Futebol do Pará – Ideias

Copa do Brasil REMOXFLAMENGO-Mario Quadros (2)

Por Edyr Augusto Proença

Não, eu não acredito que os clubes do Pará cheguem novamente à série A do Campeonato Brasileiro. Não acredito porque embora nunca seja tarde para que normas profissionais sejam desenvolvidas, tenhamos platéias apaixonadas e uma imprensa excelente, há má vontade por parte de todos os outros. Quem mais participa do banquete? Alguém do Tocantins, Maranhão, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, esqueci algum? As viagens são longas e penso que somente aqui no Pará ainda há rendas interessantes. Nos demais, nem isso. Infra estrutura, nada. Sei perfeitamente que afirmando isso causo uma impressão forte, naqueles que não imaginam o que seria de nós abandonando a CBF, sendo punidos, enfim, tudo. Há quem tenha feito a vida inteira a partir dela. Presidentes de federação se eternizam, participam das eleições, recebem benesses, viajam com a família para assistir as Copas. Empresários correm a região oferecendo pernas de pau. Técnicos também faturam com indicações. Dirigentes também. E o que fazer? Planejar profissionalmente. Aproveitemos que 2014 é ano de Copa e tudo será diferente. Enquanto isso, planejamos. O Pará é do tamanho de um país. É preciso um estudo de viabilidade sério para ser feita uma proposta ao Governo. Precisamos de campos de futebol. Nada desses estádios de Copa. Arquibancadas honestas e gramados bem cuidados para enfrentar o período invernoso. Técnicos da Embrapa, da Ufra, enfim, convênios seriam assinados. O campo de jogo é a primeira regra. Que campos? Em cidades pólo. Acordos com os prefeitos. Seriam equipes das cidades. Os atletas receberiam através da Prefeitura e certamente o Estado, porque a Secretaria de Turismo trataria de fornecer todas as maneiras a aproveitar as belezas do Pará para levar, a cada jogo, torcidas e turistas, deixando dinheiro, impostos, dando emprego a muita gente. A Tv Cultura transmitiria sempre um jogo, nunca o que estiver sendo realizado na mesma cidade, claro. A Federação contrataria atletas de bom nível e os ofertaria, com salário pago, a cada equipe do interior, de maneira a motivar torcida, jogadores e elevar o nível da disputa. As equipes seriam obrigadas a realizar jogos preliminares entre equipes de categoria inferior na idade, apostando em novos valores. O tempo de duração do campeonato? Sei lá. O tempo necessário, três, quatro meses. Nosso tempo é o nosso tempo. É impossível, profissionalmente falando, que o Estado não se interesse na idéia, tendo em vista o turismo, dinheiro, impostos e principalmente, a possibilidade de abraçar o Pará inteiro. O que fariam essas equipes, após o campeonato? Perderiam seus atletas, ficariam sem atividade? Não. Haveria outra competição, agora envolvendo as cidades localizadas no entorno de cada cidade pólo.

E o resto do ano? Tenho duas idéias que podem ser uma só. A Copa da Amazônia. Disputada por Estados da região, mais países localizados na Amazônia. Não sei quantos times. Não sei como é o calendário de Peru, Venezuela e demais. Precisa uma negociação. Mas vejam que já começamos a falar em dólares. E na medida em que nossas equipes locais, aqui do Pará, tenham uma clara chance de enfrentar de igual para igual nossos vizinhos, haverá interesse das torcidas. Equipes esportivas poderão ter patrocínios e principalmente, não teremos aqui, para assistir, jogos contra Itaperunas, Luverdenses e outros. A Copa Amazônia daria conta do resto do calendário. Ou então, primeiro, voltamos à Copa Norte ou Norte-Nordeste, apesar dos nossos irmãos nordestinos estarem bem cotados na CBF e possívelmente refuguem ao convite. Moramos longe. Os bonitinhos lá de baixo não querem vir até aqui. Não precisamos deles. Nunca mais, a não ser em uma Copa do Brasil, um jogo talvez, tenhamos aqui um Flamengo, por exemplo. Nunca mais. Precisamos ter uma saída. Penso nos colegas da imprensa, cada vez mais tendo dificuldades com patrocínios, enfrentando uma manada de elefantes por dia para dar entusiasmo, notícias dos nossos combalidos clubes. O futebol é um dos negócios mais lucrativos do mundo, no momento. Não podemos continuar com essa apatia, lassidão, burrice, falta de competitividade, descompasso com o mundo. Agora mesmo, reelegeu-se, mais uma vez, o presidente da Federação. Aproveitemos 2014 para negociar, planejar e desmanchar em 2015.

9 comentários em “Futebol do Pará – Ideias

  1. Gerson, Edgar e Colegas do blog.

    Ja escrevi inúmeras vezes sobre o desinteresse da CBF e dos Clubes do eixo maravilha (quem viaja sabe que eles não vem as bandas de aqui como Brasil e sim como encosto). Ja disse, claramente, que o campeonato brasileiro a fórmula europeia, apenas privilegia um punhado pequeno de clubes e cidades, esquecendo o resto do Brasil sob a justificativa do profissionalismo. Eles esquecem que o Brasil é um país continente, muito diferente dos países europeus (a impressão é que a farropilha se consolidou no futebol, ja que o desmembramento não pode ocorrer em termos territoriais).

    O unico equívoco da proposta de Edgar está no fato do financiamento de clubes com dinheiro público, incluindo no caso plantel. Penso que o estado pode ajudar, mas a contrapartida da iniciativa privada é necessária.

    Apesar desse equívoco, considero que a proposta de Edgar (ja fiz proposta semelhante) possibilitaria o desenvolvimento de vários pólos de futebol, permitindo o aparecimento de bons jogadores e também o desenvolvimento de cidades locais.

    Abraços.

    Ps. Que pena a revolução cabana não ter se consolidado, após assumirem o poder. Talvez hoje, de fato, fossemos um país que se chama Pará.

    Curtir

  2. Gerson, Edyr e Colegas do blog.

    Ja escrevi inúmeras vezes sobre o desinteresse da CBF e dos Clubes do eixo maravilha (quem viaja sabe que eles não vem as bandas de aqui como Brasil e sim como encosto). Ja disse, claramente, que o campeonato brasileiro a fórmula europeia, apenas privilegia um punhado pequeno de clubes e cidades, esquecendo o resto do Brasil sob a justificativa do profissionalismo. Eles esquecem que o Brasil é um país continente, muito diferente dos países europeus (a impressão é que a farropilha se consolidou no futebol, ja que o desmembramento não pode ocorrer em termos territoriais).

    O unico equívoco da proposta de Edgar está no fato do financiamento de clubes com dinheiro público, incluindo no caso plantel. Penso que o estado pode ajudar, mas a contrapartida da iniciativa privada é necessária.

    Apesar desse equívoco, considero que a proposta de Edyr (ja fiz proposta semelhante) possibilitaria o desenvolvimento de vários pólos de futebol, permitindo o aparecimento de bons jogadores e também o desenvolvimento de cidades locais. Abraços.

    Ps. Que pena a revolução cabana não ter se consolidado, após assumirem o poder. Talvez hoje, de fato, fossemos um país que se chama Pará.

    Curtir

  3. Faz sentido, mas não vamos criar uma síndrome de inferioridade. Hoje, mais que ontem, existem condições de tráfego bem melhores. O que precisamos é eliminar as múmias nos clubes e federações que impedem a conquista dos nossos espaços.

    Curtir

  4. Genuino e dirceu nao param de mentir… Dirceu contratado por um hotel q pertence a um auxiliar de escritorio do Panamá. Hauhauhauhauhau
    Genoino q tava pra morrer nao tem nem doença grave. Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Curtir

  5. Notícias de hoje a tarde, a primeira, cortaram a energia do Baenão, fato noticiado de maneira sem graça pelo Caxiado, segunda, Remo foi intimado pela DRT sofre dívidas trabalhistas com funcionários da sede. Pergunta, de onde está saindo o dinheiro para tanta contratação?
    E agora, imitando o Claudio Santos, vou dizer uma bomba! O jogador de nome que o CR está contratando é o Loco Abreu! Uma pessoa amiga residente no Rio e que tem uma certa amizade com o gringo, me confidenciou que este lhe disse que viria jogar no Norte, só não falou o time. O resto é dedução. Quem vai gostar é o escriba, fã de carteirinha do “goleador”.

    Curtir

  6. Não gosto de discurso hipotetico.
    Edyr deveria se candidatar à presidência da FPF. Tiraria o Coronel fácil…E poderia colocar suas idéias em prática.

    Curtir

  7. Concordo com as idéias, penso apenas que precisaríamos ser radicais no rompimento desse cordão umbilical com CBF/FIFA, postei aqui, em idos anteriores, que estava na hora e essa hora se repete, de criarmos a Connfederação Norte Brasileira de Futebol Independente, nada temos a perder, ou alguém entende diferente? alguém perde algo que, não possui? essa Confederação reuniria os daqui, mais os rejeitados da região Nordeste próximo (MA, PI e o Neonortista TO) com a exclusão dos Estados do amazonas e Roraima, haja vista que o povo de lá não gosta de futebol, é algo cultural, portando devem ser excluídos de qualquer planejamento dessa monta, pois é prejuízo certo.
    As idéis propostas pelo Edyr são salutares e factíveis, devem, no entanto, começar a ser praticadas, como todos os clubes mesmo abandonados são federados, todos, tem receio de provável represália, por parte das federações, mesmo os que NADA TEM, no entanto, essas competições poderiam, de forma embrionária, ser promovidas pelos grupos de comunicação, que detem mais condições de organização e captação de patrocínio, até o evento pegar alento e despertar o interese dos demais; lá em Abaeté, nós dizemos “Até a cangula pegar vento”.
    Voltarei mais tarde.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s