Leão vai com força máxima a Tucuruí

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O técnico Roberto Fernandes já definiu a relação de jogadores do Remo para a semifinal do returno do Parazão contra o Independente, domingo, no estádio Navegantão. A delegação azulina viaja nesta sexta-feira, às 12h, com destino a Tucuruí. André, que estava lesionado, volta ao time, bem como o lateral Rodrigo Fernandes. Pela primeira vez desde que chegou ao Remo, Fernandes poderá contar com praticamente a força máxima – apenas Levy e Alex Ruan estão vetados.

A lista de convocados:
Goleiros: Fabiano e Maiky Douglas;
Laterais: Diogo Silva e Rodrigo Fernandes;
Zagueiros: Max Lélis, Igor João, Rafael Andrade e Rubran;
Volantes: André, Dadá, Ilaílson, Jonathan e Warian.
Meias: Athos, Eduardo Ramos, Ratinho e Tiago Potiguar;
Atacantes: Leandrão, Leandro Cearense, Roni, Val Barretoe Zé Soares.

Gabo, segundo Saramago

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Por José Saramago

Os escritores dividem-se (imaginando que aceitem ser assim divididos…) em dois grupos: o mais reduzido, daqueles que foram capazes de rasgar à literatura novos caminhos, o mais numeroso, o dos que vão atrás e se servem desses caminhos para a sua própria viagem. É assim desde o princípio do planeta e a (legítima?) vaidade dos autores nada pode contra as claridades da evidência. Gabriel García Márquez usou o seu engenho para abrir e consolidar a estrada do depois mal chamado “realismo mágico” por onde logo avançaram multidões de seguidores e, como sempre acontece, os detractores de turno. O primeiro livro seu que me veio às mãos foi Cem Anos de Solidão e o choque que me causou foi tal que tive de parar de ler ao fim de cinquenta páginas. Necessitava pôr alguma ordem na cabeça, alguma disciplina no coração, e, sobretudo, aprender a manejar a bússola com que tinha a esperança de orientar-me nas veredas do mundo novo que se apresentava aos meus olhos. Na minha vida de leitor foram pouquíssimas as ocasiões em que uma experiência como esta se produziu. Se a palavra traumatismo pudesse ter um significado positivo, de bom grado a aplicaria ao caso. Mas, já que foi escrita, aí a deixo ficar. Espero que se entenda. (Fotografia de Daniel Mordzinski – oficial)

Solidário ao povo latino-americano e a Fidel

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Por Vanessa Martina Silva, do Opera Mundi

“Gabriel García Márquez foi o intelectual mais comprometido da nossa época. Durante toda a sua vida foi um ativista político engajado com a América Latina, sempre solidário ao povo latino-americano e à Revolução Cubana”. Amigo íntimo do escritor colombiano, Fernando Morais, contou a Opera Mundi detalhes de sua relação pessoal com o Nobel da Literatura de 1982. E classificou como “lamentável” a morte de Gabo, ocorrida nesta quinta-feira (17/04).

Para o escritor e jornalista brasileiro, o maior feito de García Márquez foi ter criado a Fundação do Novo Cinema Latino-Americano (FNCL), cuja missão era “unificar” o novo cinema da região. Neste ano, a Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) completa 25 anos com 744 graduados, procedentes de 18 países da Ásia, África e América Latina.

Gabo tinha fascínio pela sétima arte: “após escrever, o cinema é meu”, dizia. Graças a uma parceria entre ambos, quando Morais foi Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, entre 1988 e 1991, foi assinado um convênio com a Escola de Cinema de Cuba. “Nós pagávamos as bolsas dos estudantes e, em troca, eles enviavam ao Memorial da América Latina uma cópia do material que era produzido lá”, conta o escritor brasileiro.

Leia mais: Top 10: livros essenciais para entender Gabriel García Márquez

Mas, nem tudo o que foi realizado pelo escritor é de conhecimento do público, ressalta. “Muitas das coisas que ele fez não foram registradas pela imprensa. Em mais de uma ocasião, ele soltou presos políticos cubanos”, revela.

or seu intenso ativismo político, Gabo era considerado um diplomata sem título. Em 1998, seu amigo Fidel Castro lhe pediu que entregasse ao presidente Bill Clinton um relatório detalhado a respeito de atividades terroristas de anti-cubanos em Miami e assim foi feito durante uma entrevista na Casa Branca. Ambos os casos são relatados no livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais.

Dissipando a solidão

Questionado a respeito do momento em que se conheceram, Morais conta que foi em 1977, em Havana, quando estava na ilha caribenha para fazer uma entrevista para a capa da revista Veja com Fidel. “Eu fiquei dois meses trancado no hotel. Não podia sair porque Fidel poderia me chamar a qualquer momento. Então o Gabo ia até lá, a gente tomava rum, me consolava e ajudava a espantar a minha solidão”, relata.

Outra curiosidade da vida de ambos foi em 1982, quando o jornalista concorria à reeleição para o mandato de deputado federal. García Márquez enviou um telegrama com uma frase: “Se eu fosse brasileiro, votava em Fernando Morais para deputado federal”. O brasileiro, então, publicou um anúncio na Folha de S. Paulo dizendo: “Faça como Gabriel García Márquez, vote em Fernando Morais para acabar com os 20 anos de solidão” e foi eleito.

“A García Márquez, todo o ouro do mundo”, conclui Morais.

Sobre Gabriel e as putas tristes

Do Blog do Ivanovitch

10271546_10152103716292992_5631400231863722421_nGabo, não tive somente putas tristes, tive algumas alegres,
Porém, todas metiam-me pena, enquanto
Metia nelas, e quase todas faziam o que
Tinham que fazer, da melhor maneira
Possível; quero chegar aos noventa, se
Chegar, a sentir saudades de todas
Putas que tive: das tristes, das alegres,
Das inglórias e das bastardas; o maior serviço
Prestado à humanidade, é o serviço das putas;
Pena que elas são desclassificadas pela
Sociedade, pela burguesia e pela elite, apesar
De que, muitos de seus filhos, despojaram seus instintos,
Nas carnes, muitas vezes desgastadas das putas;
Ai do futuro do homem, se não fossem as
Putas a recebê-lo em suas alcovas; e ali
Realizar os mais mórbidos, aberrantes e
Bizarros desejos; e a guardarem segredos,
Revelações e confissões; por tudo que
Passaram, sofreram e foram subjugadas,
Penso que todas as putas deveriam ser
Santificadas, canonizadas, beatificadas,
Pelos relevantes serviços prestados através da
História a reis, príncipes, padres, papas,
Deputados, senadores, governadores,
Presidentes, pastores, e a todos atores dessa divina
Comédia humana, onde a tristeza delas,
Nossas putas tristes, causaram a alegria de muitos.

A bronca nossa de cada dia

Por Edyr Augusto Proença

Entrei na Marquês de Herval, estranhei o acúmulo de carros e logo percebi tratar-se de uma blitz. Isso é ilegal. O que os guardas queriam saber era se o meu Ipva estava pago, não se meu extintor de incêndio estava ativo, qualquer outra irregularidade. Um deles, olhou minha chapa e pediu para encostar. Será que em outros Estados isso acontece? Quem não paga IPVA não poderá realizar uma série de serviços que necessitam do imposto pago. Mas aqui, não se trata disso e sim de ganhar dinheiro. Poucos metros atrás, um caminhão da Pepsi Cola estava, como milhares de outros, parado em fila dupla, pouco mais de meio dia e meia, provocando congestionamento, na base do foda-se. Pediu-me os documentos. Com um sorriso nos lábios, contendo qualquer ironia, para evitar conflito com a artoridade, deixei-o perceber que estava tudo certo. Se fosse ao contrário, meu carro seria guinchado. Para receber de volta, pago o atrasado, mais a multa, mais a hospedagem, para uma empresa que dizem, é do Senador M Couto, somente na terça feira. Ou seja, trata-se de um golpe, perpetrado pelas próprias autoridades, com uns dez guardas que deviam estar tomando conta de um trânsito que sabemos, não tem controle algum. Após certificar-se e decepcionar-se com meus documentos, ele se afastou. Mas não deixei por menos. Havia lido seu nome no universo. Rogério! Agora me ajuda a sair daqui.. Contrariado, ele obedeceu. É Pará, isso. Desculpem o palavrão, mas trata-se de uma escrotice.

A farsa do “jornalista dinamarquês”

Por Regis Tadeu, do Yahoo! Notícias

É óbvio que você sabe da história do “jornalista dinamarquês” que resolveu ir embora do Brasil e deixar de cobrir a Copa do Mundo por se sentir chocado com a infinidade de problemas e injustiças sociais deste Brasil cada vez mais podre. A história deste sujeito e seu depoimento em texto foram reproduzidos por quase todos os portais de notícias e se disseminou pelas redes sociais com uma velocidade espantosa – aliás, como quase tudo que não presta nestes tempos. Sua foto rodou por todos os cantos da internet, todos os comentários foram todos solidários a ele…

Só que o tio Regis vai lhe contar uma coisinha: esta história é um farsa!

Sim. É isto mesmo o que você leu. Uma farsa. Cascata. Mentira. Outra lorota em tempos de internet.

Como cheguei a esta conclusão? Fácil. Fiz o que todo jornalista sério deveria fazer: fui atrás da história!

dumbassFiz isto porque, logo de cara, senti um cheiro de trapaça no ar. Não sei explicar – chame isto de “sexto sentido”, se quiser -, mas meu instinto jornalístico sempre disse que um profissional do ramo nunca “abandona” uma boa história. E foi justamente isto que este pateta fez. Deixou para trás tudo o que ele disse que presenciou em Fortaleza – a remoção de pessoas paupérrimas para ‘maquiar’ a cidade, o assassinato de crianças de rua quando flagradas dormindo em locais tradicionalmente frequentados por turistas, o encerramento de atividades de uma série de projetos sociais em favelas e muito mais – e voltou para a sua civilizada Dinamarca. E sem fazer uma única matéria a respeito disto? Sem publicar nada, sem dar qualquer satisfação para seus patrões? O cara ouve relatos de uma espécie de “limpeza social” e não vai apurar isto? Que raio de jornalista é este?

Foi então que descobri que não existe o “jornalista Mikkel Jensen”. Basta uma simples pesquisa na internet para verificar que o único dinamarquês com este nome é um ex-jogador de futebol que jogou por um time profissional daquele país, o Brøndby IF, e que terminou a sua carreira em 2011 jogando pelo IF Brommapojkarna. Não vejo problema em um jornalista usar algum pseudônimo a não ser a covardia de não dar a cara para bater em seu trabalho, mas porque alguém usaria este tipo de artifício para… não escrever nada? Em lugar algum. Não há qualquer artigo do ‘jornalista Mikkel Jensen’ em qualquer publicação física ou digital.

Descobri então que o nome verdadeiro deste cidadão é Mikkel Keldorf. O relato de seu desencanto com o Brasil foi publicado apenas em um único local: o site do diário dinamarquês Politken (se souber ler em dinamarquês, veja aqui). Procuro outras matérias com o seu verdadeiro nome e só encontro uma outra matéria, desta vez a respeito de uma ação policial na favela da Maré, no Rio de Janeiro (tente ler aqui). Mais nada. Nem no You Tube. Tudo o que você leu a respeito deste cidadão foi retirado do próprio perfil deste sujeito – veja aqui).

Entendeu onde quero chegar?

Armou-se um estardalhaço absurdo nos meios jornalísticos digitais e nas redes sociais baseado unicamente em um troço sem qualquer tipo de comprovação! Ninguém teve sequer a decência de conversar com este sujeito antes de sair publicando por aí um monte de coisas que até acredito que sejam verdadeiras – governos de qualquer partido têm uma reputação tão manchada de lama que não duvido destas atrocidades -, mas que precisam ser provadas! E provadas por um jornalista de verdade e não por um aparente zé-mané que plantou uma história mentirosa na qual todo mundo caiu como pato otário.

O jornalismo e a capacidade de raciocínio da Humanidade já estiveram em um estágio mais elevado. Hoje, é esta desgraça que vemos a todo instante. Putz…

Vitória de virada amplia série invicta do Papão

Depois de um susto nos primeiros momentos, quando o Maranhão abriu o placar com Elton (9 minutos), o Paissandu conseguiu se impor perante o visitante, vencendo por 2 a 1 e passando à próxima fase da Copa do Brasil. A atuação bicolor porém não foi das melhores. O time apresentou muitos erros de passe, falhas de posicionamento, espaços entre os setores, além de sofrer com o mau rendimento de algumas peças importantes. O gol maranhense surgiu de uma desatenção geral da defesa, que permitiu a Elton cabecear sem marcação.

Atordoado com o gol de abertura, o Paissandu viveu alguns minutos de desacerto em campo, permitindo que o MAC levasse perigo em várias tentativas de ataque. No meio-de-campo, o time maranhense concentrava vários jogadores, exercendo marcação dura sobre Pikachu e Lima. Com isso, o Papão não conseguia fazer a transição e raramente chegava ao ataque. Aos 38 minutos, brilhou o talento do artilheiro. Lima recebeu bola na área e marcou um bonito gol por cobertura. Na sequência, em cobrança de falta, Raimundinho acertou chute forte na trave de Mateus.

Para o segundo tempo, o Maranhão veio ainda mais agressivo, pois só a vitória interessava. No Papão, Mazola Junior pôs em campo Bruninho e Leandro Carvalho. Foi através do jovem atacante que o Papão encontrou o caminho da vitória. Depois de jogada confusa na área do MAC, Leandro aproveitou o rebote e marcou o segundo gol, aos 29 minutos. Na próxima fase, o Papão enfrentará Sport-PE ou Brasília, que definem a vaga no dia 7 de maio.