O passado é uma parada…

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A foto é de 22 de julho de 1945, data marcante para todo torcedor do Papão. Naquele dia, o time alviceleste aplicou a histórica goleada de 7 a 0 sobre os rivais azulinos. A partida foi realizada no estádio Evandro Almeida. O primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para os bicolores, gol assinalado por Hélio. Na etapa final, veio o massacre: Farias fez o segundo logo a 1 minuto. Os três gols seguintes foram marcados por Soiá, aos 4, 9 e 20 minutos. Hélio foi o autor do sexto gol, aos 24 minutos, e Nascimento liquidou a fatura aos 44. O Paissandu atuou com Palmério; Izan, Athenágoras, Mariano, Manoel Pedro e Nascimento; Arleto, Hélio e Guimarães; Farias e Soiá.

18 comentários em “O passado é uma parada…

  1. Uma Espinha na Garganta dos Azulinos

    Para muitos, foi a maior vitória alcançada pelo Paysandu em toda sua história, os 7 x 0 sobre o Clube do Remo. Realmente, vencer um clássico como o Paysandu x Remo por um placar tão grande, em jogo de Campeonato não deixa de ser um fato significante, ainda mais se levarmos em conta a grande rivalidade existente entre os dois grandes clubes paraenses.

    A vitória de 7 x 0 do Paysandu sobre o Clube do Remo ainda hoje é lembrada por todos como se tivesse acontecido ontem e já são passados mais de 50 anos daquela partida, sem que se repita outro placar igual entre as duas equipes.

    É bom lembrar os 7 x 0, lendo-se a descrição de “A Vanguarda”.

    PAYSANDU 7 x 0 CLUBE DO REMO
    Data : 22 de julho de 1945
    Representante da FPD: Tenente Euclides Rodrigues (Júlio César E. Clube).
    Campo: Antonio Baena (Remo)
    Juiz: Alberto Monard da Gama Malcher
    Bandeirinhas: Antonio Francisco Monteiro e Madson Leite Vasconcelos Anormalidades: Expulsos Arleto e Vicente, aos 43 minutos do primeiro tempo.
    Renda: Cr$ 25.000,00
    Gols: Hélio, aos 37 minutos do primeiro tempo; Farias, a 1 minuto; Soiá, aos 4, aos 9 e aos 20; Hélio, aos 24; e Nascimento, aos 44 minutos do segundo tempo.
    Caráter: 1o Turno do Campeonato Paraense de Futebol da 1o divisão de 1945
    PAYSANDU: Palmério, Izan e Athenagoras; Mariano, Manoel Pedro e Nascimento; Arleto, Hélio, Guimarães, Farias e Soiá.
    REMO: Tico-Tico, Jesus e Expedito; Mariosinho, Rubens e Vicente; Monard, Jiju, Jango, Capi e Boró.

    ALVI-AZUIS DERAM BAILE
    (A Vanguarda, 23.07.45)

    Quem apreciou a peleja de ontem desde os seus primeiros minutos há de ter notado o fracasso absoluto, total, decepcionante, que constituiu a esquadra do Remo no segundo período, após ter realizado um promissor primeiro tempo, dando sérios trabalhos a defesa do Paysandu para com a ausência de um só elemento, entregar-se de maneira envergonhante, humilhando-se frente ao seu adversário de todos os tempos , o Paysandu.

    O marcador final não diz absolutamente o que foi o primeiro período da luta, quando escoou-se o tempo com uma bola apenas de diferença e destacava-se no conjunto dos times que iríamos assistir um belo espetáculo futebolístico, que, se não mostra-se técnica, apresentava pelo menos vibração e entusiasmo.

    Tal não se deu, entretanto. O Remo, com um “Buraco” na linha média resultante da saída de Vicente, entregou-se logo nos primeiros minutos do segundo tempo. E a turma da Curuzu não conversou. Tirou partido da situação, como qualquer um faria. Meteu gol, e muito. Depois procurou debochar, humilhando ainda mais o time de Antonio Baena que deixou-se abater por alto escore, numa verdadeira debacle para todo onze.

    Apreciação da luta

    Quando Malcher deu início ao prélio, os quadros procuraram a se empregar de maneira admirável. Com técnica restrita, mas com disposição de pelo menos, fazer uma boa demonstração de fibra. O Remo passou a fazer pressão séria. Forte. E o arco de Palmério passou por maus bocados, pois, nada menos de dois escanteios foram dados, seguidos por uns “melés” seríssimos, que quase abriram a contagem. O público azulino passou a vibrar de entusiasmo. Notava-se mais harmonia e mais direção no quadro alvi-azulino, mais harmonia e mais direção no quadro alvi-azul, mas a gente remista estava possuída de maior vontade. Parece que, não confiando em sua produção física, os atletas remistas davam tudo nos primeiros momentos, para consolidar a vantagem nos minutos primeiros, esquecidos talvez de que o jogo é atuado em 90 minutos.

    Entretanto, a pressão do Remo, não nada para o “placard” pois só uma bola foi atirada ao arco, em arremate de Jiju que bateu na trave lateral.

    O quadro alvi-celeste não se entregava, porém. Apesar do embaralhamento de certos momentos da defesa. Izan policiava Jango de maneira espetacular e Nascimento atuava um pouca recuado para auxiliar Athê.

    Em 30 minutos de luta, o Remo fez maior pressão, ainda. Atacava em denodo, procurando embaralhar os adversários da defesa. Mas, com o arremesso de Farias a Arleto, o ponteiro direito do Paysandu que atuava em forma esplêndida, chamou Expedito e deu alto a Hélio. O centroavante pulou com Jesus no lance. A bola caiu-lhe nos pés e Hélio arrematou sem apelo. Era a abertura da contagem.

    Após o lance de Hélio com a partida quase no final do primeiro tempo, Arleto e Vicente trocaram “impressões”. Foi um lance rápido, esse do médio remista e do ponta alvi-azul. Não vimos a razão, pois o jogo se desenvolvia em outra parte do gramado e foi “sururu” sem bola. Nem mesmo Malcher Filho apercebeu-se do incidente, senão depois, quando as autoridades envadiram o campo para conter os dois jogadores. Serenados os ânimos, ambos foram expulsos de campo, já com a primeira parte da pugna em seus minutos finais.

    No segundo tempo, o Remo cometeu a pior “gafe” para um quadro futebolístico. Ao invés de cobrir o claro deixado por Vicente na linha média com qualquer jogador de ataque, persistiu em continuar com dois homens na intermediária e cinco na linha. Se a saída de Vicente iria a deixar um autêntico “buraco” técnico, a não inclusão de outro jogador no lugar do excelente médio pôs a defesa andando às tontas, com o barco dando “água” de um lado.

    Para o Paysandu, aquilo foi de “colher” naturalmente. E, com apenas 1 minuto de jogo, Farias aumentou a contagem. Mais tarde, passados uns cinco minutos, outro tento do Paysandu. Era a consolidação da vitória. Passaram os alvi-azuis a dar “baile”. Baile com música e tudo, como se diz na gíria. Todos os ataques pela direita com Farias fazendo de extrema e meia. Expedito parou. Era impossível atuar sozinho, mormente tendo em vista que o grande zagueiro ressentiu-se da atuação de Jesus. Foi uma debacle do Remo. O Paysandu passou a dominar o seu antagonista, não procurando encurralá-la mas abrindo o jogo para mais se fazer sentir o “claro” da defesa azul escura, e com isso, veio o quarto tento, o quinto, o sexto, o sétimo, feito por Nascimento após fintar três adversários dentro da área. Ninguém mais se entendia no quadro remista. Tontos , completamente tontos, os atletas da camisola azul-marinho.

    Marcou a peleja de ontem, não só uma decepcionante atuação dos azulinos, mas, também, o maior escore até hoje verificado na história do “Clássico dos Clássicos”. 7 x 0 foi muito, não há dúvida. Mas, acontece que o Paysandu tirou partido da situação. E, daí, o valor do quadro da camisa bicolor que ontem reabilitou-se amplamente no conceito de seus inúmeros admiradores. Foi uma autêntica goleada. Mesmo sem um futebol cem por cento, o Paysandu levou a melhor de maneira a não deixar dúvidas.

    Com a vitória de ontem, o Paysandu deu mais um passo à campanha do tetracampeonato paraense de futebol.

    OS QUADROS

    Time do Paysandu está fazendo a defesa cerrada. Mesmo ainda nos primeiros passos, o quadro campeão já demonstra melhor produção do que nos dois jogos atrás. Nota-se uma defesa mais homogênea e um ataque pecando em certos momentos pelo “catedratismo”, mas positivo e capaz de grandes arrancadas. Palmério, ontem, não teve trabalho. Mas no primeiro tempo em que predominou forte pressão azulina, o goleiro do “Papão” não teve tempo de se exibir. Izan fez a melhor partida em toda sua vida futebolística. Anulou Jango, não dando oportunidade ao comandante remista de fazer um só arremesso.

    A linha média, homogênea. Na turma da vanguarda, sobressaíram todos, inclusive Hélio, voltando a forma aos poucos. Arleto estava em dia de gala. Guimarães foi o cérebro do ataque.

    O time do Remo pecou por apresentar Mariozinho e Rubens na linha intermediária. O primeiro, um médio de poucos recursos e o segundo, fora de forma física. Caindo de produção no segundo tempo, Rubens comprometeu. Tico-Tico falhou em inúmeros lances. A zaga, fraca. Na vanguarda do Remo, apenas Capi dava combate e Monard demonstrava boa vontade. O resto nulo. Jango comprometeu.

    A ARBRITAGEM DE MALCHER

    Malcher atuou bem. Não foi culpado do incidente Vicente/Arleto. Malcher procurou evitar o jogo violento e conseguiu, de certa maneira. Teve algumas falhas, mas que não tiveram influência no marcador final e nem no cômputo geral de sua arbitragem que foi honesta e criteriosa.
    História | O Penta em 1947 | 7 a 0 no Remo | Arquivo
    Fonte das Informações: Livro “A História do Paysandu Sport Club 1914 – 1995”, de Ferreira da Costa
    Pesquisas para o Campeões do Futebol realizadas por Sidney Barbosa da Silva
    Página adicionada em 26 de julho de 2010.

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  2. E o Caxiado bem que tentou impingir que esse jogo nunca existiu.

    Ele quiz aplicar a técnica nazista “uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade” como ainda faz até agora.

    Mentiroooooooooso.

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  3. Eu prefiro o nosso maior tabu do mundo o 33, ele não só está engasgado só na garganta mas na cabeça das bicoletes kkkkkk não vou nem falar nas duas carreiras de campo do fujão sem vergonha kkkkkkkkkkk

    Paulo Arthur

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  4. Ei, Seu Cláudio, tens que comentar, sim: quem era o técnico remista, que não cobriu o “buraco” no meio de campo ?! rsrs

    Égua ! Muito bacana as reportagem do jogo, nessa jornal A Vanguarda ! Veja o trecho abaixo:

    O Paysandu passou a dominar o seu antagonista, não procurando encurralá-la mas abrindo o jogo para mais se fazer sentir o “claro” da defesa azul escura, e com isso, veio o quarto tento, o quinto, o sexto, o sétimo, feito por Nascimento após fintar três adversários dentro da área. Ninguém mais se entendia no quadro remista. Tontos , completamente tontos, os atletas da camisola azul-marinho.

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  5. É mesmo flor (deve ter sofrido muito buling) kkkkkkk coitado, deve ter sofrido muito com o tabu 33 kkkkk dizem que choravam escondido kkkkkkk também né 5 anos apanhando não é fácil kkkkkkkk ainda mexe com a cabecinha oca de qualquer um bicolete daquele tempo kkkkkk fuiiiii

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