A vitória interrompida

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Por Gerson Nogueira

Por obra e graça das forças da natureza, o jogo ficou para ser complementado na manhã de hoje. O Independente vencia por 2 a 1 ao cabo de 51 minutos de bola rolando com alguma dificuldade. Não se pode dizer que era um placar justo, pois o Paissandu acordou depois de sofrer dois gols e partia resoluto em busca do empate, embora sem maior organização ou criatividade.

De certa maneira, a chuva acabou prejudicando o Independente, que se posicionava com até seis homens na defesa e resistia à pressão dos bicolores. É verdade que, depois do intervalo, o time da casa não havia conseguido armar nenhuma tentativa de ataque.

O confronto teve um primeiro tempo surpreendente. O Independente, um dos piores do campeonato até agora, entrou determinado e bem distribuído em campo. Tomou as rédeas da partida porque explorava bem o contra-ataque e usava as laterais com Léo e Fábio Gaúcho. Em ritmo lento, o Paissandu parecia ainda de ressaca do Re-Pa, confiando que as coisas iriam se resolver naturalmente.

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Para atrapalhar ainda mais, o gramado encharcado derrubava a todo instante os jogadores do Papão. No meio-de-campo, Mazola Junior usava o seu tradicional esquema de três volantes, repetindo o que dera certo no clássico. Dentro dessa concepção, Djalma voltou a ser escalado na lateral e pouco contribuía para as ações ofensivas.

Pikachu, para espanto geral, foi mantido no banco de reservas. Fisicamente bem, deve ter sido submetido a um castigo do técnico, pois já havia sido perdoado pela diretoria. Pior para o Paissandu, que passou quase todo o primeiro tempo sem seu melhor jogador. Vivia nas tentativas de Héliton e dos avanços de Héverton, mas Lima teve poucas chances.

Apesar da firme barreira de volantes, o meia Daniel Piauí aos poucos foi furando o bloqueio e destacando-se como peça ofensiva do Independente. Apoiado por Kariri, Daniel partia com a bola desde a intermediária e criava sérios problemas para a zaga. Mais à frente, Joãozinho e Wegno também incomodavam bastante nos contragolpes.

O jogo era mais ou menos trucando, mas o Paissandu reclamou um pênalti sobre Aírton, ignorado pelo árbitro Joquetan Guimarães. Instantes depois veio o primeiro gol. Daniel cobrou falta com perfeição, aos 20 minutos. A vantagem empolgou o Independente, mas não provocou mudanças no ritmo do Paissandu.

Aos poucos, o time foi acelerando mais as jogadas, utilizando Aírton pela esquerda e alguns avanços de Djalma. Mas, apenas seis minutos depois, em rápido contra-ataque puxado por Joãozinho, Wegno mandou para as redes, ampliando para o Independente. O ponto alto da jogada foram as fintas de Joãozinho entortando o zagueiro Charles.

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De repente, a perspectiva de sofrer mais gols fez com que o Paissandu deixasse a burocracia de lado e fosse ao ataque. Por coincidência, Ricardo Capanema se contundiu e Mazola teve a chance de corrigir a escalação, botando Pikachu em campo. Djalma passou para o setor de ligação, ao lado de Héverton, e o Paissandu começou a jogar de verdade.

Aírton, um dos mais regulares do time, descontou aos 36 minutos e iniciou a reação. Os minutos finais do primeiro tempo foram de intensa presença ofensiva do Papão, que perdeu duas grandes oportunidades. No reinício do jogo, a busca pelo empate foi interrompida pela chuva.

Os 39 minutos que restam devem ter um panorama parecido com o da reta final de ontem, com o Paissandu em cima e o Independente se defendendo. Mazola só não pode mais é insistir com esse conceito de fé cega nos volantes. O meio-campo exige vida inteligente. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Ameaça põe pressão sobre árbitro

Em meio à dúvida quanto aos termos do regulamento, só esclarecida pelo diretor técnico da Federação Paraense de Futebol, o presidente do Paissandu, Vandick Lima, anunciou uma decisão tomada no calor dos acontecimentos: segundo ele, a partir de agora todos os jogos do clube terão arbitragem de fora.

A não ser que tenha sido um artifício para pressionar o árbitro Joquetan Guimarães no complemento da partida, a resolução leva jeito de um novo capricho de dirigentes. Que os árbitros têm errado bastante neste primeiro turno, ninguém pode negar. Mas as falhas não podem ser avaliadas como mal-intencionadas ou dirigidas a um ou outro clube, nem podem ser utilizadas como nuvem de fumaça para justificar a instabilidade dos times.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 31)

44 comentários em “A vitória interrompida

  1. O Presidente Vandick Dinamite, além da incompetência, está sendo acompanhado do azar. Esperava o jogo de ontem a noite para, de acordo com o resultado, divulgar o preço e liberar a venda de ingressos para o jogo do centenário no domingo. Vai ter que esperar mais um pouco……te dizer!!!

  2. – Galo elétrico que agradeça a chuva que caiu… Papão terminou o 1º tempo e começou o 2º tempo, em cima, e não tenho dúvidas que sairia com a vitória, ontem…

    – Restante do jogo de hoje(39 minutos), não serão mostrados pela Tv Cultura, 2º informações…
    – Jogo da Cultura, no domingo, será Paysandu x São Francisco, por causa do Centenário bicolor…. Mais que justo

  3. Égua do vício ao blog, estou em minha sala de trabalho com o radio ligado e de vez em quando acesso ao blog pra olhar os comentarios. Bom dia!

  4. Joquetan tem nome de mafioso da Yakuza e comporta-se como tal. Desde o ano passado que se mostra como um dos símbolos da arbitragem de malandragens. Pensei até que já tivesse ido cantar em outra freguesia.

  5. Ja estamos em outro dia e a Mucura ainda ta perdendo o jogo pro Galo. Novo recorde! Os fortes entenderão.. KKKKKKKKKKKKKKKK

  6. 1- O Hélinton é atacante do Paissandu ou treinador do goleiro do Independente?

    2- Estilo de jogo do Bruninho: muito peido pouca merda.

    3- A defesa do Galo Elétrico está pra lá de Marraquete.

  7. kkkkkkkkkkkkkkk na segunda foto o jogador colocou a mão no nariz pq tava fedendo só bosta kkkkkkkk mucura de peruca, essa foi boa kkkkkkk como é que o Leão perde pra essa bosta, te contar!

  8. Caro amigo anônimo, mucura não tem juba, logo sua piada é sem graça. A razão pela qual o o rival é conhecido como cachorro de peruca tá na força da peruca. Rs.

    Por sinal, nesse zapzap da vida, recebi uma foto de un cachorro de peruca… muito paid’égua.

  9. Aqui pra nós, precisamos repensar o futebol local. Tá complicado aturar contratações duvidosas. Remo fez contratações de qualidade, mas muitos são refugo de Paissandu e ex-remistas sem vez no mercado.

  10. Gerson, o jornal da Av. Nazaré trás importante e interessante informação. Hoje, 31 de janeiro, é uma data importante tanto Remo como Paissandu. Neste dia o Remo inicia o famoso tabu de 33 jogos e o Paissandu conquista a primeira vitória sobre o tradicional rival em 1915.

  11. Mafioso= Yakusa e se tu queres dizer quadrilha ,então ai vai GUMI.
    O Joquetan não deu chute ao gol,os chorões querem na marra colocar o honesto Joquetan como culpado dessa derrota…cada um

  12. Se o meu nome fosse Joquetam, eu entraria com uma ação judicial contra os meus pais por danos morais. Esse camarada deve ter sofrido muito bullyng na infância por causa do nome. kkkkkk

  13. O Lecheva deve estar achando muita graça. Mas como diz a música do Mosaico: O que é bom vem lá de foooora. …..

  14. Harold, infelizmente não é de hoje que ALGUNS torcedores cegos e apaixonados fazem de tudo para não enxergar o óbvio. E, infelizmente, tentam jogar na lama pessoas de bem. Conheço esse rapaz ha muitos anos, quando nem pensava em ser árbitro de futebol. Honestíssimo. Criticar a qualidade profissional do árbitro é uma coisa, mas querer macular sua conduta é outra bem diferente.
    Abs

  15. Mariano ao contrario do que pensas o Joquetan nunca sofreu nas mãos de um bully,seu nome tem haver com a religiosidade de seus pais.Pode não ser o grande árbitro que a poderosa liga dos condomínios merecem ter,mas desonesto isso eu garanto que o Joquetan,não é!

  16. Não é meu nome anônimo. É o tal do login. Ja tentei mudar. Mas não consigo. O que posso fazer? Somente achar engraçado quando as pessoas do blog, incluindo o Gerson, me chama de celira, mesmo quando assino.

  17. Harold, quando você fala religiosidade, dá a entender que os pais do Jaquetam são Cristãos e extraíram o nome da Bíblia. Lamento informar que Jaquetam não é nome Bíblico.

  18. Harold, falei em bullyng porque sei que na infância os colegas de escola não perdoam e eu também sofri muita zoação por causa do meu nome e aquelas músicas do Luís Gonzaga (rsrsrs). Quando a honestidade do árbitro, não fiz nenhuma insinuação a respeito.

  19. Joctã – Vem do Hebraico e Bíblico – Pequeno. Gênesis 10.26. Filho de Eber. Às vezes, identificado com Jectan, uma antiga cidade perto de Meca.
    —Wikipédia:
    Joctan ou Joctã é um personagem bíblico do Antigo Testamento, mencionado no livro de Gênesis como um dos filhos de Éber e irmão de Pelegue, da descendência de Sem.
    Embora pouco se sabe a respeito da vida deste personagem, o texto bíblico menciona os nomes de seus numerosos filhos, os quais seriam: Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá, Hadorão, Uzal, Dicla, Obal, Abimael, Sabá, Ofir, Havilá e Jobade.
    O verso 30 do capítulo 10 de Gênesis informa que Joctã teria habitado desde Messa, indo para Sefar, uma montanha oriental.

    -Acho que tiradas as dúvidas.

    Abs

  20. Se o nome é Bíblico, e ou não, é o de menor importância; outro detalhe que nunca se questiona é a Idoneidade moral do Cidadão, quando o torcedor reclama é contra a atuação do Árbitro, portanto contra o Profissional Joquetan, que ontem, teve uma atuação TENDENCIOSA, e influiu sim diretamente no resultado do jogo, segundo meu entendimento. Isso no entanto, não é o fim do mundo, afinal, estamos ainda na fase classificatória do 1º turno, e o resultado apesar de NÃO ESPERADO, é natural, considerando que jogo de futebol, só tem dois resultados, qual seja, Derrota e Vitória, empate NÃO é resultado, haja vista que todo jogo começa empatado.
    Mas, a lição que quero aqui comentar refere-se à claudicante atuação do time ontem que apesar de dominar o jogo não consegue concluir, por falta de finalizadores, só temos o Lima e a aposta equivocada da diretoria no inábil e improdutivo Dênnis, na contrapartida deixamos de contar com o Jaime, atacante hábil, ágil jovem e goleador, e este estava aqui, de Graça, na mão do Bicolor, mas, como o técnico não o conhecia, a diretoria não o contratou, e o Fluzão Carioca agradece, o moleque está no sub 23 daquela agremiação, e enchendo os olhos do treinador do time principal, talvez quando ele entrar no principal do Fluzão, o Mazolla passe a conhecê-lo; o jogo de ontem, também mostrou a falta de vida inteligente na meiúca do Grande Bicolor Celeste Amazônico, todo time contrata, só o Grande Bicolor Celeste Amazônico, encontra dificuldades para contratar.
    Ainda penso que a melhor classificação para o nosso Bicolor, será a quarta posíção, pois dessa forma, teremos a oportunidade de resolver logo, a situação do nosso tradicional adversário.

  21. Prezados Harold e Jorge, como o blog é interessante….até a origem do nome do árbitro (Jaquetam/Joctã/Joctan) gerou uma discussão sadia e esclarecedora…..o blog também é cultura!!

  22. É… o Claudio Santos deve ter dito o seguinte quando o jogo terminou: “o Lecheva ganhou do Mazola, me tirem o tubo!”
    Futebol às vezes é sorte e ela sorriu para o time interiorano.

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