Um teste e muitas lições

Por Gerson Nogueira

No terceiro Re-Pa do ano, o Remo repetiu a lerdeza do primeiro, quando foi derrotado por 2 a 0 e escapou de coisa pior. Naquela ocasião, no turno do Campeonato Paraense, Nad dirigia o Paissandu e venceu explorando a velocidade da garotada. Ontem, a apatia dos remistas foi confrontada com outro tipo de postura dos bicolores.
Ainda sem o necessário entrosamento, o Paissandu concentrou suas jogadas em Alex William, desde já candidato a maestro do time de Roberval Davino. Por ele, passavam todas as bolas. Quando alguma coisa não funcionava bem, bola para o armador e ele resolvia.
Do lado azulino, não havia essa tal figura, fundamental em situações normais de jogo e mais úteis ainda quando a equipe carece de conjunto. A desarrumação do Remo soou mais surpreendente porque Flávio Lopes mexeu menos na estrutura do que seu oponente Davino.
O Paissandu começou com seis novidades, uma a mais que o Remo. Em campo, porém, na distribuição das tarefas, os bicolores pareciam mais próximos e ágeis. Os azulinos davam a impressão de que tinham acabado de se conhecer nos vestiários.
Jhonnatan foi escolhido para culpado inicial pela fraca atuação coletiva, sendo sacado por volta dos 30 minutos. Lopes repetia atitude adotada com Tiago Cametá nas finais do Parazão. A torcida não aprovou a medida, até porque Jhonnatan não era o pior em campo. O rendimento do Remo não se alterou grande coisa com a entrada do novato Marcos Pingüim.
No segundo tempo, porém, a combinação de desentrosamento e cansaço foi decisiva para o resultado final. Se nos 45 minutos iniciais, o Paissandu havia perdido um punhado de oportunidades com Kiros e Pikachu, na etapa final Davino veio com Héliton para explorar a velocidade em cima da envelhecida zaga remista. Deu certo.
O jogo ainda era mais ou menos equilibrado quando a arbitragem assinalou pênalti em Pikachu, cobrado com cavadinha estilosa pelo novato Alex William. Lopes substituiu Fábio Oliveira por Joãozinho e Ratinho por Magnum, mas nada mudou no Remo.
A partir dos 20 minutos, a superioridade bicolor se transformou em bombardeio contra a meta de Adriano, que era o melhor do Remo até àquela altura. E continuou a ser mesmo quando sofreu o golaço de Héliton, jogada mais bonita da tarde, por cobertura, aos 25.
Nem houve tempo para reagir. Dois minutos depois, Potiguar cruzou para Leandrinho fazer o terceiro. O Paissandu esteve perto do quarto gol e o Remo não teve forças para sair do zero.
O balanço de chutes a gol é revelador: foram 13 tentativas do Paissandu contra 4 do Remo. Clássicos costumam ser surpreendentes, mesmo quando o calor da torcida não se manifesta, mas o placar não pode ser visto como tragédia pelos remistas, nem como glória suprema pelos bicolores. O teste precisa ser avaliado com atenção e serenidade.
Sobre o Paissandu, ficou a quase certeza de que o elenco precisa de pequenos ajustes para começar bem a Série C. No Remo, que desmontou o time do returno do Parazão, falta muito para arrumar a casa, até mesmo quanto ao condicionamento físico. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

 
Alex William, dos estreantes, foi disparadamente o melhor. Kiros não decepcionou. Os demais foram razoáveis. Na má atuação do Remo, ninguém se sobressaiu. Todos ficaram devendo. 
 
 
O impulso pela comparação é uma característica dos tempos modernos. Somos tentados a comparar todo tipo de coisa. Cantores, atores, atletas. Mas, convenhamos, é inadequado e precipitado comparar Neymar a Messi. O erro está na pressa em fazer de Neymar o supercraque que ainda não é e, ao mesmo tempo, rebaixar as qualidades óbvias que Messi possui.
Por ora, o melhor a fazer é usufruir, aproveitar cada momento que ambos proporcionam em nome da beleza do jogo. No futebol, como na vida, o tempo passa rápido, envelhece quando menos esperamos.
Garotos hoje, homens amanhã, senhores depois de amanhã. Messi, até ontem apenas um menino arredio, já é craque maduro. Neymar, moleque ainda, caminha para a maturidade de seu talento. Estou certo de que Messi ainda vai ser melhor do que é hoje, pois parece se importar exclusivamente com a bola. Será um fora-de-série, como Maradona no auge no Mundial de 2006 no México, quase como Pelé foi aos 28 anos na primeira Copa mexicana. Neymar será bem mais do que já mostrou e terá muita estrada a percorrer.
Bem afortunados são os argentinos, por terem um Messi para festejar. Bem aventurados somos nós. Depois da excepcional geração de Romários e Ronaldos, temos a bendita sorte de arranjar logo alguém para aplaudir – e esperar. Basta ter paciência.
Os 4 a 3 de sábado, em Nova Jérsei, foi acima de tudo um estupendo espetáculo de futebol de duas escolas muito parecidas em técnica e tradição. Foi também a demonstração de que Mano Menezes finalmente tem um time para chamar de seu. Perdeu, é verdade, mas quem não perderia para um craque endiabrado que vale por meio time?

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 11)

41 comentários em “Um teste e muitas lições

  1. Penso, Gerson e amigos, que aconteceu o que o Flávio Lopes previa e só consegue fazer uma previsão dessa, quem entende e muito do que faz. Flávio Lopes falou que deu uma função ao Jhonatan, para não deixar o Potyguar com liberdade e, nos melhores momentos, se viu um potyguar livre leve e solto, inclusive colocando o Yago na cara do gol, assim como alimentando o Alex Willian a toda hora, o que só foi corrigido, com a entrada do Marcus Pinguim.
    – Sobre o Jhonatan, assino embaixo o que falou um Jornalista, hoje, foi um Ingrato com o Flávio, que lhe deu toda oportunidade do mundo, coisa que nenhum técnico, inclusive local, mesmo esse passando 9 meses, lhe deu. Quem era Jhonatan, antes da chegada do Flávio Lopes? Nem na mídia seu nome era lembrado e, agora, é o Flávio que não presta, por ter tirado o mesmo do time. Vou te contar…
    – Os culpados pela derrota do Remo, são esses pseudos diretores de futebol, que se deixaram levar pela mídia, por não saberem como se planeja um time de futebol.
    É a minha opinião.

    1. Curiosamente, camarada Cláudio, os erros que Flávio Lopes enxergava no Jhonnatan acabaram permitindo a mesmíssima liberdade a Potiguar no segundo tempo. Não esqueça que os gols saíram quando o agora renegado Jhonnatan já não estava em campo. Fico imaginando o que estaria sendo dito se o garoto ainda estivesse no jogo quando o Papão construiu a vitória. Ao mesmo tempo, não seja injusto: todos, mídia inclusive, reconhecem que o Lopes foi o cara que prestigiou o Jhonnatan e deu espaço a ele no time. Justamente por isso ninguém entende essa pinimba repentina, a ponto de o técnico culpá-lo (naquele treino, pelo menos) pela derrota nas finais, sendo que o jogador estava fora do time por problema de saúde. Não exagere na demonização da mídia. Creia: sem ela, meu amigo, as coisas estariam em situação ainda mais caótica.

  2. O Remo está começando um trabalho e, devido ao adiamento da série D, mudou sua programação, privilegiando a parte física, logo, os jogadores estão travados, por isso não renderam o esperado. Uma coisa é você fazer um amistoso com um time amador e outra, é fazer uma preparação, fazendo um dos clássicos mais importantes do Brasil. É muito amadorismo, amigos.

  3. A Mídia, que teve a brilhante idéia e fez pressão para a realização desse clássico, é a que menos tem culpa, pois como já falei, eles vão sempre querer o que seja melhor pra eles, cabia sim aos diretores, principalmente do Remo, que estavam bem baixo do Paysandu, na preparação, saberem o que seria melhor para o Remo e não aceitarem esse jogo. Por isso falo que esses diretores do Remo, são os verdadeiros culpados por tudo. Flávio Lopes e os jogadores, foram vítimas da incompetência deles.

    – Já falei por várias vezes aqui, que diretor para fazer um bom trabalho em Belém, precisa bater de frente com a mídia, pois ele vai querer sempre o que for melhor pra ela e você, como Diretor, precisa saber e defender o que seja melhor para seu clube, o grande problema é que só sabe o que é melhor para o clube, quem entende de futebol, aí, amigos…. Te dizer…
    É a minha opinião.

  4. Achei que a tentativa foi válida pois os clubes precisam de grana.
    Quando atrasar o salário o treinador vai ser o primeiro a reclamar e dar desculpas de que os jogadores precisam de salário em dia pra ter tranquilidade na hora de jogar. que isso afeta rendimento…

    Eu acho é q esse FL é muito bom em dar desculpas esfarrapadas: Fala que não queria o jogo pq o time está em formação, só caros amigo, que nós estamos no que seria a 3ª ou 4ª rodada do campeonato. Como pode o cara agora dizer q o time não está pronto? O problema, penso eu, é que ele indicou jogadores velhos e sem condição física de jogar, e esses caras vão levar muito tempo pra ganhar preparo físico e técnico, se é que um dia eles vão chegar lá.

    Já falei aqui que esse técnico é retranqueiro. quando o remo precisa sair pro jogo tem sérios problemas pq não sabe criar. e pra completar o cara trouxe um monte de zagueiro e volante pro time e ninguém pra armação.

  5. Realmente a argumentação do Carlos Júnior faz sentido, se o campeonato não tivesse sido paralisado já estariamos na quarta rodada, portanto condicionamento fisico não pode servir de desculpas ou então o preparador fisico e o fisiologista o que estão fazendo afinal, não acredito que o resultado em si venha afetar o trabalho, assim como acho correto a realização do jogo em que serve para dar conjunto e entrosamento a equipe e nada melhor que um classico diferente de um time amador em que o clube tem a obrigação de vencer por ser profissional, se por acsso perder para um time amador pode mandar todo o elenco embora

  6. Se eu fosse remista, não estaria muitíssimo envergonhado pela derrota, mas sim pela declaração do técnico azulino quando disse que não vai jogar o próximo REPA, demonstrando um medo escandaloso. Isso sim é vergonha.

  7. Carlos Junior, Gilvan, tenho uma opinião um tantinho diferente da opinião de vocês. Primeiro que é fato que o time está mal condicionado fisicamente. Segundo que tal situação independe da rodada em que o campeonato da série “D” estaria sendo jogado para se corrigir. Afinal, jogadores como o Magno e outros que tem por lá, ao que tudo indica, precisam de um ano ou mais para entrar em forma física. Terceiro que com todo o tempo que está tendo o treinador não encontrou nenhum jogador qualificado na organização de jogadas no meio de campo para indicar para os diretores do Remo contratarem e preferiu o Magno e o Ratinho que sabidamente não vêm praticando o futebol que o Remo precisa (principalmente o Magno). Sei lá, parece que o treinador só conhece volantes e zagueiros… E na diretoria parece que tudo fica entregue àquele diretor Albany Pontes (pelo menos é o que se gaba na imprensa que conhece jogadores) que pelo jeito não conhece é nada de nada.

    Com verdade, a derrota é o que menos importa (é certo que não precisava ser dilatada como foi), eis que se trata de período de preparação. O que é preocupante é que o time segue com os mesmos problemas que apresentava na parcialmente malograda campanha do paraense: falta de imaginação no meio de campo, elevada média de idade, preparo físico deficitário. E o que é pior sem nenhuma perspectiva de melhora no médio prazo que há disponível.

    Em suma, me parece que a culpa pela situação difícil do ponto de vista físico-técnico-tática em que o Remo ainda se encontra desde o campeonato estadual, deve ser divida em partes iguais pelo treinador e pela diretoria. Sendo que na direção desta pende a maior carga, eis que é a quem compete fazer as melhores escolhas para o Clube desde o treinador, passando pelos jogadores, pela viabilização de alternativas para levantamento de recursos financeiros, chegando até ao vislumbre quanto ao melhor momento de enfrentar o maior rival.

  8. É diferente, amigo Gerson. Se o Jhonatan continua, o Remo já estaria perdendo desde o 1º tempo e, a quando dos gols do Paysandu, o time já estava mais que desgastado fisicamente, por isso, perdeu. Aliás, nenhum gol foi culpa do Marcus Pinguim. Um foi de pênalti, o outro foi falha de Marcação, na sobra de bola do Cametá nas costas do Paulinho e o outro, em uma falha individual do Santiago.
    Um bom técnico, não pensa no que os outros irão dizer pra fazer uma substituição, até porque sabe o que faz, por isso, penso que a mexida foi correta. Não existe um tempo determinado para um técnico fazer uma substituição.

    1. Não sei, mas admiro a coragem, de onde o amigo tira tanta certeza quanto a possibilidades num esporte pautado pela imprevisibilidade.

    2. Cláudio, futebol é um esporte tão generosamente vasto que permite qualquer tipo de leitura, mas não exageremos. Pode até não existir tempo determinado para substituir, mas existe um mínimo de bom senso para trocar um jogador, atribuindo publicamente a ele a culpa pelo mau rendimento. A isso, amigo, costuma-se chamar de repassar responsabilidades aos jogadores e isso um bom técnico normalmente não faz. Quanto aos três lances que resultaram em gols do Paissandu, a ausência de homens de cobertura foi mais do que evidente. E, insisto, a mexida foi irrelevante, tanto que com o soberbo Pingüim no gramado o Paissandu chegou aos 3 e poderia ter feito bem mais.

  9. “O que dar pra rir, dar pra chorar”, como diz o ditado. A postura de Flávio Lopes, desancando a realização do amistoso, é louvável e mostra uma leitura extra-campo muito interessante e até equilibrada, haja vista que um clássico, de muita rivalidade, jamais deve ser usado como jogo preparatório, a não ser que a disputa seja por competições oficiais. Não se vê, por exemplo, jogos como Flamengo x Vasco, Corinthians x Palmeiras ou Grêmio x Internacional como integrantes do calendário de amistosos de pré-temporada para estas equipes. Então, por que para Paysandu e Remo o clássico pode ser utilizado? É jogo esvaziado e sem sentido pelo fato de estarem em divisões diferentes e com flagrante desnível técnico. A rigor, portanto, o teste, caso servisse para analisar técnicamente as esquipes, seria mais útil aos azulinos do que aos bicolores, pois enfrentaram um adversário que está uma divisão acima.
    Quanto ao péssimo condicionamento físico azulino e a bronca do Flávio Lopes com o garoto da base, que se dê a César o que é de César. Como uma equipe em fase de preparação há mais de uma mês para disputar um campeonato nacional está tão mal fisicamente? Como Magnum, desde janeiro no clube, não consegue entrar em forma? Por que penalizar só o garoto da base, pois estava, segundo as palavras do nosso amigo Cláudio Santos, atuando mal pelo seu setor e marcando pior ainda um jogador bicolor, se o restante do time estava um horror também e om jogadores atuando ainda pior do que o garoto? Futebol não é coletivo? Pelo que eu entendo um pouquinho de futebol, no mundo todo não se marca mais no famoso estilo “homem-a-homem”, nem na Europa, onde tal premissa floresceu nos anos 70/80. Então por que só o Jonathan foi, digamos, “queimado” com a torcida? Por que não sacar também o Sosa, o André, o Pinguim e os demais indicados do treinador, tão piores quanto o garoto da base? É isso que não entendo destes treinadores de fora. Veêm um jogo que às vezes qualquer arquibaldo, por mais caolho que seja, não vê.

  10. Perguntas ao Sr Flávio Lopes.
    – Se a série D tivesse começado no dia 27/Mai, qual seria a desculpa? Pois com certeza o time deveria está na última colocação no seu grupo com esse futebol medíocre.
    – Esses zagueiros com características: lentos, travados e pesados, serão titulares durante a série D?
    – A torcida, sofredora, remista pode esperar o que desse time?
    Concordo com Gerson e Daniel, não dá para culpar o Jhonatan, pois enquanto este esteve em campo o placar estava 0 x 0. Na verdade todo o time do remo foi mal, e vai fazer vergonha para sua torcida na série D. Esse time não aguenta um ataque em velocidade, pois os laterais são fracos e a defesa é pesada, sem falar do meio-campo.
    Quanto ao Paysandu, deu um baile em campo, precisa melhorar alguns pontos, mais foi bem taticamente e tecnicamente. O Davino armou um time que dominou o meio-campo além de tocar bem a bola, com jogadores aparecendo para o jogo, querendo jogo, defendendo e atacando em bloco, não dando espaço. Tudo bem que o 2º e 3º gols sairam após uma ligação direta, chutão pra frente, mais chegou nos pés dos agéis jogadores que partiram para cima da lerda zaga.
    Voltando ao remo, com esse time não vai chegar nem na 2ª fase, ainda mais se o Rio Branco disputar a série D. Na verdade esse time já deveria está 70% pronto, porém não apresenta nem 40% de futebol decente.
    O remo tem que analisar a derrota e pensar em melhorar, e muito, não adianta culpar a imprensa esportiva, pois esta fez um bem a torcida remista mostrando realmente o time medíocre que vai disputar a série D. Quanto ao Paysandu, não se empolgar com a vitória e manter o foco no trabalho.
    Neste momento, o Paysandu está mais perto da B do que o Remo da C, fazendo uma comparação entre estas equipes.

  11. Égua Cláudio, sinceramente amigo… será que irias dizer o mesmo do garoto se o Flávio Lopes, ao invés de queimar o jogador, elogiasse sua postura ou prestigiasse o atleta deixando-o em campo? E com o Pinguim, sua análise seria a mesma caso fosse o contrário? Amigo, analise futebol menos apaixonado.
    A mesma coisa vale para o Davino. No meu entender, não há volante no Paysandu – e talvez no futebol paraense – melhor que o Billy hoje. E mesmo assim, o garoto, oriundo da base, e que foi um um dos mais regulares no irregular primeiro semestre bicolor, é banco dos indicados do badalado Davino.
    Isso Gerson, não é de hoje. Lembro que até certo tempo, meados da década de 2000, em tempos de Série A, os treinadores importados, uns até com grife (Wortman, Benazzi, Adilson Baptista, Kleina e etc), quando o negócio apertava no Paysandu, recorriam quase sempre a dois jogadores que, no fim das contas, resolviam a parada… a dupla local, Balão e Zé Augusto. Lembra dessas jornadas Gerson?

  12. Gostei que o Papão jogou com calção branco, pois acho que o uniforme fica mais bonito; fica a melhor combinação. Quando o short é azul, acho que fica feio.

  13. Dois toques para o Flávio e o amigo Claudio:

    1 – Futebol obviamente apresenta a possibilidade de vitória para um dos lados ou empate.
    Então não faz sentido não jogar o Clássico, se ele sabe que ia perder, era só aproveitar o jogo para tirar o maxímo de proveito do seu time tanto na parte tatica como tecnica.
    Pa-Re é o melhor jogo que pode ter na região Norte.
    No caso era só jogar ao favoritismo pro Paysandu e armar o time como franco atirador.

    Na verdade eu falo isso pois não entendo o que o Flavio quer.

    2- Ele disse que em nenhum lugar do mundo se faz clássico em meio uma preparação.
    Peraí, então porque o mano colocou a Seleção teoricamente olimpica pra enfrentar a Argentina sabendo que a mesma está disputando as Eliminatorias e supostamente tem em seu elenco o melhor jogador do mundo, além da própria Seleção alvi-celeste ser uma da melhores do mundo atualmente.

    * Na verdade o Flávio antecipou a culpa pela previsivel derrota para a diretoria, e esqueceu de treinar o time pra vencer o papão.
    Pois dava pra vencer sim.
    Pois eu já ví o Remo com times inferiores vencer o Paysandu.

    A verdade é que ele entra pra história como um tecnico que tem medo do Pa-Re.

  14. Édson 7×0,

    E tem outra que vi agora há pouco na tv e que não entendi do Flávio “Trapatonni” Lopes: reiterou, na sexta-feira segundo a matéria, que não estava de acordo com o Re-Pa, no que concordo por motivos por mim expostos em postagem acima e que são até similares aos motivos do treinador. Mas não concordei com a justificativa de uma derrota prevista por ele: disse que estava preparando a equipe para uma competição, não para um jogo importante como o Re-Pa. Como assim cara-pálida? É uma contradição. Quer dizer então que amistoso, em que pese ser um Re-Pa, agora é mais difícil do que jogos valendo três pontos? Se a equipe foi mal num amistoso, como se sairia então num confronto de certame valendo classificação? Se sairia melhor? Ah se essa declaração tivesse partido da boca do Válter Lima, do Charles, do Lucena, do Samuel Cândido, do Cacaio ou do Sinomar “Noves”… coitados, seriam execrados, como de praxe.

  15. Estatística do clássico

    o remo tem 27 vitorias a mais , sendo que a diferença de gols é de apenas 9

    Se contarmos só os classicos do séc. XXI ( de 2000 pra cá )
    o Paysandu teria 2 vitórias a mais

  16. Claudio, sempre te elogio e admiro tua visão dos jogos, mas na hora de defender certas figuras tu ficas sem argumentos convincentes. Esse FL é técnico comum, que tira o corpo fora, e por isso vai se queimar com o elenco, com a torcida e com a diretoria. Remo em apuros.

  17. Não fui ao jogo, mas questionei alguns amigos (azulinos e bicolores) que estiveram no Mangueirão e todos foram unânimes em dizer que ambas as equipes deixaram a desejar. Muitos torcedores deram graças a deus pelo adiamento do campeonato devido à má condição de nossos dois times, mas parece que o problema de Remo e Paysandu não é exatamente tempo e sim a baixa qualidade de ambos.

  18. Acho que a CBF deveria fazer valer a regra de que seus clubes filiados que recorressem à justiça comum estariam eliminados. Simples assim (agora que a coisa já se extendeu, é que agirão). E portanto o campeonato já deveria ter começado. Tomara que começe logo no próximo fim de semana.

    Essa do técnico do Remo dizer que o time não tá pronto é complicado, pois se a série D já tivesse começado a 2 fins de semana ? Digo o mesmo para jogadores do Payssandu que sentiram cansaço na partida de ontem.

  19. Espero que o Csergio Cabeça não entre no oba oba da imprensa e de partes de sua diretoria, pois o Flavio Lopes demonstrou ser um bom técnico para o momento, independente do último resultado. Seu erro foi não ter mantido a base anterior e querer emplacar gente sem ritimo de jogo e sem entrosamento.

  20. Está no twitter do Wellington Campos:

    “CBF e STJD deixam claro: enquanto existir liminar na justiça comum os campeonatos séries C e D não começam.”

    Infelizmente, ainda tem muita água pra passar por baixo da ponte.

  21. O primeiro, com muita antecedência, a reconhecer a superioridade bicolor foi o técnico Flávio Lopes do Remo que quis evitar o encontro, embora essa de o time remista não estar preparado é desculpa barata.

  22. Vamos ver os desdobramentos. Cláudio, o futebol, justamente por nao evoluir como esporte coletivo e por ser praticado com os pés ser um esporte inferior nao tem previsibilidade. Vai daí meu amigo que respeito seu cartesianismo e nesse contexto dou validade a seus argumentos. Parabéns por sua ortodoxia. Nos da a ilusão de pensar o futebol na boa ciência do esporte.

  23. O Remo precisa é de um bom gerente e que seja também treinador para fazer as contratações de acordo com as necessidades do time, que saiba inclusive, garimpar talentos pelo interior do estado. O que está acabando com o Remo é o imediatismo desses dirigentes amadores.

  24. Uma derrota em um amistoso para o tradicional aversário é suficiente para abalar as estruturas do Remo?
    O Remo precisa é subir para a série C, pouco importa ser derrotado pelo tradicional aversário neste momento.
    O Remo precisa de profissionalismo, chega de amadorismo. Estão pensando em contratar outro técnico? aí vem o amadorismo novamente.
    Quanto tempo ainda teremos uma torcida de série A e um clube de série D ou fora de série?
    Sugiro que os dirigentes torcedores cedam seus lugares aos dirigentes profissionais. Lugar de torcedor é na arquibancada.

  25. No meu comentário ao qual fiz antes não dei importância ao resultado em si, mas a disculpa de mal condicionamento fisico, vejamos bem uma equipe quando se prepara para uma pré temporada é em média trinta dias para adquirir o condicionamento fisico e existe atletas que estão a quase um ano no clube e ainda não conseguiu (segundo alguns comentários postados aqui), o FL está a frente da equipe a mais de trinta dias, fica a pergunta o què será que estão fazendo o preparador fisico e o fisiologista da equipe?

  26. Gilvan, o péssimo condicionamento físico da maioria dos integrantes do elenco do Remo não é desculpa, é fato.

    Todavia, é um fato que responsabiliza mais ainda a diretoria do Clube pela inépcia no exercício de suas atribuições e o próprio técnico por mandar pro jogo atletas totalmente fora de forma. E tal responsabilidade não é exatamente pela derrota, e, sim, pelo péssimo desempenho que o Remo está arriscado a ter na série D caso a competição comece em breve. Exemplo lapidar de um e de outro casos é o Magno que está no Clube desde o início do ano e nunca entrou em forma e pelo jeito ainda vai precisar de mais 6 meses para tal. Este não devia nem ter sido recontratado. Outro exemplo é a contratação de jogadores que de há muito estão parados e/ou a utilização de jogadores que mal chegaram ao Clube e ainda estão acima do peso. Aliás, o treinador parece que fez de propósito para que todos vissem que ele tinha razão em discordar da realização do jogo.

    Em suma: o Clube do Remo não tinha ainda condições de realizar qualquer jogo em ritimo de verdadeira competição, pois seus jogadores dentre outras limitações não estavam preparados fisicamente. Mas, o rival não tem culpa da inapetência da diretoria, tampouco do gênio irascível do treinador e fez o que teria feito o Remo se a situação fosse oposta.

  27. Claúdio é Celso Teixeira ou Ferdinando Teixeira, no caso se for o Ferdinando ele encerou a careira de técnico para se dedicar a sua empresa (locação de onibus para turismo).
    Antonio Oliveira por isto fiz a pergunta o quê realmente está fazendo o preparador fisico e o Fisiologista que são pagos para esta finalidade, há não ser que os atletas durante a noite coloque todo o trabalho diurno a perder só pode ser esta a explicação e se por acasso for isto deve-se arrancar o mal pela raiz.
    Sim Claúdio veja só como é futebol o Roberto Fernandes que teve uma passagem meia delicada ai em Belém aqui ele está se dando bem no América de Natal, inclusive é vice lider da serie B e está invicto com 04 vitórias e um empate pode um negócio desse.

    1. É a tal imprevisibilidade do mundo da bola, Gilvan. Fernandes, que não é mau treinador (tem muita gente pior…), deve ter acertado a mão e o América vai bem na competição. Esta é a graça da coisa. O futebol, felizmente, não é cartesiano.

  28. É o seu pupilo(rsrs) Ferdinando Teixeira, fiz confusão. Foi apenas uma brincadeira com o amigo. Quanto ao Roberto Fernandes, aguarde entre a nona e a décima rodadas e, me avise.
    – Dorival Jr, no Vasco, perdeu, se não me engano, as 4 primeiras partidas da série B, com o Vasco e, no final, foi campeão. Um campeonato de pontos corridos, amigo, quando afunila, mostra, com clareza, que se projetou corretamente, por isso que o sistema de pontos corridos, é o mais justo. Anote

  29. Gerson acredito que o motivo tenha alguma coisa haver com contratação, aqui ele não teve a oportunidade de indicar digamos os seus homens de confiança, até mesmo porque quando chegou no meio do campeonato estadual não podia fazer contratações, inclusive foi campeão estadual depois de oito anos se salvo não mim engane e os reforços que chegaram para o brasileiro foram atletas com passagem pelo clube, como exemplo o centroavante Lúcio Curió, que foi revelado pelo proprio clube e estava no futebol Europeu e foi repatriado, agora Claúdio já que alguns comentam que o que falta ao Remo é um meia fica a dica de Berg que também atua muito bem de ala esquerda e pertence ao Bragantino e está emprestado ao ABC, mas a torcida não aprovou a contratação pois o mesmo jogou muito tempo no América o seu maior rival, assim como também o Didi Potiguar jogou em vários clubes do NE e participou do elenco do Itumbiara no ano do seu centenário ao lado de Túlio Maravilha e Denilson ele é meia atacante assim como atacante

Deixe uma resposta