É hora do dever fora de casa

Por Gerson Nogueira

bol_ter_170913_11.psNem dá tempo de chorar pitangas. Três dias depois de perder feio para o América em Goianinha, o Paissandu tem que sacudir a poeira e partir para um desafio ainda mais encardido: desbancar o Paraná Clube dentro de seus domínios. Dentro da gangorra vivida pelo time na Série B há um aspecto que permite criar alguma esperança para o confronto desta noite. É a capacidade de se equiparar aos adversários mais fortes.

Foi assim até mesmo em derrotas, como contra Palmeiras e Chapecoense (ambas por 3 a 2) no primeiro turno. Em casa, o Paissandu também se impôs diante de oponentes qualificados, como Sport, Figueirense, Joinville e Ceará.

A sentida ausência de Vânderson no último jogo pode ser atenuada – caso ele continue de fora – pela entrada de Pablo, que havia sido destaque da equipe contra o Ceará e foi preterido pelo técnico na partida diante do América, com sérios prejuízos para o time.

Caso consiga reeditar o esquema defensivo que vinha dando certo, com o uso de três zagueiros, Arturzinho tem boas chances de equilibrar as ações com o Paraná. Por outro lado, a queixa do treinador quanto à falta de força ofensiva já é um problema mais complexo.

Desde as primeiras rodadas da Série B o Paissandu tem baixíssima média de chutes a gol. A frágil confiança na própria capacidade é talvez o maior entrave no setor ofensivo. Todos os atacantes utilizados até agora padecem do mesmo mal. Buscam sempre a jogada de infiltração e as tentativas de área, evitando o chute de média distância.

Contra o América, o drama se repetiu. Nem mesmo Eduardo Ramos, que é um dos principais chutadores do time, mostrou apetite para finalizações. E não faltaram oportunidades, permitidas pela frouxa marcação dos defensores do time potiguar.

Para encarar um dos candidatos ao acesso, o Paissandu vai precisar afinar todos os setores e corrigir erros que volta e meia reaparecem. O “xis” da questão, porém, está na atitude do time. Jogar com a indolência vista no sábado é meio caminho andado para perder. A apatia de grande parte dos jogadores foi o maior combustível para o entusiasmo do América. Arturzinho, que tinha conseguido reerguer o ânimo do time, terá que reiniciar o trabalho de motivação, que nem a garantia de bicho gordo (R$ 30 mil) conseguiu manter em alta.

O certo é que a incômoda 18ª posição na tabela intranquiliza o grupo e funciona como ponto favorável aos adversários, que entram mais confiantes e dispostos a superar um time que está na zona do rebaixamento.

Com 23 pontos em 22 rodadas, o Papão não pode mais aceitar passivamente a acumulação de maus resultados. Dependendo dos outros jogos da rodada, pode cair para a 19ª posição e ficar ainda mais distante do bloco intermediário. Historicamente, perder contato com os times que ocupam do 8º ao 14º lugar é um dos maiores indicativos de rebaixamento.

A 16 rodadas do término da competição, com oito jogos por cumprir em Belém (incluindo no cardápio as equipes mais fortes do torneio, Palmeiras e Chapecoense), ao Paissandu não resta outro caminho a não ser pontuar (e vencer) fora de casa. Seria muito bom começar isso hoje.

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Castigo para a malandragem

A Justiça Desportiva tardou, mas não falhou. O Aparecidense foi eliminado da Série D devido à invasão de seu massagista no jogo contra o Tupi. Em julgamento realizado na Câmara Disciplinar do STJD, ontem, o clube goiano foi excluído da competição por 3 votos a 1. Além da eliminação, Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, pivô de todo imbróglio, levou um gancho de 24 partidas.

O Aparecidense – enquadrado no artigo 205 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva – tem três dias para recorrer e tentar reverter a decisão. É improvável que consiga.

No jogo válido pelas oitavas de final da Série D, no último dia 7 de setembro, o placar terminou em 2 a 2, classificando a agremiação goiana. O problema é que a partida teve interferência direta do massagista Esquerdinha, que se postou junto à trave e impediu um gol do Tupi defendendo dois chutes desferidos da pequena área.

O insólito comportamento do massagista gerou muita revolta em Juiz de Fora. Esquerdinha por pouco não foi linchado, tendo que se abrigar no vestiário.

Que a decisão do tribunal sirva de exemplo (e jurisprudência), evitando novas atitudes antidesportivas no futebol brasileiro. A malandragem do massagista, comemorada por jogadores e dirigentes do Aparecidense, foi uma afronta ao espírito do fair-play (jogo limpo) que a Fifa tanto busca disseminar pelo mundo.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 17)

6 comentários em “É hora do dever fora de casa

  1. Não acredito em vitória do Paysandu, pois o mesmo é um time ridículo e fraco. Um amontoado de jogadores em fim de carreira, anões de jardim (pikachu, helington, yarley, djalma, aleílson…) todos com menos de 1,70. No futebol não existe mais espaço para esses pigmeus, só no Paysandu (ridículo). Infelizmente o rebaixamento está cada vez mais próximo e o pior é que teremos que ver, ou não, este mesmo time até o final.

    Hoje, veremos mais do mesmo. A conferir!

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  2. Joseney é difícil aceitar mas é a pura realidade do elenco bicolor, se existe algum problema e não é possível que ainda não tenham o encontrado este já deveria ter sido resolvido para o bem do clube.
    Alguns jogadores que o Arturzinho indicou mostraram ao que vieram a única exceção foio Fabiano,gordo e muito mal tecnicamente.
    Você tem razão quando fala do Iarley, Pikachu e Helington, quanto ao Aleílson ainda é cedo para julgar, o cara ainda não teve o entrosamento necessário e penso que esta sendo mal aproveitado no time.
    A série C de 2014 parece ser mesmo o destino de um Clube que passou seis anos no limbo e que com jogadores da base, regionais, tiraram o bicolor daquela situação.
    Hoje comum time inchado de merdalhões e recebendo em dia temos um time naufragando rumo a terceira divisão nacional.
    É uma pena mas é a realidade.
    Só as vitórias em casa não garantem mais o time do Paysandú na série B é imprescindível conquistar pontos fora de casa principalmente jogando contra equipes do mesmo porte do nosso!
    A série B deste ano está repleta de times ruins e o Paysandú está conseguindo a façanha de ser pior dos piores.
    Até um tempo atrás ainda apostava na permanência pois via nestes adversários diretos times de qualidade inferior ao nosso mas perdemos de 3 para o ABC, que era e é o lanterna, e agora outra derrota de 3 para o América-RN.
    Então amigos se é para cair vamos cair sem nos endividar acho que jogadores como Yarley, Eduardo Ramos (que pelo menos ainda jogou alguma coisa contra o América) e o Nicácio tem que ir embora, temos talentos iguais aos destes em nossa região é só garimpar, detalhe a janela fecha daqui a 13 dias!

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  3. Se essas legislações, esses tribunais de justiça desportiva atuassem desse jeito como puniram o massgista e excluíram o time dele da competição, como medida certa, desde as décadas de 60 e 70 quando existia em Belém so o Baenão para comportar jogos do brasileirão, o azulino, ex dirigente e deputado manoel ribeiro, tido como marechal da vitória, pela imprensa, estava ferrado e o remorto dele também, porque contam por aí que era comum em jogos decisivos esse senhor mandar apagar os refletores do estádio quando o remorto estava perdendo, jogando mal e sem indicios que poderia reverter o placar. Com isso era remarcado outro jogo, onde o remorto com novo ânimo muitas vezes revertia o placar, pois às vezes quando a luz retornava no jogo, as redes tinham sido tiradas das areas dos goleiros. Desse jeito, era dificil o remorto perder dentro do baenão. Numa dessa se deu mal na decisão de 71 quando mandou esconder as redes, mas dirigentes bicolores escoltados pela policia foram buscar as redes na curuzu, o jogo continuou e o remorto perdeu por 1 x0 sendo o bicola campeão
    kakakakakakakakaka
    kakakakakakakak

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  4. Concordo plenamente miguelangelo, inclusive com as demissões do plantel, o 1º como sempre é o técnico, depois Eduardo ramos, Nicácio e YARLEI, PELOS SALÁRIOS ESTRATOSFÉRICOS´, Fabiano Silva por deficiencia técnica, os demais, permaneceriam e para comandar esse time, cvaso não consiga contratar o João Galvão, mantém o Gameleira, pois a luta é para não cair para a série C, e nesse tipo de competição o que vale é a garra e a determinação, amor ao time e à terra, muuuuuito em falta nesse time, ontem postei aqui reclamando que está faltando sangue cabano nesse time, tem muuuito importado, sem os requisitos acima citados.

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  5. Faltou fair play a equipe do Aparecidense quando da bola ao chao concedida pelo Arbitro Arilson Bispo…era só deixar a pelota adentrar o gol que o futebol brasileiro (em tempos de Copa do Mundo) sairia ganhando …ufanista ? eu ? …nao…apenas um sonhador….Em tempo: eu sinceramente nao acreditava na desclassificacao do time Goiano…

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  6. É muito fácil dizer: dispensa os medalhões pra não ficar endividado. Pergunto: mas como? se o PAPÃO não tem dinheiro nem pra dispensar os medalhinhas. Meus amigos, contratou mal e paga bem, infelizmente vai ter que continuar pagando bem até o final do contrato, porque nenhum medalhão vai aceitar rescisão pura e simples. A justiça trabalhista está ai pra isso.

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