De volta à normalidade

REMOXPFC Parazao 2013-Mario Quadros (68)

Por Gerson Nogueira

Depois de três anos, Remo e Paissandu voltam a disputar uma decisão no Pará. É do turno, como em 2010, mas é significativo para o reerguimento do campeonato estadual. Só com os dois rivais fortalecidos há possibilidade de redenção do futebol paraense. Os dois times, depois de tanto tempo, chegam a uma final com méritos. Um ponto é a diferença entre ambos lá no topo da tabela, o que dá a dimensão do equilíbrio reinante.

O desfecho das seminais atesta a superioridade da velha dupla de rivais em relação aos demais times. São estilos diferentes de jogar. Mas, cada um à sua maneira, os times são competitivos e têm a confiança de seus torcedores. Fazia tempo que não se via algo parecido.

No sábado, apesar da chuva, mais de seis mil pagantes presenciaram a atuação tranquila e superior do Paissandu sobre o São Francisco. Em menos de 10 minutos de bola rolando, o placar já apontava 3 a 0. Aos 20, a goleada estava definida. E o árbitro ainda anulou um gol absolutamente legal de Rafael Oliveira. No final, 6 a 1. Mas, sem favor nenhum, podia ter chegado a 10, caso o time forçasse mais.

PSCXSao Francisco Parazao 2013-Mario Quadros (30)

O segundo tempo já encontrou um Paissandu mais relaxado, quase em ritmo de treino, controlando as ações, sem pressa. Nem havia razão para isso. Ainda assim, várias chances surgiram. O São Francisco, que já entrou derrotado, em nenhum momento se encontrou em campo. Parecia um time reunido às pressas antes do jogo. Sua defesa tremia diante de qualquer investida alviceleste.

Rafael Oliveira, João Neto, Eduardo Ramos, Djalma e Billy foram os donos da noite, atuando de maneira quase perfeita e em completa sintonia. A goleada não se deveu exclusivamente às barbeiragens santarenas, mas teve a ver com o empenho, a rapidez e a categoria dos jogadores citados. O jogo estava fácil, mas eles fizeram com que o Paissandu fosse merecedor das facilidades, sacramentando a passagem à decisão do primeiro turno.

gerson_18-02-2013Ontem, no Mangueirão, em situação completamente diferente, o Remo ultrapassou um adversário esforçado e consciente de suas forças. Depois da grande atuação em Paragominas no meio da semana, o PFC ganhou confiança para enfrentar os azulinos de igual para igual em Belém.

Foi, de fato, um confronto parelho e indefinido até a metade do segundo tempo. Até então, o Remo era superior, atacava o tempo todo, mas não acertava nas finalizações. O placar de 0 a 0 dava à partida um quê de suspense, pois o PFC dependia de apenas um gol para ir à final. Apesar disso, o time de Charles Guerreiro e Aleílson parecia travado do meio para frente. Pressionado demais na defesa, não tinha ânimo ou criatividade para atacar.

Na verdade, se Charles deu um nó tático em Flávio Araújo no primeiro jogo, desta vez recebeu o troco de forma categórica. Com Jonathan e Gerônimo como volantes, o Remo ganhou em qualidade de passe. Tiago Galhardo também se beneficiou, pois passou a ter com quem dialogar na meia cancha. Fábio Paulista também cresceu com o retorno de Berg à ala esquerda.

Acima de tudo, a defesa recuperou a solidez com o trabalho dos meio-campistas. Sinal óbvio da boa atuação foi a timidez ofensiva do PFC, que foi dar seu primeiro chute a gol (para fora) aos 44 minutos da primeira etapa. Aleílson, um dos destaques do campeonato, não encontrou brechas para finalizar.

Ao contrário das últimas partidas, raramente se viu o Remo apelando para a ligação direta como tática de jogo. O time saía tocando a bola, buscando envolver o adversário com velocidade, mas sem afobação. Foi a melhor apresentação da equipe em toda a competição. Merecia bem mais que os 2 a 0, mas os gols de Val Barreto e Fábio Paulista foram suficientes para entusiasmar os quase 12 mil torcedores que compareceram ao Mangueirão.

Como se vê, vitórias indiscutíveis que fazem da decisão entre Re-Pa acima de tudo um coroamento justo das duas campanhas. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

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Um Boca papachibé no Tenoné

Ao participar do programa Meio de Campo, ontem, na TV Cultura, tomei conhecimento do belo projeto desenvolvido pelo Boca Juniors do Tenoné, que há 11 anos dá oportunidades aos meninos daquela área da cidade. Maílson, o diretor do clube, informou que o Boca papachibé trabalha com as categorias sub-13, sub-15 e sub-17. Sem apoio oficial ou patrocínio de empresas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 18)

57 comentários em “De volta à normalidade

  1. Não compartilho deste entusiasmo criado sobre os times de Remo e Paysandu. Na verdade, são equipes limitadas tecnicamente, beneficiadas pela inexistência de adversários, uma vez que os pequenos estão entrando em campo para cumprir tabela. O Remo é um time que joga no contra-ataque diante de equipes amadoras. O Paysandu só convence diante de “barangas”, como Águia e São Francisco. Tecnicamente, ambos são de uma pobreza franciscana e sabemos que, ao defrontarem adversários minimamente profissionais, sentirão extrema dificuldade.

    Nem é correto o título da matéria “De volta à normalidade”, pois desde a interiorização tornou-se coisa rara um re x pa decidindo títulos. A próxima será apenas a segunda decisão entre eles em longos oito anos. Era normalidade, sim, na época em que tínhamos um campeonato metropolitano, com equipes que só serviam como sparrings. Com a chegada dos interioranos, os re x pas decisivos entraram em extinção, ressuscitando em momentos esporádicos, como agora.

    Mas vejo um segundo turno difícil para ambos: há oito anos uma mesma equipe não consegue vencer os dois turnos e tudo indica que a dupla da capital deverá sofrer declinio físico considerável, abrindo espaço para os pequenos, então descansados e ávidos pela última chance na competição. A Copa do Brasil iniciará juntamente com as finais do segundo turno, o que causará seríssimos problemas a Remo e Paysandu, que fatalmente serão obrigados a desviar o foco do Parazão, e sendo obrigados a cumprir sequência devastadora de jogos. Creio que a “galinha dos ovos de ouro” chamada Copa do Brasil deverá desviar o rumo da competição, reequilibrando novamente as forças no segundo turno.

  2. rsrs…Gostaria de saber, como um técnico dá um nó tático, se este teve que empatar, jogando em casa e precisando fazer o resultado, aos 48 min do 2º tempo, contra um time que fez sua pior partida….Esse nó, olha… Te dizer…

    – É aquilo que vinha falando, o Remo monta uma estrutura tática, para que na hora que precisar mexer, o time não perca seu conjunto. Ontem, na verdade, fez 3 alterações na equipe, no time que vinha jogando(não é em relação ao último jogo0: Walber, Henrique e Jhonatan e mesmo assim, o time não sentiu as mudanças, fruto de um conjunto bem montado.

    – Concordo com a coluna, penso que tudo voltou a normalidade, até porque, decisão no Parazão, seja por turno ou coisa parecida, tem que ser entre Remo e Paysandu. É como falei dias atrás: “O Interior, não voltou..”

    Remo x Paysandu iniciam domingo a decisão do 1º turno, sem favorito. O Paysandu tem mais time, o Remo, tem mais técnico…O melhor em tudo isso, é ver o Futebol Paraense em alta..

    Os dois Titãs, voltaram…

    É a minha opinião.

  3. ” Potocas do Charles Guerreiro”

    – Em entrevistas à Rádio Clube ontem, antes e no intervalo do jogo, ao repórter Reginaldo Barros, setorista do PFC:
    RB- Reginaldo Barros
    CH- Charles Guerreiro
    R- Minha resposta

    RB – Charles, porque essa alteração no time, a saída do Bené e a entrada do Paulo de Tárcio?

    CG – “Olha, né, o Bené vinha jogando bem, mas percebi no último jogo que ele joga de costas para defesa do Remo e o Paulo de Tárcio, vem mais com essa bola de trás, com o Ilailson que também tem bom passe;

    R- Em nenhum momento vi o Bené jogar de costas para a defesa azulina.. É que ele não funcionou mesmo.

    RB – Charles agora no intervalo, com o Remo dominando o jogo, você volta com o Bené no lugar do Paulo de Tárcio, porquê?

    CG – Não, Reginaldo eu coloquei o Paulo ali no meio, né, mas ele tava jogando muito de costas para a defesa do Remo e isso atrapalhou um pouco..

    R – Mas que diacho…. Penso que o Charles é que estava de costas para o jogo.. Te dizer..

    Ainda na mesma entrevista ao RBarros…

    CG – Vou entrar com o Bené agora, daqui a uns 15 minutos vou colocar o Rondineli e depois entra o Tony love, fixo na área, para conseguir o resultado..

    R – Te dizer, mas ele já não consegue ler o jogo minuto a minuto, imagine ele tentar adivinhar o que vai acontecer, antes de começar o 2º tempo… Aliás, é o único técnico no mundo que entra em campo, sabendo das substituições que vai fazer, independente de como está o jogo… Eu hein..

    – Bom uma coisa eu vi de positivo nessas entrevistas do Charles Guerreiro… Pelo jeito, ele mudou. Antes, tudo pra ele era adiantar a marcação… Agora, todo mundo joga de costas… Tá inovando..

    Vou te contar..

  4. Gosto de ler os comentários de Cláudio Santos pois o mesmo fala (escreve) com bastante propriedade, embora nem sempre concorde 100%.
    Penso que no futebol de hoje nem sempre ganha aquele que joga de forma mais vistosa, mais plástica. Naturalmente a equipe com mais qualidade técnica se dá bem quando o adversário não sabe anulá-la em seus principais méritos, nem explorar seus pontos fracos, a que nem todo técnico de futebol consegue enxergar de imediato.
    O Remo é o protótipo de equipe que não joga de forma plástica como o seu arquirrival, o Paissandu. Dificilmente se verá neste certame de 2013 o Leão aplicando mais de 3 gols sem levar nenhum. O Paissandu, ao contrário, pela categoria individual indiscutível de alguns de seus atletas, não encontra dificuldades quando o seu adversário já entra em campo com a obrigação de ganhar e ganhar por mais de um gol de vantagem. Ainda mais se se somarem outros fatores menos influenciáveis, tais como a falha na marcação, condições deploráveis do gramado e coisas assim.
    As circunstâncias do jogo, na maioria das vezes, determinam o resultado final. Um penal não assinalado, uma expulsão, uma falha individual, uma jornada inspirada de algum jogador…

    Vejo esse próximo Re-Pa as mesmas condições prévias do último clássico, aquele em que o Remo venceu por 2 a 1, mas que poderia ter empatado o perdido o jogo: o Paissandu vinha de uma vitória massacrante por 6 a 2 sobre o Águia, enquanto o Remo havia ganho de seu oponente por placar bem mais modesto. Essa situação não deixou o Remo em condição de jogo inferior ao arquirrival azul e branco.

    É a minha opinião.

  5. Pa(Paysandu)XRe(Remo) é sempre será o principal jogo do futebol paraense.

    E quando é valendo tituo, aí amigo o Pará ( hoje infelizmente não todo ) pára.

    Não importa a divisão em que estão ou até mesmo sem, como é o caso do rival, o certo é que a “porrada” é na vera e quem for podre que se quebre.

    Apesar do Remo levar a vantagem de dois empates, vejo o Paysandu como SENHOR desta final. Até porque já domingo a vantagem passará pro nosso lado.

  6. Sugestão para as duas diretorias:

    Como tem sido de praxe as duas diretorias independente do resultado dividir as receitas da renda em 50% p/ cada.

    Que tal do total dessas receitas os dois abrirem mão de 100 mil reais para o campeão.

    Seria até uma forma de apimentar ainda mais o clássico, e o dinheiro serviria de prêmio para os jogadores do time campeão.

    Será que eles tem corajem?

    Torcedor num PaXRe não abre mão de uma apostinha, e os dirigentes tem peito pra isso.

    No caso do Vandick seria muito bom ele pagar os jogadores com o dinheiro do rival.

    Sugetão foi dada.

  7. Normalidade será o Remo campeão do 1º turno invicto. O Paysandu jogou contra uma “galinha morta” que já entrou em campo entregue graças ao penalty mandrake do 1º jogo, por isso esse placar exagerado. Repito, esses placares elásticos e anormais costumam iludir as bicoletes, achando que são o Barcelona papa-chibé sem se a ter ao contexto de cada jogo. Mas a final é a final e vejo o time do Remo bem mais coeso, bem armado, determinado e solidário.

  8. A interiorização do futebol paraense coincide com o crescimento econômico do interior e tem dois perfis. Um deles é o resultado natural da pujança econômica do interior. Observe que os clubes de Marabá e Paragominas, por exemplo, existem porque já há certa demanda pelo futebol, há uma torcida em potencial com vontade de uma identidade própria, local. O Águia já tem uma própria torcida, assim como o Cametá. Torcidas presentes, que cobram resultados, como também são as torcidas de São Francisco, São Raimundo… Para essas agremiações a interiorização vai durar enquanto continuar forte a economia do interior. O segundo perfil é mais obscuro e não se trata necessariamente da necessidade local de haver um time que represente a região. O Sta Cruz de Cuiarana é exemplo típico, pois duvido de que haja tanta pujança econômica em Cuiarana. O clube do Senador é exemplo típico de agremiação que empresta sua estrutura para especuladores “investirem”, sem o devido compromisso com o esporte e a torcida, só com o retorno. Não vejo problema em se tratar um clube de futebol como empresa, mas tratar uma empresa como um clube, é um problema sério. Quem perde são as agremiações que têm no esporte a razão de existir, enquanto aquelas que existem só pelo capital especulativo desaparecem na mesma velocidade em que surgem, deixando um rastro de frustração pela descontinuidade. Por isso, haver um RE-PA na decisão do turno é o retorno a um contexto mais natural, não forçado por oportunistas travestidos de investidores ou apostadores.

    1. O amigo deve estar acompanhando outro campeonato. O Águia não tem torcida. Coloca mais do que 1.000 pessoas no estádio Zinho Oliveira.

  9. Acho algo inaceitável jogadores de remo e paysandu comemorando gols fazendo símbolos de torcidas organizadas. Percebi no jogo do Paysandu o Rafael Oliveira indo comemorar fazendo o símbolo da Terror Bicolor e o Fábio Paulista (na foto) fazendo o símbolo da Remoçada. Ora, se a justiça extinguiu e considera tais facções criminosas, os dois atletas nada mais fizeram que apologia ao crime! Alô diretorias, cabe a vocês orientarem seus atletas!

  10. Bruno Machado não concordo com vc não,o jogador pode comemorar do jeito que quiser só não pode fazer gestos obscenos pra torcida.
    Quem garante que o T é da terror bicolor,não pode ser um T de torcida do Paysandu ou faz o T do tupinambá.

  11. Logo após a polícia suspender qualquer matéria alusivo as “organizadas” eis que blog publica foto do Fábio homenageando a remoçada.GN, faltou cuidado.

  12. Acredito em equilíbrio nestes dois jogos da final do primeiro turno com a vantagem do lado da Antônio Baena. Mesmo com um futebol melhor, o de ontem, o FA é caracterizado não só aqui mas também por onde passou como um técnico que prioriza a marcação apenas explorando a falha do time adversário. Confesso que não vi oponentes nem a Paysandú nem ao rival nestas semi-finais, o empate em Paragominas foi mais pela infelicidade do “apagar das luzes” que por méritos do PFC embora este tivesse maior posse de bola mas sem saber o que fazer com esta!
    O São Francisco pecou pelo desrespeito aos times da capital, achou que por ter tirando pontos dos dois titãs poderia vencer com facilidade em Santarém e vir para a capital apenas administrando o resultado, mero engano, mesmo se tivesse terminado 1 x 0 no jogo de ida em Belém o Paysandú iria vencer por ter mais time e ser um e por jogar pra frente, e pra fazer gols!
    O peso da balança no clássico nesta final tenderá para o esquadrão que souber tirar partido da esperteza dos seus treinadores aliada a um dia feliz de seus comandados, é óbvio.
    Conforme o Cláudio o azulino tem mais técnico, e o Paysandú tem mais time. Pode ate ser, mas a sorte também ajuda e muito em tais situações e ela tem sorrido muito para o lado do esquadrão remista.
    Domingo saberemos para que lado a vantagem irá.
    Com exceção de ontem, o time de Periçá joga feio pra caramba, e não é culpa do elenco, é típico do FA. Mas tem dado resultado e para eles é o que importa, creio que não estão mais na degola, como desde o começo do campeonato falei, não tem nada para o interior o time azulino vai ficar com a vaga para a série D em campo, já abriu enorme vantagem para o seu concorrente cerca de onze pontos, se eu não me engano!
    Ainda é latente a fragilidade da defesa bicolor, principalmente em bolas aéreas, o problema ainda não foi corrigido e é grave quando se enfrenta um adversário com o contra-ataque veloz e de qualidade, muita atenção Papão!
    O entrosamento do time do Paysandú continua em evolução, gostei muito mais do time sem a presença do Vanderson, pois ficou mais leve e bastante ágil. E apesar de ser fã do Gaibú também reconheço que o Djalma foi bem mais efetivo e bem mais rápido!
    Estas próximas semanas mexerão com os nervos das torcidas.
    Xaveco, muita baboseira falada, mas na verdade o que vale mesmo é o jogo, mesmo sendo dois, cada um será único, cada um terá o seu momento.
    Sinto também que se o Papão vencer o primeiro jogo o time azulino não reverterá na última partida, pois seja a equipe que for, à nível de parazão, se vir para cima do Papão sabe que corre sérios riscos de em tarde inspirada dos seus atacantes saírem de campo com uma sonora goleada, sem exagero, mesmo se falando da sólida defesa do leão azul de Belém!
    A defesa azulina tem seus méritos sim. Suporta e bem os bombardeios adversários não interessa se com chutão ou bola dominada o que vale é não tomar gol!
    Mesmo com a vitória, num gol de contra-ataque, no final da partida, todos viram que o time azulino estava acuado em seu campo mas quando subia levava muito perigo a desarrumada defesa do Papão!
    Como uma serpente pronta para dar o bote e contando com num erro de ataque do Paysandú somado ao desentrosamento eles deram os números finais ao jogos pois não havia tempo para reação pois caso contrário o resultado teria sido outro.
    Mas agora é valendo turno, vaga na Copa do Brasil e para os azulinos confirmação de vaga na série D, o alento é outro e como num ditado típico da Paraíba, ” O moído será grande”!
    Sou torcedor do Paysandú, mas primeiramente amante de um futebol bem jogado e bonito de se ver. E certamente o título do primeiro turno estará muito bem nas mãos de um destes dois, sem demagogias e principalmente sem ofensas que infelizmente por se tratar de um espaço democrático vejo muito desrespeito por parte de uns poucos que só acessam está página para ridicularizar os verdadeiros torcedores e baluartes deste blog.

  13. Quanto as organizadas agora “banidas” dos estádios, lembro-me que quando criança conhecia apenas duas torcidas em Belém que incentivavam os seus times e as normais gozações de uma com a outra. PAYXÃONOSSA e SANGUE AZUL!
    Naquele tempo o que valia era o número maior de bandeiras entre os seus torcedores, maior empolgação na entrada dos times ao gramado, maior quantidade de fogos queimados, melhor charanga. Realmente existia amor pelo CLUBE e não pela facção, hoje ridiculamente exposta nos estádios. O cidadão sai de casa para em vez de cantar ao seu clube do coração fica entoando cânticos em honra de guetos que querem se impor pela violência, abuso dos direitos alheios, desrespeito ao cidadão, portadores de armas, para que sair armado de casa rumo ao estádio de futebol?, anda-se armado em tempos de guerra, e se isso existe, certamente não é por parte dos VERDADEIROS torcedores, estes sim vêem-se afastados, privados de levar seus familiares aos estádios por causa de vândalos baderneiros!
    O fato é sério!
    Como seria bom poder frequentar os estádios, levando sua bandeira, vestindo a camisa do seu time, é um direito seu!, mas infelizmente se cruzarmos com estes doentes seremos alvo de pancadaria e lixamento!
    Se o mundo fosse para ser de uma só raça, um só credo, com toda a certeza Deus teria dado a vitória aos ALEMÃES, aos NAZISTAS na segunda guerra mundial! E hoje não estaria aqui para escrever estas palavras!

  14. Também penso que o Remo dificilmente reverterá a situação se perder o primeiro jogo.

    Mas ainda penso que o resultado mais lógico seja o empate, a menos que o Sobrenatural de Almeida entre em campo.

    Falando nisso, Gerson ou Cláudio, a direção remista já pediu árbitro de fora?

  15. Em decisão em dois jogos entre rivais equilibrados a vantagem do regulamento é um fator importantíssimo. Por isso, e por ter um contra-ataque muito bom, reputo o Remo como favorito ao título.
    Penso que o Lecheva deve orientar o time a não se abrir querendo reverter logo a vantagem. Levar a necessidade de ganhar pelo placar mínimo para o segundo jogo é bem melhor do que se afobar e deixar o Remo ser campeão já no domingo próximo. Aliás, FA deve estar montando uma bela arapuca pro Papão. Acredito num primeiro jogo bem amarrado. Arrisco um 0x0.

  16. Inicialmente, para este primeiro jogo, minha tendência de placar gira entre 1 a 1 e 2 a 2. Mas, vou esperar que o Gerson abra o palpitômetro para definir, por um destes ou mesmo por outro. Por enquanto, o que eu tenho certo é que, independentemente do placar, se o Remo ao menos repetir a atuação de ontem, vai ser um jogo um pouco mais difícil para o rival do que foi o clássico anterior.

  17. Beleza, amigo Gerson, novidade é sempre muito bom. Ficaremos todos no aguardo. A propósito, nem nos avisou da participação no “Meio de Campo” da TV Cultura… Aliás, então a Clube esteve bem representada ontem na Cultura. Que eu recorde não vi nenhum comentário reclamando da Locução, o Valmir como sempre, foi muito bem.

  18. Hehehe o amigo Gerson nao tirava os olhos da apresentadora da cultura, especialmente porque estava com um vestido nas cores do Botafogo, pena que nao deu muita sorte contra o meu mengao, mesmo assim seus olhos brilhavam. Rsrsrsrs

  19. Caro Gerson Nogueira;
    Ainda há pouco, no Clube na Bola, a participação de um torcedor chamou-me a atenção, pois ele alertava a diretoria do Grande Bicolor Amazônico, pela aquisição do Val Barreto, para a campanha da série B, o que entendo como positivo, se bem que entendo que investir no Aleílson, que é mais rodado, mais definidor e matador nato, como conhecemos seria mais interessante. O alerta do torcedor modificpou meu pensamento pois passei a pensar que as duas contratações seriam e são factíveis e consideradas real reforço, que achas? sem esquqecer o F. Paulista, claro que não poderei deixar de pedir a opinião do Baluarte-Mor deste Blog, Cláudio Santos, que achas Cláudio?, continuando, entendo que clubes como Tuna, Cametá e até o Águia que se declaram sem patrocínios para investimentos para o segundo turno, estão perdendo exceente oportunidade, por não recorrerem aos dois titãs do Norte, cujos clubes, estão com jogadores de sua base sem atividades e onde existem atletas de valor, haja vista que participaram recentemente da Taça S. Paulo sub 18, onde alguns se destacaram e estão sem oportunidades no time principal, pois os reforços de fora encaixaram muito bem nos esquemas dos técnicos FA e Lecheva; quem eu ouvi tentando essa negociação foi o Charles Guerreiro, tentando levar o Lineker para o PFC. Como nos velhos tempos, isso não seria uma alternativa interessante e até inteligente?
    Gostaria das opiniões dos participantes para elevarmos o nível deste campeonato, para termos um segundo turno bem mais competitivo; não entendo que a Copa do Brasil, prejudique o desempenho dos dois grandes da Capital, no decorrer do segundo turno.

  20. O amigo Miguel fez um belo comentário em seu post sobre o Re/Pa no qual concordo plenamente. E sobre as torcidas (organizadas com tendências ao crime), isso tudo é verdade como temos vistos em fatos ocorridos nos jogos. Quando eu residia em minha amada Belém do Pará, eu ia ao estádio mangueirão de ônibus ou taxi, de carro próprio deixei de ir, depois que roubaram o carro de um amigo. Então, voltando a falar dessas famigeradas torcidas, diversas vezes voltando de o ônibus, vi o quanto esses caras agem como bandidos, pois quando adentram o veiculo de transporte pelas janelas e portas, tomam como se fossem deles, desrespeitando as pessoas, sobem para parte superior do ônibus, isso sem falar nas intimidações que fazem durante o percurso. A gente vê no semblante das pessoas sintomas de pavor. Sei que é difícil para policia pegar esses caras porque são muitos ônibus mas, bem que poderiam buscar algumas alternativa para coibir essa ação nefasta contra as pessoas de bem.

  21. Pois é, Gerson, o Cláudio não refresca com os téc´s locais ! E eu acho que o Charles, do locais, é um dos melhores.

    Gerson, estive pensando, aproveitando o embalo dos clássicos decisivos, que nós deveríamos pôr em prática a ideia que um dos colegas do blog lançou, ano passado, perto do Natal. A de que poderíamos organizar um Re x Pa amistoso, formado pelos freqüentadores do blog. Poderia ser feito em Dezembro, como despacho de fim de ano, sendo que se poderia, ainda, arrecadar alimentos e brinquedos, para doação. Alugaríamos um campinho,
    os times teriam técnicos, jogariam com camisas dos clubes E com técnicos. Imagino que o amigo Cláudio será disputado para ser um dos técnicos. Quem se habilitaria para ser o outro técnico, considerando-se já lançado o Cláudio como um deles ?! Só que eu acho que iria ser TÃO BACANA, que é melhor logo pensar em uma melhor de 3, pois ninguém vai querer esperar 1 ano, para jogar novamente.rs Vamos amadurecer essa ideia… Gerson, seria a confraternização do blog ! rs

    1. Boa ideia para aproximação e congraçamento dos baluartes, amigo Heleno. No final de 2012, tínhamos conversado (Cláudio, Inocêncio, Hiran, Cássio, Edson e alguns outros) para organizar uma confraternização. Infelizmente, perdemos um grande companheiro, o confrade Tavernard Neves, e ainda tivemos a hospitalização do amigo Sérgio Noronha, situações que inviabilizaram qualquer festejo.

  22. Falando em Re x Pa, ja começou a avidez desenfreada dos dirigentes. Estão querendo cobrar 30 reais de ingresso, a cada jogo. Se tal tal ocorrer, primeira partida será esvaziada e o torcedor vai se poupar para a segunda. Nosso torcedor é pobre e tem baixíssimo poder aquisitivo.

  23. Ótima idéia do amigo Heleno. Participei por vários anos do Re/Pa entre amigos do matoso em Ananindeua e posso garantir que foram momentos maravilhosos e de muita amizade entre os amigos rivais entre clubes. Uma verdadeira confraternização. Mesmo residindo em Manaus e caso fosse merecedor do convite, não mediria esforços para estar presente em tão importante encontro. De ante mão quero informar que sou MATADOR. Rsrs

  24. Gerson pelo andar da carruagem, o mais querido chegará sem time para a disputa da quarta divisão. Outro dia acompanhando um programa esportivo da Clube, um torcedor mandou a seguintre msg: Já pensou, esse meio campo, Eduardo Ramos e Galhardo no papão. Agora eles querem o Paulista e o Val Barreto, para a disputa da segunda divisão. Antes de terminar o campeonato paraense, eles ainda vão sugerir, o Fabiano, o Zé Antonio, e se bobear, o Carlinho,ou o Henrique, ou Mauro. Quem sabe ainda, sugestionem a contratação do Berg, Geronimo e também do Jhonatan, Talvez ainda sugestionem o Leandro, e ainda tem o Ramon, que tem um monte de gente dizendo besteira sobre o cara, e o cara joga muita bola, e vai mostrar isso quando aparecerem as oportunidades de verdade, não dez minutos de jogo. Não te espanta, se eles mandarem uma postagem , dizendo esse é o time do papão para a segunda. Fabiano;Pikachu,Zé Antonio,Carlinho e Berg; Geronimo,Jhonatan,Eduardo Ramos e Galhardo; Paulista e Val Barreto . Agora não esqueçam senhores bicolores, que com todo o respeito, esses atletas, tem contrato com o mais querido, e fazem parte do projeto, que vai levar o Leão Azul a disputa da quarta divisão e com certeza absoluta, com mais algumas peças na engrenagem, que começa a ser montada, temos convicção que levantaremos o brasileiro da quarta divisão. E não esqueçam, que o Remo, não é a Tuna, o Cametá, Paragominas, e tem condições de fazer frente a vocês, em qualquer que seja a contratação. Esses atletas, se sentem em um grande clube, escudados por uma grande torcida, e se tiverem que sair, certamente será para uma praça bem mais vantajosa que a nossa. Alias cuidado é com o Eduardo Ramos, já ouvi comentários que ele pode atravessar a avenida. E o mais interessante, que o Remo joga feio, não joga nada, ganha na sorte, e ruin que doi, vai ser goleado. nessas finais. E eles não tiram o olho gordo do nossos jogadores. Com essa , eu vou plagiar, o que diz um ativo participante do blog. Vou te contar amigo Gerson rsrsrsrsr.

  25. Ei olho gordo! Manda o Nakamura, Matsuda, Yamado, sei lá , algo assim, ir atrás de jogador, o Brasil é uma fábrica de talentos, e atletas para reforçar o teu time, é o que não falta. Manda esse japona trabalhar, e para de ficar olhando e azarando cozinha do vizinho.

  26. Que enganosa esta final entre os dois grandes! Os dois já estão se achando os melhores times do Brasil – isto porque ganharam destas equipes amadoras do interior. Este time do Remo tecnicamente é um dos piores já montados, não aguenta uma quarta divisão. Se o Paysandu está pensando em se reforçar com estes atletas, será rebaixamento na certa! Nenhum atleta de Remo ou Paysandu tem futebol para emplacar sequer num centro médio. Não se iludam, Remo e Paysandu. Para uma disputa nacional, seus times estão fraquíssimos.

  27. kkk Égua ! Cláudio, já não vais poder treinar o lado alvi-celeste dos comentaristas do blog, pois eu quero jogar, e os dois tempos ! rs É que posso decidir a partida, a qualquer instante ! Anote !! rsrs Bem, já temos o lucilo matador e eu também me apresento como artilheiro!
    Ainda tenho velocidade, mesmo chegando aos 40 este ano ! Em 2010, joguei com moleques na rua aí em Belém, e sempre ganhava deles na corrida. rsrs É isso aí, professor Cláudio, já estou querendo me escalar ! rsrs Agora, quem será o outro “Columbia”, para treinar o outro time ?! Alguém se habilita ao posto ?! Quem sabe o Acácio, caso não queira jogar…rs Sugiram outros nomes para técnicos ou se apresentem. Tô achando que os times terão que treinar, pois vai dar “briga” essas escalações, afinal ninguém quer ficar no banco. Para isso acho que tem que ter técnico, para escolher quem joga.

  28. Cláudio, o lance é jogar de lado para a zaga, pois assim dá para se ver tanto o posicionamento da zaga adversária, como a também a movimentação da própria equipe. rs Se jogar de costa, os zagueiros se antecipam.

  29. Aleílson e Val Barreto deram certo onde a não ser aqui, Cláudio Santos? São mais um exemplo de atletas sem chances lá fora por falta de qualidade e que aqui se tornam ídolos, craques, diferenciados…

  30. Penso que o Ilaílson também é um excelente jogador, observem que mesmo nas partidas que o time do PFC vai mal ele mantém a média de desempenho!

    RRamos

  31. A única justificativa de um jogador aceitar jogar no Remo sem divisão é poder despertar interesse do Paysandu da série B. Então, se prestar por que não contratar? Quem pode mais chora menos.

  32. É verdade Rocildo, o time do Remo é o pior de todos os tempos kkkkkkk (lembrei daquele goleirinho de meia tigela) mas já estão com o olho gordo em cima dos nossos jogadores, e a pajelança já começou de novo kkkkkk

  33. pq colocar uma foto de um jogador homenageando uma determinada torcida em tempos onde as mesmas estao sendo proibidas? Com a palavra o BLog!

  34. Caros Colegas do Blog e Grande Escriba Baionense (parabéns pela sua participação no meio de campo),

    Primeiro destaco o fato do nosso estimado técnico do Columbia não perde o espaço para criticar os regionais rs. No entanto, domingo terá que se curvar diante de Lecheva… Heleno, não quero jogar no time do Claudio, pois os jagadores locais são ruim… rs.

    Sobre os valores do ingresso, creio que estes sejam justos. Vale destacar que, se vocês leram a contas do PSC sabem o quanto estes dois jogos são importantes para a manutenção deste mês e até mesmo do próximo.

    Apenas não diferenciaria o preço dos ingressos, se fosse os presidentes colocaria 30 reais, mas com venda de casadinha a 50 reais. Aí, quem sabe, não correríamos o risco de “esvaziar” o próximo jogo.

  35. Quando alguém se destaca este deve ser olhado com apreciação principalmente após um campeonato regional como um reforço para o campeonato brasileiro.
    O Val Barreto tem sido fundamental no esquema do FA por ser um jogador muito objetivo e que joga em direção ao gol mas também perde outros semelhante aos perdidos pelo ataque bicolor.
    No time azulino é o único que posso destacar, quanto ao Galhardo acho que falta mais de maturidade ao rapaz, penso que o mesmo se acha um “craque” e para mim não passa de um jogador dentro da média dos que disputam o campeonato paraense, é a minha opinião e certamente não o queria no Paysandú.
    Também não sei como seria o Aleíson no Bicolor Amazônico, uma coisa é jogar sem pressão, sem cobrança da torcida, outra coisa é você entrar em campo sabendo que há milhares de torcedores contando com você para o sucesso do time. Mas sabe finalizar muito bem!
    Este é o meu pensamento.
    Outra coisa é que tanto um como o outro não estão à altura das séries que irão disputar este ano, para o Paysandú falta muita coisa a principalmente a zaga que é muito frágil, talvez uma das menos qualificadas dos últimos anos.
    Mas ao observar a seriedade como o trabalho está sendo feito este não é o time para o campeonato brasileiro pois o objetivo do clube, creio eu, não será apenas de se manter na série B mas sim subir de divisão.
    Mesmo tendo o Palmeiras com o provável acesso “garantido”, os demais clubes mantém um patamar equilibrado ao time de Belém, e neste caso não se deve perder a oportunidade de subir mesmo!
    O leão se a diretoria acha que está com todo este futebol tem que rever o que querem de fato, para a série D deste ano há agremiações fortes e com poder financeiro significativo querendo subir para a série C.
    Para o parazão a dupla da capital está bem acima dos demais concorrentes que diga-se de passagem, não entraram no campeonato ainda!
    Após a decisão vamos ver como reage o time derrotado e como se comportará o time vencedor!
    Para o leão azul, se ganhar, será o primeiro passo rumo a série D pois só o título do campeonato lhe dará garantias para tal feito.
    Já para o Paysandú ganhando o primeiro turno terá o returno para avaliar melhor os demais atletas do clube além de entrosar quem já está jogando.
    Uma coisa é fato, o azulino abriu uma vantagem de 11 pontos para o segundo aspirante à série D, mas se perder o primeiro turno o desespero baterá à sua porta! Terá no returno as últimas fichas para apostar e se manter de pé em busca desta vaga no campeonato brasileiro da quarta divisão.
    Concluindo, para o filho da glória e do triunfo é a vida em jogo, deverão entrar voando baixo, dividindo jogadas, se desdobrando para evitar tomar gol e mesmo que não façam gol também têm a vantagem de dois empates para levantar o título.
    Quanto ao Paysandú vacilos iguais aos cometidos no primeiro confronto devem ser evitados para não haver arrependimento. Entrar jogando sério, respeitando o adversário e principalmente mantendo guarda nesta frágil zaga bicolor e acrescido de uma tarde inspirada de seus atacantes definindo as jogadas com gols, sem firulas, sem muitos toquezinhos serão ingredientes certos para que o título vá para a Curuzú!
    E uma coisa é garantida a emoção do clássico será gigantesca para as duas torcidas. É o Pará pegando fogo na decisão!

  36. na questão do aceno as torcidas organizadas , penso que não foi por mal do PAULISTA , o cara é um homem de DEUS , uma boa conversa e ele não fará mais isso á questão toda é pq o maesandu perdeu , hora será que ninguem se lembra do paty ? ou do picachu ? fazendo o T ? mas como aqui á maioria é bicolor ninguem se lembra é claro.

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