Novidades sobre o jogo do pokémon…

Por João Gerson

Oi gente,ouvi dizer que estavam sentindo falta do meu jogo do pokémon, pra falar a verdade, eu devia ter continuado anteontem, mas eu estive muito ocupado. Porquê? Por causa que consegui o jogo Spore, e eu estive me distraindo tanto com ele que eu me esqueci,mas não se preocupem, eu estarei fazendo( não hoje,infelizmente), porém,com menos frequência. E como no Spore dá pra criar todo tipo de criaturas, se quiserem que eu crie algo(tipo um dinossauro,ou um dragão,por exemplo) é só por nos comentários. Aqui vai um vídeo da minha primeira de criar um dragão.

Esses índios aí

Por Antonio Prata

Pra que serve o índio? Índio não colabora com o PIB, não contribui com a ciência, não dourará nosso quadro de medalhas nas Olimpíadas e ainda é dono de Bélgicas e Bélgicas de terra improdutiva! Esses folgados deviam era tomar vergonha na cara, botar uma roupa, arrumar um emprego, mudar pra um apartamento de 25 metros quadrados e passar duas horas no trânsito, todo dia, como qualquer ser humano normal, é ou não é?!

Tirando a ironia do apartamento e do trânsito, o discurso acima não é muito diferente do que eu ouvi tantas vezes, na época em que cursava ciências sociais e explicava a algum curioso do que tratava a antropologia. Lembrei-me dessas pérolas na semana passada, ao ler aqui na Folha a notícia de que uma portaria da Advocacia-Geral da União prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes. A ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas. Genial.

Uma vez perguntaram a um antropólogo “por que os índios precisam de reserva?”. Resposta: “porque eles existem”. Simples assim. Por existirem, viverem da caça, da pesca, da colheita, de pequenas produções de subsistência -e, diga-se de passagem, por estarem aqui há pelo menos 5.000 anos-, devem ter as partes que lhes cabem entre nossos latifúndios.

Que baita desperdício! -dirá a turma do primeiro parágrafo. Debaixo das terras onde esses pelados estão a comer pitangas há minérios valiosíssimos! Minérios essenciais para a fabricação de celulares, por exemplo. Enquanto eles estão lá, rezando pro grande Deus da mandioca, poderíamos estar diminuindo em 0,001 centavo o preço dos smartphones, permitindo a mais gente tirar fotos de seus cachorros para pôr no Facebook, possibilitando que mais gente desse “like” nas fotos dos cachorros de mais gente, contribuindo, assim, para a grande marcha da civilização -mas esses índios…

Não, não direi que o índio é bom e a gente é ruim, caro leitor, nem acho que um caiapó viva necessariamente melhor do que o morador da Caiowá. Sou feliz com os antibióticos, as séries da HBO, as cervejas artesanais e outras conquistas da civilização. E é justamente a herança iluminista desta civilização à qual pertenço que me obriga a concordar que, se não há uma finalidade última para a existência, tanto faz gastarmos o tempo que nos foi dado vestidos e postando fotos de cachorros no FB ou pelados e cantando para a mandioca. Mais ainda: é essa mesma tradição, cujas grandes criações tanto admiro -de Hamlet ao microchip-, que me faz lamentar o tesouro que desperdiçamos ao menosprezar os quase 240 povos indígenas brasileiros, com suas mais de 800 mil pessoas falando cerca de 180 línguas. Quantas Ilíadas e Gênesis, Medeias e Gilgameshs, quantos belos poemas, cosmogonias e epopeias deixam de fazer parte do rio de nossa cultura por preconceito e ignorância?

Garantir a terra e a sobrevivência desses índios é aumentar a riqueza da experiência humana. A deles e a nossa. E, mesmo que não fosse, mesmo que “esses índios aí” não pudessem trazer nada de bom para nós, ainda mereceriam as reservas. Porque eles existem. Simples assim.

Tribuna do torcedor

Por Rubens Vilhena (rubens.vilhena@gmail.com)
Sou torcedor apaixonado pelo meu glorioso Clube do Remo e concordo plenamente com sua adjetivação do time do Remo como sub-40.
Partindo dessa sua observação, fico a pensar qual a motivação de um  jogador  com idade a partir de 35 anos, jogando num time da 4ª divisão, num Estado sem nenhuma  projeção atual no cenário nacional?
1. Temos visto nesses anos todos o grande lucro que jogadores abaixo da média, que nunca chegarão a lugar nenhum no futebol, tem conseguido na justiça do trabalho. Jogadores medíocres que saem com os bolsos cheios, levando cada vez mais para o buraco nossos combalidos clubes. Diga-se que tudo por culpa do amadorismo de nossos “dirigentes”.
2.Qual a motivação para jogadores que não aspiram mais nada no futebol por conta da idade e  mais o  fraco futebol, correrem para virem “defender” nossos clubes? Só vejo as seguintes: Conseguir em primeiro lugar um emprego a qualquer custo;  tentar ficar o máximo possível no clube usufruindo de tudo o que o clube lhe proporciona;  criar grupos de modo a evitar que  determinados técnicos quebrem seus esquemas dentro do clube e por fim, conseguir uma boa indenização na justiça do trabalho.
Esses jogadores “velhos” sabem que o futuro não lhe reserva mais nada. Ainda que fossem  um  fenômeno em algum clube daqui, o máximo que podiam conseguir era defender algum time da série B, por conta da idade. Veja o caso do Túlio e outros. Mas, é claro que não temos nada parecido com o Túlio por aqui. Assim, no que se refere a futebol, esse jogadores não tem mais motivação, aspirações e começam a queimar técnicos e estar sempre a postos para entrar na justiça. Por onde  anda o Caibi, que tudo que fez foi vir aqui, não jogar nada e rápido pedir indenização milionária?
3- Jogadores jovens tem aspirações,  a idade lhe dar tempo para sonhar. Não pensam logo na justiça do trabalho, pois não querem comprometer sua carreira cedo e ficarem marcados. Sabem que se fizerem um bom trabalho os anos podem lhe render crescimento na carreira. Além de terem gás pelo menos para correr em campo.
Estou cético com o Remo. As gritarias e exigências do técnico Gaúcho, devem sempre soar como perigo ao interesses dos jogadores velhos do Baenão. Em ouvidos jovens, essas exigências soariam como  perspectiva de ganhos futuros; em ouvidos velhos soa como  um alerta sobre estragar a moleza.
Estou vendo a hora em que se começar a falar de dispensa desses” velhos” o Remo vai perder algum jogo de modo vergonhoso e outro técnico será chamado e esses jogadores ganham uma sobrevida e assim a história se repete.
Abraços.
 
P.S. A palavra “velho” aqui é apenas para me referi a esses jovens de mais de 35 anos no futebol. Não há nada preconceituoso.

A frase do dia

“Não ganhamos, mas o que me deixou feliz foi ver o poder de reação do nosso time. Infelizmente não conseguimos fazer o gol da vitória. Eu quero pedir desculpas para os torcedores, e sei que eles estão cansado de desculpas, mas eu prometo que vamos subir para a Série C, porque o nosso grupo fez um pacto em torno deste objetivo”.

De Edson Gaúcho, técnico do Remo, admitindo o resultado ruim e pedindo crédito à torcida.