Dilma condena atitude dos EUA com Morales

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, expressou nesta quarta-feira (03/07) “indignação e repúdio” ao bloqueio imposto por países europeus ao avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, nesta terça-feira (02/07), quando o mandatário retornava de Moscou para La Paz. Após o episódio – condenado pela Unasul (União de Nações Sul-Americanas) e a maioria dos países da América Latina -, o governo boliviano opinou que o bloqueio havia sido orquestrado por Washington, devido à suspeita de que o ex-consultor da CIA Edward Snowden estivesse na aeronave. Os EUA negaram a proibição.

Para Dilma, a suspeita sobre a presença de Snowden, “além de fantasiosa, é grave desrespeito ao Direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações”, Segundo ela, a proibição de sobrevoo “acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores”, complementando que “o constrangimento ao Presidente Morales atinge não só à Bolívia, mas a toda América Latina”.

Na nota, Dilma ainda sublinhou a contradição na postura dos países europeus, levada a cabo após reclamarem da espionagem de seus funcionários por Washington, no âmbito do programa denunciado por Snowden. “O Governo brasileiro expressa sua mais ampla solidariedade ao Presidente Evo Morales e encaminhará iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso Continente, para que situações como essa nunca mais se repitam”, conclui Dilma. (Do Opera Mundi) 

Curuzu recebeu mais de 10 mil torcedores

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O jogo Paissandu x Guaratinguetá teve público pagante de 8.934, proporcionando uma renda de R$ 192.140,00 no estádio da Curuzu. No total, o público foi de 10.354 espectadores. A arrecadação ficou abaixo das expectativas da diretoria do Paissandu, que colocou à venda 14.780 ingressos. Descontadas as despesas de R$ 47.645,63, o Paissandu ficou com o valor líquido de R$ 144.494,37. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Goleador em noite iluminada

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Por Gerson Nogueira

Um primeiro tempo com cinco gols é sempre sinal de grande jogo. Foi o que Paissandu e Guaratinguetá fizeram no estádio da Curuzu, ontem, diante de 10 mil torcedores. Quando Andrei da Silva e Silva (que substituiu Nielsen Nogueira Dias, que passou mal) apitou o fim do primeiro tempo, a sensação foi de que a partida podia ter terminado ali mesmo com o placar de 3 a 2 favorecendo o time paraense.

Apesar de ser disputado em ritmo menos intenso, o segundo tempo não decepcionou, com mais dois gols e momentos de emoção para os dois lados. Até os instantes finais prevaleceu a incerteza quanto ao resultado, pois o Guaratinguetá não desistiu e pressionou sempre.

O triunfo do Papão por 4 a 3 terminou fazendo justiça à capacidade de reação do time, que buscou a vitória e teve um jogador em noite inspirada: Careca, com três gols, foi o grande nome da partida. Não apenas pela pontaria e oportunismo, mas pela movimentação na área, criando alternativas para meias e laterais.

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De início, o confronto surpreendeu pelo esforço dos jogadores e a extrema velocidade. Espantosa também foi a arrumação tática do Guaratinguetá, de uma ousadia raras vezes vista na Curuzu. Apesar da pouca inspiração de seu setor de criação, o time paulista criou problemas desde a saída de bola, apostando na velocidade de seus homens de frente.

Atento às subidas do Guaratinguetá, que sempre chegava pelas laterais, o Paissandu se fechou e partiu para explorar os contra-ataques. O poderio ofensivo, com Iarley e Careca, e a boa movimentação no meio-campo permitiram que as arrancadas terminassem em gols. O problema é que o visitante também chegava com facilidade. Por obra da disposição dos times, antes dos oito minutos, o placar já apontava 2 a 1 para o Papão.

Mesmo em vantagem no placar, o Paissandu sofreu com o fraco rendimento dos volantes (principalmente Vânderson) e da zaga, formada pelos estreantes Jean e Fábio Sanches. Além disso, Zé Carlos também se mostrava inseguro, irritando e preocupando o torcedor.

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Por sorte, depois de ceder novo empate em falha conjunta de Zé Carlos e Jean, o Paissandu teve forças para buscar o desempate ainda no primeiro tempo. Careca aproveitou boa jogada de Eduardo Ramos balançou as redes pela segunda vez.

O sufoco imposto pelo Guaratinguetá forçava erros dos defensores e os rebotes caíam sempre nos pés do adversário, que também levava ampla superioridade sobre os laterais Janilson e Pikachu.

Para quem imaginava que os paulistas fizessem aqui uma atuação retrancada, a partida mostro um time desembaraçado, sem medo de atacar e que acreditou sempre que podia vencer. Jogar contra um adversário tão confiante é sempre arriscado e o Paissandu pareceu ter se surpreendido com essa postura.

Quando todo mundo imaginava que o time ia reagir e se estabilizar no segundo tempo, após a entrada de Ricardo Capanema, ocorreu justamente o contrário. O Guaratinguetá adiantou ainda mais suas linhas, posicionando-se no campo de defesa do Papão e criando ataques cada vez mais perigosos.

A pressão resultou no gol de empate logo aos 9 minutos, após cabeceio de Júlio César, inteiramente livre, com a zaga testemunhando o lance. Enquanto a torcida se desesperava com os estreantes Fábio Sanches e Jean, o Paissandu teve ânimo para se reaprumar e chegou ao gol da vitória, novamente pelos pés de Careca, aproveitando bola chutada por Pikachu.

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Não foi uma vitória de encher os olhos do ponto de vista técnico, mas o novo Paissandu mostrou virtudes, todas do meio para a frente. Careca ganhou a camisa 9, Iarley voltou a atuar bem e Diego Barbosa entrou com desenvoltura suficiente para merecer um lugar no time. De preocupante, certa desconcentração do time e o baixo rendimento de Vânderson, dos laterais e da nova zaga.

O velho Giva vai ter muito trabalho para arrumar a cozinha.

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Caçula repete mazelas dos mais velhos

Algumas lições de hoje podem se tornar os equívocos de amanhã, tanto no futebol como na vida. Um exemplo disso é a situação do Paragominas, time que foi a sensação emergente do Campeonato Paraense. Em meio aos festejos pelo vice-campeonato, o presidente do clube esmerou-se em criticar os dirigentes da capital, principalmente os remistas. Deu uma verdadeira aula (teórica) de como o futebol deve ser gerido.

Curiosamente, em plena disputa da Série D, o PFC acaba de desmentir seu principal dirigente. Atrasou os salários dos jogadores e corre o risco de enfrentar uma greve do elenco nos próximos dias. O volante Fabrício, recém-contratado, disse que é grande a insatisfação entre os atletas, que esperavam pelo menos uma comunicação por parte da diretoria.

Em meio a tudo isso, o normalmente loquaz presidente do Paragominas não aparece para se explicar publicamente sobre esse deslize de gestão que tira o brilho do tão decantado projeto administrativo do clube. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 03)