Sócio Bicolor terá atendimento na Curuzu

A coordenação do Programa Sócio Bicolor informa que, nos próximos dias 29 e 30 deste mês, a central de atendimento irá funcionar no Estádio Leônidas Castro (Curuzu). A mudança visa atrair mais torcedores para o plano de fidelização, uma vez que o próximo jogo do Papão será dentro de casa – na próxima terça-feira (30), às 21h50, contra o Figueirense. O horário de atendimento para a torcida bicolor será de 09h às 18h. Os pertencentes ao antigo programa Fiel Torcedor Bicolor terão que fazer o recadastramento e a migração para o Sócio Bicolor. Os participantes deste programa receberão pela última vez os ingressos. Para o outro jogo, marcado para o dia 6 de agosto, somente os cadastrados no Sócio Bicolor poderão ter acesso aos ingressos. Os torcedores que aderiram ao plano Papão da Curuzu poderão comprar os seus ingressos de forma antecipada com o desconto de 50% até esta sexta- feira (26), na sede social na avenida Nazaré, de 09h às 18h.  

Jogadores do Paragominas voltam a entrar em greve

Os jogadores do Paragominas iniciaram nova greve, nesta quinta-feira, depois que expirou o prazo para que a diretoria pagasse os salários atrasados. Os atletas decidiram só voltar a treinar e jogar pelo Brasileiro da Série D quando o pagamento for feito. “A diretoria prometeu nos pagar na quarta-feira (24), mas não falaram nada para gente, ficam parecendo crianças. Tem alguns jogadores que falaram em viajar para jogar contra o Náutico-RR mesmo com os salários atrasados, mas não daria nem para completar um time. Os mais experientes já decidiram que não viajam”, disse ao DOL um dos líderes do grupo, sem se identificar. os jogadores mais antigos estão com três meses de salários atrasados e os mais novos, contratados para a Série D, estão há dois meses e 10 dias sem receber.

PFC Campeao 2o turno-Mario Quadros

O PFC tem jogo programado pela sexta rodada da Série D para domingo (28), às 17h, contra o Náutico-RR, em Boa Vista (RR), no estádio Raimundo Ribeiro. Mesmo com os salários atrasados e a revolta dos jogadores com a diretoria, o PFC se mantém invicto e é o líder do grupo A1, com 10 pontos em quatro jogos disputados, com um aproveitamento de 83%. (Com informações do DOL e da Rádio Clube – Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Vitória do Galo e seus renegados

Por Gerson Nogueira

Ronaldinho Gaúcho não teve participação destacada no jogo mais importante da história do Atlético-MG. Parecia meio travado e não conseguiu fazer a diferença no meio-de-campo, apesar de desfrutar de surpreendente dose de liberdade. Ficou até em plano inferior a jogadores menos celebrados pelos atleticanos, como Jô, Leonardo Silva e Josué. Não teve nem a chance de fechar a série de penalidades, pois a contagem terminou antes de sua cobrança – o chute de Jimenez estourou na trave.

bol_qui_250713_15.psMas não há ninguém que personifique tão bem o valor redentor da conquista atleticana do que Ronaldinho. Foi resgatado pelo clube depois de sair escorraçado do Flamengo. Mostrou vontade, disposição e comprometimento. Virtudes que muitos imaginavam que ele não seria capaz de mostrar.

No confronto de ontem com o Olímpia, Ronaldinho se restringiu a passar bolas, sem arriscar. Acertou um belo chute de fora da área, defendido pelo goleiro. Depois, errou um cabeceio de frente para o gol e cobrou uma falta na barreira. E foi só. Quando a partida acabou, porém, todos os olhares se voltaram para o camisa 10.

Como Cuca, outro que precisava se livrar da fama de azarado, Ronaldinho parece ter se agarrado ao projeto do Atlético como se fosse a última chance de sua carreira – e talvez fosse mesmo. A improvável reunião de tanta gente que precisava dar respostas deu certo.

É claro que uma conquista dessa magnitude não pode ser atribuída a uma só figura. Além dos jogadores que se brilharam nos momentos decisivos, como o goleiro Victor, há a firme liderança de Cuca. Fiel ao estilo ofensivo e habilidoso que sempre prevaleceu em seus times, fez do Galo uma exceção entre os disputantes da Libertadores deste ano.

Ao contrário da multidão de times retrancados e especialistas em contra-ataque, o Galo foi vencendo obstáculos jogando objetivamente e quase sempre de maneira bonita. Utilizou sempre quatro atacantes (Jô, Bernard, Diego Tardelli e Ronaldinho), auxiliados por laterais avançados e participantes.

Esse estilo destemido rendeu bons frutos na reta final, embora pregando grandes sustos na apaixonada torcida campeã, cujo entusiasmo e vibração nos cânticos foram também peças fundamentais na conquista.

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Papão melhora, mas sai da Copa

Com um pouco mais de capricho e ousadia nos lances ofensivos, o Paissandu talvez tivesse obtido a classificação dentro da Vila Capanema, em Curitiba, ontem à noite. Faltou ao ataque a coragem para arriscar mais chutes de fora da área e infiltrações na área. Quando o time fez isso, o gol aconteceu.

Antes do jogo, uma surpresa. Givanildo lançou uma formação que até então não havia experimentado. Botou três zagueiros – Jean, Sanches e Raul – para conter a pressão do Atlético-PR. Esse desenho tático, revelado só minutos antes da partida, parece ter atrapalhado os jogadores de meio-de-campo do próprio Paissandu, que exibiam dificuldades para se posicionar na cobertura da zaga e nas antecipações.

Contribuiu bastante para essa confusão o gol sofrido logo no começo, nascido de pênalti inexistente, que comprometeu a estratégia do Papão. Em vantagem, o Atlético se segurou em seu campo, tocando a bola e esperando surgir algum espaço para explorar. Com isso, não havia como os laterais Pikachu (principalmente este) e Rodrigo Alvim se lançarem ao ataque.

Voltou o Paissandu à velha situação de impotência e hesitação que se abate sobre o time quando precisa tomar as rédeas da partida. No primeiro tempo, teve a posse de bola, mas não sabia como fazer uso dela. Capanema corria, se esforçava e se metia a armar jogadas, Gaibú não armava nem marcava e Eduardo Ramos se perdia em toques para os lados e algumas firulas desnecessárias. Ainda assim, podia ter empatado se Pikachu não perdesse o gol mais feito do ano.

Depois do intervalo, Ramos passou a dominar o setor de meio-campo e o Paissandu cresceu junto com ele. Teve a infelicidade, porém, de sofrer um segundo gol em desatenção dos zagueiros. Com Ramos, Careca e Iarley se movimentando mais, embora este último esteja visivelmente fora de suas melhores condições, o Paissandu conseguiu botar a bola no chão e apertar a zaga atleticana. O gol saiu, depois de um ataque fulminante, mas faltou a força necessária para ir em busca da igualdade que garantiria a classificação.

É preciso fazer justiça, porém, à ligeira evolução que a equipe apresentou em comparação com os últimos jogos na Série B. Caso o time mantenha a qualidade exibida no segundo tempo, a campanha na Segundona ainda pode ser recuperada.

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Remo e o direito à livre manifestação

A diretoria do Remo organizou ontem uma faxina geral nas dependências do estádio Evandro Almeida. Uma sessão de “descarrego”, com muito banho de cheiro e ervas trazidas do Ver-o-Peso. A ideia é sacudir a poeira e dar a volta por cima, afastando o mau-olhado, a pissica e a urucubaca. Curiosamente, a iniciativa gerou críticas melindrosas por parte de muita gente, que viu no gesto apenas uma atitude infantil e supersticiosa. Outros chegaram a visualizar um suposto desrespeito aos rivais.

Bobagem. Isto é apenas futebol, um esporte tão brasileiro que comporta manifestações e crenças de toda espécie. O banho cheiroso das erveiras é tão legítimo quanto as demonstrações de fé com a imagem da Virgem de Nazaré nos estádios. Há quem faça promessas e mande celebrar missas por força de interesses futebolísticos. No fundo, tudo é válido. E nada que venha do coração deve ser reprimido.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 25)

Galo forte e vingador conquista Libertadores

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Atlético-MG é o décimo time brasileiro a conquistar a Libertadores desde o início da competição em 1960. É o país com o maior número de ganhadores distintos. A Argentina vem atrás com sete clubes. Além da equipe mineira, também já ganharam o São Paulo e o Santos (três), Cruzeiro, Grêmio e Inter (dois), Vasco, Palmeiras, Flamengo e Corinthians (um). Se o Brasil alcançou a marca argentina de títulos seguidos, o mesmo está longe de ocorrer em relação a finais consecutivas. No total de títulos, porém, os argentinos continuam à frente, com 22 conquistas contra 17 dos brasileiros.

Os principais campeões da Libertadores são, pela ordem: Independiente, com sete troféus (1964, 1965, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1984), Boca Juniors, com seis (1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007) e o Peñarol, com cinco taças (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987).

O time mineiro foi também o sétimo do país a levantar a taça logo na sua primeira final. O primeiro a conseguir o feito foi o Santos, que bateu o Peñarol em sua primeira decisão de Libertadores, em 1962. Um ano depois, foi campeão em cima do Boca Juniors. Arquirrival do Atlético-MG, o Cruzeiro também teve sucesso em sua primeira decisão de Libertadores, em 1976, quando passou pelo River Plate. Foi campeão também em 1997 ao bater o Sporting Cristal, do Peru.

Flamengo, em 1981, Grêmio, em 1983, Vasco, em 1998, e Corinthians, no ano passado, foram os outros times que conquistaram o título da competição logo na primeira final. O Flamengo passou pelo Cobreloa, do Chile, enquanto o Grêmio bateu o Peñarol na decisão. Já o Vasco ganhou a taça com duas vitórias sobre o Barcelona, do Equador. O Corinthians, por sua vez, derrotou o Boca Juniors para se consagrar campeão.