As fotos antes da “foto”…

Momentos que antecederam à célebre foto dos Beatles atravessando a rua em Abbey Road. Final da ensolarada manhã do dia 8 de agosto de 1969 em pleno verão londrino. Os registros históricos são do fotógrafo Ian MacMillan e captam os preparativos de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr para uma foto que se tornaria um ícone da cultura pop. (via página de Jokerman Belém no Facebook)

Todos querem Riquelme

A paixão xeneize não tem limites. Mais de 6 mil torcedores do Boca Juniors fizeram manifestação nesta segunda-feira em frente e dentro do estádio de La Bombonera, em Buenos Aires, pedindo que o ídolo Juan Roman Riquelme recue da decisão de abandonar o clube. O anúncio da saída aconteceu ainda em São Paulo, depois da derrota para o Corinthians na decisão da Taça Libertadores. Com bandeiras e camisas do Boca, os fãs agitavam cartazes e faixas de apelo a Riquelme. O jogador descansa fora da capital e amigos mais próximos garantem que ele não mudará de ideia. Clubes brasileiros, como Flamengo e Cruzeiro, são apontados como prováveis destinos do meia.

A frase do dia

“Quando eu tinha dez anos, chorei quando o Brasil saiu da Copa do Mundo (de 1986). No Suriname, as pessoas torcem para dois times: Holanda e Brasil. Cresci com o Brasil na minha vida. Joguei em Madri e era companheiro de quarto do Roberto Carlos. Foram quatro anos e nunca vi alguém falar tanto quanto o Roberto (risos). Ali aprendi a falar português. Venho direto nas férias. O Brasil está no meu coração”.

De Clarence Seedorf, agora jogador do Botafogo e brazuca honorário.

Apostas de risco no Remo

Por Gerson Nogueira
Edson Gaúcho estreou no comando do Remo com boa vitória sobre o Penarol. Cauteloso, fez pouquíssimas alterações na escalação para aquele jogo. Tomou atitude inteiramente diferente para o compromisso de hoje, em Boa Vista, contra o Náutico. Resolveu modificar por completo a escalação e a forma de jogar, afastando jogadores que eram titulares absolutos até bem pouco tempo atrás e apostando em outros que estavam encostados no Evandro Almeida. Mudanças são importantes e necessárias, principalmente em times que buscam conjunto e afirmação no início de competições.
O Remo está precisamente neste estágio. Perdeu referência depois do fracasso nas finais do Campeonato Paraense e ficou ainda mais desfigurado para a estreia na Série D. Gaúcho substituiu Flávio Lopes justamente para recolocar a casa em ordem. Tem autonomia para fazer todas as mexidas que considerar necessárias. Sob esse ponto de vista, acertou a mão ao trocar Adriano por Jamilton no gol. Acertou também em efetivar Léo Medeiros como titular da armação. Fez uma mudança temerária no ataque, apostando no estreante Mendes e barrando o também veterano Fábio Oliveira. A dúvida é se Mendes suportará 90 minutos. Quando defendeu Paissandu e Águia dificilmente atuava por mais de um tempo.
Causou surpresa, porém, ao sacar o zagueiro Edinho, o mais regular dos homens de defesa do Remo e que teria perdido a titularidade ao errar um passe durante o treinamento. Mais espantosa ainda foi a opção por Ávalos, cuja contratação foi contestadíssima no Baenão e que até agora não justificou escalação. Enquanto valoriza o veterano zagueiro, Gaúcho – como Lopes – deixa de lado o jovem Igor João, jogador promissor e que chegou a ser aproveitado no returno do Parazão. Como a escolha veio logo após o último coletivo, o técnico merece o benefício da dúvida, mas quem acompanha a produção de Ávalos nos treinos mantém o pé atrás.
Outra aposta de risco é o recuo de Edu Chiquita para guarnecer a cabeça de área ao lado de André. Contra o Penarol, Chiquita apareceu bem como meia avançado, mas ficou evidente que não tem cacoete de marcação, nem fôlego para aguentar correria. A saída de Jhonnatan, figura mais regular do Remo no certame estadual, implica em sobrecarga para André. Fiquei com a sensação de que Chiquita deveria ficar no quadrado de meio-campo, mas Reis deveria ter sido o sacrificado. Enfim, o técnico tem o time (e a sentença) na cabeça. Acima de tudo, sabe que o Remo precisa vencer hoje para voltar à condição de líder no grupo e reafirmar a condição de favorito à classificação.
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Depois de uma rápida olhada na escalação do Náutico, um detalhe chamou minha atenção. Fosse eu o técnico do Remo estaria deveras cabreiro com o lateral-direito Ari Marrento. Com esse sobrenome-adjetivo, está na cara que o cidadão não é de temer cara feia e é bom que o Remo se acautele em Boa Vista, evitando desafiá-lo além da conta. Cabe, por via das dúvidas, vigiá-lo de perto nos avanços, pois laterais com essa característica costumam dar trabalho.
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A melhor das notícias para Roberval Davino pode se transformar em dor de cabeça na montagem do time para o próximo jogo, contra o Fortaleza, segunda-feira. Alex William, o armador que o técnico trouxe para organizar o Paissandu em campo, deve voltar aos treinos hoje, depois de várias semanas sem se movimentar com bola, após sair contundido do Re-Pa caça-níquel. Com Alex, Davino terá que alterar a configuração da meia-cancha, sacrificando Harisson, que foi decisivo na vitória de sábado em Sobral e pode mexer inclusive com o posicionamento de Tiago Potiguar. De qualquer maneira, com o time ganhando contornos definitivos, a prudência aconselha toda cautela na hora de mexer nas peças.

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Direto do blog
“É impressionante como as equipes vencedoras de torneios e copas ditam as regras no futebol. O Chelsea e o Corínthians estão fazendo escola. O Fluminense tem mais elenco que o Flamengo, mas o Abelão preferiu apelar para a retranca e garantir o resultado. O Flamengo não tem elenco e tem um treinador que é um verdadeiro jumento, mas quase consegue empatar com o Fluminense. Parece que 2012 está sendo o ano de consolidação desse modelo de retranca e pouquíssima ofensividade. Graças a Deus, a seleção espanhola quebrou essa tendência que quase vinga com aquele medonho futebol italiano. Espero que isso seja uma tendência, não um paradigma”.
De Cássio Andrade, sinceramente preocupado com o renascimento do futebol bate-estaca.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 10)