Tribuna do torcedor

Por Diogo Carlos Luz da Silva (diogotorcedor@gmail.com) 
Alguns cronistas esportivos teimam em dizer que jogar na Curuzu ou Baenão é pensar pequeno. Não concordo. Pensar pequeno e achar que um elenco meia boca, como o que temos aqui, vá se sobrepor ao adversário do mesmo nível jogando em um campo neutro. Pensar grande é encarar a realidade que nos temos hoje e lutar com todas as armas possíveis para derrotar o oponente. Sermos consciente de nossos pontos francos e fortes já é meio caminho andado para atingirmos nossos objetivos. Então, vamos lá: qual nosso ponto fraco? Primeiro que não somos mais competentes nem talentosos que nossos adversários. Todos estão no mesmo nível. Segundo que estamos nas Séries C e D, ou seja, no momento estamos pequenos, comemos jabá e temos que arrotar jabá e não caviar ou bacalhau. Entendeu? Agora vamos aos pontos fortes: temos um time que pode se tornar aguerrido, ainda mais com a torcida bem perto e incentivando os jogadores à vitória. Neste sentido, Curuzu e Baenão são os campos ideais. Penso que jogar nesses estádios é dificultar ainda mais a vida de nossos adversários. Fica explícito o alívio de nossos oponentes quando sabem que enfrentarão Paysandu ou Remo no Mangueirão, onde a torcida fica bem distante do cangotes deles. Se podemos complicar a vida deles, por que facilitar? Esqueça essa história de conforto de torcida e de imprensa, gramado qualificado e outros que tais. Queremos subir, não é? Então vamos usar todas as armas que temos a nosso favor para abater o adversário.  

26 comentários em “Tribuna do torcedor

  1. Caro Gérson,

    Adiro ao comentário, sem ressalva, aliás, muito bem escrito pelo Diogo.

    Será que nosso estimado presidente aceitaria ler esse alerta????

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  2. O Futebol Profissional, não comporta mais esse tipo de atitude. Paysandu e Remo tem é que se planejar melhor e jogar SEMPRE, no Mangueirão. Com os técnicos que tem, Remo e Paysandu, hoje, ganham em qualquer lugar e perdem, também, em qualquer lugar. Vale lembrar que os dois só estão, ainda, jogando ou querendo jogar em seus estádios(?), por motivo das férias escolares, mas em Agosto, tudo mudará para o Mangueirão, a pedido dos dois técnicos, no que penso ser correto.
    É a minha opinião.

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    1. Amigo Cláudio, contra a tese do “caldeirão”, não custa lembrar que uma das mais sentidas derrotas do Paissandu na Série C foi para o Salgueiro em plena Curuzu.

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  3. Concordo. E tem outra, não vejo na Curuzu a torcida atirar tanta coisa no campo como no Mangueirão. Parece que por estar mais perto do adversário e do juiz a galera prefere chamar palavrões mesmo. Sem falar que de casa vou a pé em 10min. A unica ressalva seria o gramado.

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  4. Profissionalismo? Aqui só existe pseudo-profissionalismo, amigo Cláudio. Temos sim que ser profissionais, mas precisamos nos estruturar para isso, coisa que hoje não existe no nosso futebol, a começar pelos nossos dirigentes. Não adianta querermos mascarar a situação. Estamos nas últimas divisões, onde a grande imprensa e os grandes gestores de empresas não fazem a menor questão de nos ver. Nossos atletas dependem do SUS, não temos CTs nem campo bom para treinar. Dependemos de abnegados até para conseguir alimentação para os jogadores. Estamos no inferno, amigo!

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  5. Mas Gerson, aquilo foi uma “zebra” inimaginável com fatores extra-campo que sabemos, que nada teve a ver com o estádio. E quem garante que no Mangueirão, sem a pressão da torcida, Sandro e cia não dariam vexame até maior?

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  6. Gerson, o chances de o Paysandu ganhar na Curuzu são muito maiores do que de perder. Como diria outro: os números não mentem jamais. É fato que nossos adversários preferem jogar tranquilamente no Mangueirão do que sufocados na Curuzu ou Baenão. À essa altura, o gramado é o que menos interessa nessa briga para sair do inferno!

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  7. Esse tipo de comentário só me faz ter mais vontade de assistir ao meu Flamengo, mesmo não jogando nada, do que ir a Curuzu. Pra mim, futebol profissional inclui time competitivo e conforto pro torcedor. Ou seja, não consigo entender esse pensamento que somos times pequenos, que por isso devemos jogar na Curuzu ou Baenão. Entendo perfeitamente a lógica do amigo que escreveu esse post. Inclusive, pensando rapidamente, até aceito essa estratégia de encurralar o adversário. Mas aí podemos incluir sabotar a estada deles em nossa cidade pra que na hora do jogo os caras não joguem o que sabem. Gosto de pensar que meu time esteja bem armado, bem escolhido, bem treinado, para que vença seus adversários sempre. Em casa ou no campo alheio, vença. Eu, mesmo sendo bicolor de coração, não gosto de ir a Curuzu. É um estádio limitado, desconfortável, sem segurança dentro e fora, pra mim e pro meu carro. Eu penso dessa forma: se o meu time não vence jogando no Mangueirão, não merece vencer em nenhum lugar.

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  8. Gérson, os episódios felizes na Curuzu são infinitamente maiores que os infelizes. Lembrar isoladamente do jogo contra o Salgueiro, e esquecer dos campeonatos inteiros de 91 e 2001, da Copa Norte e na maioria esmagadora de vitórias lá do que derrotas, é que não dá. Apoio o comentário, e o Mangueirão já começou a fazer vítimas esse ano, com a derrota pro Fortaleza. Particularmente, sinto receio de jogar contra o Águia no Mangueirão.

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    1. Amigo Sylvio, sei que é um desportista e um torcedor consciente, por isso me surpreendo ao vê-lo defender a teoria de que o local do jogo é o ponto mais importante (e decisivo) das competições. Continuo achando que a qualidade do time é o aspecto crucial e, até prova em contrário, entendo que a dupla Re-Pa devia varrer com essa superstição em relação ao Mangueirão. Acreditar nisso é crer que o Paissandu, com aquele timaço da Libertadores, ganhou todos os seus jogos no estádio e contra o Boca devia ter jogado na Curuzu, para garantir a classificação. Apostar em Curuzu e Baenão é insistir no processo de apequenamento de ambos. É a minha opinião, como diria o amigo Cláudio.

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  9. Concordo com os amigos Dennis, Sylvio e Gerson ao mesmo tempo. Se por um lado a Curuzú e o Baenão são pardieiros e simbolizam um estágio de apequenamento dos clubes; não acolhendo como se deve o torcedor que para lá se dirige e os demais envolvidos com os jogos que ali se realizam, por outro lado muitas das memoráveis conquistas (sobretudo bicolores) foram realizadas sobre o enlameado gramado do Leônidas Castro. Contudo, tal como hoje, partidas no referido estádio só são invocadas e se explicam pela força das contingências. Em 91 não lembro a razão de muitas partidas terem sido realizadas lá, mas entre o fim de 2000 e o início de 2002, não tínhamos o Mangueirão (em reformas e em vias de ser concluído à época). Hoje, talvez pelo desespero em sair da malfadada Série C, a torcida clame pela Curuzú (principalmente após a apática apresentação contra o Fortaleza), no que acho legítimo. Agora, que é desconfortável isso é. A Curuzú, pela sua estrutura e suas instalações, em muitos lugares do mundo onde o futebol é tratado de forma profissional e como negócio, talvez nem seja considerada um Estádio de Futebol, na plena acepção da palavra.

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  10. O futebol é um esporte engraçado as vezes, principalmente no caso do brasil. Os torcedores que é quem banca tudo e por conta dele o esporte é o mais popular do brasil e do mundo, prefere se sujeitar a situações ruins do que os próprios jogadores. Todos queremos os sucessos dos nossos clubes, mas isso não pode ser de qualquer jeito, o mangueirão não é nem uma maravilha do mundo moderno, os banheiros são imundos, os assentos são pequenos e pouco espaço entre os torcedores, porém é o melhor que temos por aqui e temos de lutar para que tudo seja melhor para todos. Jogar no baenão e na curuzu, mesmo que consigamos o acesso, na realidade só mostra que estamos tapando o sol com a peneira e que o acesso no ano pode ser o descenso no outro. Temos de nos estruturar para que o acesso as divisões superiores seja algo sustentável e não mero acaso.

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  11. Que me desculpe o colega Diogo que colocou muito bem a sua posição, mas discordo dessa parte do seu texto:

    “Esqueça essa história de conforto de torcida e de imprensa, gramado qualificado”

    Entendo o que ele quiz dizer mas esses quesitos devem sempre ser buscados por quem quer ser grande.

    a torcida e os profissionais que trabalham nos eventos merecem conforto e o time um gramado de qualidade pra apresentar um bom espetáculo.

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  12. Sem dúvida que pelo lado técnico todos os jogos devem ser no mangueirão, agora há aqueles de pouco apelo popular que economicamente é mais viável serem na curuzu ou Baenão. Quanto a melhor acomodação para o torcedor, as dificuldades de chegar ao olímpico, é proporcional as que encontramos nos dos clubes.

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  13. Só o fato de vc admitir ser time pequeno,já está se acovardando e até mesmo se diminuindo perante os adversários.Como falei no comentário do Face do Papão,os maiores feitos e conquistas do referido cliube,foram no Mangueirão,sendo que o campeão dos campeões,seus jogos foram em quase sua totalidade realizados no referido etádio.Foi no Mangueirão também o bi campeonato brasileiro. Porque então agora toda essa celeuma. Se entrarmos pensando desse jeito,já entraremos derrotados.Temos é que pensar grande,isso sim, Acho que time que visa alcançar acesso a um posto maior,tem que estar pronto para jogar em qualquer lugar .Sou mais o Mangueirão. Penso Grande .

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  14. Na minha humilde opnião o que posso constatar é que com o atual quadro que o Paysandu tem não justifica jogar na Curuzu, tem que jogar no Mangueirão e o que já falei anteriormente também tem que treinar no Mangueirão. Comparando as outras equipes do grupo A não vejo ninguém superior ao Papão, sem desrespeitar os adversários, aquela derrota para o Fortaleza foi um caso isolado que não ocorrerá mais. Creio sim que o Paysandu é capaz de vencer de qualquer um jogando dentro ou fora dos nossos domínios e certamente vamos devolver a derrota sofrida aqui para o Fortaleza quando jogarmos lá no returno! Talvez jogar contra na Curuzu só justifique se as despesas forem menores caso contrário, não!

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  15. Manoel, não tem como comparar o time da copa dos campeões com esse que temos agora. é difícil admitir a dura a realidade, amigo, mas é isso aí. estamos pequenos. é melhor dar dois passos atrás para chegar aonde queremos… vai por mim…

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  16. Sou torcedor do Paysandu, mas nem por isso me considero “gado”. O único estádio com as mínimas condições de abrigar dignamente os torcedores (que pagam ingresso, diga-se) é o Mangueirão. O elenco tem que ser de qualidade e bem treinado, apenas.

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