Pirão anuncia novo vice-presidente de Futebol

Remo Henrique Custodio novo vice de futebol-Mario Quadros (3)

O médico e desportista Henrique Custódio foi anunciado, na tarde desta segunda-feira, como o novo vice-presidente de Futebol do Remo. Ele trabalhará em parceria com o diretor de Futebol, Tiago Passos. Custódio é o quinto nome anunciado pelo presidente Zeca Pirão no processo de reformulação da gestão remista. Como os demais, ele fazia parte do grupo de oposição a Sérgio Cabeça. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

PFC supera Naça e é líder invicto na Série D

O PFC derrotou, na tarde deste domingo, o Nacional-AM por 3 a 1 em Manaus e assumiu a liderança isolada do grupo A1 da Série D, com 10 pontos ganhos. Logo aos 27 segundos de partida, Leonardo abriu o placar para o Naça. O time paraense não esmoreceu e equilibrou as ações, passando a criar algumas chances de gol. Aos 38 minutos, depois de várias tentativas, o atacante Aleílson empatou o jogo.

No segundo tempo, o PFC voltou melhor e estabeleceu a virada aos 8 minutos, de novo através de Aleílson. Mais organizado em campo, o Paragominas envolveu o Nacional e conseguiu ampliar aos 23 minutos, com Ratinho. Os azulinos tentaram reagir, mas a defesa do Jacaré se portou bem. A única chance nacionalina surgiu aos 39 minutos, mas o goleiro Maike Douglas defendeu o penal cobrado por Danilo Rios.

À espera da recuperação

Por Gerson Nogueira

bol_seg_220713_23.psDepois da derrota para o Boa Esporte, no sábado, muita gente está se perguntando se o Paissandu tem qualidade para disputar competitivamente a Série B. A dúvida é pertinente e nasce das oscilações que o Papão vem apresentando ao longo dessas nove primeiras rodadas do campeonato. Não me alinho entre os pessimistas, nem integro a ala dos empolgados.

O elenco é apenas mediano, mas o time pode ter melhor desempenho. Explico: para encarar em condições de briga um time precisa contar com pelo menos 15 jogadores titulares. O Paissandu tem 10 jogadores de bom nível: Marcelo, Pikachu, Fábio Sanches, Ricardo Capanema, Zé Antonio, Eduardo Ramos, Diego Barbosa, Iarley, Marcelo Nicácio e Careca. Qualquer um deles poderia ser titular nos demais 19 clubes do torneio.

Mais do que trazer mais reforços, como já apregoam os consumistas de plantão, o Paissandu precisa é arrumar seu time e priorizar os reservas naturais. Bem, dirá o outro, isto é o bê-a-bá do trabalho que se espera do técnico. Pode até ser, mas a meta é justamente alcançar o simples.

Givanildo Oliveira, com sua larga experiência e longa folha de serviços prestados ao Paissandu, tem plenas condições de executar essa tarefa. Por enquanto, porém, não conseguiu êxito. Desde que o campeonato foi reiniciado, há três rodadas, o time foi modificado, mas permaneceu extremamente instável.

Em determinados momentos, passa a impressão de que está disputando um campeonato à parte, sem pressa de chegar ou ameaça de rebaixamento. Contra o Guaratinguetá, quase foi derrotado em função de erros primários de marcação e cobertura. Diante do São Caetano, safou-se muito mais pela perícia individual de alguns jogadores – caso específico, na ocasião, de Marcelo Nicácio, autor de dois gols.

Já na peleja em Varginha o Paissandu exibiu a seleção de seus piores momentos na competição. Foi lento em demasia na saída da defesa, vacilante na marcação, pouco criativo no meio e quase inofensivo no ataque. Quando um time demonstra tantos defeitos numa tarde só, algo de urgente precisa ser feito.

Os remédios receitados por Givanildo no segundo tempo chegaram tardiamente e não tiveram qualquer efeito prático. Ao longo de quase todo o jogo, o Paissandu correu atrás do Boa e assistiu, passivo, ao passeio de Marcelinho Paraíba em campo. Enquanto teve fôlego, o veterano parecia um iniciante, correndo por todos os quadrantes e liderando seu time em campo, justamente o oposto do que se via até entre os mais jovens bicolores.

Não fosse a grande atuação de Marcelo, a derrota teria sido ainda mais espalhafatosa. As poucas tentativas se deveram a iniciativas individuais, novamente lembrando o que ocorreu contra o São Caetano. Para um time que disputa uma competição difícil e equilibrada é preocupante depender tanto de um ou outro jogador.

Campeonatos de pontos corridos exigem times entrosados e estáveis. Raramente obtém sucesso uma equipe sem conjunto ou que dependa de individualidades. Givanildo terá que corrigir essas deficiências em tempo recorde.

Além do compromisso de quarta-feira contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, terá que se precaver contra novo insucesso contra o lanterna da Série B. O ABC, próximo adversário, conquistou apenas três pontos em nove jogos. Em tese, seria um jogo fácil para o Papão. Na prática, porém, tudo indica que deve ser uma parada dificílima, até mesmo pela ausência de confiança do representante paraense.

Quando Lecheva saiu, depois de três jogos sem vitória, foi muito criticado pela instabilidade do time, que se reflete na fragilidade defensiva. Seis jogos depois, fica mais ou menos claro que os problemas permanecem, apesar da chegada de reforços importantes.

Os mesmos questionamentos que eram feitos ao trabalho de Lecheva podem ser levantados hoje contra Givanildo. Terá o pernambucano mais tempo, blindagem e jogo de cintura para superar as dificuldades e conduzir o Papão a uma campanha de recuperação? A conferir.

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O primo pobre de Messi

Um argentino baixinho, como o primo Lionel Messi, se transforma na grande surpresa deste começo de Campeonato Brasileiro. Sem envergadura de atacante de área, Max Biancucchi, vem fazendo gols e desmentindo os críticos que o viam como fraude no Flamengo.

Não tem se mostrado tão superior aos demais atacantes que atuam na Série A, mas mostra uma admirável força de vontade para brilhar e superar defesas retrancadas. O que se torna mais meritório porque Max defende o Vitória, um time de porte médio e que não está no pelotão dos favoritos ao título.

Caso não seja apenas mais um Souza ou Josiel, Max pode vir a fazer história no Brasil. Não só pela recuperação de imagem como pelo fato de honrar a dinastia do supercraque do Barcelona.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 22)

Brasileiro da Série B: Classificação geral

PG J V E D GP GC SG
Palmeiras 21 9 7 0 2 19 6 13 77.8
Chapecoense 20 8 6 2 0 20 7 13 83.3
Sport 18 9 6 0 3 18 12 6 66.7
Joinville 17 9 5 2 2 18 9 9 63.0
Figueirense 16 9 5 1 3 19 15 4 59.3
Paraná 15 9 4 3 2 12 7 5 55.6
Bragantino 14 9 4 2 3 10 8 2 51.9
América-MG 14 8 4 2 2 15 14 1 58.3
Atlético-GO 13 9 4 1 4 9 12 -3 48.1
10º Oeste 12 9 3 3 3 11 14 -3 44.4
11º Boa Esporte 12 9 3 3 3 7 11 -4 44.4
12º Guaratinguetá 10 9 3 1 5 13 17 -4 37.0
13º Icasa 10 9 3 1 5 12 17 -5 37.0
14º São Caetano 10 9 2 4 3 9 7 2 37.0
15º Ceará 10 9 2 4 3 10 10 0 37.0
16º Paissandu 9 9 2 3 4 12 13 -1 33.3
17º Avaí 9 9 2 3 4 11 15 -4 33.3
18º ASA 7 9 2 1 6 7 16 -9 25.9
19º América-RN 6 9 1 3 5 10 20 -10 22.2
20º ABC 3 9 0 3 6 4 16 -12 11.1