Choques de gigantes do futebol brasileiro

Por Juca Kfouri

Dois embates entre quatro gigantes brasileiros movimentam o futebol nacional e internacional. No nacional, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, que dá seus últimos suspiros antes de ser substituído pela nova arena gremista, um clássico que dominou parte dos anos 90 é o primeiro jogo das semifinais da Copa do Brasil, entre Grêmio e Palmeiras. E o tricolor gaúcho é favorito a tal ponto que, se duvidar, liquida a fatura antes mesmo do jogo de volta.

No futebol internacional, o mais antigo dos clássicos paulistas começa a decidir uma vaga na final da Libertadores. O Santos, também favorito embora em menor medida que o Grêmio, recebe o Corinthians na Vila Belmiro em busca do inédito, para o nosso futebol, tetracampeonato continental.

Anuncia que jogará completo, com Arouca e Ganso já recuperados, apesar de ainda haver quem aposte ser apenas um blefe. Já o Corinthians, atrás do título que lhe falta, não faz mistérios e confia no conjunto que lhe deu o último título brasileiro.

Se as semifinais da Copa do Brasil parecem limitadas às torcidas envolvidas na disputa, as da Libertadores extrapolam as massas de Santos e Corinthians, e a Fiel corintiana é tão superior que atrai contra si a maioria dos torcedores pelo país afora. É o preço que pagam as maiorias diante das minorias que lutam pelos menos direitos, coisa tão velha, e legítima, como a própria humanidade.

Retrato tão verdadeiro que, mesmo que todos reconheçam no Santos o melhor time, o papel de Golias fique para o Corinthians, na natural torcida pelo Davi. O curioso nisso tudo é que se para o Santos o Corinthians é o diabo, para o Corinthians diabos mesmo são o Palmeiras e o São Paulo.

6 comentários em “Choques de gigantes do futebol brasileiro

  1. O Juca viajou pesado nessa coluna.

    Santos Davi diante do golias curintia.
    só pode tá de brincadeira.
    pensei até que fosse um texto do Neto.

  2. E verdade Carlos Júnior, quem sabe ate o Juca Kfouri não seja também mais um corintiano roxo, ou então tenha a mesma criatividade do ex-craque Neto, que calado se igualaria ao Pelé, como um excelentíssimo poeta brasileiro.

  3. Mano nem deveria esquentar a cabeça com convocações. Só convocar o Neymar e mais o time do Corinthians que a seleção estará bem representada. Pra que ainda ficar testando?

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