Parazão – 7ª rodada do returno (comentários)

Remo x Paragominas – estádio Baenão, 16h

São Francisco x Paissandu – estádio Barbalhão, 16h

Cametá x Independente – estádio Parque do Bacurau, 16h

Gavião x Santa Cruz – estádio Zinho Oliveira, 16h

Rádio Clube _ IBOPE_ Segunda a Sexta _ Tabloide

Na Rádio Clube, Claudio Guimarães narra Remo x PFC. Comentários: Carlos Castilho. Valmir Rodrigues narra São Francisco x Paissandu; comentários – Gerson Nogueira. Banco de Informações – Adilson Brasil e Fábio Scerni.

Bola na Torre

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Bola na Torre (RBATV) desde domingo começa à 00h15, logo depois do Pânico na Band. Guilherme Guerreiro apresenta, com participações de Géo Araújo, Roberto Fernandes (técnico do Remo) e este escriba-comentarista baionense. O programa é retransmitido pela Rádio Clube.

Nos passos de Obama

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Por Janio de Freitas – na Folha SP

Esperava-se que Barack Obama fizesse escola, conforme a regra histórica de que maus usos do poder encontram seguidores com mais facilidade do que os bons. Esperava-se, mas não que fosse aqui, nem, muito menos, que o poder da Promotoria do Distrito Federal fosse o criador do novo ardil para xeretar as comunicações da Presidência da República, incluída a da própria presidente Dilma Rousseff.
É também interessante que o juiz da Vara de Execuções Penais e o ministro Joaquim Barbosa não dessem sinal algum de estranheza —sem falarmos nas providências legais necessárias— ao deparar-se com coordenadas geográficas de latitude e longitude para pedir quebra de sigilo telefônico de números, endereços e portadores de celulares não citados. A alternativa a essa indiferença seria o conhecimento prévio, por ambos, da artimanha e do alcance da alegada identificação de telefonema no presídio da Papuda.
O fato é que, não fosse a argúcia do advogado José Luis Oliveira Lima, que providenciou um laudo técnico para localizar os dois pontos indicados pelas coordenadas geográficas, nada faz crer que as comunicações de celulares da Presidência escapassem da violação. Um jogo de coordenadas contrabandeava o Planalto na quebra de sigilo e o outro referia-se à Papuda, também citada por coordenadas para manter a lógica do disfarce. Mas o pedido estava em nome da promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, e isso basta para presumir-se o despacho do juiz ou do ministro: ela é a promotora que se ocupa das alegações de regalias, privilégios, telefonema, churrascos e o demais que mantém há cinco meses o regime fechado de prisão de José Dirceu, condenado ao semiaberto.
É possível, mas não provável, que a promotora concursada ignore a proibição legal para quebra de sigilo coletiva, sem indicação de destinatário e objetivo. Também se poderia supor que desejasse verificar se teve procedência palaciana o (negado) telefonema em que James Correia, secretário no governo baiano, teria falado com José Dirceu. Essa motivação razoável não resiste, porém, a outro componente do ardiloso pedido de quebra de sigilo.
O alegado telefonema a José Dirceu tem data precisa: 6 de janeiro. Apesar disso, a pedida quebra de sigilo quer saber dos telefonemas trocados pelos celulares de todos na Presidência entre 1º e 16 de janeiro. Sem dúvida, nesse prazo há uma intenção precisa, embora recôndita. Não seria arbitrária, na transformação de um dia em duas semanas, uma Promotoria tão minuciosa a ponto de se interessar até por saber se os petistas, em seus primeiros dias na Papuda, receberam uma banana, talvez laranja, ausente no café da manhã de outros presos.
Muita coisa no pedido de quebra de sigilo justificaria uma investigação, que não se deve esperar, das suas motivações e da sua autoria. Além das prontas medidas administrativas merecidas pelo objetivo de violar comunicações da Presidência da República e tentá-lo por meio de um ardil.
Muita coisa, aliás, está excessivamente esquisita nos procedimentos do Supremo Tribunal Federal, do Judiciário em Brasília e do Ministério Público do Distrito Federal em relação a condenados petistas e não petistas da ação 470. São prazos desrespeitados, suspeitas marotas, apurações que não andam (o prazo para elucidação do tal telefonema terminou em fevereiro), repórteres usados para publicar inverdades como uma construção luxuosa na Papuda destinada aos petistas, e por aí vai. O conceito da Justiça terminará pagando mais esta conta.

Fernandes deve escalar três atacantes

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Com o retorno do volante André e do meia Ratinho, o Remo enfrenta o Paragominas neste domingo, às 16h, tentando alcançar a segunda posição na classificação. Outra novidade, além da reabertura do estádio Evandro Almeida, é a provável escalação de três atacantes pelo técnico Roberto Fernandes. Satisfeito com o rendimento do garoto Roni nos treinamentos, Fernandes deve lançá-lo desde o início ao lado de Val Barreto e Leandro Cearense. O objetivo do técnico é achar uma formação bem ofensiva, capaz de dominar o adversário do começo ao fim da partida.

“Existe uma preocupação da equipe que inicia o jogo, aí eu te faço uma pergunta: e a equipe que termina o jogo? Acho que muitos nunca viram um jogo onde a equipe que começa termina. É importante treinar a equipe que termina o jogo, por isso as variações são necessárias. Eu gostei da formação com três atacantes. Se eu não começar com ela, pode ser que termine”, disse o técnico na sexta-feira, no Baenão. A escalação mais provável do Remo é: Fabiano; Levy, Max, Rafael e Alex Ruan; André, Dadá e Ratinho; Val Barreto, Leandro Cearense e Roni. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Líder, Papão aproveita para poupar titulares

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Com a classificação e o primeiro lugar garantidos, o Paissandu entra em campo logo mais às 16h contra o São Francisco para cumprir tabela, com um time repleto de reservas. Com cinco ausências confirmadas por suspensão (Charles, Capanema, Augusto Recife, Pikachu e Marcos Paraná), o técnico Mazola Junior aproveitará a partida para poupar outros titulares importantes, como Mateus, Lima e João Paulo. Do lado do Leão santareno, a expectativa é de uma vitória que assegure o segundo lugar na classificação e devolva a humilhante derrota sofrida no primeiro turno, por 6 a 0, no Mangueirão. Com base nos treinos da semana, o provável time do Papão será: Paulo Rafael; Djalma, Lacerda, Pablo e Rodrigo Moraes; Vânderson, Billy, Murilo e Bruninho; Héverton (Héliton) e Jô. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Uma história de reconstrução

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Por Gerson Nogueira

unnamed (83)Aprecio o destemor, admiro os destemidos. Contra todos os vaticínios, entre a descrença e a zombaria, o atual presidente do Remo entrega hoje as obras parciais do estádio Evandro Almeida. Enquanto Manaus vai de Arena Amazonas, Brasília tem Arena Mané Garrincha e São Paulo tenta por de pé o Itaquerão, construções no padrão milionário da Fifa, o Remo optou por consertar o que estava quase abandonado. Sem maiores recursos ou patrocínios, Zeca Pirão resolveu revitalizar o Baenão na cara e na coragem, no melhor estilo centroavante rompedor. Quebrou estacas com conselheiros, desafiou os céticos e está com a reforma quase concluída.
Apesar dos pontos nebulosos – como a ausência de informação sobre a origem de parte dos recursos -, é inegável que a diretoria tem méritos na condução da ousada empreitada. Quem viu a parte concluída dos trabalhos no Baenão ficou impressionado com a qualidade do novo gramado e a modernização das placas laterais, que substituem os pré-históricos alambrados de arame. Ainda há muito a ser feito, principalmente na ala lateral onde ficarão cadeiras vips e camorotes.
Mais impressionante nesse processo foi a mudança de foco empreendida pelos atuais dirigentes. Há pouco mais de quatro anos, todos recordam que o Baenão era oferecido na praça a preço vil. O então mandatário azulino chegou a firmar negócio pela importância de R$ 32 milhões, cerca de metade do valor real do terreno onde se localiza o imóvel azulino, encravado junto à principal avenida de entrada e saída da cidade. A jogada imobiliária, exposta como a última esperança de salvação para o clube, chegou a encantar a quase totalidade dos conselheiros, com a irresponsável aquiescência de grande parte da imprensa esportiva e a empolgada aprovação da torcida.
Questionei praticamente sozinho neste espaço, sob contestação de muitos, os supostos benefícios do destrambelhado negócio para o clube. Aos poucos, conselheiros e beneméritos recobraram a sensatez e a Justiça do Trabalho não deu guarida para os planos de venda (ou permuta) do velho Evandro Almeida.

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As melhorias que serão entregues hoje ao torcedor azulino, por ocasião do jogo Remo x Paragominas, confirmam que a saída não era simplesmente desmanchar o patrimônio. Bastou um pouco de esforço e ousadia para que o Baenão fosse salvo e ficasse até mais valorizado.
Ainda bem. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Mapará e Galo definem última vaga

A última vaga disponível para as semifinais do returno do Parazão deve ensejar o jogo mais empolgante da rodada. Independente e Cametá têm a mesma pontuação (9), mas o empate beneficia o Galo Elétrico, que tem uma vitória a mais. São equipes de porte médio e nível técnico semelhante. Um duelo encardido, sem dúvida.
Em Santarém, um Papão desfalcado cumpre tabela no returno, com a cabeça voltada para a final da Copa Verde, embora sem descuidar da classificação geral do campeonato, onde segue empatado com o Remo (31 pontos). O São Francisco busca se garantir na segunda colocação, com a importante vantagem de jogar por dois resultados iguais na semifinal.
No Baenão, também classificado, o Remo tenta melhorar seu posicionamento diante de um Paragominas já sem chances. É jogo para testar a confiabilidade do time, que se reencontrou com as vitórias sob o comando de Roberto Fernandes. Com André e Ratinho, a tarefa tende a ficar mais facilitada, mas não é parada tranquila.

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Da necessidade de defender os indefesos

Que a Olimpíada que vem aí, daqui a dois anos, não seja motivo de mais pranto e dor, como se viu na sexta-feira, no Engenho Novo (Rio de Janeiro), quando famílias de invasores foram expulsas com requintes de crueldade. As imagens, dolorosamente desumanas, correm o mundo, acrescentando mais algumas divisas em nosso extenso rol de barbaridades. Ainda há tempo de agir, muito já foi feito nos últimos 12 anos, mas é fato que o Brasil precisa cuidar melhor do Brasil.

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Bola na Torre

Começa por volta de 00h15, logo depois do Pânico na Band, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participação de Geo Araújo e deste escriba baionense. Em análise, a rodada que define as semifinais do returno do Parazão.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 13)