Empresário Ronaldo coleciona desafetos

A curta carreira de Ronaldo já rendeu ao Fenômeno uma coleção de desafetos. O episódio envolvendo a permanência de Paulinho no Corinthians aumentou a lista de gente irritada com o ex-jogador. As queixas partem de dirigentes, conselheiros e empresários. As principais reclamações são sobre o ex-jogador agir quase sempre como se fosse cartola do Corinthians e por ir contra os interesses de agentes dos atletas abordados por ele. Na última sexta, José Carlos Brunoro criticou Ronaldo por ser incoerente ao telefonar para o volante e trabalhar por sua permanência no Parque São Jorge. Incoerência pelo fato de o Fenômeno ter aconselhado Neymar, cliente de sua agência, a sair do Brasil.

O blog apurou que numa ligação para Paulinho, o ex-atacante assegurou que o volante conseguiria um salário superior aos R$ 300 mil oferecidos inicialmente pelo Corinthians. Ele trabalharia para isso. Paulinho acabou fechando por R$ 400 mil, R$ 100 mil a mais do que recebe o reserva Douglas. A irritação do Audax, dono de 45% dos direitos do volante idolatrado pela Fiel, acontece ao mesmo tempo em que conselheiros do Santos protestam contra o Fenômeno ser um dos responsáveis pelo marketing de Neymar.

Alegam que o principal jogador do time não pode trabalhar com alguém tão ligado ao rival Corinthians. Acreditam que ele sempre irá agir pensando no que é melhor para o alvinegro da capital. Como ao incentivar a saída de Neymar, que enfraqueceria um rival corintiano. A direção santista também já atacou publicamente o Fenômeno por aconselhar o jovem a ir para Europa. No Flamengo, Ronaldo teve participação no episódio que se transformou numa bola de neve e culminou com a saída de Ronaldinho Gaúcha da Gávea. A Traffic parou de pagar os salários do atacante após a 9nie, agência do ex-jogador, ganhar comissão por intermediar negociação de patrocínio na camisa rubro-negra. A Traffic viu seu acordo com o Fla desrespeitado.

Empresários e cartolas também enxergam um conflito de interesses e uma concorrência desleal com Ronaldo. Isso por causa da proximidade dele com o presidente da CBF, José Maria Marin. Ambos são colegas no COL. A alegação é de que o Fenômeno não poderia se envolver com atletas da seleção brasileira que devem estar na Copa de 2014. E de que sua proximidade com a CBF pode sugerir aos jogadores que com ele por perto fica mais fácil chegar ao time nacional. O blog telefonou para a assessoria de imprensa da 9nine. Ouviu como resposta que ele está viajando e não poderia ser localizado. (Blog do Perrone)

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