Ministro participa de homenagem ao pai de Huck

13177252Luciano Huck pediu ao ministro Joaquim Barbosa que participasse de uma surpresa para o pai do apresentador do “Caldeirão do Huck” (Globo). Trata-se de um vídeo em que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), entre outras pessoas, deseja feliz aniversário ao advogado Hermes Marcelo Huck. Barbosa gravou o vídeo, que seria exibido ontem, no aniversário do pai do marido de Angélica. Na semana passada, a Folha revelou que Luciano contratou o filho do ministro, Felipe Barbosa, como produtor de seu programa. (A informação é da coluna Outro Canal, assinada interinamente por Alberto Pereira Jr. e publicada na Folha desta terça-feira, 9).

Aluguel do Carrossel pode quitar dívidas do Leão

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O Remo poderá arrendar a área do Carrossel nos próximos meses. Reunião realizada na segunda-feira no Tribunal Regional do Trabalho adiantou a negociação entre o clube e empresários interessados em explorar comercialmente a área. A intenção do projeto é quitar ou pelo menos diminuir o déficit financeiro do clube. O grande entrave é o fato de a área do Carrossel ser penhorada pela Justiça Trabalhista por conta de dívidas, o que faz com que o contratante exija certidões. “Precisamos levantar a dívida para saber qual o valor exato do aluguel. A área é penhorada, porém, hoje, suspensa de leilão. Mas qualquer situação que aconteça nela é preciso comunicar à Justiça”, informou o advogado Pablo Coimbra.

Para fazer um levantamento, no entanto, o Departamento Jurídico vai precisar de tempo. “A apreciação desses documentos não depende só do Remo. Por exemplo: só da Justiça do Trabalho, precisa-se de 17 certidões, equivalentes às 17 Varas da Justiça daqui. Ainda tem os cartórios e outros”, enumerou Pablo. Pela proposta do Remo, o contratante pagaria à vista o valor do aluguel (cerca de R$ 160 mil) diretamente à Justiça de forma à vista. Assim, um credor por vez receberia. “Faremos um acordo bom para todos: Remo, empresários e Justiça”, concluiu o advogado do Remo. (Com informações do Bola/DIÁRIO e Rádio Clube) 

Manifesto da Resistência Remista

Texto-manifesto publicado nesta terça-feira nas redes sociais pelo advogado Valber Motta, subscritor da ação judicial em defesa da inclusão do Remo na Série D. Aconselho a leitura:

“Eu, Dra. Vanessa Egla e seu namorado Wendell Figueiredo (autor da causa representando a torcida remista), estamos nesta luta desde o ultimo dia 06 de junho, dia da nossa primeira conversa sobre a viabilidade do processo, e posso falar pra vocês que este foi o mês mais intenso de minha carreira, nunca pensei que fosse me desgastar tanto e me empenhar tanto em uma única causa, e ter acesso a um número tão grande informações sobre um determinado assunto: o futebol dito “profissional” de nosso estado, e gente, hoje já cheguei a algumas conclusões que quero dividir com vocês:
1) Nossa Federação é totalmente parcial, e segue claramente as determinações do grupo que dirige nosso adversário (já já falarei de maneira mais aprofundada sobre “eles”), os dirigentes não ajudam o Remo em nada, e pior, jogam contra qualquer pedido do nosso clube, o fato ocorrido quando do jogo em Paragominas em que nossa Liminar já estava em vigor é emblemático, porém, existe algo muito mais sério e lamentável que isso: O presidente da Federação e sua assessoria, se colocou totalmente favorável á CBF, tendo inclusive tirado cópias do processo, mandado pro Rio, sondou o pessoal do judiciário e pasmem, se colocaram á disposição do jurídico da CBF pra tentarem CASSAR nossa liminar, inclusive trabalhando gratuitamente nesta causa, claro que tudo isso financiado pela DIRETORIA de um certo Clube;
2) E é deste clube que eu vou falar agora, não da instituição e nem de sua torcida invejosa da nossa grandeza, mais sim de sua atual diretoria, que em sua cúpula formada por um parlamentar, um dono de farmácias e um dono de sorveteria, tomou uma decisão institucional para esta gestão: tentar diminuir o Clube do Remo. Eles imaginam que um dia serão grandes no cenário nacional se esmagarem o Remo (como se nós torcedores fossemos deixar), esses caras tem agido nos bastidores nos últimos anos pra diminuírem nossa expressão, usando de subterfúgios, como malas, com apoio aos nossos adversários locais, ajudas financeiras á clubes de outros estados sem nenhuma condição de disputarem um Campeonato Brasileiro, tudo no sentido de nos prejudicar e tem conseguido, e pra piorar agora eles tem suplicado aos políticos que não nos ajudem(o Presidente deles foi á Brasília, acreditem), e já se dispuseram a pagar os profissionais do direito para brigarem contra nossa ação. LAMENTÁVEL E COVARDE POSTURA.
3) Nossa ação não tinha no início a pretensão de mudar o cenário administrativo de nosso clube, mais ela ocorreu em um momento muito delicado dos nossos 108 anos de história, graças a gestões e mais gestões incompetentes e descompromissadas com o Clube de Periçá, e com a sua torcida, além de um Conselho Deliberativo conivente e da falta de mobilização dos sócios e torcedores, aparecemos num momento em que vários grupos começaram movimentos de protesto contra nossa realidade, e nós fomos içados á condição de fio de esperança para mudarmos a nossa triste realidade, e estamos lutando pra isso. Mais esta luta não é só nossa.
Neste sentido queremos expor á nação azulina que nossa batalha vai muito mais além da participação do Remo na Série D em 2013, temos é que resgatar nossa dignidade e combatermos os inimigos, sim os inimigos, que não são mais adversários no campo, pois travam covardemente batalhas sorrateiras nos bastidores contra uma instituição amada por milhões de pessoas.
O objetivo deste manifesto é expressar nosso sentimento de repúdio aos que querem nos diminuir, mais por outro lado de orgulho por defendermos tão justa causa.
Queremos renovar os agradecimentos á todos os remistas apoiadores da nossa ação.
VoltaREMOs!”

Só a vitória tranquiliza

Por Gerson Nogueira

bol_ter_090713_11.psCom oito pontos ganhos em sete rodadas, o Paissandu faz uma campanha abaixo das expectativas do seu torcedor, até mesmo pelos adversários que enfrentou até o momento. Exceto pela Chapecoense, líder isolada da competição, e pelo Paraná, o Papão encarou oponentes tecnicamente inferiores – casos de ASA, América-RN, Guaratinguetá, Ceará e Atlético-GO. Tinha, portanto, condições plenas de estar a esta altura desfrutando de situação mais cômoda na tábua de classificação.

O 12º lugar aparentemente não é desesperador, mas na prática representa uma posição perigosa, pois o Paissandu está a apenas um ponto do primeiro time situado na chamada zona da morte. O Ceará, 17º colocado, tem 7 pontos ganhos.

Por essa razão, a vitória é o único resultado interessante no embate desta noite contra o São Caetano, na Curuzu. Além das dificuldades momentâneas na tabela, o Papão precisa assegurar os pontos disputados em casa. Qualquer competição por pontos corridos impõe como regra que os times mandantes pontuem.

O próprio Givanildo Oliveira, em 2001, garantiu a conquista do segundo título nacional do clube com uma campanha centrada na eficiência caseira. Só empatou uma partida disputada na Curuzu, vencendo todas as demais. Fora de casa, só empates e derrotas.

Diante do São Caetano, um ex-emergente de respeito, o dilema do Paissandu está na obrigação de marcar os três pontos jogando de um jeito que agrade e tranquilize seu torcedor. Contra o Guaratinguetá, apesar da vitória, a torcida deixou o estádio preocupada. Com razão.

O setor defensivo permitiu que o Guará, mesmo com visíveis limitações, marcasse três gols e criasse inúmeras situações de perigo. A insegurança se concentrou nos dois beques estreantes, Fábio Sanches e Jean. Hoje à noite, ambos voltam a começar jogando, prestigiados por Givanildo, mas sabem que esta pode ser a última chance. Outro que estará sob análise rigorosa é o lateral-esquerdo Janilson, ainda devendo uma atuação convincente.

O time traz outra mudança importante. O goleiro Marcelo finalmente estreia, depois de longa expectativa e de muitas críticas ao ex-titular. No meio-de-campo, duas alterações: Ricardo Capanema substitui Vânderson, para dar mais força e velocidade à marcação, e Diego Barbosa entra no lugar de Eduardo Ramos, suspenso.

Capanema é nome quase unânime para cuidar da proteção à zaga. Barbosa vem credenciado pela boa atuação como ala esquerdo improvisado no segundo tempo diante do Guaratinguetá. No ataque, Givanildo prestigia os grandes nomes da última partida: Iarley e Careca.

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Série D: perspectiva de uma longa batalha

Enquanto os advogados Walber Mota e Vanessa Egla, que representam o torcedor Wendell Figueiredo, na ação movida contra a CBF pela inclusão do Remo na Série D, aguardam uma solução negociada com a entidade, a Procuradoria do STJD agiu em sentido contrário, ontem à tarde. O procurador Paulo Schmidt denuncia o clube por ter, supostamente, usado torcedores para recorrer à Justiça Comum. A movimentação do tribunal visa, obviamente, intimidar os autores da ação, induzindo-os a desistir.

Pela disposição manifestada até aqui é improvável que o trio recue. Para isso, contribui muito o exemplo da luta travada pelo Treze da Paraíba no ano passado para permanecer na Série C. Contra todas as previsões, o clube paraibano disputou o campeonato e ainda foi “premiado” este ano com a celebração de um acordo arbitrado por ministro do STF.

Ao contrário do Treze, que não tinha direito ao acesso, o torcedor Wendell Figueiredo usa como base de argumentação o Estatuto do Torcedor, comprovando que a Federação Rondoniense de Futebol descumpriu todos os prazos estabelecidos pela própria CBF para indicação de representantes à Série D, fato público e notório.

A liminar obtida na Comarca de Ananindeua continua valendo e impedindo a realização de jogos pelo grupo A1, onde se encontra o Genus de Rondônia, até que o mérito da causa seja julgado. Caso a CBF não aceite negociar uma saída amigável, o mais provável é que a competição acabe inviabilizada. Quanto à ameaça do STJD, há um vício de origem: a não comprovação de que o Remo é o patrocinador da ação judicial.

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Renúncia abre transição remista

A confirmação da renúncia de Sérgio Cabeça à presidência do Remo abre caminho para um processo de transição para as eleições diretas em 2014. O vice Zeca Pirão, agora investido de poder e legitimidade, tem a oportunidade única de firmar as bases para a reconstrução do clube.

O começo, obviamente, deve ser o saneamento das finanças. E não é possível sanear um clube endividado como o Remo sem acordos judiciais. Isto foi encaminhado ontem em audiência com alguns dos principais credores do clube, representantes de jogadores que foram beneficiados com milionárias indenizações.

A quase confirmada cessão da problemática área do Carrossel por aluguel de 20 anos pode significar o começo da recuperação, com a quitação dos débitos trabalhistas e a criação de uma receita mensal de R$ 150 mil capaz de dar fôlego aos projetos imediatos do novo presidente.

A conferir.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 09)

O dedo de Lula

Por Emir Sader

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.
Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.
banner_35539A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revoluçao de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.
A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.
A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.
Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.
Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.
Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.
O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.
Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos Otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes. (Transcrito de Carta Maior, junho de 2012)