Tribuna do torcedor

Por Diogo Carlos Luz da Silva (diogotorcedor@gmail.com)

Vou ao Mangueirão neste sábado assistir ao Paysandu jogar. Confesso, porém, que vou apenas pela paixão pelo clube, não guardo qualquer esperança que essa equipe que aí está leve o Papão à Série B. Para um time que ficou se preparando tanto tempo para a Terceirona (principalmente durante a paralisação da mesma pelo 13 da PB) os resultados até aqui são desanimadores. Penso que todo time tem uma personalidade e essa formação bicolor possui uma personalidade fraca. Não tem vontade de ganhar, haja vista a quantidade de gols perdidos e a incapacidade de segurar uma vitória. Foi assim contra o Salgueiro, contra o Santa Cruz, não conseguiu empatar com o Fortaleza e nem ganhar do Águia, e contra o Cuiabá foi aquele Deus nos acuda!   Até em treino esse time não ganha. Só peço para que não caiam. Contudo, penso que a diretoria deveria manter o Givanildo para um trabalho em longo prazo. Para que ele possa formatar a equipe de 2013, fazendo do Paraense um laboratório para a Série C. Para completar, a saída do LOP será, se Deus quiser, a grande alavanca para a subida do Papão.

24 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Concordo integralmente, pois vejo que os mesmos problemas se repetem: a folha foi enxugada dramaticamente, os salários são os mais baixos dos últimos tempos e ainda assim o clube vê-se em dificuldade para pagar os atletas, que se mostram insatisfeitos – a infeliz novela de todos os anos. Além do mais, este time é o mais fraco já montado por LOP. As outras equipes que este presidente ausente montou pelo menos passavam esperança de alguma coisa e até chegaram perto. Mas este ano são pouco prováveis as chances de passar por um mata-mata contra uma equipe do sudeste. Se nem dos nordestinos nós ganhamos…

    Givanildo, por sua vez, começa discretamente a seguir a mesma trilha do “Divino”, reclamando em público a contratação de um fisiologista, coisa que, Giva sabe muito bem, deve ser discutida intramuros. Mais parece que visa buscar uma desculpa para desastres futuros.

    Faço um adendo para falar da campanha pífia na Taça BH, mostrando que somos fracos também na base. O Paysandu venceu apenas as equipes inexpressivas, “Palmeirense” e “Progresso”. Diante das mais qualificadas, as deficiências apareceram. O time iniciou e terminou o campeonato sofrendo goleadas. Falhas estruturais vão comprometendo a base e o time principal.

  2. Vamos com calma galera. Tudo bem, entendo o desconforto e a desconfiança da torcida, mas se fomos analisar friamente TODAS as partidas do PSC no campeonato veremos que o time bicolor foi superior em quase 70% de dominio de jogo, alguém contesta? Tudo bem que o time tá longe de ser confiável, mas ainda não joguei a toalha e to longe de jogar. Acredito que com Giva e mais 3 jogadores de qualidade, podemos brigar pra subir.

  3. Tai um torcedor com os pés no chão! Concordo inteiramente com o que ele disse. Não retiro nenhuma virgula, depois dos últimos acontecimentos no futebol de Remo e Paysandu, penso que o momento e delicadíssimo para os nossos principais clubes do estado do Pará.
    Quem sabe não apareçam nos próximos anos, abnegados mais jovens, com mais entusiasmo, com novas ideias de gestão, sem o pensamento de ROUBAR os nossos maiores patrimônios futebolísticos e ponham essa corja de S-A-F-A-D-O-S para correr de dentro da dupla RE-PA.

  4. Piada do dia
    Corno generoso
    A mulher e o amante são surpreendidos pelo marido que aperta a campainha no exato momento em que a mulher e o amante estão no quarto!
    A mulher imediatamente pinta o amante todo de cinza e o coloca parado no canto do quarto!
    O marido chega e pergunta:
    – o que é isso? – e a mulher responde:
    – É uma estátua que comprei, vi uma vez na casa dos Silva e comprei uma igual para nós!
    O marido engoliu e não se tocou mais no assunto.
    O casal foi dormir enquanto o amante permanecia de estátua.
    De madrugada o marido foi fazer um lanchinho e quando voltou trouxe um sanduíche e um copo de leite para a estátua e falou:
    – Uma vez fiquei de estátua na casa dos Silva por mais de doze horas e não me deram nem um copo de água!

  5. Ok meu caro Jonas, se o problema e este ,está resolvido e gostaria de aproveitar e agradecer o apoio do amigo Edson

  6. O grande problema Diogo e demais amigos do blog, é que o Paysandu não tem dinheiro para contratar a 1ª opção dos reforços, pedidos por seu técnico. Isso já acontece desde a era Davino.Giva pediu o atacante Jean Carlo e, os dirigentes não tiveram condições de contratar: 20 mil/mês. Giva pediu o ala esquerdo Berg, que pediu 20 mil/mês e o Giva conseguiu 15 mil/mês, mas nem assim os dirigentes conseguiram contratar. Do mesmo jeito que aconteceu com o Davino, daqui a pouco desembarca um “reforço” de 5 mil e, ainda vão dizer que todos os reforços pedidos pelo técnico, foram dados, como fizeram com o Davino..Te dizer…

    – É verdade que o Paysandu, em outros anos fez elencos melhores, mas também, errou ao entregar esses bons elencos, nas mãos de técnicos de procedência duvidosa.

    – Entre ficar com um bom time, mas sem técnico e ficar com um time razoável,mas com um bom técnico, prefiro o Papão, de hoje, com Davino e depois, com Giva.

    – Nesse momento, não adianta o torcedor falar que não tem planejamento, não tem isso e aquilo. É tudo ou nada amigos, o torcedor tem que apoiar o time, lotar o estádio, pois times de massa, são dependentes de seus torcedores.

    – Jogadores do Águia, jogam para mil torcedores, os do Papão, jamais… É de massa…É de peso… É Papão, isso. Vamos lá, amigos.

    – Gosto de piadas e o amigo Gilvan conta umas engraçadas..Continuo lendo e me divertindo..

  7. Gilvan, eu também às vezes estranho quando tô lendo comentários por exemplo sobre alguma situação ruim enfrentada pelo Remo (o que tem sido frequente ultimamente) e quando passo para o seu comentário e vejo que é uma piada. às vezes leio, às vezes não leio, e quando leio às vezes não rio.

    Mas, isso não quer dizer que você tenha de parar de postá-las. Pelo que leio dos cometários há muita gente que gosta delas. Estou com o Edson: “continue Gilvan!”.

    Quanto à “Tribuna” de hoje me permito dizer que o próprio Givanildo, sabidamente um treinador exigente e realista, que não doura a pílula, não parece ter esta visão tão sombria, seja do time, seja do futuro. Tanto que afirmou isto para o Dinho no microfone da Clube e está tendo um comportamento coerente com o discurso quando só solicitou a contratação de um único jogador, um lateral esquerdo.

    De minha parte, não fosse ter que aturar a “soberba” dos rivais no dia seguinte, em homenagem ao meus saudosos pais e aos meus quatro irmãos e esposa eu até torceria para que não se repetisse a figura dos últimos anos e que o Giva fosse bem sucedido.

  8. CHANCES DE CLASSIFICAÇÃO DO PAPÃO:

    – Nas minhas contas, um time com 30 pontos, estará entre os 4 classificados e, com 34, ficará entre os 2 primeiros e levará vantagem no mata mata, decidindo em casa, o acesso.

    – Paysandu tem, 12 pontos e disputa mais 10 jogos. 5 em casa(contando com o de hoje) e 5 fora de casa.
    – Se vencer os 5 jogos em casa(15 pontos),chega aos 27 pontos e, precisará buscar 3 pontos fora, para se classificar, ou 7 pontos para, além da classificação, ficar entre os dois primeiros.

    A batalha, começa hoje. Vamoooos, Papãooooo

    Eu, acredito..

  9. O que Diogo pensa quanto ao PSC,penso também quanto ao meu Remo e já havia falado aqui.Espero que a diretoria mantenha o bom técnico Marcelo Veiga e prepare o time para o ano que vem.

  10. Sr. Claudio Santos

    concordo com o que o Sr. diz em seu comentário nª 10. 5 vitórias em casa, 2 fora e um empate fora para ficar nas 2 primeiras colocações…. Acho meio difícil. Espero estar enganado. Vou acreditar no Givanildo, mas ele não joga…

  11. Não concordo com a tese do amigo Cláudio de que o trabalho dos treinadores fica comprometido por somente ser “dado” a eles as contratações “alternativas” perante a impossibilidade de se firmar compromissos com as “primeiras” indicações por falta de dinheiro, desorganização ou coisa que o valha. Para tanto, destaco os seguintes pontos:

    1) Os treinadores vêm para trabalhar aqui sabendo de antemão, via de regra, da situação financeira caótica da dupla Re-Pa. Ainda vivemos de e dependemos de bilheterias abarrotadas e de mecenas endinheirados, não esqueçamos disso.

    2) Qualquer jogador, por pior, ruim, mediano, bom ou craque que seja inegavelmente preferirá disputar as Série A e B em detrimento das Séries C e D. É difícil competir com as equipes que disputam divisões superiores como a 1ª e a 2ª divisões, com muito mais visibilidade, com cotas de tevê que permitem aos clubes que as integram ter a chamada “bala na agulha” para contratar jogadores e convencê-los a fazerem parte de suas fileiras. Não precisam, portanto, ter muita capacidade de persuasão. Não à toa, nas Séries C e D pontificam jogadores com a carreira na descendente, ilustres desconhecidos que pleiteiam um lugar ao sol e um ou outro “ex-medalhão” sem mercado que exige fábulas para disputar tais divisões, mesmo jogando apenas repousados em suas reputações construídas em épocas mais brilhantes mas um tanto já distantes (trocando em miúdos, jogando “só com o nome”).

    3) Quase todos os treinadores têm seus “homens de confiança”, alguns até agenciam jogadores nos escaninhos e subterrâneos do universo futebolístico. Outros agem como verdadeiros “cabideiros empregatícios” para jogadores de qualidade técnica suspeita. Por fim, não acredito e não tem quem me faça acreditar que Kiros, Alex William, Fabinho, Sidrailson (veio seriamente contundido), Marcus Vinícius, Márcio Tinga, Marcelão, Ávalos e outras figuras não sejam, de fato, as “primeiras opções” indicadas por certos treinadores. E se não forem, suas permanências nos elencos de Paysandu e Remo no mínimo indicam que foram avalizados ou aprovados pelos comandantes técnicos.

    Pensar de outra forma, para mim, é isentar totalmente os treinadores (regionais, de outros estados ou da Cochinchina) do fracasso na montagem dos elencos. E no fim das contas, todos saem de fininho, apenas o clubes são lançados da rocha tarpeiana (muito também por conta dos dirigentes) e suas torcidas ficam a lamentar perante mais uma decepção.

  12. Ufa, ainda bem que você, amigo Daniel lembrou de culpar os dirigentes no finalzinho. Quase esquece… Te dizer, mas não é assim não, amigo. Atente para esses dirigentes. Giva, Davino e Giba, nesses, eu coloco a mão no fogo. Jamais contratariam jogadores por empresariar os mesmos.Não fazem parte disso. Se ainda existem pessoas corretas nesse mundo, aposte nesses 3. Sem medo de errar, amigo.

    – O Futebol, é diferente de tudo.

  13. Malcher, estando inteiramente de acordo com você, me permita ilustrar registrando dois fatos: o Remo pretendia trazer o Rodrigão, ouvido o EG, ele pediu tempo para pensar, e, após, vetou o jogador e indicou em seu lugar o Marcelão, cuja performance já foi reprovada. Antes já tinha imposto o Mendes, como homem de sua confiança, cujo desempenho sempre esteve bem abaixo dos piores dias dele no rival. Quanto ao Davino, é cediço que ele e o respectivo filho, tocam um negócio de agenciamento de jogadores.

    Quer dizer, sem isentar os dirigentes, como você, estou certo de que os técnicos desta estirpe, independentemente da procedência, são muito culpados pelos malogros dos times pelos quais respondem. E esta culpa, para além das indicações e dos avais que prestam nas contratações, também passam pelo formato tático que adotam, pelos jogadores que escalam e pelas substituições que fazem durante o jogo.

  14. Ah Cláudio, bater nos dirigentes é lugar-comum. Não coloco a mão no fogo por ninguém. Você lembra do Carabina (lateral-direito) Wilson Surubim (meio-campista)? Duas bombas não é mesmo? Foram indicados pelo ótimo Givanildo, veja só. Treinadores são falhos camarada. São humanos e por isso erram também, cometem equívocos em suas avaliações, seja eles Mourinho, Luxemburgo e mesmo Pep Guardiola.
    Giba foi o maior inventor de desculpas esfarrapadas que eu vi por essas bandas nos últimos 20 anos. E montou o time naquele ano de 2010 em que na Série C foi eliminado pelo “portentoso” Vila Aurora.
    Ademais, não coloquei em cheque os caráter ou a hombridade dos ditos profissionais citados por você, mas os bondes trazidos pelo Davino e outros trazidos pelo Giba “Manies de se desculpar” no mínimo nos fazem suspeitar que ambos fazem parte da lista de “cabideiros empregatícios” não achas?
    Amigo Cláudio, é por esse endeusamento aos ditos “professores da bola” que o futebol brasileiro, dentre outros fatores, atravessa a sua maior crise técnica e tática dos últimos 50 anos. Supervalorizou-se profissionais que apenas indicam jogadores de seus gostos; montam times que batem a rodo no meio, cruzam (e muito mal, diga-se) 50 bolas na área errando 49 e acertando uma na expectativa de alcançar a “goleada” de 1 a 0; têm obsessão nos treinos da indefectível bola parada e na compactação defensiva, na utilização de até 4 volantes e vêem “beleza” na solidão dos atacantes; reclamam publicamente de dirigentes e da estrutura do futebol brasileiro mas, por apego ao cargo que lhes rende meio ou um milhão de reais numa relação contraproducente, não tem a coragem de bater de frente com os mandos e desmandos reinantes no futebol nacional e se enchem de melindres quando se fala em colocar os escrete nacional sob o comando de um “gringo” de muito mais recursos. E o que é pior, não se esforçam e nem procuram estudar inovações táticas, ensinar os fundamentos básicos e necessários a que os necessita, culpando apenas as divisões de base país afora pelo horroroso desempenho dos times de cima. É essa turma amigo Cláudio que diz que show quem tem que dar é a Ivete Sangalo que inspira muitos jovens treinadores iniciados na profissão e outros tantos com uma certa rodagem. A fatura, como se sabe, um dia ia chegar e o cancelamento do crédito pode vir com mais uma perda de Copa do Mundo em nosso terreiro. Simples não?

  15. Ok Edson, a minha intenção era descontrair o ambiente, olá Claudio já que citou o nome do ala esquerdo Berg que inclusive gosto muito do seu futebol, pois também atua de meia esquerda e bem, eu já citei o nome dele em outras oprtunidades, só que o salario dele no ABC e cinco mil e está encostado e o ABC está procurando um clube para repassar ele, pois o seu clube um time paulista só recebe ele de volta após o termino do emprestimo e o motivo do não aproveitamento no ABC não é deficiência técnica e sim pelo fato da torcida não aceitar, pois o mesmo atuou nuito tempo no seu maior rival Anerica

  16. Como o Edson, disse mais acima – sorrir faz bem, é pra mim, faz bem a alma! O que o Gilvan contou, nada mais e uma piadinha para descontrair o ambiente. Mais se o colega acima não gostou, paciência se ele encontrou um estátua dessas dentro do quarto dele né?

    Concordo com o Daniel Malcher, mais não posso deixar de sentar a marreta nos nossos dirigentes. Embora as indicações de jogadores devessem partir única e exclusivamente dos técnicos, mais muitos clubes, em especial os nossos aqui do Pará, sempre teimam em contratar além da conta.
    Se o time precisa de um meia, um atacante, um goleiro, um zagueiro, o que os dirigentes fazem? Contratam dois laterais, contratam quatro volantes e mais nada, com isso, o elenco fica inchado em algumas posições e continua carente nas posições mais prioritárias, ai o novo treinador chega, detecta o problema e pede reforços, mais o clube não está condição financeira de trazer os jogadores para as posições carentes, por falta de recursos financeiros.
    Bem, se o Givanildo pediu o atacante Jean Carlo, mais o lateral Berg e a diretoria disse não ter grana para pagar esses caras, então como ela pode continuar mantendo dentro do elenco jogadores que não vem sendo aproveitados e com isso, ficam amarrando as finanças do clube? São os caso do: Robinho, Fabinho, Neto, Kiros, Pântico e outros que nem me lembro do nome.
    E nesta hora que falta organização no clube, pois o departamento de futebol deveria analisar cada caso para o bem do clube, se tem jogador que não está entrando por opção tática, ou por deficiência técnica, ai manda embora esses com deficiência técnica e pronto e abre espaço para quem pode vir ajudar de verdade o clube.

  17. O amigo Cláudio ainda está me devendo o crédito pelo Pantico. Eu bem que avisei. Acho que o principal está em você dar estrutura e pagar bem a quem realmente merece. Ilustro com o caso do Criciúma, que no Catarinense foi sétimo entre dez e hoje lidera a Série B, com um elenco de jogadores sem grande brilho – o próprio Zé Carlos não deu certo no Cruzeiro e na Portuguesa – e com um treinador que fracassou ano passado no Remo. Só que aqui tem CT, tem cobrança da diretoria para treinar em dois períodos e tem um supervisor de futebol (remunerado) competente, que montou esse elenco depois do final do Catarinense. Em suma, mesmo com dirigentes amadores – situação do Sr. Antenor Angeloni – pode-se fazer uma boa campanha, desde que se contratem profissionais para gerenciar o futebol. É o que penso.

  18. Mas aí é que está amigo Cláudio. Qualquer perna-de-pau ou jogador meia-sola vai querer vir para cá pra ganhar 10, 15, 20 ou 30 mil reais. Não esqueça: não estamos no centro-sul do país, local de procedem a maioria dos jogadores que por aqui aportam. E a distância, a estrutura e a administração de nossos clubes acabam por “inflacionar” a pedida deles.

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