Meia uruguaio é o novo reforço do Bota

O meia uruguaio Nicolás Lodeiro, que estava no Ajax-HOL, é o mais novo reforço do Botafogo. O jogador esteve no Rio de Janeiro por cerca de seis horas nesta terça-feira, foi ao consulado regularizar sua documentação e já viajou para Londres, onde disputará as Olimpíadas pelo Seleção Uruguaia. O atleta também esteve na Polícia Federal e retirou seu visto de trabalho para os próximos dois anos. O rápido e apressado processo se deu por conta do fechamento da janela de transferências de jogadores vindos do exterior, que fecha nesta sexta-feira. Lodeiro tem 23 anos e começou a carreira no Nacional, do Uruguai, em 2007. Três anos depois foi vendido para o Ajax, da Holanda, onde atuou por duas temporadas.

E o Qatar vai dançar…

Que as escolhas da Rússia e do Qatar para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022 foram um escândalo nem é preciso dizer. Basta lembrar que a Inglaterra teve apenas um voto, além do dela. A investigação que só agora a Fifa anuncia que fará muito provavelmente manterá a sede de 2018 e limará a do Qatar do senhor Mohammed bin Hammam, expulso da Fifa e camarada de Ricardo Teixeira. Afinal, os qatarianos já pagaram quem tinham de pagar, não terão como exigir a devolução das propinas e verão a Copa pela TV, até porque seu tórrido país não é exatamente um bom lugar para receber uma Copa do Mundo. E Blatter tentará salvar sua pele, quem sabe encaminhando uma solução para inglês ver. E calar. (Por Juca Kfouri)

Ibope confirma liderança absoluta do DIÁRIO

Saiu a pesquisa Ibope para jornais e emissoras de rádio e TV no Pará e o resultado confirma a liderança absoluta do DIÁRIO DO PARÁ entre os jornais. Pelo sétimo ano consecutivo, o jornal aparece em primeiro lugar, ampliando seu índice de leitura entre o público leitor de jornal em relação à pesquisa de 2011, ultrapassando a marca de 280 mil pessoas. Ampliou também a sua cobertura no público AB em quase 40 mil novos leitores. O resultado confirma a empatia entre o jornal e a população, a partir de um jornalismo sério e comprometido com os interesses do Pará.

Na pesquisa de audiência de rádio, realizada na Grande Belém, no período de 18 a 25 de junho. Pelo 16º ano consecutivo, a 99 FM e a Rádio Clube do Pará lideram o ranking das FM e AM, respectivamente, com larga vantagem sobre as segundas colocadas. A 99 FM consegue alcançar em um único dia mais de 335 mil ouvintes e a Rádio Clube tem, de segunda a sexta, das 6h às 19h, 63% do mercado das AM – quatro vezes o que tem a segunda colocada, que é uma rádio evangélica. Já a Diário FM, também pelo 16º ano consecutivo, lidera o segmento das rádios voltadas para um público adulto de alto poder aquisitivo. Na pesquisa, a Diário FM tem quase quatro vezes a audiência da segunda colocada. (Foto: MARCO SANTOS/DIÁRIO)

Até quando?

Por Daniel Malcher

Num país que pretende organizar uma das melhores Copas do Mundo da era moderna – fase esta iniciada na Copa da França em 98 e pontuada pelas exigências titânicas e faraônicas de cadernos de encargo da FIFA e dos patrocinadores do evento; de estádios modernos e de arquiterura arrojada, e por isso de alto custo orçamentário –, organizar um jogo de divisões inferiores do campeontao nacional de futebol ainda é tarefa àrdua e contumaz na arte do improviso. Além disso, em que pese a modernidade invocada pela organização do Mundial que se avizinha, em termos esportivos estamos muito longe dessa tal modernidade, e as práticas dos envolvidos pofissionalmente e passionalmente (que é o caso do torcedor) no universo do futebol brasileiro e local remontam a tempos onde talvez nem se tinha ouvido falar no vocábulo “civilidade”.

Nem quero abordar questões até desgastadas de tão criticadas que são por aficcionados do esporte bretão e pela crônica esportiva, tais como o trato com o torcedor, o princípio ativo do negócio futebol, mas que na sua engrenajem (do negócio em si) é o maior prejudicado. Que os torcedores são tratados como gado (e gado de baixa estirpe), que pagam ingressos caros para serem alojados em estádios insalubres que mais parecem pardieiros do que arenas para a contemplação de práticas esportivas todos sabemos. Mas eles (ou pelo menos alguns seguimentos da massa torcedora) estão plenamente aptos a frequentarem arenas que comportam grandes públicos em eventos como este, um jogo de futebol de grande/médio apelo? Pelo que vi ontem no Mangueirão, creio que ainda não.
Pra começo e fim de conversa: as ditas (violentas e por isso proscritas) torcidas organizadas devem ser banidas dos estádios brasileiros e paraenses! E que me perdoem o palavreado chulo, mas que vão à merda os defensores dessas hordas sádicas e que costumeiramente legitimam suas presenças nos estádios e com elas simpatizam nas redes sociais ou em qualquer papo de beira de esquina pelo simples fato de que elas “agitam” o conjunto da massa torcedora nas arquibancadas. Somente os que nunca viram de perto o que eu e muitos outros torcedores presenciaram no Mangueirão na noite da última segunda-feira podem defender estes bandos organizados travestidos de torcedores.
A maior torcida organizada do Paysandu, useira e vezeira de práticas grupais violentas (como arrastões, quebradeiras em ônibus, gritos de guerra extremamente ofensivos e que tais) invadiu um setor das arquibancadas do Mangueirão (setor no qual me encontrava acompanhado de meu irmão) “somente” para desafiar com bombas e incitações à briga a torcida organizada (rival) do Fortaleza que veio a Belém. Uma vez que a torcida visitante estava ladeada por força policial, logo o efetivo ali presente foi também alvo das incitações da turba feroz. E a polícia, como se sabe, respondeu a estas incitações valendo-se do seu expediente padrão: cacetetes, balas de borracha e outros apetrechos para inibir a fúria dos contendores. A celeuma gerou um corre-corre nas arquibancadas que deixou muita gente (os torcedores genuínos, como sempre é claro) apreensiva, tensa e receosa de que aquilo adquirisse maiores proporções. Entre essa gente, muitos casais com filhos e até senhores e senhoras de idade considerável. O mais curioso, beirando a desfaçatez, é que ao correrem da reação policial, muitos membros da dita torcida organizada riam em meio aos demais torcedores notoriamente assutados como se tivessem realizado uma proeza. E para completar, ao final da partida, alguns descerebrados tentaram atingir o árbitro com garrafas e artefatos que, se forem relatados em súmula, podem prejudicar o clube nas jornadas vindouras com a perda do mando de campo.
Naquele mesmo instante, no calor dos acontecimentos, e mesmo após o clima abrandar, fiquei a me perguntar: até quando?

Quando certas torcidas organizadas serão de fato banidas dos estádios? Quando houver uma catástrofe? Quando iremos assistir a jogos de futebol e direcionaremos nossas frustrações e mesmo nossas revoltas contra a arbitragem somente com palavras (ou palavrões, que sejam) e não tentando alvejar o mediador mesmo o pior que seja ou por mais que ele tenha prejudicado nosso time do coração? Quando aprenderemos a torcer de fato? Quando seremos mais civilizados? Será preciso recorrer à higienização dos estádios para que certas práticas sejam mudadas e a tolerância com setores violentos das torcidas de futebol tenham fim? Se assim ocorrer, todos serão penalizados, inclusive o torcedor genuíno, aquele que vai ao estádio para exercer seu ofício… que é o de torcer, pura e simplesmente.

Joseph Blatter é a bola da vez

Enquanto cresce nas redes sociais o movimento para mudar o nome do estádio do Engenhão, oficialmente chamado de João Havelange, Joseph Blatter, o roto que fala do rasgado, pede que Havelange deixe de ser o presidente de honra da Fifa. O movimento pela mudança de nome do estádio propõe que o Engenhão passe a se chamar João Saldanha, botafoguense histórico e técnico campeão carioca pelo clube em 1957. Além do nome do João Sem Medo, outros botafoguenses ilustres são lembrados, como Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, e os jornalistas Armando Nogueira e Luís Mendes, além de Mané Garrincha, embora este já dê o nome do estádio de Brasília.

Já as últimas declarações de Blatter são claramente para tirar seu nome da reta, porque o Parlamento Europeu não o perdoa por ter acobertado por tantos anos as propinas que Havelange e Ricardo Teixeira receberam da falida ISL, na casa dos R$ 45 milhões. Os europeus não estão nem aí para Havelange$Teixeira, mas querem a renúncia do suíço Blatter para que a Fifa, de fato, comece a mudar a imagem suja que tem não é de hoje.

Os próximos lances prometem e não serão jogados nem no Rio de Janeiro, onde Havelange vive, nem em Boca Ratón, novo domicílio de Teixeira. O alvo agora está mesmo em Zurique, sede da Fifa, casa de Blatter. Até porque os patrocinadores da Fifa não estão achando graça alguma nisso tudo. (Por Juca Kfouri)

Público de 21 mil pagantes no Mangueirão

O jogo Paissandu x Fortaleza teve público pagante de 21.247, com arrecadação de R$ 412.890,00. Descontadas as despesas da partida, de R$ 99.928,05, restou ao Paissandu o valor líquido de R$ 312.961,95. Depois da partida, revoltada com a derrota, parte da torcida xingou e vaiou os jogadores, principalmente Tiago Potiguar. Outros torcedores lançaram objetos e bombas no gramado. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

A primeira decepção

Por Gerson Nogueira

Um gol logo aos 14 minutos do primeiro tempo foi suficiente para o Fortaleza quebrar a invencibilidade do Paissandu na Série C. Na estratégia do velho e manjado feijão-com-arroz, com marcação a partir de sua intermediária, o tricolor cearense controlou a partida sem grandes problemas e conseguiu manter o resultado apesar da perda de um jogador (Wesley) por expulsão ainda no primeiro tempo.

O Paissandu era melhor, mas conduzia demais a bola. Todos os meias e atacantes, com exceção de Kiros, insistiam no mesmo erro: tentavam vencer o bloqueio defensivo a partir de tentativas individuais. Às vezes, isso até funciona, mas geralmente os zagueiros levam a melhor.

Potiguar era o mais insistente (e irritante) nesse tipo de lance improdutivo. Harisson, pouco inspirado, não conseguia criar e o ataque ficava dependendo de cruzamentos para Kiros. Bem vigiado, o centroavante não conseguiu jogar.

Contra um time fechado, objetividade é fundamental, mas foi a virtude que mais faltou à equipe de Roberval Davino. Na condição de um dos últimos colocados na competição até ontem, o Fortaleza se resguardava e permitia pouco espaço para as manobras do Paissandu. Acabou premiado aos 15 minutos. Em cochilo de Leandrinho, veio uma rápida troca de passes entre Jailson e Rafinha, que fizeram a bola chegar para a finalização de Waldson.

Como exagerava na retenção de bola, sem agilizar a infiltração, o Paissandu rondava a área, mas esquecia de chutar. Foram raros os disparos ao gol de Lopes, cujo hábito de espalmar todas as bolas nem foi bem aproveitada.

Para agravar ainda mais o quadro, diante da dura vigilância do Fortaleza, o Paissandu resolveu concentrar esforços nas jogadas pela direita com Pikachu. Atento, Vica congestionou bem o corredor e não deu brechas ao jovem ala bicolor.

No intervalo, Davino tirou Ricardo Capanema e Harisson. Entraram Héliton e Régis. O técnico visava aproveitar a vantagem numérica criada pela expulsão, injusta, do meia Wesley nos instantes finais da primeira etapa. O problema é que os erros continuavam. Muitos passes laterais e pouca agressividade. Com o passar do tempo, o time foi ficando mais nervoso e impaciente, abrindo brechas para o experiente armador Geraldo criar algumas situações perigosas.

Para aumentar a presença ofensiva do Paissandu, Davino substituiu Potiguar por Rafael Oliveira. A estratégia não funcionou porque o time continuava sustentando um domínio ilusório, mas sem qualquer criatividade para superar a parede defensiva do adversário.

A limitação técnica dos homens de meio-de-campo ficava patente pela repetição dos cruzamentos a esmo, buscando o marcadíssimo Kiros. Como previsto, os chuveirinhos foram neutralizados pelos beques e o Paissandu ainda teve Pikachu expulso, por simulação, aos 38 minutos. No lance seguinte, a defesa vacilou e Geraldo mandou um tiro na trave de Paulo Rafael.

Pela produção das equipes, vitória justa do Fortaleza, que ainda não tinha conseguido fazer gol na competição.  Do lado alviceleste, além da derrota em casa, um prejuízo duplo: Leandrinho e Pikachu não jogam contra o Santa Cruz, no Recife. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

A torcida, desacostumada de grandes conquistas nos últimos tempos, deu para fazer tolices típicas de criança mimada. Não se tem um jogo em Belém sem que os torcedores atentem contra os interesses do próprio clube, atirando objetos no gramado. Ontem, a história se repetiu. Revoltados com o resultado ruim, alguns descontrolados jogaram garrafas e bombas num aparente protesto contra o árbitro – que foi confuso e ruim para os dois lados, mas não interferiu no resultado.

Resta esperar pelos inevitáveis desdobramentos nos tribunais, depois que a súmula for encaminhada. Com o aspecto agravante de que o Paissandu é reincidente. A mesma situação aconteceu no jogo contra o Coritiba, pela Copa do Brasil.

Os organizadores do amistoso esperam inacreditáveis 35 mil pagantes hoje, no Mangueirão, para Remo x River Plate (Uruguai). Acredito, no máximo, em 5 mil torcedores presentes. A inutilidade da promoção e a histórica má vontade da torcida com jogos amistosos juntam-se a outro fato desanimador: a derrota remista para o Paragominas, no sábado. Sob o ponto de vista técnico, o confronto pode funcionar como teste para o novo Remo que Edson Gaúcho tenta construir. Por via das dúvidas, o meio-de-campo entrará mais fechado que ferrolho húngaro, com três volantes.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 17)