Show do Rei, a eterna reprise

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Do Sensacionalista

Um erro do operador de plantão provocou uma situação inédita na TV brasileira. Pela primeira vez uma emissora exibiu uma reprise, mas ninguém percebeu. O show de Roberto Carlos que passou ontem foi o mesmo do ano passado. Roberto abriu cantando emoções, usando o mesmo cabelo, a mesma cor e o estúdio tinha a mesma iluminação. As músicas foram as mesmas. Só os mais atentos repararam que o show era o mesmo.

Agora começa a circular nas redes sociais um boato de que na verdade só existiu um único show de Roberto Carlos, que vem sendo reexibido exaustivamente desde então, sempre na época de Natal. A história ganhou força por causa de uma idosa que se reconheceu na platéia. “Na época que eu fui a esse show eu era adolescente”, disse ela.
 
KKKkkkkkkk… é brincadeira, mas até que faz algum sentido.

22 comentários em “Show do Rei, a eterna reprise

  1. Faz sentido mesmo. Os shows do cara, artista musicalmente relevante até meados dos anos 70, são rigorosamente iguais e pautados pela mesmice, sendo vídeo tape ou não.

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  2. Parou no tempo, não consegue se reciclar ou valorizar a parte boa de sua obra, amigo Daniel. Pior é a prática de agregar gente ainda pior (Teló, Seu Jorge) pra encher linguiça.

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  3. Não sei se é ele mesmo Raimundo. O “Rei” (atribuição altamente arbitrária e carregada de tintas e vernizes globais) está no piloto automático há pelo menos 30 anos. E hoje vive de uma representação de si próprio adequada à condição de ídolo-mor fabricado pela Vênus e pelas gravadoras. Não lança músicas rotineiramente e quando lança são via de regra para servir de pano de fundo para produções globais como a indômita novela das 21 horas. Não sou daqueles que detestam o Roberto, músico que habita o imaginário musical, social e afetivo dos brasileiros muito pelo que produziu no passado, sobretudo nos anos 60 e 70. O cara foi citado em canções da Tropicália (Baby), enveredou pelo funk (aquele de James Brown e Gerson King Combo, não esta sonoridade abjeta dos morros do Rio) com muita competência, reinterpretou canções de Caetano e outros grandes artistas que superaram as interpretações originais. Por isso, acredito, deveria respeitar a si mesmo. O que Roberto faz há pelo menos uns 20 anos nas apresentações de fim de temporada (com direito a uma platéia composta por globais que fazem caras e bocas falsamente deslumbradas, pois sabe-se que ali estão por obrigações contratuais) não condiz com a sua própria importância para a música brasileira. É como se os Rolling Stones, velhos e sem a mesma vitalidade, interpretassem a si mesmos em algum cassino de Las Vegas somente para angariar alguns cobres a mais. Certos artistas não tem a exata noção de quando devem sair de cena. E Roberto infelizmente é um destes.

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  4. Realmente,assisti e comentei com meus familiares, que estava longe de comparar com Shows passados,de anos atrás. O que ainda salva,é a tradição,a história que fez e o reconhecimento de seus milhões de fãs.. Aqui pra nos,,com toda a decadência e mesmice,ainda coloca no bolso milhões de enganadores que só cantam besteira,coisa sem sentido !

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  5. Desculpem aos criticos, mas como diria o Roberto “Esse Cara sou Eu”. Cabra bom esse R.Carlos. Como diria o Gerson.

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  6. Na realidade, ele é um fenômeno de audiência. Todas as emissoras pagariam pra tê-lo num especial de fim de ano, mas a Globo não larga…motivo: é só consultar a audiência que teve ontem.
    É repetitivo? Sim, é Brega, sim…mas o povo gosta…

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  7. Pode ter parado no tempo, pode precisar se reciclar, pode levar artistas de terceira… mas ainda é o grande Roberto Carlos!!!

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  8. Prefiro Roberto Carlos na mesmice do que essas ‘músicas ” que tocam aqui em Mato grosso do Sul diariamente , esse tal de FUNK é de dar dor de cabeça em prego.Desculpem-me o desabafo , meio fora de meu estilo , mas pelo amor de Deus alguém com força de formar opinião tem que fazer alguma coisa para desacelerar o crescimento dessa coisa que é só barulho, parece bate-estaca , sem glamour , sem poesia.Letras carregadas de apologia à violência, ao desrespeito social e uma agressão gratuita á mulher

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  9. Ainda há muita gente que gosta. O “rei” mantém uma verdadeira legião de fãs que no final de ano marca presença diante da TV e não se importa muito com a mesmice ou com as tentativas malogradas de inovar. De minha parte, gosto da música do Roberto Carlos (as antigas), mas também já faz um tempo que não encaro mais o show de fim de ano.

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  10. Pra você ver meu caro Pastor em que pé anda a música brasileira –
    e não só esta, diga-se de passagem: preferimos até mesmo um Roberto decadente e caricatural do que os sons de nossa contemporaneidade. Definitivamente a música e o público ouvinte, no em nosso Brasil varonil e no mundo ocidental de maneira geral, emburreceu. Fico a meditar sobre o que se dirá no futuro sobre a música feita em nossos dias (isso se houver futuro, hehehe) ou se a música de nosso tempo encorporará o papel de nos fazer lembrar dos dias que correm, como foi na geração de nossos avós e pais.

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  11. LE CHE VA, Valério, Anônimo, Nogueira, Tomázio, Mateus, DiogoPapão e alguns outros perfeitamente identificáveis são clones, todos da mesma matriz doentia que conhecemos. Deixo o alerta, através do grande baluarte, aos demais comentaristas.

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  12. Rapaizzz..assisti um show do RC há muitos anos atras e havia vigor tanto do palco, como na platéia . Depois disso nao vi o cara produzir algo relevante, sua parceria eterna com a plimplim ao que parece lhe causou muitos danos.
    Mas para pessoas de minha epoca o RC das décadas de 70 tem seu valor. A chuvinha da tarde ao som de seus grandes sucessos nas poucas e boas radios ,embalavam muita gente pela mangueirosa.
    Podes crer,bicho!

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  13. Para alguns o programa deveria ter sido chamado de ”Repetições” rsrsr…. mas como o q interessa é o IBOPE, acabo de ler a critica do UOL….”Foi muito boa a audiência do Roberto Carlos, na Globo, no dia de Natal. Deu 29 de média, com 55% de participação”.

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  14. Bom dia amigos, nobre escriba, alguém tem notícias do Sergio Noronha?
    Malcher acertou na mosca com uma flecha certeira.Quem vai lembrar dessas “músicas” que fazem sucesso momentâneo ,empurradas pela mídia?Acho que a melhor produção musical no Brasil e no mundo foi entre os anos 60 e início dos 90.O nosso expert baionense profundo conhecedor juntamente com voces, comentaristas apreciadores de músicas que o digam.

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  15. Com certeza ouvir RC mesmo repetitivo como foi nesse especial da globo ainda é melhor que ouvir as aparelhagens do Pará, que me desculpem os ufanistas, mas não há como ouvir esses tecnobregas, tecnomelodys ou seja lá como chamam agora esse tipo de música, para mim só existe uma denominação: LIXO!
    Mas nem tudo está perdido, depois do show de Roberto e de outro programa que passou na globo, eis que a noite foi salva pelo Som Brasil, que arrebentou com ótimos cantores interpretando ninguém menos que Chico Buarque, o maior letrista desse país. Foi simplesmente show de bola!

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  16. Passei a minha infancia toda ouvindo um monte de música na “eletrola” do papai, Roberto Carlos em vinil ele tinha vários discos, os que não tinha a gente gravava da Rauland FM na fita Basf que ele comprava no Feirão discos e fitas do Carlos Santos.

    Te dizer faz tempo, muita coisa mudou, hoje só escuto radios evangélicas e a radio Clube, de vez em quando dou um pulo no tempo e vou you tube, não é pecado, faz parte do meu belo passado.

    Mas concordo com o Gerson, o Rei continua o rei, mas a Globo não lhe livra a cara e lhe impõe cada coisa que acaba tirando o brilho desse seu tradicional show.

    Ninguém merece esse tal de Teló, com todo respeito.

    O certo é que suas velhas e boas músicas farão que muitas pessoas troquem o canal e isso pesa.

    Mas deixem o show continuar, pois ele e´o cara na música nacional.

    Como diria Raul Seixas, mesmo que seja com a boca cheia de dentes…

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  17. É a mesma linha de comentários na mídia sobre o novo sucesso do Rei, que é trilha de novela global também, amigo Edmundo. Ressalta-se o fato de estar liderando as paradas, mas ninguém fala uma linha sobre a qualidade da canção.

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  18. Pelo que me informaram ontem, nosso amigo Sérgio Noronha continua hospitalizado, mas com boa evolução. Nossas preces têm sido ouvidas, graças a Deus.

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