Papão define ingressos para jogo contra MAC

A diretoria do Paissandu definiu os preços dos ingressos para o jogo contra o Maranhão nesta quarta-feira, 16, no estádio Jornalista Edgar Proença, válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Arquibancada irá custar R$ 30,00, cadeira sai a R$ 60,00 e meia-entrada para estudantes será vendida por R$ 15,00. Os ingressos começam a ser vendidos na manhã desta terça-feira, 15, no estádio da Curuzu e na sede social do clube. Na partida de ida, o Papão conseguiu um empate de 2 a 2, em São Luís (MA). O vencedor do cruzamento enfrentará na fase seguinte o vencedor de Sport-PE x Brasília-DF.

Invenções pernambucanas

Por Paulo Aguiar*

O Campeonato Pernambuco há anos gosta de (re)inventar regulamentos.

Em 2008, conseguiu promover um Campeonato Pernambucano sem a realização do Clássico das Multidões (Santa x Sport) e do Clássico das Emoções (Santa x Náutico). Em 2009, a Federação Pernambucana de Futebol (FPF-PE) fez uma descoberta mística e numeróloga ao decidir que o primeiro clássico teria que ser jogado na 5ª rodada do Campeonato (“é o que diz uma tabela tecnicamente perfeita”, disseram seus dirigentes).

E, seguindo uma sequência, também mística e numeróloga, todos os outros clássicos da primeira fase foram marcados para o meio da semana.

Em 2013, a FPF-PE descobriu que o melhor critério de desempate, nas semifinais, era o número de cartões acumulados nos dois jogos. O que se viu em campo, obviamente, foi um árbitro que não queria ser o responsável pela decisão de qual passaria para a fase final. Faltas e mais faltas, sem cartões, até que um time fez um gol quando faltava quinze minutos para o final do jogo.

E, nesse ano, em 2014, a FPF-PE resolveu (re)inventar a fórmula do Campeonato Pernambucano de 2006.

Para as semifinais e finais do campeonato, o saldo de gols não seria levado em consideração. Em vez dele, a decisão – em caso de igualdade nos resultados – seria feita através da cobrança de pênaltis. O resultado é que, no primeiro jogo das semifinais do PE/2014, o Salgueiro ganhou de 2 x 0 do Náutico e o Santa Cruz ganhou de 3 x 0 do Sport.

No jogo da volta, o Náutico ganhou de 1 x 0 do Salgueiro e o Sport ganhou de 1 x 0 do Santa Cruz. Pelos resultados dos jogos, era de se esperar que a final do Campeonato Pernambucano de 2014 fosse decidida entre …

Acertou quem falou: Náutico e Sport.

Afinal, apesar de não terem melhor saldo de gols nas semifinais, ambos venceram os seus adversários, Salgueiro e o Santa Cruz, nos pênaltis. É o futebol de Pernambuco (re)inventando novos regulamentos, com a proposta feita pelos próprios clubes, sem o aval do Santa Cruz e do Sport.

*Paulo Aguiar é professor universitário, pernambucano e apaixonado por futebol.

Papão, líder e imbatível

Por Gerson Nogueira

unnamed (80)A rodada final da fase classificatória do returno foi emocionante a partir do momento que os gols começaram a surgir e definir as colocações na tabela, principalmente no segundo tempo dos jogos. Em Santarém, com o time reserva e um jogador a menos desde os 34 minutos do primeiro tempo, o Paissandu mostrou porque é a melhor equipe da segunda metade do Parazão. Teve equilíbrio, calma e iniciativa nos momentos certos do confronto com o São Francisco. Sofreu um gol depois de falha da zaga, mas se organizou e chegou ao empate, com merecimento.
O Leão santareno, que precisava vencer para preservar a segunda colocação no returno, teve uma postura contraditória no primeiro tempo. Errava passes e, mesmo desfrutando de mais posse de bola, não conseguia ser objetivo nas finalizações. O melhor momento foi através de Marcelo Pitbull em chute da intermediária, que resvalou na zaga.
Em contra-ataques puxados por Héverton, o Paissandu foi saindo da cautela inicial e equilibrou as ações a partir dos 25 minutos. A expulsão de Jô aos 35, porém, voltou a tirar a concentração da equipe. Ainda assim, as ações ofensivas mais agudas pertenciam aos bicolores. Aos 47, Héverton disparou chute forte que bateu no travessão e depois no poste direito.
Bastaram 16 minutos de bola rolando no segundo tempo para que os times produzissem muito mais do que haviam feito no primeiro. Vânderson, Bruno Maranhão e Dênis perderam excelentes chances, mas Elielton não desperdiçou a oportunidade oferecida pelo beque Lacerda. Com o gol, o São Francisco se encolheu e o Papão tornou-se mais presente no ataque, principalmente depois que Héliton e Leandro Carvalho entraram em campo.
Foi uma jogada de ambos que resultou no empate. Em rápida troca de passes, a zaga santarena descuidou de Pablo, que entrava pela direita. Ele recebeu o passe e tocou rasteiro, garantindo a igualdade no placar e o vigésimo jogo sem derrota do Papão na temporada.

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Leão se aperreia, mas bate o PFC

A festa do reencontro da torcida com o estádio Evandro Almeida quase terminou em pesadelo, mas no fim das contas o Remo saiu com a vitória e a segunda colocação, que lhe garante vantagem nas semifinais. Ao longo de penosos 44 minutos, o time até criou situações claras de gol, mas seus atacantes fracassavam no arremate final. Leandro Cearense perdeu dois gols, Val Barreto um. E o Paragominas foi se safando, ganhando confiança e ameaçando nos contragolpes. Até que, no minuto final do primeiro tempo, em cabeceio fulminante, André abriu o placar.

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A vantagem mínimo não arrefeceu o ânimo do Paragominas, que voltou mais acesso e perigoso no segundo tempo. Fabrício e Aleilson criaram boas oportunidades, Fabiano defendeu três bolas difíceis. Com o estádio cheio, o grau de nervosismo da equipe contagiava a torcida. A cada nova investida do PFC, o Remo caía de rendimento. Até que, diante de tanta pressão, a casa caiu. Buiu empatou e Fabrício teve chance para virar. De repente, o ruído festivo se transformou em silêncio preocupado nas arquibancadas.

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Os ventos começaram a soprar favoravelmente ao Remo quando Athos entrou. Foram deles dois lançamentos preciosos a partir dos 30 minutos. No segundo, Roni entrou na área e foi derrubado. Val Barreto cobrou o penal e garantiu a vitória. No final, Roberto Fernandes analisou que as dificuldades foram criadas exclusivamente pelo Remo, que podia ter liquidado a fatura já no primeiro tempo. Tem toda razão quanto à imperícia, mas precisa atentar para a criação de jogadas no meio-de-campo, onde Eduardo Ramos voltou a ser peça decorativa. Fica cada vez mais evidente que o camisa 33 deve passar por um período de recondicionamento físico e técnico. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Galo se impõe no Parque do Bacurau

O trabalho desenvolvido por Lecheva no Independente, que havia sido prejudicado no primeiro turno pelos jogos fora de casa, finalmente frutificou neste returno. O triunfo categórico sobre o Cametá dentro do Parque do Bacurau não deixa margem a dúvidas, até pelos quatro desfalques da equipe de Tucuruí. O fato é que a equipe ganhou musculatura, entrosamento e chega forte às semifinais. Será um oponente dos mais encardidos para o Remo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 14)