Papão tem várias baixas para jogo de domingo

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Depois da duríssima partida diante do Brasília, o Paissandu deve usar novamente uma equipe mesclada de reservas contra o São Francisco, domingo à tarde, no estádio Barbalhão, em Santarém. O jogo vale pela última rodada da fase classificatória do returno do Parazão e o Papão já garantiu a primeira colocação. Cinco desfalques estão confirmados, por suspensão automática: Pikachu, Charles, Marcos Paraná, Augusto Recife e Ricardo Capanema – este também suspenso da partida final da Copa Verde, no dia 21. Além desses jogadores, o técnico Mazola Junior (foto) deverá poupar o centroavante Lima (foto), o lateral Aírton e o atacante Héverton. Bruninho, recuperado de contusão, deve reaparecer na equipe. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Que medidas amargas Aécio e Eduardo irão tomar?

Por Paulo Moreira Leite, no seu blog

Só pode haver algo muito errado numa campanha eleitoral na qual um candidatos de oposição diz que não tem medo de tomar “medidas impopulares” e nada acontece. Assessores de outro candidato de oposição, informa o Pedro Venceslau no Estado de S. Paulo de hoje, admitem em voz baixa que apoiam “medidas amargas.”

Vamos combinar. Até por uma questão de respeito por cada um de nossos 100 milhões de eleitores, em especial a imensa maioria que é alvo de medidas impopulares e amargas, seria bom saber o que se quer dizer com isso.

Fazendo uma imagem para facilitar o entendimento, vou colocar a coisa em termos bem populares. É como um sujeito que chega para jantar de luxo, avisa que dentro de alguns minutos pretendem passar na cozinha para bater a carteira dos empregados e nenhum convidado pergunta: como assim? Eles vão deixar? Na lata? E ainda manda aviso prévio?

Quantos reais podem ser extraídas do bolso de cada brasileiro quando um governante pretende tomar medidas “impopulares?” Quanto valem os “amargos?”. Este é o debate que importa, não?

Em situações normais, nossos New York Times, GuardianCNNEl PaísLe Monde não deixariam passar uma notícia dessas. Na disputar pelo olhar do público, teriam transformado uma afirmação dessas num escândalo.

Tenho certeza de que Adam Prezeworski, o brilhante cientista político que o PSDB adorava ler quando se considerava social-democrata, iria questionar: estamos abandonando a frágil mas necessária relação entre capitalismo e democracia?

Até por uma questão de etiqueta, no mundo inteiro políticos que defendem medidas “não-populares” gostam de disfarçar, dizendo que são na verdade “populares.” Não é sincero mas é menos arrogante do que entrar numa campanha eleitoral dizendo que se pretende prejudicar a maioria.

Igual a isso é falar em medidas amargas quando faltam poucas semanas para a criançada ganhar os ovos de Páscoa, não é mesmo? No fundo, não espanta. Um sorridente filósofo-economista em campanha já disse – longe, muito longe dos palanques — que acha que o país não pode conviver com um povo que come bife todo dia. É ruim para o meio ambiente, pretextou, pois gado solta gases para a camada de ozônio.

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O cidadão comum – o “popular” que não estava naquele jantar de “impopulares”– , agora você começa a entender a coisa, tem direito a fazer perguntas. Diga rápido o que são medidas “impopulares” para 2015? Por exemplo:

a) o plano é acabar com a lei do salário mínimo?

b) revogar a CLT e informalizar o mercado de trabalho?

c) cortar gastos sociais, o que inclui, você sabe, o Bolsa Família?

d) cortar repasses a bancos oficiais que permitem manter crédito barato para investimentos e emprego?

O debate de política econômica na eleição de 2014 é este. O país vive o menor desemprego de sua história. A economia cresce. Sim. Não tivemos recessão – apesar da torcida impopular. É preciso ser muito “não-popular” para encher a boca e dizer que “deu errado”, vamos combinar.

Qual a prioridade, para a maioria dos “populares”, num país onde a lei diz que um homem vale 1 voto? É preciso devotar um desprezo impopular irresistível pela inteligência popular para querer apresentar uma boa folha corrida do PSDB na luta contra a inflação.

A média da inflação no governo FHC foi de 9,2% — depois da moeda nova. A de Lula, que recebeu uma inflação de 12,5%, foi de 5,7%. A de Dilma se encontra em 6,1%. Em 1995, 1996, 1999 e 2002, a inflação atingiu sob FHC, um patamar que jamais seria repetido, em momento algum, após a chegada de Lula ao Planalto. Ocorreram perdas salariais, que não se verificaram a partir de 2002. Deu errado?

Esse debate distorcido acontece porque estamos em 2002, mais uma vez. Terror eleitoral programado, com ajuda de nossos News of the World. O terror deles funciona com a língua de significados invertidos, onde a verdade é seu oposto.

Você lembra. Em 2002, um economista do Goldman Sachs lançou o “lulômetro”, uma peça de marketing eleitoral disfarçada de cálculo econômico, que pretendia aterrorizar o eleitor com projeções sobre o futuro do país caso Luís Inácio Lula da Silva chegasse a presidência. Ajudou a criar pânico nas bolsas, deixou a classe média amedrontada, criando uma situação política que forçou Lula a fazer concessões além da conta para garantir o início de seu governo. Já vimos este filme. Dez anos depois do lulômetro, o  economista-chefe do mesmo Goldman Sachs disse para a revista Época Negócios que Lula foi o mais competente presidente dos países do G-20.

Os mais espertos impopulares-amargos de 2014 apostam em todas as canoas – não podem se dar ao luxo da imprudência por motivos ideológicos — mas não deixam de notar que uma delas anda na frente. Podem até ter suas preferências profundas mas querem ganhar o jogo de qualquer maneira, não importa o vitorioso. Em caso de derrota, querem colocar uma faca no pescoço de Dilma. Este é o ponto. Por isso falam tanto em mudar o “modelo.” A crítica se concentra em 2009, quando o país enfrentou a maior crise do capitalismo desde 1929 sem desemprego nem recessão. Dizem que o erro foi cometido ali e agora é preciso arrumar a casa. Não perdoam o esforço para resistir a austeridade, as demissões em massa, aos cortes que jogaram a Velha Europa no atoleiro de hoje.

Em 2014, o condomínio Lula-Dilma disputa – como favorito – o quarto mandato consecutivo no Planalto, um feito sem igual na história de nossa República. Não teve ajuda “im-popular” de ninguém. Em momentos de delírio, os adversários sonharam até com um impeachment auxiliado por um barítono da Baixada Fluminense, não é mesmo? A base é o reconhecimento pelas conquistas que os “populares” obtiveram até aqui. O que se pretende é revogar, uma a uma, aquelas conquistas alinhavadas nos ítens “a” a “d.”

Foi assim há 50 anos, não custa lembrar. Num gesto de grande dignidade, o avô das medidas impopulares chamou de “canalhas” aqueles que pretendiam derrubar, pelas baionetas, um governo que não tomava medidas “impopulares.”

O avô do amargo recusou-se a entregar o cargo, foi para a cadeia depois discursar no rádio em defesa da “revolução pernambucana”. Está na hora de garantir transparência política na campanha, concorda?

Trensalão: Justiça considera crimes prescritos

Por Fernando Gallo, do Estadão

A Justiça rejeitou nesta segunda-feira, 7, mais uma denúncia contra executivos do cartel de trens e metrô de São Paulo, esta relativa à licitação da linha 2 (Verde) do Metrô de São Paulo, uma das denunciadas pela empresa alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para o juiz que analisou o caso, os crimes prescreveram.

Cinco executivos haviam sido denunciados: um da Alstom, um da Bombardier, um da Balfour Beatty e dois da T’Trans. Eles se livraram de se tornarem réus em uma ação penal.

Com a decisão, das cinco denúncias oferecidas pelo Ministério Público por formação de cartel e fraude a licitação, duas foram completamente rejeitadas, uma foi recebida na íntegra, outra parcialmente e uma quinta ainda não foi apreciada.

Dos trinta executivos, 17 viraram réus até agora. Sete deles nunca trabalharam no Brasil.

Na decisão de sta segunda-feira, 7, o juiz André Carvalho e Silva de Almeida rejeitou a tese do promotor Marcelo Mendroni, que imputou aos executivos três crimes, sendo um de formação de cartel e dois tipos distintos de fraude a licitação. No entender do magistrado isso não poderia ocorrer porque “a mesma conduta não pode tipificar dois crimes distintos (formação de cartel e fraude a licitação)”.

“Ocorre, no caso, o que a doutrina chama por ‘conflito aparente de normas’”, sustentou Silva de Almeida. “Percebe-se que eventual ‘cartel’ formado com vistas a fraudar processo licitatório está inserido na ilícita conduta de fraudar a licitação, de modo que, pelo princípio da especialidade, somente este último deve prevalecer”.

Contudo, avaliou o juiz, como a licitação da linha 2 (Verde) ocorreu em janeiro de 2005, e o prazo máximo de prescrição da frauda a licitação é de oito anos, o crime teria prescrito em 2013. “Como, então, entre a data do fato e hoje decorreu prazo superior ao estabelecido em lei, inevitável reconhecer-se a extinção da punibilidade dos réus pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva”.

Decisão levou 18 mil pagantes ao Mangueirão

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O jogo Paissandu x Brasília teve arrecadação de R$ 733.805,00, com 18.256 pagantes. Descontas as despesas de R$ 155.996,83, coube ao Papão o valor líquido de R$ 577.808,17. Depois da partida, o técnico Mazola Junior comentou em entrevista ao canal Esporte Interativo que esperava uma presença maior da torcida, dada a importância do jogo. Dirigentes do Papão também admitiram que o público foi abaixo do esperado. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Papão vence e põe a mão na taça

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Por Gerson Nogueira

O Paissandu abriu vantagem importante na decisão da Copa Verde ao derrotar o Brasília por 2 a 1, na noite desta terça-feira, no estádio Jornalista Edgar Proença. Para o segundo jogo, dia 21, em Brasília, o Papão precisará empatar por qualquer escore para ficar com o título. A partida foi disputada em ritmo forte no primeiro tempo, mas caiu tecnicamente na etapa final em face do cansaço das duas equipes.

De maneira geral, foi um jogo muito aberto, com os times buscando sempre o ataque. O Paissandou entrou com o esquema habitual, com três homens de marcação no meio e Pikachu livre para fazer a ligação, ajudado por Héverton, que recuava para compor a meia-cancha. Essa disposição tática tem suas virtudes, mas quase sempre deixa o centroavante Lima muito isolado.

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Apesar disso, o Papão procurou se impor ofensivamente desde o começo, explorando as brechas que o Brasília permitia do lado direito de sua defesa. Antes dos 10 minutos, o lateral-esquerdo Aírton chegou duas vezes à linha de fundo e cruzou bolas perigosas para a grande área. Numa outra jogada, iniciada por Djalma na direita, a bola sobrou para Lima, que mandou para as redes aos 7 minutos, mas a arbitragem assinalou impedimento.

Com apoio dos mais de 20 mil torcedores presentes ao estádio, o Paissandu partia com tudo para cima da defesa do Brasília, que se defendia com dificuldade. Depois de um começo claudicante, o time brasiliense foi se estabilizando e passou a tocar a bola em velocidade. Aos 9 minutos, em cobrança de falta pelo lado esquerdo do ataque, o atacante Gilmar acertou o canto direito do gol de Mateus, abrindo o placar.

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O Papão não se abalou e manteve a postura ofensiva, atacando forte com os laterais Djalma e Aírton. Aos 14 minutos, veio a recompensa pelo esforço. Depois de jogada tramada pela esquerda, a zaga do Brasília se atrapalhou e Héverton tocou na saída do goleiro Artur, empatando o jogo. No instante seguinte, em chute de fora da área, o goleiro Mateus rebateu a bola e Marlon desperdiçou a chance do desempate, disparando por cima da trave.

Depois do intervalo, o Papão voltou ainda mais agressivo, em busca da vitória. Marcado na intermediária, os meias e volantes do Brasília erravam muitos passes, permitindo seguidas chances aos atacantes paraenses. Depois de cruzamento na área, os zagueiros se confundiram e a bola sobrou para Lima, que mandou à meia altura, desempatando o escore, aos 8 minutos. Uma jogada isolada resultou em choque do atacante do Paissandu com o zagueiro Márcio Santos na entrada da área. Os bicolores reclamaram a penalidade, mas o árbitro interpretou como lance normal.

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O gol incendiou a torcida e o Papão tornou-se ainda mais agudo. Em cruzamento de Pikachu, o lateral Aírton desviou rente ao poste direito de Artur, aos 33 minutos. Lima voltou a ter boa chance aos 36 minutos, mas foi bloqueado na hora do chute. O Brasília mudou o ataque, tirando Marlon e lançando Alex, mas a única grande chance foi defendida com a ponta dos dedos pelo goleiro Mateus, aos 30 minutos.

O técnico Mazola mexeu na equipe, lançando Héliton no lugar de Pikachu, para forçar as jogadas pelas pontas, mas a substituição enfraqueceu o setor de armação, isolando ainda mais os atacantes Lima e Dênis. Depois disso, acusando cansaço, as equipes diminuíram o ritmo e o jogo terminou com o triunfo alviceleste.

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Melhores do jogo: Aírton, Charles e Lima, pelo Paissandu; e Gilmar e Ayub, pelo Brasília.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)