Brasileiro da Série B – Classificação geral

PG J V E D GP GC SG
Chapecoense 23 9 7 2 0 23 8 15 85.2
Palmeiras 22 10 7 1 2 20 7 13 73.3
Sport 21 10 7 0 3 20 12 8 70.0
Figueirense 19 10 6 1 3 22 16 6 63.3
Paraná 18 10 5 3 2 15 7 8 60.0
Joinville 17 10 5 2 3 19 11 8 56.7
América-MG 15 9 4 3 2 16 15 1 55.6
Bragantino 14 10 4 2 4 11 10 1 46.7
Icasa 13 10 4 1 5 14 18 -4 43.3
10º Atlético-GO 13 10 4 1 5 9 13 -4 43.3
11º Boa Esporte 13 10 3 4 3 8 12 -4 43.3
12º Oeste 12 10 3 3 4 11 16 -5 40.0
13º Guaratinguetá 11 10 3 2 5 14 18 -4 36.7
14º ASA 10 10 3 1 6 9 17 -8 33.3
15º São Caetano 10 10 2 4 4 10 10 0 33.3
16º Ceará 10 10 2 4 4 10 13 -3 33.3
17º Paissandu 9 10 2 3 5 12 16 -4 30.0
18º Avaí 9 10 2 3 5 12 18 -6 30.0
19º América-RN 9 10 2 3 5 11 20 -9 30.0
20º ABC 6 10 1 3 6 7 16 -9 20.0

Náutico bate Paragominas por 3 a 0

O Paragominas perdeu na tarde deste domingo sua invencibilidade na Série D. Foi derrotado pelo Náutico-RR por 3 a 0 no estádio Raimundo Ribeiro, em Boa Vista, em jogo válido pelo grupo A1. Os gols foram marcados no segundo tempo. Vanilson abriu o placar aos 2 minutos. Aos 12, Branco (emprestado pelo Remo) ampliou. E, aos 20 minutos, foi a vez de Cacau, cobrando falta. O PFC permanece em primeiro lugar, com 10 pontos em cinco jogos. O Náutico passou da 4ª para a 3ª posição, com seis pontos conquistados. O técnico Cacaio admitiu que os problemas financeiros, que provocaram uma paralisação do elenco durante a semana, podem ter afetado a produção do time em Boa Vista. Os atletas do Paragominas estão sem receber salário há três meses.

Rogerinho comanda o Papão contra Figueirense

Como o blog antecipou na madrugada deste dmingo, a diretoria do Paissandu oficializou neste domingo, em seu perfil no Twitter, o afastamento do técnico Givanildo Oliveira. A gota d’água foi a derrota diante do ABC por 3 a 0. Na verdade, o veterano treinador já havia se desgastado com a má campanha à frente do Papão. Ele deixa o comando após 8 partidas – 1 vitória, 2 empates e 5 derrotas. Givanildo assumiu o time no dia 7 de junho, na derrota frente ao Atlético Goianiense, em Goiás. A delegação retorna a Belém na madrugada desta segunda-feira e deve entrar em concentração para o jogo contra o Figueirense, na terça-feira, às 21h50, no estádio da Curuzu. Rogerinho Gameleira, auxiliar técnico, dirigirá o time contra o Figueira. A diretoria busca um outro treinador. Os nomes mais cogitados são os de Cacaio, Flávio Araújo e Vica,

Nicácio critica e Givanildo pode cair

PSC Rogerinho e Givanildo-Mario Quadros

“Nosso time precisa tomar vergonha na cara, não tem o que explicar com uma derrota dessas”. Esta foi a declaração do atacante Marcelo Nicácio à Rádio Clube, logo depois da partida em que o Paissandu foi derrotado pelo ABC, no sábado à noite. Vânderson, que entrou no intervalo do jogo, mostrou preocupação com o próximo compromisso, diante do Figueirense, na Curuzu. “Nosso time não pode jogar assim, temos que trabalhar colocar a cabeça no lugar e vencer o Figueirense-SC”, disse o volante. A delegação do Paissandu deve chegar a Belém na noite deste domingo. A programação prevista é de concentração fechada para os jogadores relacionados, Os zagueiros Jean (terceiro amarelo) e Fábio Sanches (expulso) desfalcam o Papão contra o Figueirense, na terça-feira.

A grande dúvida no clube é quanto ao futuro do técnico Givanildo Oliveira, que assumiu há seis rodadas e não conseguiu ainda formar um time confiável. Antes mesmo dos jogos fora de Belém seu trabalho já era alvo de críticas entre os torcedores e dirigentes. Depois das três derrotas seguidas (Boa Esporte, Atlético-PR e ABC), com fracas atuações do time, parte da diretoria do Paissandu já defende seu afastamento. O presidente Vandick Lima, que chefia a delegação, não se manifestou sobre o assunto. Na cúpula, ele seria hoje um defensor solitário da permanência do treinador. O auxiliar Rogerinho Gameleira, que dirigiu o time na vitória sobre o Paraná Clube em Belém, seria o provável técnico se Givanildo deixar o clube. (Com informações da Rádio Clube)

Obrigado a cada atleticano do mundo

Por Fred de Melo Paiva – do “Estado de Minas”

Depois de sorver 800 cervejas no Bar do Salomão e cantar o hino do Galo umas 350 vezes, acordo numa ressaca danada e temo que tudo não tenha passado de um sonho. Ligo para a recepção do hotel: “O senhor pode me confirmar, por gentileza, se o Atlético ganhou?” Sim, o Atlético ganhou. Ganhou. GANHOU! O ATLÉTICO GANHOU! Me belisco, tomo banho de água fria, chuto o pé da cama com o dedo mindinho, bato a cabeça contra a parede – sim, é tudo verdade: o Atlético é campeão da Libertadores. O título impossível, que tantas vezes e tão injustamente nos escapou, agora é nosso. Daqui pra frente, cada atleticano terá de se reinventar, porque cada um de nós foi forjado na dor e na esperança. Agora não dói mais, e tudo o que a gente esperou, como se Deus sorrisse pra gente, aconteceu de verdade.

Tinha que ser no Mineirão. Tinha que ser naquele endereço! Tinha que ser naquele gol, onde o Cerezo chutou pra fora em 1977. Calhou de eu estar sentado bem no meio do campo, onde em outros tempos ficavam as bandeiras verticais da Galo Elite. Ali, bem naquele pedacinho, eu virei adulto. Ali eu vi um negro alto e forte chorar todas as suas lágrimas quando o Sérgio Araújo empatou o jogo contra o Flamengo na Copa União. Esse negro alto e forte me abraçou com tanta emoção, com tanto afeto e sinceridade, que eu gostaria demais de saber onde ele estava na noite da última quarta-feira. Terá ele sobrevivido desde aquele longínquo 1987?

Foi nesse negro alto e forte que eu pensei quando olhava para o concreto aparente sob os meus pés e sobre a minha cabeça. Eu tinha que ver aquilo me sentando naquele lugar, olhando para o chão e para o teto, porque me faltou coragem para assistir aos pênaltis. E a cada bola que entrava, e a cada bola que não entrava, eu me sentia como o cego da crônica do Roberto Drummond – que ia ao campo mesmo sendo cego e via os gols no grito da Massa.

De repente, fez-se um silêncio. Eu quase pude ouvir o chute, e depois a bola estourando no travessão. O nosso Roberto Baggio, como bem disse o Juca Kfouri. Aquela bola no travessão é o ponto final de tudo – de todas as desgraças da vida, dos sonhos que não realizamos, dos amores que não vivemos. Quando eu tirei os olhos do chão, uma criança à minha frente me olhou nos olhos e disse que a gente ia ganhar. Que coisa mais linda poder ensinar a uma criança que se a gente não desiste, se a gente persiste e acredita, a nossa hora chega.

Quando a Massa estourou junto com aquela bola na trave, eu corri pra abraçar esse menino, como se fosse eu o negro alto e forte que me abraçou em 1987. Obrigado, menino! Obrigado, meu Deus! Obrigado a cada atleticano do mundo! Obrigado aos meus tios que me fizeram ser atleticano! Obrigado, Victor, Leonardo Silva, Jô! Obrigado, Gropen! Obrigado, Kalil! Ontem o seu pai estava lá, eu tenho certeza.

Agora, do alto da minha mais importante ressaca de todos os tempos, me pergunto: o que faremos nós de nossas vidas? Que outro objetivo vamos almejar? Formar um filho? Casar uma filha? Ganhar o primeiro milhão? Ficou tão pequeno… Talvez eu me mude para o Salomão. Talvez vire um andarilho, para pagar a promessa não cumprida do Telê. Talvez eu caminhe até o Marrocos, abrindo o Atlântico como Moisés.

OMS apoia programa Mais Médicos

Da Folha de S. Paulo

Em meio a uma chuva de críticas de médicos, políticos e escolas de medicina direcionadas ao programa Mais Médicos, a OPAS (braço da Organização Mundial da Saúde para as Américas) saiu em defesa da proposta do governo Dilma Rousseff. Em nota publicada em seu site, a OPAS afirma que “vê com entusiasmo o recente pronunciamento do governo brasileiro sobre o programa Mais Médicos”.

“Para a OPAS/OMS, as medidas de levar médicos, em curto prazo, para comunidades afastadas e de criar, em médio prazo, novas faculdades de medicina e ampliar a matrícula de estudantes de regiões mais deficientes, assim como o numero de residências médicas, são corretas, pois países que têm os mesmos problemas e preocupações do Brasil, estão colhendo resultados da implementação dessas medidas. Em longo prazo, a prática dos graduandos em medicina, por dois anos no sistema público de saúde, deve garantir, juntamente com o crescimento do sistema e outras medidas, maior equidade no SUS”, diz o texto publicado na semana passada.

O programa tem dois eixos principais: fixar médicos brasileiros e estrangeiros no interior do país e nas periferias das grandes cidades, e ampliar o curso de medicina, com dois anos extra de serviços prestados na rede pública de saúde. Hoje, porém, o governo admitiu que pode rever a ampliação do curso de medicina com os dois anos extras de serviços prestados no SUS (Sistema Único de Saúde) após a resistência de médicos, parlamentares e faculdades de medicina públicas e privadas. “Em vez de serem dois anos a mais de graduação, a recomendação da comissão de especialistas do MEC é que fossem dois anos de residência médica”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante (Educação).

Papão perde para o lanterna do campeonato

O que parecia improvável, acabou acontecendo. O Paissandu perdeu os três jogos de seu giro fora de Belém e retorna a Belém eliminado da Copa do Brasil e na zona de rebaixamento da Série B. Na noite deste sábado, no estádio Frasqueirão em Natal (RN), o Papão foi derrotado pelo ABC por 3 a 0 e complicou sua situação no campeonato. Jogando para pouco mais de 3 mil torcedores, o ABC pressionou o time paraense desde os primeiros minutos, buscando obter sua primeira vitória. Aos 23 minutos, depois de uma sequência de chutes, Guto abriu o placar.
Atordoado com o gol, o Paissandu buscou reagir, mas esbarrou na dura marcação potiguar e na falta de inspiração de seus principais jogadores. Para tentar empatar a partida no segundo tempo, o técnico Givanildo Oliveira mudou o esquema 3-5-2 e substituiu o zagueiro Jean pelo atacante Marcelo Nicácio. Tirou Ricardo Capanema e botou o veterano Vânderson em campo. O time foi à frente, mas todas as tentativas de gol paravam na defesa alvinegra ou nas mãos do goleiro Rafael Robalo.
Aos 34 minutos, explorando o contra-ataque, o ABC chegou com perigo e, depois de uma furada de Raul, o meia Pingo bateu no canto esquerdo de Marcelo, fazendo o segundo gol. Em novo vacilo dos zagueiros, surgiu o terceiro gol, aos 39. Bileu entrou na área pelo lado esquerdo e chutou entre as pernas de Fábio Sanches e Pikachu. E o ABC ainda esteve perto de fazer o quarto gol, em chute de Erick Flores que acertou a trave. Foi a primeira vitória do time potiguar na Série B e a quinta derrota do Paissandu. Nos instantes finais, o zagueiro Fábio Sanches recebeu o cartão vermelho e desfalca o Papão no jogo de terça-feira contra o Figueirense, na Curuzu.

ABC – Rafael Robalo; Renato, Flávio Boaventura, Lino e Guto; Bileu (Leandro Santos), Edson, Diego Barcelos (Pingo) e Erick Flores; Vanderlei (Alvinho) e Tony; Técnico: Waldemar Lemos.

PAISSANDU – Marcelo; Fábio Sanches, Jean (Marcelo Nicácio) e Raul; Pikachu, Capanema (Vânderson), Zé Antônio, Eduardo Ramos e Gaibú; Iarley e Careca. Técnico: Givanildo Oliveira.

Árbitro: Francisco Almeida (CE). Cartões Amarelos: Jean, Zé Antônio, Gaibú, Eduardo Ramos, Bileu, Erick Flores, Renato, Flávio Boaventura e Vanderlei. Cartão Vermelho: Fábio Sanches.

Renda: R$ 13.832. Público Pagante: 3.118.

Craques não envelhecem

Por Gerson Nogueira

bol_dom_280713_23.psO futebol passa ocasionalmente por mudanças, tanto quanto à forma de jogar quanto sobre o estilo dos jogadores. Ao longo de mais de 100 anos, o jogo sofreu incontáveis evoluções e outras tantas regressões, mas continua apaixonante porque tudo se concentra na figura do craque, o atleta diferenciado capaz de fazer com que o esporte alcance níveis de grande arte.

Nos últimos tempos, como várias outras modalidades, o futebol passou a ser visto como um esporte essencialmente de jovens, sem espaço para veteranos. Essa ideia ganhou força desde que o avanço do preparo físico se tornou parte indissociável da estruturação de um time.

A curva no sentido de valorizar atletas de alto rendimento passou a ficar bem clara em 1970, sendo que o Brasil teve papel decisivo na consolidação das modernas técnicas de preparação, a partir do elogiado planejamento para enfrentar a altitude da Copa do México.

Durante os jogos daquele mundial, os times europeus sofreram com as altas temperaturas das cidades mexicanas no horário dos jogos e o Brasil beneficiou-se da esmerada técnica de seus craques aliada ao fabuloso fôlego garantido pelos métodos de sua comissão de preparadores físicos.

Desde então, o futebol nunca mais seria o mesmo. As Copas seguintes (notadamente as de 1974, 1982, 1994 e 2006) mostraram uma exuberância do condicionamento físico, tendo até, em alguns casos, prejuízos quanto à qualidade técnica das equipes.

Curiosamente, o processo de valorização da juventude no futebol não sufocou a experiência, patrimônio cada vez mais respeitado no primeiro mundo da bola. Grandes times europeus sempre têm espaço para veteranos. Desde que a idade venha acompanhada de um selo de qualidade. Significa que enquanto houver bola rolando craque sempre terá espaço, mesmo que não seja mais um garotinho.

O atual Campeonato Brasileiro é prova viva dessa realidade. Os destaques do primeiro quarto da competição são jogadores maduros, alguns em idade quase de aposentadoria, mas que se mantêm ativos pela qualidade da preparação usada hoje e a disciplina que só grandes atletas conseguem ter.

Alex (Coritiba), Seedorf (Botafogo), Zé Roberto (Grêmio) e Juninho Pernambucano (Vasco) personificam essa geração de dinossauros que teima em não vergar ao peso da idade. Subvertem, com dribles e gols, a lógica vigente de que o mundo é dos jovens.

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Um legítimo fenômeno paraense

Depois de três medalhas de ouro ganhas durante a semana no Mundial de Atletismo Paralímpico de Lyon, na França, o paraense Alan Fonteles já é observado pelo mundo como nova sensação das pistas, tomando um lugar que um dia já foi do sul-africano Oscar Pistorius.

Na última sexta-feira, Alan venceu nos 400 metros, que não é sua prova preferida e é considerada uma das mais duras para atletas paralímpicos, e alavancou o cartel brasileiro na competição – agora em 14 vitórias, superando os números de 2011. Mais que isso: o talento paraense empurrou o Brasil para o segundo lugar geral, atrás apenas da Rússia. Mesmo que não supere a potência europeia, esta já é a melhor participação nacional.

E isso se deve ao grande momento de Alan, que no domingo passado bateu o recorde mundial dos 200 metros da categoria T43 (biamputados das pernas), quebrando marca de Pistorius. Transpôs a linha de chegada com o tempo de 20s66. Na terça, voltou a correr e venceu nos 100 metros.

Ontem, Alan tinha chances de ganhar outra medalha, a do revezamento 4×100 metros. Independentemente do resultado final, já há um consenso: o atletismo paralímpico tem uma nova estrela de primeira grandeza. Orgulho do povo paraense.

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Bola na Torre

Julio César Emmel, respeitado consultor em projetos de sócio-torcedor e atual responsável pelo Programa Sócio Bicolor, é o convidado desta noite do Bola na Torre (RBATV). Guilherme Guerreiro apresenta, com participação de Valmir Rodrigues e deste escriba baionense. Começa logo depois do Pânico na Band, por volta da meia-noite.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 28)