Esclarecimento sobre manchete do DIÁRIO

Esclarecimentos da Direção de Redação do DIÁRIO DO PARÁ sobre a matéria da manchete “Santa Casa está abandonada”, veiculada na edição de hoje. A reportagem sobre a falta de estrutura para o atendimento a mães e bebês na Santa Casa de Misericórdia, em Belém, foi feita a partir de informações cedidas pelos próprios funcionários do estabelecimento de saúde. O DIÁRIO DO PARÁ informa que foi induzido a erro de publicação de uma única imagem, que efetivamente não se relacionava ao assunto em questão, e assegura a legitimidade de todo o restante do conteúdo jornalístico, bem como da pauta que deu origem à matéria, que expõe mais numa vez a série de descasos que vêm ocorrendo no atendimento materno-infantil no Estado.
O DIÁRIO DO PARÁ informa também que está apurando quais as origens da fotografia encaminhada à redação, junto a material de vídeo que retrata realmente as instalações da Santa Casa, bem como as motivações da fonte que cedeu o material ao jornal. Na edição desta quinta-feira, o jornal se retratará a respeito do ocorrido, prestando contas aos seus milhares de leitores e fazendo a correção necessária, conforme manda a prática do bom jornalismo.
Em vista disso, o DIÁRIO DO PARÁ ressalta que seguirá com a mesma postura corajosa e independente de sempre. Nunca se esquivará frente ao compromisso maior de denunciar os desmandos que tanto afligem e maltratam a saúde da população paraense, pois essa é parte integrante de sua missão pública e democrática, enquanto grande veículo de imprensa, na defesa dos verdadeiros interesses dos cidadãos de nosso Estado.

Kfouri: sem respostas, protestos maiores em 2014

20130710-143022

Por Ciro Barros, Bruno Fonseca, Renato Leite Ribeiro #CopaPública

http://www.apublica.org/
Em entrevista à Pública, jornalista faz um balanço dos protestos ocorridos na Copa das Confederações e diz que “suntuosidade” de estádios “agrediu as pessoas”

Na chegada, Juca Kfouri já foi tranquilizando a equipe da Pública, dizendo que estava bem, e que o problema de saúde que sofreu no dia da semifinal entre Brasil e Uruguai, em Belo Horizonte, não era nada do que saiu na imprensa. “Fui vítima do sensacionalismo de alguns coleguinhas”, comentou, explicando que ficou pouquíssimo tempo sem trabalhar e que teve o apoio de ninguém menos que Tostão, tricampeão do mundo em 1970, que também é médico.
Workaholic assumido – ele é colunista da Folha de São Paulo, da rádio CBN e do UOL e apresentador e comentarista na ESPN -, Juca nos recebeu numa sexta-feira ensolarada em seu escritório, em Higienópolis, depois de gravar uma entrevista com o filósofo Vladimir Safatle justamente sobre a “Copa das Manifestações”, diz, em referência aos protestos que ocorreram durante a Copa das Confederações.
O papo também foi além do futebol: em mais de uma hora de conversa ele falou sobre manifestações – incluindo a cobertura da imprensa – e sobre a reação dos poderosos do futebol ao que aconteceu nas ruas. E fez sua previsão para a Copa 2014: “Se não houver respostas, [a reação popular] vai ser maior do que foi”.

Como você avalia as manifestações pautadas na Copa do Mundo? Por que no Brasil elas tomaram esta proporção?
Acho que as manifestações vão continuar porque infelizmente estão fechando as primeiras portas mais óbvias para as saídas que dêem solução. A mini-constituinte, que era uma ótima ideia, estranhamente a própria presidenta recuou dela. A ideia foi mal recebida pela mídia, mas isso não deve ser motivo para se desistir, ao contrário. Se a mídia está olhando de cara feia é bom insistir nisso. Tem uma solução criativa ali e acho que, na verdade, se mostra um medo brutal das soluções criativas que o povo eventualmente seja capaz de dar. Uma coisa que me chamou muita atenção: conversando com jornalistas estrangeiros, vi que todos eles estavam surpresos, não faziam ideia de que o Brasil fosse capaz disso. Há uma imagem distorcida do que seja o povo brasileiro. A começar pela má compreensão da ideia do homem cordial, que não é o homem cordato que baixa a cabeça para tudo. Não se está levando em conta as manifestações mais recentes da história do Brasil. Em que outro país mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir Diretas Já? Ou fizeram um processo de impeachment de um presidente recém-eleito, como o Collor? Além de todas as nossas revoltas regionais, que caracterizam a história do Brasil. Então acho que nesse sentido a Copa das Confederações, em alguns lugares, foi a gota d’água. A suntuosidade faraônica dos estádios padrão FIFA agrediu as pessoas. Nós não estamos conseguindo dar respostas para transporte coletivo e estamos fazendo um estádio como esse em Brasília? Ou somos capazes de fazer um estádio como o Maracanã, que custa R$ 1,2 bi, e por R$ 480 milhões damos para uma empreiteira e para um mega-empresário pagarem em 30 anos, em módicas prestações, aquilo que foi feito com dinheiro público? Então acho que isso teve um caráter de despertar a indignação. Daí termos como “escola padrão FIFA”, “saúde pública padrão FIFA”, que ainda haverá quem critique dizendo: “pera aí, padrão FIFA não porque ele exclui os pobres”. Mas as reivindicações são de escolas padrão FIFA e acessíveis a todo mundo. Então acho que não há uma razão só [para os protestos], acho que são diversas. Havia um copo cheio de reivindicações “quero que fique melhor, experimentei, sei que é possível”. Foi surpreendente? Foi. Aliás, eu acho gozado que se critique o governo que foi pego de surpresa, mas nenhum analista se autocritica dizendo que ele também não percebeu nada. E havia sinais. Greves que acontecem há anos em tudo quanto é setor nesse país, manifestações desde os evangélicos até aos que defendem o casamento igualitário, todas essas coisas estão nas ruas. Basicamente essas manifestações demonstram que as pessoas querem tudo de bom e do melhor e elas têm o direito de querer tudo do bom e do melhor. Houve uma repressão estúpida aqui em São Paulo naquele dia na avenida Paulista e aí então, aquilo que já estava efervescente, explodiu de vez.

Mas o fato é que no megaevento Copa do Mundo isso nunca tinha acontecido nessa proporção…

Já cobri uns doze megaeventos nessa vida, entre Olimpíadas e Copa do Mundo, e nunca vi nada parecido. A coisa mais chocante que eu já tinha visto foi na Copa de 1982, na Espanha, quando jogaram Polônia e União Soviética e o pessoal do Solidariedade fez uma manifestação nas arquibancadas e a polícia, ainda resquício do franquismo, cobriu os caras de porrada. Jogou bomba e tudo mais. Era um grupo de ativistas poloneses, com faixas e tal, o que a FIFA sempre proibiu. Mas não era o povo espanhol na rua, nada disso. Eu nunca tinha visto nada parecido.

Você tem trânsito nas altas cúpulas do futebol. Como esse pessoal recebeu?
Felizmente não tenho esse trânsito, mas fico sabendo das coisas. Mas escuta, meu, é a primeira vez que uma decisão de uma Copa dessa importância não teve cartola no telão do Maracanã. Porque já na triscada que deu do Blatter com o Marin mandando a camisa para o Mandela, o estádio começou a vaiar. Aí eles não foram nem entregar medalha, nem troféu. Foi lá o ministro do Esporte [Aldo Rebelo], que é uma figura que as pessoas mais ou menos desconhecem. Então isso dá a medida. É claro que [a vaia] é para eles. O que mais me angustia é que você tem claramente uma crise de representação no Brasil. Eu me dei conta disso no aeroporto de Fortaleza indo para Salvador, vendo nos telões o Itamaraty sendo invadido. Pensei duas coisas: primeiro, eu não vou tomar esse avião, não posso ficar duas horas sem notícia; segundo, quem é que pode no Brasil entrar no ar e dizer: “Calma aí gente, nós vamos fazer as coisas, vamos devagar, não precisa quebrar tudo”? Quem? Não tem um político. O Chico Buarque? Caetano Veloso? Dom Paulo Evaristo Arns? O Lula? Fernando Henrique? Quem? Não tinha um cara. E veja que coisa curiosa, de certa maneira com o sinal invertido. Se em 1970 se dizia que a gente não deveria torcer pela seleção brasileira porque isso era reforçar a ditadura, agora, com o povo brasileiro na rua, a seleção foi muito mais bem tratada. No que a seleção começou a jogar bem e a ganhar, isso aconteceu. E não é verdade que as pessoas que estavam no estádio eram alienadas enquanto que só eram conscientes as que estavam na rua. Porque inclusive aquela maneira de cantar o hino era um recado de amor ao Brasil. Aquilo mostrou uma sabedoria que, por incrível que pareça, a nossa intelectualidade e a nossa mídia tem medo.

Alcoolismo derruba ex-ídolo do futebol inglês

Um dos maiores jogadores da história do futebol inglês, o ex-meia Paul Gascoigne vive um sério drama pessoal após sua aposentadoria. Nesta quarta-feira, o tabloide inglês The Sun noticiou mais um triste capítulo em sua história. O jogador foi flagrado embriagado e caído ao chão, em frentre a um hotel, na região central de Londres, na segunda-feira.
De acordo com as informações do diário inglês, pessoas que passavam no local e funcionários do hotel chamaram os paramédicos. O ex-jogador recebeu os primeiros socorros e depois foi encaminhado até um hospital por uma ambulância.
Testemunhas afirmaram que “Gazza”, como era apelidado Gascoigne, aparentava estar bastante atordoado e perdido em frente ao hotel. Ao ser socorrido, os relatos apontam que o ex-meia chorava muito, chamava por sua ex-esposa Sheryl e ainda pedia por mais bebida. Isso porque em seu bolso havia duas garrafas de gim.

Rotina de polêmicas
Este é apenas mais um capítulo na triste e polêmica história de Gascoigne. Há alguns dias, ele fora detido após ser acusado de agredir a ex-mulher Sheryl, em uma estação de Stevenage, no Sudeste da Inglaterra. Ele só foi libertado mediante pagamento de fiança.
O único filho biológico do ex-jogador, Regan, de 12 anos, parece não crer mais na recuperação do pai, que além de alcoólatra também é viciado em drogas. O garoto chegou a declarar publicamente que seu pai deve morrer em breve.
Gascogne já sofre com doenças mentais e emocionais, como transtorno obsessivo compulsivo, bipolaridade e bulimia, devido ao consumo excessivo de álcool e drogas. Tanto que chegou afirmar que recebeu uma ligação do então Papa Bento XVI e que falou com o ex-presidente norte-americano George W. Bush. Tudo isso, após beber três garrafas de uísque.
Outras tantas polêmicas já fazem parte da rotina do ex-meia desde os tempos em que ele ainda jogava futebol. Brigas, agressões a jornalistas, prisões por dirigir embriagado e por posse de drogas, tratamentos psiquiátricos e internações em clínicas de desintoxicação já fazem parte do dia-a-dia do ex-jogador.

Acordo põe fim à greve no Paragominas

Uma reunião entre diretores e jogadores pôs um fim na greve do elenco do Paragominas. Comissão técnica e atletas voltaram a trabalhar normalmente nesta terça-feira, depois que os advogados Luiz Cereja e Rafael Marques assumiram a parte financeira do clube. Os atletas estão sem receber salários há dois meses, o que equivale a cerca de R$ 400 mil de folha salarial. O teor da reunião não foi revelado, mas a diretoria se comprometeu a quitar o débito com os atletas. O PFC volta a jogar no próximo domingo, às 16h, contra o Náutico de Roraima pela terceira rodada da Série D.

Centroavante salva a noite

PSCXSao Caetano serie B2013-Mario Quadros (20)

Por Gerson Nogueira

bol_qua_100713_15.psErros já verificados nos jogos anteriores voltaram a atrapalhar o Paissandu, ontem, diante do São Caetano no estádio da Curuzu. O jogo foi movimentado e bonito de ver (apesar do apagão elétrico de 30 minutos), mas os bicolores terminaram punidos pelas indecisões e cochilos de marcação. Apesar disso, a torcida foi premiada com a reação do Papão, que encontrou forças para ir buscar o empate depois dos gols do Azulão no começo da etapa final.

Era visível, desde o final do primeiro tempo, a necessidade de um jogador mais descansado e capaz de aproveitar as brechas que a zaga paulista oferecia. Iarley e Careca movimentavam-se bem, até levaram perigo. O apagão dos refletores esfriou o Paissandu, que entrou no segundo tempo de guarda baixa, tomando dois gols logo de cara.

Com Marcelo Nicácio (que substituiu a Diego Barbosa), o time ganhou consistência ofensiva. A torcida pedia, mas Givanildo Oliveira demorou a lançar o centroavante. Ele só entrou quando o placar já era adverso, mas foi extremamente cirúrgico no aproveitamento das chances surgidas, coroando sua participação com inspirada cobrança de falta.

O empate quase heróico nos minutos finais incendiou a torcida e serviu para disfarçar o rendimento instável do time, que sustentou um primeiro tempo equilibrado com o São Caetano, mas afrouxou a vigilância na retomada da partida.

PSCXSao Caetano serie B2013-Mario Quadros (11)

Em favor de Givanildo, é preciso observar que ninguém perde impunemente um armador do calibre de Eduardo Ramos. Muitos dos problemas do Papão derivaram de sua ausência, principalmente porque Diego Barbosa e Alex Gaibu não conseguiram efetivar a ligação. No aperreio, Zé Antonio acabou se aventurando a fazer esse papel, mas o ataque se ressentia da lentidão dos armadores.

A defesa esteve em nível ligeiramente superior ao da partida contra o Guaratinguetá. Fábio Sanches melhorou, mas Jean cansou cedo, comprometendo o trabalho da dupla. Raul, que entrou quase na metade do segundo tempo, quase marcou o gol da virada.

O São Caetano de Marcelo Veiga não foi superior ao Paissandu. Em determinados momentos, pareceu mais organizado e com melhor aproximação entre os setores, insistindo em jogadas aéreas. Cresceu em cima dos problemas defensivos do Papão, explorando os erros de cobertura na subida dos laterais, principalmente pelo lado de Pikachu.

Nicácio saiu festejado, merecidamente, como herói da noite, mas Careca, Iarley e Zé Antonio, nessa ordem, também atuaram bem. Givanildo terá ainda muita dificuldade para ajustar a equipe, que fica travada sempre que se apresenta em casa com a obrigação de tomar a iniciativa do jogo.

Em determinados momentos, os jogadores parecem intimidados, errando lances bobos ou buscando se livrar da bola, talvez assustados com a presença do . Acontece que times grandes não podem temer o torcedor. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

PSCXSao Caetano serie B2013-Mario Quadros (2)

———————————————————–

FPF vira alvo da ira remista

Pela primeira vez no futebol paraense, torcedores de um grande clube se mobilizam para protestar contra a Federação Paraense de Futebol. Questionada (e contestada) há anos, pelo pouco que faz em defesa de seus filiados, a entidade está na alça de mira dos azulinos por conta de acusações feitas ontem pelo advogado Valber Motta em declaração intitulada “Manifesto da Resistência Remista”.

Autor da ação que garantiu a liminar suspendendo a rodada do grupo A1 da Série D, Motta acusou a FPF de se posicionar contra os interesses do Remo na disputa pela vaga com o Genus de Rondônia. Em carta aberta, divulgada nas redes sociais, o advogado cita supostas arbitragens desfavoráveis ao Remo no campeonato e faz uma acusação séria: a participação da entidade na movimentação da CBF para contestar a decisão judicial favorável ao Remo.

“O presidente da Federação e sua assessoria se colocaram totalmente favorável à CBF, tendo inclusive tirado cópias do processo, mandado pro Rio, sondado o pessoal do judiciário e, pasmem, se colocando à disposição do jurídico da CBF pra tentarem cassar nossa liminar, inclusive trabalhando gratuitamente nesta causa”, escreveu Motta.

Como era de prever, as afirmações de Motta inflamaram o torcedor remista, normalmente já desconfiado em relação à FPF. Além dos ataques à entidade, ele também insinuou a participação de dirigentes e colaboradores do Paissandu na disputa pela vaga na Série D.

Desde o começo da tarde, vários grupos de torcedores iniciaram mobilização para um protesto pacífico na sede da FPF, à rua Paes de Souza, no Guamá, amanhã, às 15h.

Os torcedores comparam a FPF com outras federações e avaliam que a paraense é inteiramente omissa. Citam o exemplo das federações do Acre e da Paraíba, que no ano passado se movimentaram para resguardar os direitos de seus clubes, Rio Branco e Treze.

Em entrevista ao Bola na Torre, domingo, ainda agastado com “a falta de colaboração” no episódio Genus, o presidente Zeca Pirão também fez pesadas críticas à federação e prometeu oposição aos atuais dirigentes da entidade.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 10)

Espiados e indignados

Por Janio de Freitas

Vamos fingir que nos sentimos surpresos e indignados. Vamos à ONU com um protesto contra a espionagem com que o governo dos Estados Unidos invadiu mensagens eletrônicas no Brasil. Vamos cobrar do governo americano explicações sobre a central de espionagem instalada em Brasília pelo combinado CIA-NSA.

Faz parte da boa educação cívica mostrar-se surpreso e indignado. Tal como os franceses do presidente François Hollande, pouco antes de ele se sujeitar aos EUA e proibir o sobrevoo da França pelo avião em que supunham estar Edward Snowden, o revelador das espionagens americanas naquele, no nosso e em numerosos outros países.

Cumprido o ritual da surpresa e da indignação, podemos reconhecer que estamos entre os países de maior hospitalidade, senão a maior de todas, a agentes de informação, de subversão antidemocrática e de espionagem dos EUA. Qualidade nacional de que há provas sem conta. Mas, para ficar só em exemplos poucos e notórios, lembremos que o golpe de 1964 foi articulado em três frentes –a militar, a empresarial e a política.

A primeira foi montada pelo adido militar da embaixada dos EUA, general Vernon Walters, especialista em golpes mandado ao Brasil para mais um. A segunda foi executada pelo próprio embaixador Lincoln Gordon, junto ao grande empresariado e a meios de comunicação. E a terceira ficou a cargo de uma entidade da CIA chamada Ibad, montada e dirigida por um tal Ivan Hasslocher, deslocado para a Suíça logo depois do golpe.

Antes disso, outro embaixador americano, Adolf Berle Jr., orientou, com sua equipe, uma conspiração militar para derrubada de Getúlio. Repórteres americanos como John Gerassi e ex-agentes da CIA como Phillip Agee, entre muitos outros, publicaram artigos, reportagens e livros sobre a atividade de agentes na América Latina e, em particular, no Brasil. Foram muito pouco publicados aqui.

Não se esperariam atitudes, contra essa liberdade de invasão da CIA, por parte dos seus aliados-beneficiários brasileiros, fossem ainda conspiradores ou já governo. Mesmo os alvos da ação, porém, jamais usaram dos seus poderes legais para contê-la. Todo o governo Jango sabia das atividades de Gordon e de Walters. Em Pernambuco e em Goiás foram identificados agentes insuflando lavradores. O governo nada fez. Desde sempre consta da legislação brasileira que os militares são responsáveis pela soberania nacional. Nenhum dos seus chefes se moveu contra as violações praticadas pelos americanos.

Mais recentemente, a criação do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) foi entregue à Raytheon, empresa que presta serviços ao Departamento de Defesa (nome do departamento que superintende o planejamento e a execução dos ataques militares e invasões de países pelos EUA). A concorrência foi tão limpa, que a precedeu até a invasão dos escritórios da então Thomson no Rio, multinacional francesa que era a mais provável vencedora e teve todos os seus estudos e projetos roubados.

Declarada “vencedora” a Raytheon, Fernando Henrique telefonou ao presidente Bill Clinton para informá-lo a respeito. Depois explicaria o resultado e o telefonema: “O Clinton pediu pela Raytheon…”.

Desde então, todos os dados sobre espaço aéreo, solo e subsolo da Amazônia são transmitidos, em rede e equipamentos criados pela Raytheon, para a central do Sivam. Se você quiser, pode acreditar que a transmissão termina aí. Os espiões e agentes de americanos são íntimos nossos. Mas cumpramos o ritual de fingir-nos surpresos e indignados com a espionagem agora revelada. (Transcrito da Folha de S. Paulo e do DIÁRIO)

 

Nego Bala ganha homenagem da Fiel

PSCXS Caetano homenagem ao ex jogador Mendonca-MQuadros

Mendonça, o Nego Bala, ídolo da torcida do Paissandu pelo título estadual de 1992 conquistado em cima do Remo nos anos 90, foi homenageado antes do jogo pela torcida do Papão na Curuzu. Ao lado do veterano Beto, Mendonça vestiu a camisa alviceleste e saudou a torcida, sendo demoradamente aplaudido. O gol que marcou naquela decisão, com um chute da altura do meio-de-campo, até hoje é relembrado pela torcida. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

PSCXS Caetano homenagem ao ex jogador Mendonca-MQuadros (2)