Ministro compra apartamento de R$ 1 mi em Miami

Por Ricardo Noblat

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal, comprou um imóvel de R$ 1 milhão em Miami. A informação está na Folha de S. Paulo, edição deste domingo, e foi apurada pelos repórteres Matheus Leitão e Rubens Valente.
Barbosa não comprou o apartamento em seu nome. Criou a empresa Assas JB Corp, que adquiriu a propriedade avaliada em US$ 480 mil – o equivalente, hoje, a cerca de R$ 1,1 milhão.
Conforme as leis da Flórida, o governo local cobraria até 48% do valor do imóvel na transferência para terceiros, como seus herdeiros, se a transação tivesse sido feita na pessoa física. Na jurídica, isso não ocorre.
Barbosa disse em nota oficial que a compra foi feita “em conformidade” com a lei norte-americana. E que tem meios de sobra para adquirir um imóvel nesse valor.

Abençoadas tardes de domingo

Por Gerson Nogueira

Em papo animado com Guilherme Guerreiro, sexta-feira, no Cartaz Esportivo, programa mais longevo do rádio paraense (talvez brasileiro), falávamos como sempre sobre futebol e, por tabela, sobre o dia dedicado ao esporte. O curioso da história é que nem sei de quem foi a ideia, mas a data já está devidamente prevista no calendário.

De minha parte, por entender que o tema enseja festejos permanentes, não acho que o velho esporte bretão deva ter apenas um dia comemorativo. É pouco. Deveria ser comemorado todos os dias. E, principalmente, no domingo, a data oficial do futebol.

bol_dom_210713_23.psAliás, o que seria das tardes de domingo sem o futebol. Fico a imaginar o vazio domingueiro nos primórdios da humanidade, quando ninguém havia tido a inventividade de dividir o mundo em dois times de 11.

Vikings, bárbaros e hunos certamente morriam de tédio na parte vespertina do domingão. De folga das sangrentas batalhas e sem inimigos a abater, não tinham o futebol para matar o tempo de maneira agradável e passional.

Nós, homens da pós-modernidade, temos mais sorte. Podemos voltar à infância quando a bola rola nos gramados. Os jogos se repetem ao longo da semana, a fim de dar entretenimento ao máximo de pessoas, mas o dia de gala do velho esporte bretão segue sendo o domingo.

Nelson Rodrigues, autor de grandes poemas sobre a ópera viva que é o futebol, disse certa vez que o Fla-Flu nasceu quarenta minutos antes do nada. Pode-se arredondar a conta, caprichar no exagero e calcular que o futebol talvez tenha em pleno Big Bang.

Independentemente da data certa de seu nascimento, o futebol capturou a todos. Ninguém é poupado. No passado, a mulherada não se interessava. Era, então, um esporte triste, meio rústico. Quando elas tomaram gosto pela plasticidade do jogo, a festa de cores nas arquibancadas, o som e a fúria, tudo mudou. Hoje é possível flagrar famílias inteiras envolvidas pela paixão nos estádios.

Aprendi muito cedo a ver futebol. Fui guiado, como sempre ocorre, por meu pai lá em Baião. E pelo rádio. Primeiro, as ondas potentes das rádios Globo, Tupi e Nacional. Depois, pelas não menos poderosas ondas da Rádio Clube, PRC-5. Abençoadas tardes de domingo que me faziam passar horas ouvindo o relato de eventos épicos no Maracanã, parte fato e parte fantasia, como só o rádio pode ser. Tempos de Sele-Fogo, com Jairzinho em plena forma, que me fizeram consolidar o amor pelo Botafogo.

Só desgrudava do velho Transglobe de meu pai para ver, ao vivo, o dérbi da cidade, Baião x Brasília. Atento à programação local e fiel torcedor do Brasília, não pude ouvir o rádio narrar a conquista do tricampeonato mundial no México. Enquanto as pessoas pulavam nas ruas, corri para resgatar a história da final pelos comentários pós-jogo de João Saldanha. O rádio, sempre ele, a me socorrer.

É claro que a imprensa escrita documenta e perpetua a história, mas o futebol, meus amigos, está umbilicalmente preso ao rádio. Sem as narrações carregadas de emoção talvez o futebol fosse hoje não mais que um tênis ou um hóquei, esportes que encantam, mas não apaixonam. E não há combustível mais poderoso para tocar as pessoas do que a paixão – nos gramados e na vida.

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Propostas para refundar o Leão

Com a saudação que parte da torcida azulina começa a adotar para falar do futuro – Yes, we canRemos! –, o desportista Albertinho Leão abriu a carta de “Refundação do Filho da Glória e do Triunfo”, dirigida aos novos diretores, recém-empossados pelo presidente Zeca Pirão.

“Como todo remista, sou sempre otimista com o futuro do Clube do Remo. Contem comigo e com mais de 5 milhões de azulinos apaixonados, doidos pra levantar o Leão. Quando fui eleito conselheiro, entreguei ao presidente Sérgio Cabeça e ao presidente do Condel, Manoel Ribeiro, uma proposta denominada Caravana Azulina, que consiste em visita a municípios do interior para fazer peneiradas, protocolos de intercâmbio com a administração municipal, ligas e clubes”, relata Leão.

As caravanas também deixariam o legado de seminários sobre legislação do futebol, lei do passe, incentivo ao esporte, técnicas de treinamento e ainda associar torcedores e vender brindes do clube. “A Caravana é pra chegar, chegando. O Sérgio sempre dizia: ‘Deixa melhorar que agente vai fazer’. O tempo passou e não deu, não fizemos. Vou reapresentar ao Pirão e ao Stefani Henrique, que conheço bem e sei que vai fazer um bom trabalho”, continua.

Leão sugere, ainda, que “o Remo faça, logo após as assembleias de aprovação do novo estatuto em agosto, um Planejamento Estratégico Participativo. Proporcionando a participação de todos”.

“Aliás, vou propor na reforma do estatuto que as eleições sejam proporcionais, que o orçamento seja participativo e que o Condel tenha representação de torcedores, atletas e funcionários. Além de prestar conta dos recursos via redes sociais”, acrescenta, sugerindo ainda que a imprensa esportiva seja convidada a contribuir com ideias para melhorar a gestão do clube.

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Bola na Torre

Tiago Passos, novo diretor de Futebol do Remo, é o convidado especial do programa deste domingo. Guilherme Guerreiro comanda, com participações de Valmir Rodrigues e deste escriba baionense. Começa por volta da meia-noite na RBATV, logo depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 21)

Dia do amigo

Por Nélio Palheta

 – Um abraço! Tchau!

Essa é a expressão mais comum quando nos despedimos de uma pessoa íntima – irmão, parente ou amigo. Tão comum, reduz à cortesia, entretanto,  a uma formalidade, à boa educação. Há algo mais a dizer quando se trata de uma amizade verdadeira, mas raramente verbalizamos: “-Te amo!”, “-Estou com saudade de ti!”; “- … Deus te abençoe, te proteja!”. Frases como essas revelam  mais que amizade. Mas só um coração “límpido como a água da fonte” – diz a Oração do Padre Grandmaison –  comporta esse gesto. Não que, necessariamente, se precise ser puro, mas a amizade profunda passa por um coração cheio de fervor.

Há muitos tipos de amigos: aquele com quem falamos no trabalho ou na escola e os que marcamos encontro no bar;  outros são convidados para ir a nossa casa e alguns permitem chorar sobre seu ombro. Em cada uma dessas categorias de amizade existe uma hierarquia, é claro, marcada pela família, afinidades diversas, confidência, respeito, sintonia cultural, profissional ou religiosa.

Os amigos amados de verdade fazem-nos pensar naquilo que nos une. Entre estes estão aqueles com quem formarmos família e eventualmente procriamos. Perdê-los impõe sofrimento extremo. Só a amizade verdadeira, passada pela circunstância da convivência mais íntima, quase sempre nos faz sofrer quando a perdemos por não compreendemos – e na maioria das vezes não aceitamos – a razão da separação de alguém que amamos, porquanto o amor seja verdadeiro e completo.

Mas existe o amor completo? Acredito que sim. Nesse contexto não há amizade mais plena que a de Cristo. Quem daria a vida pelo outro? Creio, incondicionalmente, nessa amizade. Amando ao meu próximo, amo a Deus plenamente!

Custa-me muito a perda de um amigo. Sofro quando morre um. Dor maior é ter amigo que não fala a verdade e me abandona. Sofro muito quando alguém, que eu julgava ser meu  amigo, maltrata-me e  me desrespeita. Ora, quem não sofre? Abandonar o amigo, mesmo na circunstância da dissensão, é um erro muito fácil de ser cometido e  o perdão  é uma experiência difícil para muitos. Ensina o Livro dos Provérbios:  “Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai” (27).  Abandonar o amigo quer dizer não lhe perdoar as faltas, não pedir a piedade e a proteção divinas. Graças a Deus, herdei muitos amigos de meu pai.

Amizade fiel implica fidelidade, construção mútua; contribui para a humanidade do outro. Quando herdada, representa tradição e atavismo. A fidelidade não é nenhum fardo, muito ao contrário: começa com a confiança em Deus, pois Dele recebemos o sinal mais firme. A amizade inspirada pelas mais caras virtudes e princípios cristãos é a revelação da Presença de Deus na relação com o outro; significa fraternidade. É um bem, um tesouro. Novamente recorro às Escrituras: “Um amigo fiel é uma poderosa proteção, quem o encontrou, descobriu um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem o Senhor o encontrarão. Quem teme o Senhor tem amigos verdadeiros, pois tal e qual ele é, assim será o seu amigo”  (Eclo 14-17). Antes, o  Eclesiástico ensina ser cauteloso com as  amizades: “Se você quiser um amigo, coloque-o à prova. Porque existe amigo de ocasião, que não será fiel quando você estiver na pior. Existe amigo que se transformará em inimigo e envergonhará você.  Existe amigo que é companheiro de mesa, mas  que não será fiel  quando você estiver na pior” (Eclo 7-10). Quem  não conhece um assim?

Amizade não deve ter um dia para ser celebrada. “Hoje amo mais fulano” –  como se o amor fosse um doce consumido conforme o apetite. Não é crível amar alguém mais hoje e menos amanhã. Comemorar o Dia do Amigo não é exatamente  sentar à mesa do bar ou ir à praia junto, mas pensar nele, orar e pedir as graças de Deus; estar junto, dar o ombro e ter liberdade para chorar. E se rolar  cervejinha, churrasco, praia, pizza; oração; passeata; passeio ao museu ou  um simples encontro de puro lazer… Maravilha!

Papão joga mal e é derrotado em Varginha

Com um gol de Fernando Caranga, aos 32 minutos do primeiro tempo, o Boa Esporte derrotou o Paissandu na tarde deste sábado, em Varginha (MG). O time paraense teve fraca atuação, cedeu muitos espaços, não ameaçou o adversário e poderia ter sofrido outros gols não fosse a boa atuação do goleiro Marcelo. Algumas peças individuais voltaram a atuar mal. Vânderson, que substituía Ricardo Capanema na cabeça-de-área, não conseguiu acompanhar a movimentação dos atacantes do Boa e, muito lento, sobrecarregou a defesa. Pikachu não apoiou o ataque e esteve mal na marcação. Muito isolados entre os zagueiros, os atacantes Marcelo Nicácio e Careca tiveram poucas oportunidades, sofrendo os efeitos da pouca criatividade dos homens de armação.

Sem conseguir executar a transição para o ataque e errando nos passes, o Paissandu teve que assistir Marcelinho Paraíba dominar o meio-de-campo, jogando inteiramente à vontade e sem marcação. O técnico Givanildo Oliveira não fez as mudanças que o jogo exigia e ainda errou nas apostas. A zaga, sem a devida proteção, correu muitos perigos. No lance do gol, Marcelinho cruzou da direita e Fernando Caranga subiu livre, sem pressão, até porque quem subiu para disputar o cruzamento foi o baixinho Pikachu.