Boleiros querem distância de técnicos durões

Por Ricardo Perrone

Leao-pesquisaDois dos resultados da série de pesquisas feitas pelo UOL Esporte confirmam que jogadores de futebol rejeitam treinadores linha dura e times caloteiros. Emerson Leão eleito como pior treinador em atividade no país, e a escolha de clubes que não têm atrasado salários como times dos sonhos refletem esse pensamento. Repelido pelos jogadores, Leão costuma vetar mesa de bilhar na concentração e até televisão no refeitório. Acha que os atletas precisam conversar durante as refeições e não assistir à programas de TV. Ele também tem o hábito de antecipar o horário dos treinamento do dia seguinte quando um jogador chega atrasado. Todas essas práticas causam náuseas na maioria dos boleiros.

Os mesmos que detonaram Leão,escolheram, pela ordem, São Paulo e Corinthians como os melhores empregadores do futebol brasileiro. Os dois têm fama de pagar salários em dia. Terceiro colocado, o Botafogo atrasou pagamentos até a metade do ano. Depois, ao menos publicamente, não aconteceram mais queixas. Já o Vasco, que sofreu com uma debandada de atletas descontentes por causa dos calotes, não aparece na lista dos preferidos.

9 comentários em “Boleiros querem distância de técnicos durões

  1. O Leão nos deu o desprazer de não vermos o Falcão, o rei do futsal, jogando o soccer. Pelo que ví nas peladas de fim de ano, o cara levava jeito, tudo por querer ser durão, mas Freud explica! Todo durão na verdade …

    1. Desculpe, amigo, mas aí é exagerar na maionese. Quem acompanhou a carreira de Telê sabe que ele era hiper exigente, mas respeitoso. Cobrava resultados, mas jamais foi ríspido. Os “generais” a que me refiro tratam os jogadores aos gritos e xingamentos, fazem ameaças, castigam com exagero.

  2. Boa Tarde nobre escriba e demais comentaristas. Concordo com o escriba.Telê agia como se deve agir quando você é um líder: Leal e justo, deve-se criticar construtivamente , mas sem apelar para antipatias pessoais ou perseguições gratuitas,Telê era assim, era justo e paciente.Corre a hist´´oria que ficava até 7 da noite ensinando o Cafu a cruzar,portanto era dedicado e paciente.
    Leão é o contário ,é culpado pelo fato do Palmeiras ter perdido para o maior rival Neto, um jogador com grande futuro na época e que depois foi o diferencial para o titulo do Corinthias em 90.Mesmo que não fosse um cracaço , Neto era acima da média, fazia gols, lançava, driblava, batia faltas.Leão perseguia o jogador que já declarou e citou testemunhas que Leão o mandava almoçar sozinho ,sentado longe dos demais companheiros para puní-lo por excesso de peso ou por outro motivo.Invés de conversar, mostrar a importância da disciplina alimentar para o atleta

  3. Amigo Gerson, queira me desculpar também, mas acho que você está cometendo um equívoco aqui.

    A postagem em que você emprega o termo “Generais” é outra, na qual eu ainda nem me manifestei. Nesta aqui, que é de autoria do Perrone, o termo utilizado por ele é apenas “técnicos durões”, e, nesta categoria, certamente, o vitorioso Telê, se enquadra perfeitamente, eis que para ser considerado apenas “durão”, como consta do texto do Perrone, termo que entendo conotar um treinador disciplinador, absolutamente não há necessidade que o treinador faça uso de gritos, xingamentos, ameaças e castigos exagerados. E a prova do caráter “durão” do Telê foi a dispensa do Renato Gaúcho pela farra que levou ao atraso no retorno à concentração do selecionado brasileiro às vésperas do embarque para uma copa. Se bem que neste caso há quem considere que houve um certo exagero depois que o Renato explicou exatamente as circunstâncias que o levaram a ser o único punido naquela ocasião, explicações estas que foram corroboradas pelo Leandro (o pivô) e não contestadas pelos demais envolvidos.

  4. Concordo com o Gerson! Ele (Telê Santana) jamais pode ser comparado com o truculento do Leão, o mestre Telê, e respeitado mundialmente, ele foi um dos que pioneiros aqui no Brasil em ter em seu time, aplicação tática, habilidade e marcação. Mais acima de tudo, obediência e respeito ao próximo.

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