Estreia dentro da normalidade

PSCXS Francisco Paraense 2013-Mario Quadros (62)
Por Gerson Nogueira
O São Francisco foi bravo, determinado e agressivo na medida das suas possibilidades. No fim das contas, fez por merecer um bom resultado. Talvez, com alguma sorte, tivesse até levado os três pontos, pois um dos gols anulados pareceu legal. Acontece que, ao longo dos 90 e poucos minutos, o Paissandu desfrutou de inúmeras oportunidades para vencer, com folga. A primeira meia hora de jogo foi inteiramente alviceleste. Os atacantes João Neto e Rafael tiveram várias chances, Gaibu também. O primeiro gol foi resultado claro do melhor desempenho do Paissandu em campo. Em quatro toques a bola foi parar no fundo das redes. Pena, para a grande torcida presente, que o time não tentou repetir a beleza coletiva desse lance no restante do confronto.
bol_seg_140113_15.psNo segundo tempo, o São Francisco veio mais adiantado, arriscando chutes com Caçula, mas acabou vítima de um lance estabanado de sua defesa. O pênalti, convertido por Pikachu, deu a falsa impressão aos bicolores de que a parada estava ganha. Dizem as leis do futebol que o 2 a 0 é um escore traiçoeiro, o que é apenas meia verdade. O certo é que, instantes depois, veio o gol santareno em belo disparo de Caçula, um dos nomes da manhã domingueira na Curuzu. Apesar da vantagem magra, o Paissandu diminuiu o ritmo. Eduardo Ramos entrou em lugar de Djalma, Héliton substituiu Rafael e o time ficou mais lento, talvez denunciando cansaço.
O certo é que, tirando duas jogadas que Héliton podia ter levado a bom termo, o Paissandu se limitou a controlar o jogo, buscando explorar os contra-ataques. O São Francisco, que não se conformou com a desvantagem, acabou empatando nos acréscimos em lance originado de uma bobeira do zagueiro Tiago Costa. E que não se crucifique o jovem beque, que fazia partida correta até então.
De maneira geral, além da festa para Iarley, os quase 10 mil pagantes que compareceram à Curuzu tiveram poucos momentos de alegria. E sofrer um gol no final é coisa sempre frustrante, mas o tropeço não diz exatamente o que é o atual time do Paissandu, cujas peças ainda estão se ajustando e esperando melhor condicionamento. Apesar de algumas vaias surgidas depois da partida, é preciso entender que, nas circunstâncias, o empate foi resultado absolutamente normal.
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Interior brilha nos gols
Pertenceram aos times do interior os gols mais bonitos da primeira rodada do Parazão até agora. O de Aleilson (do PFC), aos 30 minutos do segundo tempo, no Parque do Bacurau, resultou de habilidade e técnica. E decretou o triunfo do campeão da Segundinha contra o atual campeão estadual. Já a patada de Caçula ontem na Curuzu abriu caminho para a reação do São Francisco no jogo, reafirmando a condição de azarão dos azulinos de Santarém.
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Como Elvis, agora ou nunca
Sob a expectativa de três novas contratações, o Remo marcha hoje para uma campanha que pode representar um divisor de águas na história moderna do clube. Mais ou menos como naquela música de Elvis Presley, it’s now or never. Caso fracasse neste campeonato, o clube (sim, estou falando de toda a instituição) sofrerá um retrocesso brutal. As finanças, que já não são lá muito sólidas, tendem a um estouro negativo sem precedentes. Fracassar, para o Remo, significa não conquistar o título. Para ter calendário no segundo semestre, o clube precisa vencer o Parazão, garantindo presença na Série D.
A diretoria aposta tudo nesse projeto. Talvez por isso esteja lutando bravamente para bater seu próprio recorde de contratações, estabelecido no ano passado. O Remo, em outras palavras, não pode errar. E os acertos dependerão muito da primeira impressão que o time deixar no campeonato. O diabo é que a estreia será contra um franco-atirador, o Santa Cruz de Cuiarana, um time sem torcida, história ou patrocinador. Tem pouco a ganhar e nada a perder.
Os comandados de Flávio Araújo devem ter percebido a angústia da torcida já no amistoso diante do Castanhal, há dez dias.
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Mano e o pé-de-meia
A informação de que Mano Menezes deixou o cargo de técnico da Seleção Brasileira com a modesta soma de R$ 4,3 milhões na conta bancária faz a gente refletir sobre as fortunas que envolvem hoje o negócio futebol no Brasil. Multipliquemos, então, esses ganhos de Mano – que não ganhou rigorosamente nada no comando do escrete – por comissões e mimos decorrentes das esquisitas convocações de pernas-de-pau diversos ao longo de sua gestão. Fernandinho, Elias, Jadson, Lucas Silva e outros menos lembrados integram sua contribuição à galeria de boleiros que em algum momento – por razões obscuras – merecem a atenção de técnicos da Seleção.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 14)

10 comentários em “Estreia dentro da normalidade

  1. Ao que tudo indica, o maior problema que o Paissandu apresentou ontem persistirá por algum tempo. Mesmo no início do jogo, quando tudo parecia sob controle, toda vez que os atantes do S. Francisco caíam pelos lados quem dava o combate direto eram os zagueiros de área. Isto muito pela falta de marcação mais à frente. Gaibu, quando o time está sem a bola, é um nefelibata que parece sonhar com as estrelas, Muitas vezes vimos o João Neto fechando mais a subida dos laterais adversários do que o próprio meia bicolor, que não acompanhava o Djalma na hora do time defender-se.
    Quando o Paissandu fez 2×0, o Leão santareno colocou três atacantes e Lecheva, em vez de tirar o Gaibu, tirou o Djalma. A partir daí, só deu São Francisco, que poderia ter empatado o jogo bem antes. A tentativa de fortalecimento da marcação foi frustrada, pois, quando Billy entrou, o Pikachu já estava morto em campo e o volante praticamente caiu para cobrir o lateral e o time santareno continuou trocando passes na entrada da área bicolor.
    Apesar de ter sido uma estréia menos pior do que a do ano passado, quando o Papão perdeu para o Cametá na Curuzu, o time ainda tem muito que trabalhar, e urgentemente, afinal, para ele, as competições(Copa do Brasil e série B) têm um nível de exigência maior e não se pode expor o queixo ao adversário daquela forma, sob pena de receber um nocaute ainda nos primeiros rounds.

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  2. Dessa vez irei concordar com o amigo Cláudio Santos. Eu sempre apoiei o técnico Lecheva, mas dessa vez ele mexeu errado no time e por isso não venceu. Quando tirou o Djalma, era pra ter tirado o Gaibú e colocado o Lineker, pois o gaibú não marca ninguem e o lineker ia dar um gás maior ao time. Além disso quando teve a chance de corrigir a burrada fez outra burrada, colocando o Eduardo Ramos que tá fora de forma e tbm não marca ninguem, aí se perdeu de vez e tentou corrigir colocando o Billy e trouxe o São Francisco pra cima. Mas ainda confio no Lecheva e sei que ele tem consciencia que errou.

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  3. “Infelizmente não pudemos usufruir do nosso gramado em boas condições. Alguns jogadores pisaram aqui pela primeira vez e outros há meses que não. (Palavras no site da radio do Tecnico Lecheva) e agora a pergunta que não quer calar (E o time do São Francisco quanto tempo não pisava na Curuzú?). Alguem com a resposta?
    Detalhe: o goleiro precisa? quantos de fora jogaram? Que eu conheça o erro do gol foi um que joga na curuzú desde do infantil ou não? Passar a mão na cabeça de quem errou. Como diz Paulo Fernando – Vandick abre o olho? Não deixe para resolver as coisas para depois e eu acho que vão esperar o Iarley para ver o que dar se não der em nada ai vão mudar. Será que vou errar na afirmação?

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  4. Tenho dúvidas, amigo Cláudio, se o Lecheva contava com tantas opções assim para mexer no time. Não esqueça que a maioria dos atletas ainda não está bem condicionada.

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  5. Tenho certeza que o Paysandu ainda irá evoluir bastante. Mas fiquei muito preocupado com esse nosso goleiro. Todas as bolas que ele defendia…Gritava, gesticulava, mandava geral nos companheiros. Pra mim, goleiro bom não é aquele que faz defesas difíceis e sim aquele que não toma gols bobos…

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  6. Concordo PLENAMENTE com o Cláudio, que o Lecheva mexeu mal. E mais: vão ainda manter o mesmo horário, para o jogo contra o Águia ?! O PSC ficou quase que entregue no 2o tempo e o téc. do SF percebeu isso e pôs seu time ao ataque.

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  7. Em tempo: não acho que Lecheva seja téc. apropriado para a série-B. Acho que dá para o Parazão, mas se pensarmos que seria melhor já ter o clube treinado téc. para a B, então, acabo por concordar com o Cláudio, quando este defende a tese de que outro téc. já deveria estar treinando o PAPÃO.

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  8. A questão de técnico é o de sempre, pouca paciência com os de cá e muita com os de lá. A análise do Gerson foi correta, só discordo no ponto de que Thiago Costa tenha falhado apenas naquele lance, achei o zagueiro disperso e atrapalhado durante toda a partido, assim como o outro zagueiro também. E ainda não vi uma partida digna de garantir titularidade para Thiago, muito pelo contrário, desde o brasileiro do ano passado, que o referido zagueiro tem sido um ponto morto na equipe, o mesmo pode-se dizer de Pablo na lateral esquerda, no paraense do ano passado foi assim, na copa do Brasil, e no início da série C, a equipe só avança quando existe o equilíbrio entre os laterais, espero que essa falha seja logo corrigida, Pablo não é lateral esquerdo.

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