brasileiros se notabilizam pelos cruzamentos para a área e a eterna esperança de um contra-ataque feliz. Ainda ontem à noite, na Colômbia, o apenas esforçado Atlético Nacional deu um sufoco no campeão continental Atlético Mineiro. Paulo Autuori, técnico do time mineiro, passou o jogo mordendo os lábios e sacudindo a cabeça, incapaz de ordenar uma mudança de atitude de seus jogadores diante da iminência de um gol inimigo – que, obviamente, acabou acontecendo.
Nossos astros, que gostam de ser chamados de professores, precisam urgentemente de reciclagem. Sempre é possível aprender mais um pouco.
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As contas que atormentam o Leão
Em meio a preocupações quanto à evidente queda de rendimento do time no campeonato, exposta na derrota perante o Independente em Tucuruí, um outro drama começa a inquietar a diretoria do Remo. Sem nenhum patrocinador privado, além do Banpará e do repasse da Seel (pois os valores da Big Ben foram adiantados até dezembro de 2014), o clube desdobra-se para manter em dia uma folha salarial que beira R$ 600 mil, puxada por quatro salários na faixa de R$ 50 mil e ao pacote emergencial firmado com Roberto Fernandes e sua comissão técnica.
Dos dos donos de maiores salários no elenco, apenas um se mantém como titular, o que provavelmente afeta o clima geral na tropa. Todos os contratos, diga-se, sem qualquer parecer do departamento jurídico do clube, o que significa certamente uma enxurrada de processos mais à frente.
Um grande benemérito, defensor da ousadia administrativa do presidente Zeca Pirão, avalia que a ele só falta uma voz moderadora, um conselheiro que recomende prudência nos momentos mais impulsivos. Com ironia, ele avalia que seria aconselhável que a lei da Fifa que impede o Barcelona de fazer novas contratações fosse imposta também ao Remo, livrando o clube de futuros dissabores.
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Uma repetição do caso Naviraiense?
A notícia começou a circular desde cedo, primeiro sob a forma de rumor, logo amplificado para boataria pesada. Finalmente à tardinha, o advogado Alberto Maia confirmou ao repórter a decisão de recorrer ao STJD reivindicando o título da Copa Verde (e consequente vaga à Sul-Americana 2015). Baseia-se na suposta perda de prazo pelo Brasília para registrar a reforma de contrato do meia Gilmar, autor do primeiro gol da decisão da última segunda-feira. O fato aparentemente guarda semelhança com o caso do Naviraiense, que, no ano passado, escalou contra o Papão um jogador também não inscrito regularmente junto à CBF.

A questão, agora, vai depender da análise e julgamento do STJD, caso a denúncia do vice-campeão da Copa Verde seja acatada pelo tribunal.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 24) 

Brasília desmente possível irregularidade

regiscarvalho_rl-1024x768A reportagem do Clube do Esporte DF entrou em contato com o gerente de futebol do Brasília, Régis Carvalho (foto), e foi informada de que a situação do atleta está correta. Segundo o dirigente, a Federação Brasiliense de Futebol recebeu um termo aditivo ao contrato do jogador Gilmar, legalizando a situação para que ele jogasse a segunda partida final da competição. “Esse documento foi colocado no BID da CBF na última quinta-feira (17), pois o contrato dele venceria no dia 20”, explicou o dirigente.

No site da entidade máxima do futebol brasileiro, os dados do jogador estão acompanhados da informação de uma rescisão contratual. “Você não pode fazer um novo contrato com outro vigente. Não há cabimento. Se acabou de publicar a rescisão contratual dele no site da CBF, mais do que certo é que ele estava com contrato vigente”, disse Régis.

Contudo, Gilmar deixou o colorado candango após um acordo com a diretoria e a comissão técnica do Brasília. “Foi um pedido para que ele participasse da final e assim fizemos com esse termo”, revelou o gerente de futebol do clube.

Além disso, Régis Carvalho confirmou que também protocolou – sob o n.º 370 – os termos aditivos de outros seis atletas: o goleiro Celso Fernando, os zagueiros Índio e Márcio Santos, o lateral direito Fernando e os atacantes Alex Cambalhota e Igor, tudo para que eles pudessem entrar em campo diante do “Papão da Curuzu”.

De acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva, caso o time paraense entre com uma ação no Superior Tribunal de Justiça Desportiva e o parecer seja favorável à equipe nortista, o Brasília pode ser enquadrado no artigo 214. Se condenado, pode ser multado de R$ 100 a R$ 100 mil e perder os três pontos da decisão. Agora, o colorado volta as atenções para a semifinal do Campeonato Brasiliense, quando recebe o Brasiliense no próximo domingo (27), às 16h, no estádio Serejão, em Taguatinga.

Papão recorre ao tapetão pelo título da Copa Verde

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O Jurídico do Paissandu se prepara para tentar uma última cartada em defesa do título da Copa Verde. Com endosso da diretoria, o advogado Alberto Maia informou nesta quarta-feira que o clube ingressará com recurso junto ao STJD reivindicando os pontos da partida da última segunda-feira, vencida pelo Brasília por 2 a 1 (com posterior confirmação na cobrança de penalidades). A alegação é de que o jogador Gilmar, autor do primeiro gol do jogo, teria sido escalado de forma irregular. Ele, segundo Maia, teve renovado contrato fora do prazo e não estaria com o nome incluso no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em entrevista ao repórter Dinho Menezes, da Radio Clube do Pará, Maia disse ter confirmado a situação de irregularidade depois de analisar, junto com toda a diretoria do Papão, o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. “Nós analisamos e verificamos com muita cautela a documentação e chegamos à decisão unânime junto à diretoria do Paysandu de que há realmente uma irregularidade”. O diretor jurídico viaja nesta quinta-feira (24) para o Rio para dar entrada ao processo junto ao STJD. Caso a denúncia seja acatada e julgada procedente, o Paysandu pretende reivindicar o título da Copa Verde e a vaga à Copa Sul-Americana de 2015. (Foto: CADU GOMES)