O passado é uma parada…

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A foto é de 22 de julho de 1945, data marcante para todo torcedor do Papão. Naquele dia, o time alviceleste aplicou a histórica goleada de 7 a 0 sobre os rivais azulinos. A partida foi realizada no estádio Evandro Almeida. O primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 para os bicolores, gol assinalado por Hélio. Na etapa final, veio o massacre: Farias fez o segundo logo a 1 minuto. Os três gols seguintes foram marcados por Soiá, aos 4, 9 e 20 minutos. Hélio foi o autor do sexto gol, aos 24 minutos, e Nascimento liquidou a fatura aos 44. O Paissandu atuou com Palmério; Izan, Athenágoras, Mariano, Manoel Pedro e Nascimento; Arleto, Hélio e Guimarães; Farias e Soiá.

DIÁRIO conquista Prêmio de Jornalismo Científico

1013096_10200949066161300_462259393_nA Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa (Fapespa) divulgaram, nesta terça-feira, o resultado do I Prêmio Paraense de Jornalismo Científico, cujos objetivos são valorizar os profissionais da imprensa que fazem jornalismo sobre a Ciência no Pará e incentivar veículos de comunicação locais a publicarem matérias sobre conteúdos científicos.
A matéria especial intitulada “O caminho das águas”, do repórter Ismael Machado (foto), publicada pelo DIÁRIO, foi a vencedora na categoria “Impresso”. A reportagem aborda os desafios em torno do abastecimento de água no Estado, utilizando estudos e argumentos científicos sobre a realidade da população que enfrenta o problema, expondo exemplos e alternativas para garantir a qualidade da água na região.

Manifestações pioraram o Brasil

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Por Miguel do Rosário

É duro constatar, mas acho que as manifestações pioraram o Brasil. Ficamos mais conservadores, mais violentos, mais condescendentes com saques e depredações. A direita ficou mais próxima de voltar ao poder. O Brasil não melhorou em nada. Por isso a mídia está tão eufórica com as manifestações, chamando-as de pacíficas mesmo que seus carros estejam sendo incendiados, as fachadas de seus prédios depredadas, seus repórteres obrigados a cobrir os eventos do alto de helicópteros ou de cima de prédios.

Nem em situações de guerra, vimos repórteres tão precavidos com sua segurança. Mas as manifestações continuam sendo descritas como ~pacíficas~ e o vandalismo como coisa de uma minoria ou de ~infiltrados~.

Não são infiltrados. Eles fazem companhia aos manifestantes desde o início das passeatas. Gritam com eles, fazem sua ~segurança~ e expulsam aqueles que não consideram ~adequados~ à estética do protesto: movimentos sociais, sindicatos, partidos, etc. Quando o protesto chega ao fim, a testosterona da playboyzada acostumada a filmes de destruição e videogames violentos fala mais alto e todos partem para o quebra-quebra. E no dia seguinte, ~intelectuais~ justificam os saques dizendo que os saqueadores “nos representam, são os únicos que nos representam”, conforme disse Francisco Bosco.

Enquanto isso, os homens de “bem” dizem que apoiam as manifestações, que o Brasil precisa mudar. Mas ninguém percebe que o pacto democrático implica em que as mudanças devem ser discutidas com toda a sociedade, e realizadas mediante instrumentos democráticos e pacíficos.Até porque, em caso contrário, voltamos à barbárie em que aqueles que falam mais alto, tem mais músculos e são ricos o suficiente para pagar bons advogados, serão os todo-poderosos das manifestações e da política.

Por mais que os instrumentos democráticos sejam demorados, são os mais seguros, prudentes, e que nos afastam de situações de guerra social. Adotaremos modelos de guerra civil da África sub-saahariana?

Se as depredações são justificadas, o que vem em seguida? Assassinatos e linchamentos dos donos dessas lojas? Restarauntes serão invadidos por ~manifestantes~ enfurecidos e seus clientes espancados? Aí ninguém mais vem ao Brasil, ninguém mais investe em nosso país, o desemprego aumenta, e tudo desanda. A economia precisa de estabilidade e um mínimo de paz social para se desenvolver.

Algumas revoluções são lindas, mas só quando absolutamente necessárias e inevitáveis. Revolução conduzida por jovens mascarados de classe média alta, filhos da elite mais reacionária do país, ninguém merece.

Temos assistido um ataque às instituições e aos valores democráticos. Em tempos de simulacro e midiatização de tudo, as pessoas assistem ao quebra-quebra como quem vêem filmes. Mas milhões estão sofrendo transtornos. As polícias estão sendo pressionadas psicologicamente muito além do limite razoável. No Leblon, assistimos vídeos (eu assisti) com centenas de playboys humilhando um PM que passava pelo meio da multidão. Quem mora em grande cidade, já viu esta cena antes.

Hà alguma coisa estranha no ar. Não queria ser paranóico. Mas neste momento de delírio coletivo, talvez seja a hora de sê-lo. E vamos tentar chamar as pessoas à razão.

As pessoas estão desenvolvendo um ódio irracional à política e aos políticos. Qual a razão do ódio súbito a Sergio Cabral? Porque “privatizou” o Maracanã? Porque está tocando as obras da Copa? Ora, não dá para entender. Num lugar protestam porque o Estado gastou com a construção de um estádio, no outro porque entregou ao setor privado. O Leblon anti-Cabral sempre foi o lugar que mais concentra defensores da privatização, e não do Maracanã, mas de empresas estratégicas, como Petrobrás, Banco do Brasil e Vale do Rio Foce. O Leblon carioca votou em Serra.

Entendo perfeitamente que não gostem de Cabral. Mas se organizem para eleger outro candidato. O que estamos vendo é a emergência da velha classe média favorável a soluções de força, e irritada com os resultados de eleições limpas.

Espaço para novas ideias

Por Gerson Nogueira

O Remo aos poucos vai caindo na real e compreendendo a dimensão exata de sua situação. Antes tarde do que nunca. Depois de perder um precioso tempo em busca de uma vaga na Série D, percorrendo caminhos obscuros e acreditando em falsas promessas, o clube põe os pés no chão e parte para uma reformulação administrativa há muito esperada – e necessária.

As escolhas do presidente Zeca Pirão, anunciadas desde a semana passada, abrem novas perspectivas para o futuro imediato do clube. Pelos próximos cinco meses o Remo dará a oportunidade aos cinco novos gestores (de Futebol, Marketing, Sócio-Torcedor e Sede Social, Base e Estádio) para exercitarem a criatividade e a capacidade de empreender mudanças.

bol_ter_230713_11.psTodos são profissionais liberais que engrossavam as hostes de oposição do clube. Protestavam nas ruas, criticavam a diretoria e pediam a saída do então presidente Sérgio Cabeça. Hostilizavam o Conselho Deliberativo e exigiam eleições diretas. Ao mesmo tempo, apresentavam propostas para mudar o Remo.

Pirão, atento à movimentação política no clube, decidiu partir para um lance inesperado. Convidou os líderes da oposição para assumirem cargos no clube. Lançou um desafio e os cinco aceitaram. Acerto do presidente em abrir as portas do clube ao novo e reação coerente e madura por parte dos ex-carbonários.

Em entrevista ao programa Bola na Torre, domingo à noite, o diretor de Futebol Tiago Passos respondeu a esse questionamento, que é feito por setores da oposição mais radical. Segundo ele, as restrições à diretoria se concentravam na figura de Sérgio Cabeça e atos administrativos ordenados por ele.

Com o afastamento de Cabeça, caiu por terra o grande empecilho para o grupo se unir à diretoria, engajando-se ao esforço para reerguer o Remo. Acrescentou, ainda, que entre permanecer protestando nas ruas e arregaçar as mangas para ajudar o clube prevaleceu a segunda opção.

Como o Remo de hoje é um barril de pólvora, surgiram críticas vindas de direções variadas à iniciativa do presidente em abrir a gestão. Pura bobagem. Pirão pode até ser criticado por outras decisões (e a coluna já o criticou algumas vezes), mas desta feita acertou em cheio. Não há caminho mais democrático do que dividir o poder, partilhar responsabilidades e delegar tarefas.

Os novos executivos do clube têm entusiasmo, responsabilidade e compromisso até mesmo com seus pares. Acredito que irão contribuir bastante para que o clube deixe o atoleiro em que se encontra.

A simples preocupação em levantar o real valor da dívida e checar a quantidade de funcionários já significam avanços importantes. Aliás, pela grita de alguns setores, já dá para desconfiar que começam a contrariar interesses. O que, para o Remo, é muito bom.

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Esperança verde para o Leão

Proposta da Federação Amazonense de Futebol, a primeira edição da Copa Verde pode tirar o Remo da inatividade no segundo semestre. A competição teria 16 clubes (12 dos seis Estados amazônicos e mais quatro de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e aconteceria de outubro a dezembro deste ano.

Como neste ano a Copa teria caráter experimental, mas com ajuda da CBF, a indicação dos representantes teria que contemplar tradição, títulos e torcida. Nesse sentido, a dupla Re-Pa já estaria assegurada. Apesar disso, levando em conta os humores da FPF, cabe aos dirigentes azulinos se apressarem.

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Barça opta pela escola argentina

Desde que Vanderlei Luxemburgo comandou os galácticos do Real Madri, comandando Zidane e Ronaldo Fenômeno, a Europa decidiu não arriscar mais com técnicos brasileiros. Felipão, que fez excelente figura como técnico de Portugal, também fracassou no Chelsea e a partir daí as opções foram minguando e os caminhos se fechando.

Chilenos e argentinos continuam bem cotados, sempre lembrados para projetos de grande porte nos times mais poderosos do mundo, mas ninguém fala em treinadores brasileiros. A conquista da Copa das Confederações recolocou Felipão no primeiro time, mas nem isso foi suficiente para que o Barcelona pensasse nele na hora de substituir Tito Vilanova.

O escolhido deve ser Gerardo Martino, um argentino de pouquíssimas palavras e especialista em montar bons times. Vai comandar um elenco encabeçado pelo melhor jogador do mundo, Lionel Messi, com um grupo estrelado de súditos – Xavi, Iniesta, Fábregas e Neymar.

Dentro do perfil que o Barça cultiva há tempos, Martino é jovem (50 anos) e fez sucesso nos times que comandou, notadamente o Newell’s Old Boys e a seleção do Paraguai. Há, acima de tudo, a intenção óbvia de agradar o astro da companhia, que deu seus primeiros chutes justamente no Newell’s, a casa de Martino.

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Direto do Facebook

“Bons ventos sopram no Baenão, até o Saddam conseguiu um dia de tratamento no PetClube Pará. Amanhã (hoje), às 10h, vão buscá-lo, com direito a banho, tosa, consulta veterinária, vermífugos e limpeza dentária. Esse merece!”.

Do André Rabelo, azulino que não descuida da bondade com o melhor amigo do homem (e do Remo).

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 23)

Givanildo faz quatro mudanças no time

PSCXGuaratingueta serie B2013-Mario Quadros (14)Com temperatura média de 7º em Curitiba nesta segunda-feira, o Paissandu treinou para se ambientar ao clima e se preparar para o confronto de quarta-feira contra o Atlético-PR pela Copa do Brasil. O treino coletivo ocorreu no CT do Coritiba e o técnico Givanildo Oliveira promoveu quatro mudanças no time titular. Givanildo mirou nos setores mais problemáticos da equipe na partida diante do Boa Esporte. Rodrigo Alvim recuperou a posição na lateral-esquerda, Ricardo Capanema retoma a condição de titular substituindo a Vânderson na cabeça-de-área, Alex Gaibú volta a atuar como armador no meio-campo e Iarley entra no ataque, fazendo dupla com Careca, já que o titular Marcelo Nicácio não pode atuar na Copa BR. A formação titular, que derrotou os reservas por 3 a 0, foi assim escalada: Marcelo; Pikachu, Fábio Sanches, Raul e Rodrigo Alvim; Ricardo Capanema, Zé Antônio, Alex Gaibú e Eduardo Ramos; Iarley e Careca. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Verdades e mentiras

Por Tostão

Assim como não foi surpresa mais uma derrota do Atlético-MG fora de casa, por dois gols de diferença, não será também se o Galo for campeão. Fora, a equipe não joga no estilo Galo Doido, pressionando. Nem recua para fechar os espaços, em um estilo mais prudente, mais racional. Havia enormes espaços entre os setores, como nos jogos anteriores fora de casa.

Existem muitos chavões no futebol que continuam atuais, outros não têm mais nada a ver com a realidade, e alguns são discutíveis. Ao tirar Ronaldinho, que fazia péssima partida, Cuca contrariou um dos lugares-comuns. O de que o craque do time não deve sair, porque, em um lance, pode decidir a partida.

Um chavão que continua atual, e que me parece óbvio, é o de que há várias maneiras de vencer e de perder. Outro é que nem sempre o time que joga bem vence e o que joga mal perde. Mesmo assim, muitos jornalistas e treinadores adoram achar uma única explicação para os resultados. É o pensamento operatório.

Nesta semana escutei, mais uma vez, que a seleção jogou bem e ganhou a Copa das Confederações porque Felipão escalou um típico centroavante. O importante não foi ter um típico centroavante, e sim um ótimo centroavante, Fred.

Muito mais decisivas que o estilo de um jogador e de uma equipe são as virtudes do jogador e da equipe. Depois que passou a ser ameaçado por Jô e criticado, por atuar muito estático, Fred se movimentou mais e fez mais gols. Se continuar assim, será muito melhor.

O Brasil jogou bem e venceu por inúmeros fatores. Se a seleção brasileira, mesmo sem Fred, atuasse como nas últimas partidas, sob o comando de Mano Menezes, com Neymar, Hulk, Kaká e Oscar mais adiantados, provavelmente teria jogado bem e vencido.

Todo time precisa de um centroavante, o que não significa que tenha de ser, obrigatoriamente, alto, forte, estático e só para fazer gols. Messi não é um falso centroavante. É o centroavante do Barcelona, por jogar mais adiantado e pelo centro.

Treinadores e jornalistas costumam também dar muita importância a detalhes, fatos que têm pouca ou nenhuma importância.

A moda é dizer que o vestiário é sagrado, uma metáfora da união do grupo, e que há treinadores que dominam e outros que não dominam o vestiário. Quando o time vence, o técnico domina. Quando perde, o técnico não domina. Obviamente, é importante a preleção de um treinador antes de uma partida, que pode ser feita no hotel ou no vestiário.

Outro lugar-comum é dizer que o futebol é simples. Um esporte que depende também do acaso e dos imprevistos não pode ser reduzido a frases feitas, a verdades e mentiras, que servem para um momento e não servem para outro.

O futebol é muito complexo. Nós é que tentamos simplificá-lo ao querer explicar o inexplicável.