Um tropeço previsível

AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (13)

AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (31)

Por Gerson Nogueira

Cada time venceu por 45 minutos. No cruzamento de contas, o empate de 2 a 2 terminou expressando justiça pela produção das equipes. O Águia foi mais resoluto no primeiro tempo e conseguiu virar um placar adverso à base de jogadas em velocidade e bolas aéreas. O Paissandu reagiu no segundo tempo e chegou ao empate depois que optou por uma formação ofensiva e passou a pressionar com três atacantes.

Pelos desfalques (Eduardo Ramos, Vanderson, Capanema, Djalma, Alvim e Zé Carlos), esperava-se um Paissandu mais enfraquecido. Não foi o que se viu nos primeiros movimentos do jogo. Com saídas rápidas, puxadas por Lineker e Alex Gaibu, o time criava constantes dificuldades para a atrapalhada zaga marabaense. Logo aos 6 minutos veio o gol. Lineker cabeceou para o centro da área, visando Iarley, mas o beque Vítor desviou para as redes.

A partir desse momento, o Paissandu teve condições de ampliar, mas sofreu com a ausência de força na área. Iarley e João Neto saíam para receber a bola e trocar passes, mas não pressionavam os zagueiros. Aos poucos, o Águia foi encorpando seu jogo no meio-campo, por obra do meia-armador Carlinhos, e passou a ameaçar em cruzamentos perigosos.

AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (3)

Danilo Galvão e Wando revezavam-se nas investidas sobre a igualmente caótica defesa do Paissandu. Tiago Costa, improvisado de volante, tornou-se um zagueiro postado à entrada da área, mas perdido e sem função. Em escanteio, o Águia empatou. Edcléber venceu os zagueiros na disputa pelo alto e cabeceou para as redes.

Nove minutos depois, Danilo Galvão consumou a virada, desviando de cabeça, sem que Raul ou Bispo lhe dessem combate. O Águia ainda teve chance de ampliar, mas o Paissandu também pressionou e Raul escorou um cruzamento por cima do travessão.

Para o segundo tempo, Lecheva olhou pro banco de reservas e lançou mão de Rafael Oliveira e Romário, reforçando o ataque e dando mais consistência ao meio-campo. Improdutivo de início, o 4-3-3 clássico aos poucos foi surtindo efeito: o Paissandu passou a dominar a partida. Saía rápido para o ataque, puxado por Gaibu, e tinha três jogadores bem distribuídos para pressionar a defensiva do Águia. Na lateral esquerda, deslocado, Lineker passou a render mais. AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (19)

O empate esteve a pique de sair depois de cruzamento de Lineker que Raul furou e Bispo mandou rente à trave. O Paissandu tocava melhor a bola e chegava com facilidade à linha de fundo. Melhorou ainda mais o cerco quando Héliton substituiu Iarley, novamente pouco produtivo – e ainda devendo nesse retorno ao Paissandu.

O Águia, que se retraía para explorar o contra-ataque, quase ampliou em três ataques fulminantes. No mais agudo deles, aos 25, Carlinhos mandou na trave e no rebote o atacante Robert chutou duas vezes, mas a zaga rebateu para escanteio.

A essa altura, com o jogo inteiramente aberto, o gol podia sair para qualquer lado. E saiu para quem foi mais ousado: bola erguida na entrada da área do Águia foi desviada por Rafael para Héliton, livre, na área. O goleiro Leandro saiu do gol e atropelou o atacante. Penal claro. Pikachu se apresentou para bater, o goleiro defendeu e João Neto desperdiçou o rebote.

Placar, por vias tortas, justíssimo para o desempenho dos times. Jogo de alternativas, mas com equipes que se equipararam nos muitos erros e nas poucas virtudes. Bom para o Paissandu, que escapou da derrota. Ruim para o Águia, que permanece na zona de rebaixamento. AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (32)

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Novo tumulto no estádio marabaense

AguiaXPSC 2a fase Parazao2013-Mario Quadros (27)O tumulto envolvendo o preparador físico Wellington Vero, do Paissandu, acusado de ofensa racista a um socorrista de plantão no estádio Zinho Oliveira, expõe duas situações igualmente tristes.

A primeira, óbvia, é a repetição (por parte do acusado) de uma atitude indigna no convívio social. Há três anos, em Castanhal, Vero também foi denunciado por ter feito xingamentos racistas a um gandula.

A segunda, não menos ruim, é o histórico cada vez mais alentado de tumultos no estádio Zinho Oliveira. Ali já aconteceu invasão de campo, ameaça a árbitros e até agressão, com lesão corporal grave, entre colegas de profissão (entre Alexandre Carioca e o falecido Aldivan).

Nos dois casos, providências enérgicas são necessárias para evitar a repetição. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Contra o Cametá, um novo Remo?

Com o empate do Paissandu, o Remo tem a chance de se aproximar da liderança geral do campeonato caso consiga superar o Cametá, hoje, no Evandro Almeida. O confronto opõe forças desiguais. De um lado, o Remo, ainda invicto no returno e um dos candidatos ao título do Parazão. De outro, o campeão paraense do ano passado caindo pelas tabelas, com um time desafinado e amargando as últimas posições do torneio.

A grande novidade da noite deve ser a anunciada mudança de sistema de jogo do Remo. Depois de passar o campeonato utilizando o 3-5-2 – e pregando sustos no torcedor a cada rodada –, o técnico Flávio Araújo parece ter se decidido a voltar ao 4-4-2 velho de guerra. Mais importante: com a escalação de dois armadores, Tiago Galhardo e Clébson.

Como o time vai se comportar com esta nova configuração é a expectativa geral. Diante da Tuna, domingo, o novo esquema foi parcialmente testado no segundo tempo, mostrando altos e baixos. Tornou o ataque mais efetivo, mas, talvez pela falta de hábito, fragilizou a defesa e a Lusa quase chegou ao empate. O Cametá pode ser a chamada prova dos 9, a quatro dias de novo Re-Pa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 13)

36 comentários em “Um tropeço previsível

  1. Gerson e amigos, a sensação que eu tive, é que estão boicotando o Galvão… Não é possível que o Águia jogue tão pouco…
    – Ontem, com aquelas mexidas do Lecheva, penso que se o Águia jogasse metade do que nós nos acostumamos a ver desse time, o Azulão teria saído com a vitória. O Azulão teve, no 1º tempo, 10, 15 minutos de um futebol, que lembrou um pouco o “velho” Azulão Marabaense e, quando isso aconteceu, envolveu por completo o Paysandu, virou o jogo e por pouco não ampliou…

    – Romário entrou no lugar do Esdras, por contusão deste, que vinha bem no jogo..
    – Sinceramente, penso que as mexidas do Lecheva só surtiram efeito, por o Águia ter abandonado o jogo, salvo, alguns jogadores, como o Danilo Galvão, por exemplo..
    – O gol perdido no último minuto, pelo Alan Taxista, pela displicência e, ao que parece, por não querer fazer o gol, me deixou preocupado e pensativo, acreditando que a era Galvão, acabou, para o bem desse time, que vai disputar a série C..

    – Esse time do Paysandu, pode até ser desorganizado taticamente, mas merece todos os elogios, essa eficiência de seus jogadores, para transformar as jogadas em gols… Merece um 10.

    Alex Gaibú provou que não joga bem, apenas, como o Djalma, mas comanda o time, como comanda o time, o Eduardo Ramos, claro, guardadas as devidas proporções..

    A situação do Yago, é porque o jogador terá que sair dessa fase, por conta própria, pois nada é feito, para que ele renda, por seu técnico, até porque não sabe.. Começa o jogo e lá está o Yago, sem saber o que fazer… Disse ele, certa vez: “Quando o Capanema está, eu me sinto mais livre pra ir à frente”… Típico de quem pensa sozinho e de quem terá que se virar sozinho, por isso a demora em encontrar seu bom futebol..

    É a minha opinião..

  2. Algumas pessoas dizem que, até que enfim o Flávio Araújo vai sair do 3-5-2… É bom lembrar que, só agora ele vai sair, porque só agora lhe deram um meia, capaz de fazer ele mudar o esquema… Meia esse, aliás, pedido por ele, antes do início do Parazão. Um bom técnico, sabe o que faz e por isso, só agora ele vai mudar de esquema, mas acreditem, até por tudo que venho escutando nas emissoras de rádio, que algumas pessoas pensam e acreditam que o Flávio Araújo mudará o esquema, por causa de pressão… Então tá..

    Será que quando o Flávio Araújo pediu Clebson, Bismarck e Thiago Galhardo, no início dos trabalhos, foi para jogar só com 1 e deixar 2 deles, no banco?

    Te dizer…

    Remo escalado: Fabiano,Rodrigo Guerra, Zé Antônio, Mauro e Berg, Gerônimo, Jhonnatan, Clebson e Thiago Galhardo. Fábio Paulista e Leandro Cearense.

    Nota: Carlinhos Rech, com 2 amarelos, foi poupado para o Clássico e vai no banco. Só entra, se precisar…

    Nota 2: Diogo Capela, vai no banco..

  3. Um erro imperdoável, aconteceu na contratação do Thiago Potyguar, pelo Sport-PE.. Sport pagou taxa de transferência do jogador, o Jogador já estava em Recife, fazendo exames médicos, mas não pagou a transferência ao Corinthians-AL, clube do jogador e, por isso, a documentação do atleta, não foi liberada e perdeu a inscrição, já que ontem, era o último dia de inscrição, no campeonato Pernambucano… Thiago Potyguar vai voltar ao Corinthians-AL…. Te dizer, mas essa daria para o Mico da semana, amigo Gerson…

    – Vou te contar…

  4. Micaço esse do Potyguar, amigo Cláudio. Parece que não são apenas os dirigentes daqui que cometem esse tipo de gafe.

  5. Do esquema do Flávio, eu ainda prefiro o Maurão do que o Rech, que parece jogar sem preparo. Como uma modelo…
    Tomara que Mauro roube essa vaga para o RE X PA.

    Guerra vai jogar…Te dizer.

  6. Sobre esse triste episódio, do W. Vero, outro dia comentei, num post em que GN fala do racismo na Europa. Até parece que eu sabia que isso poderia se repetir.

    No final, será apenas uma “injúria racial”, um eufemismo jurídico para racismo, e um racismo cruel, que visa reduzir o ser humano a a um ser inferior apenas pelo cor de sua pele. Alguns sempre tentam minimizar ou até mesmo justificar.

    Quantas vezes ainda vamos assistir a coisas como essas.

  7. Hoje no almoço já vai rolar um Mapará com arroz e feijão, só para começar bem o dia.

    Vamos Leãooooo

  8. Quanto ao jogo de ontem, espero que a diretoria tenha notado da necessidade de se reforçar em pelo menos 40% esse plantel para a Série B.

    Colocar o Thiago Costa de meio-campista é macular o espaço sagrado frequentado por quem tem um mínimo de categoria.

    O Wanzeller é trabalhador, esforçado, bom rapaz, mas não dá para ser goleiro. É baixo, não sabe sair e ainda chama gol. Paulo Rafael para domingo. URGENTE.

    Quanto ao Pikachu, acho que ele precisa de um papo com um psicólogo. Muitas coisas aconteceram rapidamente na vida dele. Projeção, fama, até quem o esbanjava agora deve fazer juras de amor e tudo isso mexe com uma cabeça não preparada.

    Hoje tem Clásicco do Mascate: COMPRA VAGA X VENDE VAGA.

  9. KKKK égua Acácio, clássico do Mascate!!!!

    Concordo Valentim, a tal da injúria racial juridicamente agora apelida o preconceito que está na cabeça de grande parte da população brasileira.

    RRamos

  10. Pelo o que andei lendo o Flávio Araújo não gosta do 4-4-2 e a mudança no esquema tático feita para o jogo de hoje não é definitiva, deste modo, parece que ele pretende retornar ao 3-5-2 no RE-PA.

  11. A primeira grande providência que o Paysandu tem que tomar é
    despachar o Iarley pra bem longe.

    Assim ele deixa de atrapalhar,

  12. Pessoal, eu disse, à época da contratação do Iarely, que eu não lhe contraria…Infelizmente, parece-me que eu estava certo, infelizmente…

    Mudanças já para o PAPÃO:

    – P. Rafael,
    – Eu para o lugar do R. Alvim (mesmo fora de forma, confio
    que eu poderia jogar melhor, dando passes, fazendo lançamentos, chutando de fora, indo às pontas para driblar e cruzar ou finalizar)
    – R. Oliveira no lugar do Iarley
    – Gaibú tem que jogar juntamente com o E. Ramos (Vanderson sairia)

  13. Já vi muita gente louvando Iarley neste espaço democrático. Inclusive, lembro agora, alguém reproduzindo opinião de Paulo Fernando que dizia que o veterano cearense devia entrar de cara.

    Vejam o que um tropeço não faz.

  14. O que é o futebol amigo Valentim. Concordo com você quanto aos comentários sobre o Iarley. Eu disse antes, que ele estava arriscando a bela imagem que tinha dos torcedores do Paysandu, retornando ao clube com 38 anos, sem as condições técnicas e físicas de outrora. Tá vendo, pediam que ele jogasse, agora se vê. Comentário até de mandar embora.

  15. Realmente devem apurar e,se for o caso,punir severamente o possível e referido ato de racismo por parte do Wellington Vero ao socorrista,em Marabá.

    O time do Paysandu será o mesmo do último REXPA,provavelmente. A exceção pode ser no gol,em virtude da contusão do Zé Carlos. Sinceramente,gostaria de ver o Paulo Rafael novamente ao arco bicolor,se bem que,eu acho que o Lecheva escalará o Paulo Wanzeler.

  16. Outra questão que foi salientada na coluna do Gérson e que poderia servir de reflexão,são os sucessivos e as famigeradas confusões e desentendimentos que há em jogos disputados no Zinho de Oliveira.

    O fato em questão virou rotina ,sobretudo quando Paysandu e Remo jogam em Marabá.

  17. Esse negócio de racismo precisa ser melhor apurado e com critério; a coisa está sendo banalizada, qualquer olhar atravessado que alguém receba e já vai prá delegacia, registrar om BO; pô! a pseudo vítima nem apresenta testemunhas e alguém já está sendo constrangido; e aí como é que fica? afinal, constrangimento também é crime, ou não?! rigor também prá quem denuncia sem provas, pois a indústria das indenizações está em franco crescimento; tem muuuuito oportunista aplicando golpes, se dizendo vítima disso e ou, daquilo.

    1. Silas, concordo com tudo que disseste. Existe sim melindres demais por parte dos “ofendidos”. Bastou fazer referência à cor preta que qualquer um com uma quantidade de melanina a mais se sinta visceralmente atingido.
      Corremos o risco de se ao convidar alguém para tomar um sêlo preto o cara já vai achar isso ou aquilo.

  18. Concordo com o retorno do Paulo Rafael ao arco bicolor, apesar de entender que o Wanzeller não comprometeu no jogo de ontem.
    Quanto ao Lecheva, mostrou que tem o plantel na mão e sabe sim distribuir o time naquele tabuleiro verde, de acordo com as adversidades; não é prá qualquer um, no jogo de ontem foram SETE alterações caras, 7 e o time conseguiu jogar um tempo, o suficiente, para manter a invencibilidade e a boa colocação na tabela, além de lançar mais um jogador oriundo das bases, no caso o Romário; outros Técnicos estariam lamentando não poder contar com algum medalhão, o Lecheva não, ELE conhece os recursos que tem em casa e os utiliza, está sendo muuuito bem sucedido nessa tarefa, aliás, não me lembro nos últimos 10 anos, de técnico, regional ou importado, que mais tenha valorizado as bases do time que dirige.
    Parabéns ao Lecheva, não é uma assumidade ainda, reconheço, mas, em breve o será, acredito! quanto ao baixo rendimento do Pikachú, entendo como fase natural, deve no entanto, ter acompanhamento profissional, para sair dessa, o mais rápido possível, sem sequelas; sem deixar de considerar ainda, o esquema tático do Lecheva, que sacrifica a principal característica do jovem atleta que é a explosão e a ousadia.

  19. Quando o técnico escala Allan Petterson em detrimento de você, é hora de se aposentar do futebol.
    Descanse em paz, Tragodara…

  20. Silas e amigos essa questão do Vero já foi resolvida, passou na TV hj meio dia.

    Detalhe: O sujeito acusou o Vero de te-lo chamado de frango preto.

    O Vero negou, é claro, mas o próprio rapaz disse que estava atrás do alambrado xingando o pessoal do Paysandu.

    Concluo então que SE realmente o Vero partiu pra injuria racial, tá errado, porém, não justifica, mas o cara tem todo esse direito de encher o saco dos outros só porque pagou ingresso?

    Se eu fosse o delegado enquadrava os dois.

  21. Valeu Edson Amaral;
    Agora uma perguntinha que não quer calar; o pseudo ofendido não estava trabalhando? pelo que foi divulgado ele seria um dos socorrista de plantão, ou coisa parecida; quer dizer, o cara vai trabalhar no evento além de não saber manter a neutralidade requerida, ainda fica xingando os adversários, deveria sim ser enquadrado, concordo Edson Amaral.

  22. Previsível sim, com o Paulo Wanzeler no gol o PSC já entra perdendo, com todo respeito a figura humana do PW, mas goleiro, não dá!

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