A frase do dia

“Não precisa nem estar escrito. Tudo tem sua hora. Haveria um dia de folga para isso [se encontrar com o namorado]. A filha e o marido da [armadora] Adrianinha vieram à concentração durante a folga. O filho da [ala] Silvia também. Todo mundo sabe o que pode e não pode. É regra do atleta, de convivência em equipe, não tem muito segredo”.

De Hortência, diretora da seleção brasileira de basquete feminino, sobre a dispensa da jogadora Iziane.

Jornal inglês sacaneia astro brasileiro

O atacante Neymar foi alvo do jornal inglês “The Guardian”, uma das principais publicações locais, nesta terça-feira. A versão on-line do periódico publicou uma galeria de montagens que satiriza o jogador do Santos e da seleção olímpica do Brasil. Neymar aparece como integrante da banda de rock The Smiths, que se separou em 1987. A legenda é: “Eu ouvi que os Smiths finalmente entraram em acordo e vão voltar. Mas nem todo mundo estará lá, embora eles tenham o nae Marr”. A piada é por conta da semelhança sonora entre o nome de Neymar e do guitarrista Johnny Marr. Em outra, Neymar aparece gordo, careca e barbudo. A legenda diz que é a imagem que o atacante terá em 2020, seguindo “tradição” de Ronaldo e Ronaldinho, que em 2010 foram flagrados fora de forma. Entre outras sátiras, Neymar virou um atleta de saltos ornamentais – por conta das acusações da imprensa e da torcida inglesa, que dizem que o brasileiro simula faltas. Virou também uma zebra (chamada Zeybrar) por causa da falta de títulos com a seleção principal e por, na opinão dos ingleses, ainda não ter sido protagonista da Seleção.

Josiel das Paquitas aciona Papão na Justiça

Aumenta a fila de credores do Paissandu na Justiça do Trabalho. Mais dois ex-jogadores do clube cobram dívidas atrasadas: o lateral-direito Claudio Allax e o atacante Josiel. O valor cobrado por Allax não foi divulgado, mas é provável que tenha uma boa soma a receber, pois foi revelado nas divisões de base do clube e defendeu o time profissional por três temporadas. A audiência do jogador está marcada para 3 agosto. Quanto a Josiel, trazido para ser o comandante do ataque na Série C do ano passado, a pedida é de R$ 115 mil (salários não pagos) e a audiência será a 8 de agosto. Com a camisa do Paissandu, Josiel marcou apenas três gols em 11 jogos. Deixou Belém depois de ter criticado, via internet, as garotas da cidade, apelidadas por ele de “paquitas queimadas” devido ao cabelo pintado de louro.

Além de Allax e Josiel, o Paissandu enfrenta diversos litígios trabalhistas. Jóbson e Arinelson são os mais complicados, pois o clube já foi sentenciado a pagar altas somas (cerca de R$ 5,5 milhões) e não cabe mais recurso. O goleiro Alexandre Fávaro (abaixo) e o volante Sandro Goiano também cobram indenizações trabalhistas, mas os dois casos ainda estão em fase de instrução. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola) 

A blogofobia de José Serra

Por Leandro Fortes

A blogosfera e as redes sociais são o calcanhar de Aquiles de José Serra, e não é de agora. Na campanha eleitoral de 2010, o tucano experimentou, pela primeira vez, o gosto amargo da quebra da hegemonia da mídia que o apóia – toda a velha mídia, incluindo os jornalões, as Organizações Globo e afins. O marco zero desse processo foi a desconstrução imediata, online, da farsa da bolinha de papel na careca do tucano, naquele mesmo ano, talvez a ação mais vexatória da relação imprensa/política desde a edição do debate Collor x Lula, em 1989, pela TV Globo. Aliás, não houvesse a internet, o que restaria do episódio do “atentado” ao candidato tucano seria a versão risível e jornalisticamente degradante do ataque do rolo de fita crepe montado às pressas pelo Jornal Nacional, à custa da inesquecível performance do perito Ricardo Molina.

A repercussão desse desmonte midiático na rede mundial de computadores acendeu o sinal amarelo nas campanhas de marketing do PSDB, mas não o suficiente para se bolar uma solução competente nas hostes tucanas. Desmascarado em 2010, Serra reagiu mal, chamou os blogueiros que lhe faziam oposição de “sujos”, o que, como tudo o mais na internet, virou motivo de piada e gerou um efeito reverso. Ser “sujo” passou a ser um mérito na blogosfera em contraposição aos blogueiros “limpinhos” instalados nos conglomerados de mídia, a replicar como papagaios o discurso e as diatribes dos patrões, todos, aliás, alinhados à campanha de Serra.

Ainda em 2010, Serra tentou montar uma tropa de trolls na internet comandada pelo tucano Eduardo Graeff, ex-secretário-geral do governo Fernando Henrique Cardoso. Este exército de brucutus, organizado de forma primária na rede, foi facilmente desarticulado, primeiro, por uma reportagem de CartaCapital, depois, por uma investigação do Tijolaço.com, blog noticioso, atualmente desativado, do ministro Brizola Neto, do Trabalho.

Desde então, a única estratégia possível para José Serra foi a de desqualificar a atuação da blogosfera a partir da acusação, iniciada por alguns acólitos ainda mantidos por ele nas redações, de que os blogueiros “sujos” são financiados pelo governo do PT para injuriá-lo. Tenta, assim, generalizar para todo o movimento de blogs uma realidade de poucos, pouquíssimos blogueiros que conseguiram montar um esquema comercial minimamente viável e, é preciso que se diga, absolutamente legítimo.

Nos encontros nacionais e regionais de blogueiros dos quais participo, há pelo menos três anos, costumo dar boas risadas com a rapaziada da blogosfera que enfrenta sozinha coronéis da política e o Poder Judiciário sobre essa acusação de financiamento estatal. Como 99% dos chamados blogueiros progressistas (de esquerda, os “sujos”) se bancam pelo próprio bolso, e com muita dificuldade, essa discussão soa não somente surreal, mas intelectualmente desonesta. Isso porque nada é mais financiado por propaganda governamental e estatal do que a velha mídia nacional, esta mesma que perfila incondicionalmente com Serra e para ele produz, não raramente, óbvias reportagens manipuladas. Sem a propaganda oficial do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e da Petrobras, todos esses gigantes que se unem para defender a liberdade de imprensa e expressão nos convescotes do Instituto Millenium estariam mendigando patrocínio de açougues e padarias de bairro para sobreviver.

Como nunca conseguiu quebrar a espinha dorsal da blogosfera e é um fiasco quando atua nas redes sociais, a turma de Serra tenta emplacar, agora, a pecha de “nazista” naqueles que antes chamou de “sujo”. É uma estratégia tão primária que às vezes duvido que tenha sido bolada por adultos. Um candidato de direita, apoiado pelos setores mais reacionários, homofóbicos, racistas e conservadores da sociedade brasileira a chamar seus opositores de nazistas. Antes fosse só uma piada de mau gosto.

Pantico chega e começa a treinar

Anunciado na segunda-feira como novo reforço do Paissandu para a disputa da Série C, o atacante Pantico, de 31 anos, foi apresentado na manhã desta terça-feira na Curuzu e já iniciou treinamentos. Assim como o meia Washington, vindo da Catanduvense, Pantico será submetido a exames antes de assinar contrato com o clube. Piauiense de Oeiras, Pantico já rodou por vários clubes brasileiros.

A lista é extensa: 2003 – São Caetano (SP), Oeiras (PI) e Caxiense (MA); 2005 – Quixadá (CE) e River (PI); 2006 – Parnahyba (PI) e Vitória (BA); 2007 – Barras (PI), Bahia (BA), Vitória da Conquista (BA) e Bragantino (SP); 2008 – Flamengo (PI) e CRAC (GO); 2009 – Icasa (CE) e Brusque (SC); 2010 – Joinville (SC) e Brusque (SC); e 2011 – Caxias (RS) e Metropolitano (SC). Além da parte física, Pantico se movimentou com bola no coletivo realizado na Curuzu. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Tribuna do torcedor

Por João Roberto Moscoso (joaomoscoso@yahoo.com.br)

Foi ridícula a declaração do jogador Robinho que atua hoje no maior rival hoje ao setorista Dinho Menezes que faz a cobertura daquele clube, o jogador disse que o jogo entre PSC e Águia, hoje é um clássico maior que o RE x PA no futebol da região. O que posso dizer, NUNCA. Um clube que não tem nenhum título representativo ao futebol paraense nunca poderá ser comparado com a grandeza do Clube do Remo e a declaração deste jogador representa sua infelicidade. A ignorância da pessoa mostra onde ela pode chegar. Procure ser feliz, infeliz. 

Punidas pelo sexo: a olímpica e a congressete

Por Xico Sá

Duas mulheres; uma injustiça e meia. As duas perderam a vez pelo mesmo motivo moralista: o sexo. Defendo uma por inteiro. Defendo a outra pela metade. Comecemos pela meia-defesa: Denise Leitão Rocha (aí acima bem à vontade na foto do Facebook), a ex-assessora jurídica parlamentar do senador Ciro Nogueira (PP/PI).

Nogueira, como os amigos piauienses sabem, não tem lá essa reserva moral toda. O membro da CPI do Cachoeira demitiu a congressete depois que um vídeo de sexo da moça – com um suposto namorado – vazou na rede.

Vivemos a era do suposto. O suposto ladrão. O suposto amante. O suposto escândalo. O suposto jornalismo. A garota é amiga de sua excelência o deputado Romário (PSB-RJ). Ponto a favor. A garota quer subir na vida. Nada contra. A garota pode até ser oportunista qual o ex-atacante na área e ter cavado uma capa de “Playboy” como quem busca um pênalti .

O oportunismo, reza a cartilha liberal, é um princípio limpo, legalíssimo. A ironia é ser demitida por um simples, livre e prazeroso ato sexual em meio à sacanagem explícita do Congresso. Se a moça é uma “mexerica” ou não, o errado é quem a contrata. Não a julgo por isso.

“Mexerica”, como tratamos aqui neste antigo post do blog, é um tipo de gostosa-padrão contratada pelos parlamentares, em cargos de confiança, para enfeitar o gabinete, livre de expedientes mais pesados, se é que você me entende. Denise não leva minha defesa completa. Cargo de confiança não é crime, mas da forma que é feita no Congresso, tenho -para ser educado- imensas dúvidas. Não é de toda inocente, mas jamais a julgaria pela saudável prática caliente do sexo.

No caso de Iziane não. Tremenda injustiça ser cortada da seleção feminina de basquete na véspera da Olimpíada. A acusação: dormiu com um namorado no tour da equipe pela França. Um rapaz, pelo que se sabe, até ligado ao mundo esportivo e à vida dos atletas. Em que isso comprometeria o desempenho da moça em futuras jornadas na quadra?

A atleta maranhense foi sacaneada. Ah, descumpriu as regras, argumentam os chefes da menina. Aposto que acordou mais feliz, naquele clima romântico francês, e disposta a ser a grande jogadora de sempre. Duvido que cortassem um macho, em quaisquer esporte olímpico, em ocasião semelhante!

O amigo há de argumentar: é uma atleta problemática. Conta outra. Então para quê convocaram? Caretismo.

E você, amigo(a), como julga?

E viva o Corinthians!!!

Atento às grandes revelações do esporte bretão, o blog escancara espaço para a monumental Fernanda Passos, representante corintiana ao concurso Musa do Paulistão 2012. Ao contrário do time campeão continental, mais chegado a uma retranca, a morena parece adepta de um estilo mais agressivo, de peito aberto. Por isso, Fernanda ganhou de ponta a ponta (epa) o concurso, provando por A + B que nem só de apito amigo vive o clube de Parque São Jorge.

Brincando com o perigo

Por Gerson Nogueira

Nosso maltratado futebol insiste em marchar na contramão da história. Participantes dos mais deficitários torneios nacionais, séries C e D, Remo e Paissandu se especializaram em montar plantéis envelhecidos, com média etária beirando os 30 anos. A consagrada fórmula de mesclar juventude e experiência não vale para a velha dupla, pois os garotos são apenas utilizados para compor elenco, raramente tendo chance entre os titulares.

O anúncio de novas contratações, que antigamente era pauta obrigatória dos jornais e emissoras de rádio, virou assunto rotineiro. Nem o torcedor se interessa mais. Virou um aleijão: basta ocorrer um resultado ruim para que os técnicos imediatamente peçam novos atletas.

Com base nessa política, o Paissandu vem cumprindo agenda de um reforço anunciado a cada duas semanas desde que a Série C foi iniciada. Antes da competição, já havia trazido 14 jogadores, dos quais somente cinco (Marcus Vinícius, Fábio Sanches, Régis, Fabinho e Kiros) jogam regularmente.

Agora, mais duas aquisições acabam de ser confirmadas: Washington, meia que jogou na Catanduvense e no Mogi Mirim, e o atacante Pantico, ex-Metropolitano. Em comum, o fato preocupante de que ambos estavam em clubes medianos da Série D e em disponibilidade, sendo que Pantico foi dispensado por deficiência técnica e mau comportamento extracampo. Os dois foram indicações de Roberval Davino, que ainda exigiu um novo goleiro.

A dúvida que surge na observação fria dessas transações é até onde vai a capacidade financeira do clube para trazer tanta gente. Por tabela, cabe indagar qual é a garantia de que são peças certas para suprir as necessidades, fato que, obviamente, o treinador não pode assegurar.

O Remo, sempre marchando ao lado do rival e irmão gêmeo, principalmente nos erros, vai pelo mesmíssimo caminho. Acaba de contratar mais um meia, Laionel, porque o anterior, Léo Medeiros, não passou firmeza. Não esquecendo que Medeiros foi trazido porque Ratinho não agradou ao técnico.

Além da novíssima aquisição, que só estará disponível para jogar (segundo o próprio) daqui a 30 ou 40 dias, o elenco foi inchado pela vinda do volante Márcio Tinga e pode chegar a quase 40 atletas, caso o veterano zagueiro Gladstone também seja incorporado ao grupo.

Tudo estaria bem se a gastança de agora não tivesse os desdobramentos que todos conhecemos. Para os técnicos, que vão e vem, a vida continua. Os gestores, porém, não podem fingir indiferença, pois sabem qual o destino final da conta (com juros amargos) a ser paga.

————————————————————–

Quando os jornais anunciam que Joel Santana, depois de muito balançar, finalmente despencou do cargo de treinador do Flamengo, a primeira coisa que me ocorre é que o técnico é o menos culpado pela atual situação do clube. Quem viu o jogo entre Cruzeiro e Flamengo, domingo, entende o meu ponto de vista.

O time não jogou mal, foi até superior ao confuso adversário, mas sofreu com a inépcia de seus atacantes. O exageradamente valorizado Wagner Love, R$ 400 mil mensais, desperdiçou várias oportunidades inacreditáveis. Pode até ser que Dorival Junior, o novo comandante, ajeite as coisas, mas terá árdua batalha pela frente: terá que convencer os boêmios atletas rubro-negros (Adriano inclusive) da importância dos treinos.

—————————————————————

O Remo não poderá ser responsabilizado pelo uso de marcas registradas por outros clubes, muito menos ser acusado oficialmente de plagiar campanhas de sócio-torcedor, como ameaça formalmente uma entidade de fiscalização da atividade publicitária no país. Ainda assim, o clube tem a obrigação de se preservar de iniciativas de terceiros, que, usando seu nome, exploram eventos e promoções. Instituições como o Remo não podem ficar à mercê de interesses comerciais particulares. Que o caso sirva de lição.

—————————————————————

Direto do blog

“Os dois ‘reforços’, assim como o Davino, vêm da rebaixada Catanduvense. Pantico foi dispensado da série D – nem pro Remo serviria. É o Paissandu desqualificando seu elenco! Vai deixar de usar a prata de casa para apostar nesses importados mais que duvidosos. Os mesmos erros!”.

De Carlos Lima, também inquieto com as contratações infindáveis.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 24)

A tentativa de Serra de intimidar seus críticos

Por Luis Nassif

Que José Serra é a mais perfeita vocação de ditador que a política brasileira moderna conheceu, ninguém duvida. Ninguém escapa dos seus arreganhos totalitários. Meu blog foi reconhecido pela Burson-Marsteller como um dos quatro blogs jornalísticos mais influentes do Twitter – o único independente. Tenho história no jornalismo econômico, premiações e reconhecimento público. A CEF anuncia no meu blog, assim como em outros blogs, inclusive críticos sistemáticos do governo.

Seu ataque à publicidade de estatais visa exclusivamente intimidar diretores de comunicação dos anunciantes. Sobre meu blog, os dados estão disponíveis aqui mesmo. Dos últimos 300 posts, 8 apenas foram sobre o mensalão, todos em decorrência da decisão recente do TCU (Tribunal de Contas da União) de considerar regulares as contas do BB no período Pizolatto. Cinco deles, reprodução de matérias de jornais. Duas deles, de leitores analisando o papel dos ministros do TCU.

Outros dois, minimizando o relatório do TCU: um, a nota do próprio TCU, outra, matéria do Globo informando que o Procurador Geral da República não se deixaria influenciar pela decisão do TCU. Em relação às eleições, 11 posts, dentre os últimos 300. Desses, 6 de jornalões e portais; um de site de esquerda; dois do blog, sobre a tropa de choque de Serra e sobre a foto ridícula dele no skate. Dentre os 11, um do Globo com Serra acusando os blogs. O que Serra pretende é calar qualquer voz crítica em relação a ele, como usualmente faz com jornalistas da própria velha mídia.