Tribuna do torcedor

Por Sérgio Santana da Trindade

Tem que punir sim, e punir severamente, a violência nos estadios. Aqui em Belém, tem que haver uma fiscalização rígida e rigorosa contra as ditas “torcidas organizadas’. O primeiro passo é não liberar ingressos para essas “torcidas”, esse primeiro passo, deve ser dado pelos dirigentes de Remo e Paysandu. Segundo: instalar mais câmeras de monitoramento dentro do estádio e em seu entorno. Colocar a polícia inteligente, nos locais já previamente demarcados por essas torcidas. Todos nós sabemos onde elas se posicionam no mangueirão, será que só a inteligência policial não sabe ? Outro detalhe, vender ingressos pela internet, com identificação do torcedor, nome, CPF, endereço, RG.
Olha sinceramente, é possível minimizar a violência nos estádios de futebol, falta rigor dos órgãos de fiscalização, de segurança e da organização do evento.
Nos torcedores-contribuintes, temos que exigir organização e controle nas partidas de futebol, pois nós patrocinamos o campeonato paraense, é dinheiro público sendo “investido” no futebol. Portanto, nossa segurança, conforto, comodidade, lazer, diversão, em fim nossa paixão, não pode ser manchada por essas tragédias, como a morte desta criança. É bom lembrar que, aqui em um Re-Pa ocorreu o mesmo caso. Mas o que de fato foi feito para mudar esse triste cenário de verdadeira guerra e violência, em uma simples partida de futebol?

9 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Boas idéias, mas, infelizmente, entram em choque com os interesses em jogo. Vender ingressos com CPF, endereço, RG conflita com os objetivos de quem fatura por fora com a venda de ingressos. Infelizmente os próprios clubes participam desta máfia, o que pode ser verificado pelo eterno silêncio e imobilidades de ambos. Os própios clubes cedem ingressos aos cambistas, em consignação, é fato notório. Os arrombamentos frequentes aos portões do Mangueirão são facilitados para encobrir a evasão, pois fica parecendo que o público a mais é composto apenas pelos arrombadores. Todos concordamos que o monitoramento também deve ser aplicado, e o uso da Inteligência policial, mas isto se restringe ao estádio e arredores, infelizmente. Nada pode ser feito contra quadrilhas que “marquem um encontro” na periferia ou qualquer outro ponto da cidade. Estes “encontros”, por sinal, vem sendo insistentemente marcados aí pelas redes sociais. Deus proteja o torcedor neste domingo!

  2. Pois é amigos, sou torcedor apaixonado e meu filho também, gosto muito do clube para qual eu torço, mas gosto muito mais da minha família e principalmente do meu filho que sempre me acompanha, por isso, ainda preciso ver essa estratégia de segurança que estão montando na realidade.

    Vou em todos os jogos até fora do estado, mas o mais emocionante e bonito deles infelizmente estou ausente desde o falecimento do garoto que foi acompanhado do tio/padrinho. Não quero morrer de saudade a vida toda nem quero carregar um fardo de culpa.

    Quando me sentir seguro ou melhor, quando observar segurança para todos, volto certamente aos RE X PA’s.

    RRamos

  3. Há muito tempo mais de dez anos que não vou ao clássico rei pois a última lembrança deste foi o cerco que eu e minha esposa, ela remista e eu bicolor sofremos por parte de torcedores azulinos armados da paus, pedras, rojões e garrafas quebradas. Estávamos saindo do mangueirão, sinceramente não sei como saímos ilesos, o mais incrível é que eles estavam lutando entre si também. Nós escapamos porque eles agarraram um senhor que estava com a camisa do Paysandú e abriu um buraco no cerco que eles faziam eu peguei a mão da minha esposa e seguimos retos sem olhar para trás. Eu perdi minha carteira, menos mau. Voltamos de táxi para casa e eu nunca mais quis saber de ir a um jogo desses!
    Passei então a frequentar apenas os jogos do Paysandú sem correr riscos de encontrar pelo caminho os bandidos de outrora!
    E agora morando longe da capital paraense ai que vai ser difícil!

  4. Já tive vizinhos “depenados” na saída de re x pas (em jogos diferentes). Todo mundo que vai, presencia ou sofre alguma violência. Um torcedor relatou no rádio que estava na fila para comprar ingresso e sentiu quando uma mão sorrateira revolvia o bolso de sua bermuda à procura da carteira. Reagiu e quase apanha do bandido e comparsas. Até repórteres, setoristas, já contaram ter sido assaltados na saída do jogo. Um narrador da Clube já teve seu carro cercado na chegada – vidros e luminárias foram quebrados pelos “organizados”, por puro vandalismo. Um cidadão que saía com a mulher e os filhos relatou, quase chorando, que à saída do estádio, teve de cruzar com dois bêbados urinando ostensivamente na frente de todos. Aqui no blog alguém já contou ter levado a namorada japonesa para assistir um jogo. Bandidos que estavam logo atrás perceberam que a mulher era estrangeira e os seguiram ao final da partida para roubá-los. Seria um interminável rol de delitos se fosse falar de todas as lembranças que vêm à mente…

  5. Por tudo que vem acontecendo de violência em jogos tanto no Brasil como no exterior, espero sinceramente que os organizadores desse jogo do Remo x Paysandu, se empenhem em dar total segurança, antes, durante e depois do jogo. Sendo assim, se afasta a terrível hipótese de baixas humanas ou vítimas de ferimentos.

  6. Isso tudo é que entristece… Uma pena ver que amantes do bom futebol e torcedores apaixonados como o Raimundo Ramos, o Daniel Malcher, o Cláudio Santos e o Miguel Angelo são obrigados a se afastar dos clubes que amam por conta da violência, insegurança e malditas gangues que assombram os estádios. Infelizmente, eles estão cobertos de razão na atitude que tomam…

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