Jogadores do Jacaré cobram salários em atraso

Azedou o clima no Paragominas. Depois de chegar em segundo lugar no Parazão e iniciar boa campanha na Série D, o clube começa a enfrentar o problema que os grandes de Belém já sofrem há tempos. O elenco está com os salários atrasados há dois meses e já ameaça grevar se a diretoria do clube não quitar os compromissos. Um dos mais insatisfeitos é o volante Fabrício, recém-contratado para disputar o Brasileiro da Série D, que revelou ao DOL a situação no clube e informou que os jogadores deram um prazo ao presidente do PFC, Jorge Formiga.
“Os salários das pessoas que estão há mais tempo estão atrasados há dois meses e dos que foram contratados para a Série D por um mês e 10 dias. A direção do clube disse que vai nos dar uma resposta até sexta-feira (5). Caso não seja significativa, vamos sentar entre nós, jogadores, e decidir o que fazer, podendo até paralisar as atividades”, disse Fabrício.
O jogador contou que o elenco se mantém unido, mas a falta de comunicação com os dirigentes está desmotivando os jogadores. “Entre os jogadores está tudo tranquilo porque somos muito unidos, mas fica um clima chato e e acabamos perdendo a motivação quando não temos uma resposta da direção do clube”, explicou.
Apesar de ser muito afeito a entrevistas, costumando fazer verdadeiras pregações contra os dirigentes de Belém, o presidente do Paragominas, Jorge Formiga, ainda não foi localizado para falar sobre o atraso dos salários dos jogadores.
SÉRIE D – O PFC volta a jogar pela Quarta Divisão contra o Náutico-RR no dia 14 de julho (domingo), às 16h, no estádio Arena Verde, em Paragominas, pela quarta rodada do grupo A1.

Papão estreia reforços contra o Guará

PSC Janilson-Mario Quadros

Com dois jogos para fazer em casa pela Série B, o Paissandu faz as contas e mira nos seis pontos para tentar voltar ao grupo dos 10 primeiros da competição. Hoje, às 21h, no estádio da Curuzu, o jogo será contra o Guaratinguetá (SP), que também busca reabilitação no campeonato. O jogador mais conhecido dos visitantes é o zagueiro paraense Pedro Paulo (foto abaixo), que já defendeu o próprio Papão e o Remo.

O técnico Givanildo Oliveira aproveitou a pausa na Série B para realizar cinco coletivos e fazer mudanças pontuais no time. Os zagueiros Fábio Sanches e Jean (foto acima) finalmente entram na escalação titular, barrando Diego Bispo e Raul. Outra alteração importante ocorre no ataque, onde Rafael Oliveira e João Neto, titulares no Parazão e no começo da Série B, serão substituídos por Marcelo Nicácio e Iarley. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Guaratingueta Pedro Paulo ex-remo-MQuadros

Estratégias para adoçar a boca dos parceiros

Por Erich Beting

Em 2005, uma pesquisa da publicação inglesa Sport Business com os então 15 patrocinadores oficiais da Copa do Mundo da Alemanha apontava uma alarmante realidade. Todos eles, sem exceção, disseram que estavam insatisfeitos com a relação com a entidade. Pior que isso, acreditavam que o valor pago pelo patrocínio não dava o retorno devido para a marca.

A divulgação dessa situação fez com que, em 2007, a Fifa revisse o programa de patrocínio oferecido. Se, em 2006, eram 15 patrocinadores que dividiam o espaço ao redor do gramado em placas de publicidade e tinham quiosques para realizar ações nos estádios, para o Mundial de 2010 a coisa mudou significativamente.

Na África do Sul a entidade estreou o sistema de divisão de categorias de patrocínio. Hoje, são seis patrocinadores da entidade, seis patrocinadores da Copa do Mundo e outros seis apoiadores locais. Em 2010, foram 12 empresas envolvidas na relação comercial com o Mundial. A redução do número de marcas foi compensada com o aumento do faturamento.

Agora, para 2014, a Fifa dá mostras de que entendeu que precisa ceder ainda mais propriedades aos patrocinadores, e elas não estão ligadas à exposição da marca, que já foi resolvida a partir da disponibilidade de painéis rotativos durante os jogos. Na Copa das Confederações, as marcas tinham diferentes propriedades disponíveis para entregar a seus convidados “experiências únicas”.

Essa história começou ainda em 2002 com o McDonald’s e os torcedores-mirins que entram junto com os times em campo. São 22 crianças contempladas por jogo ao longo de 16 jogos na Copa das Confederações e 64 partidas no Mundial. O negócio acendeu o alerta para os demais patrocinadores, que passaram a exigir esse tipo de produto para ser trabalhado em conjunto com o patrocínio. A mudança, porém, só começou mesmo agora.

Na Copa das Confederações, a Fifa “loteou” diferentes ações. O Itaú, por exemplo, levou um torcedor por jogo para assistir à entrevista coletiva para a imprensa realizada após a partida. A Visa levava um grupo de convidados para ver de dentro do campo o aquecimento das equipes. A Sony tinha um torcedor que ficava na posição dos fotógrafos credenciados para o jogo, durante a partida. A Adidas teve os guardiões da bola e da bandeira, que carregavam a bola do jogo e a bandeira dos times antes da execução dos hinos nacionais.

Além disso, na véspera e no dia da final, convidados dos patrocinadores puderam rodar pelos bastidores do Maracanã para conhecer por dentro o estádio. Ida a vestiário, banco de reservas e áreas reservadas para a imprensa estiveram dentro do roteiro de algumas marcas.

Não à toa, a cada negociação os patrocinadores desembolsam ainda mais dinheiro para ficar com os direitos sobre a maior competição do futebol. E, com as promoções, vão ajudando na valorização do Mundial.

Os esportes americanos entenderam esse conceito lá pelos anos 80. Só agora o universo do futebol parece que entendeu qual é o melhor meio de construir e promover um grande evento esportivo…

Pintou o hexa. Para desespero dos urubulinos

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Do Blog do Menon

Escrevo no início do segundo tempo. E Fred fez o terceiro gol do Brasil. A Espanha pode até fazer cinco gols, dar um show, fazer o que quiser, mas a verdade é que a Copa do Mundo de 2014 tem favorito. É o Brasil, o único pentacampeão até hoje.

Em pouco tempo de trabalho, Scolari fez um time capaz de vencer a Espanha, que ainda é o melhor time do mundo. Com um gol logo no início do jogo, obrigou os espanhóis a abandonarem o toque toque e a correr atrás do Brasil, que dominou todo o primeiro tempo, com um susto ou outro. Obrigado, David Luiz.

O time esta formado, alguns retoques são necessários, mas no futebol há verdades absolutas: o Brasil sempre é favorito em todas as competições. Pode não confirmá-lo mas o seu passado o habilita para o favoritismo. Vejamos o seguinte: o maior artilheiro da história da seleção brasileira é Pelé. O maior da Espanha é Raúl.

Aos profetas dos apocalipse, algumas lembranças:

1) A Espanha é maravilhosa, tem um estilo único, como eu escrevi há alguns dias, mas não é o “jogo bonito”. Jogo bonito tem drible e lançamento. A Espanha é a campeã mundial que menos gols fez.

Pênalti para a Espanha. Tudo bem, nada muda.

2) Neymar é espetacular. A você, que vive dizendo que ele não tem lugar no Barcelona, eu pergunto a) Ele é pior que o Pedro? 2) Arbeloa, do Real Madrid foi dominado por Neymar? Pois é. O moleque, que cai muito e isso não se pode negar é um erro, é um craque. Mas há os que preferem chicharitos e berbatoves.

Sergio Ramos perdeu o pênalti.

3) A Copa está acabando. Os estádios ficaram prontos. Não houve caos nos aeroportos. Não houve turista sem hotel.E o Brasil foi campeão. A Copa do Mundo é muito mais difícil, tem 32 times, muito mais turistas, mas tudo vai dar certo. Vamos trabalhar e fazer uma grande Copa.

4) Para você que me acha Pacheco ou Brasilino, saiba que tenho mesmo muito orgulho do futebol brasileiro. É só ver a história. E tenho orgulho do meu país também. Basta ver a história que está sendo construída.