Os vendedores de ilusão

Por Gerson Nogueira

Pelo próprio histórico, o torcedor paraense já devia estar vacinado para essas coisas, mas vive a se surpreender (em geral, negativamente) com os dois grandes da capital. Mas uma coisa virou regra sem contestação nos últimos anos, motivada pelo desespero em busca de vitórias e títulos importantes. Refiro-me à autonomia exagerada que é concedida aos técnicos importados. Volto ao tema em face das últimas providências anunciadas pelos velhos rivais.
É bom dizer que a liberdade desfrutada pelos treinadores é irrestrita e vale para qualquer um, seja Sérgio Cosme ou Nazareno, Giba ou Andrade. Essa distorção produz situações bizarras, como a contratação de times inteiros oriundos de um mesmo clube, em geral um obscuro aspirante à Série A20 ou A30 de São Paulo. É claro que são pouquíssimas as possibilidades de algum êxito, mas os dirigentes seguem acreditando.
Aliás, nos últimos seis anos, nenhum desses treinadores conseguiu a façanha de fazer o Paissandu sair do atoleiro da Série C ou resgatar o Remo do limbo. Em conversa mantida nos bastidores do programa Bola na Torre, no ano passado, o técnico Roberto Fernandes resumiu a fórmula que considerava mais adequada para tirar a dupla Re-Pa da indigência: nada de ficar apostando em novatos ou moleques vindos da base.
Fernandes foi sincero: os dois só voltarão a ser realmente grandes se investirem alto, buscando jogadores caros e técnicos mais inflacionados ainda. Observei que isso só seria possível se os clubes fossem ricos. O pernambucano, então, finalizou com uma sentença: ou os clubes se endividam, arriscando tudo, ou não saem do estágio atual.
Bem, pensei cá com meus botões baionenses, caso os times tragam atletas valorizados e em grande forma, os técnicos não precisam queimar neurônios para montar bons times. Ora, com bons reforços, qualquer aprendiz de feiticeiro pode executar o trabalho.   
A questão é que os clubes parecem estar agarrados aos conselhos de Fernandes – que, por sinal, fracassou redondamente na Curuzu. A cada temporada importam carradas de jogadores, no afã de resolver rapidamente um problema que não é tão simples assim.
Agarram-se, esperançosos, aos projetos dos técnicos que chegam prometendo montar timaços em três semanas. Quem aposta nisso está tão a fim de ser ludibriado quanto os incautos que caem no conto do paco.
Pelas minhas anotações, Belém recebe todo ano 40 boleiros encarregados de operar o milagre da transmutação. A maioria nunca jogou grande coisa, mas, segundo a fé cega da cartolagem, serão tocados por alguma luz divina e se transformarão em ases da bola, capazes de conduzir Remo e Paissandu ao paraíso.
Nesse sentido, Roberval Davino e Flávio Lopes não fogem à regra, nem podem ser crucificados. Repetem o receituário de Nazareno, Giba, Sérgio Cosme, Roberto Fernandes, Edson Gaúcho, Andrade e tantos outros. Acreditam mais nos veteranos encostados (alguns até contundidos) nos clubes de quinta categoria lá do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Olham com desconfiança para qualquer jogador com DNA amazônico e não têm tempo ou habilidade para lidar iniciantes, como já mencionei aqui outras vezes. Lembro de um fato que retrata bem essa tendência. Foi no primeiro jogo da decisão do Parazão entre Remo e Cametá. Lopes não esperou nem 20 minutos para substituir – e queimar – o lateral Tiago Cametá, que nem de longe era o pior do time. Jamais faria isso com um atleta vindo de fora.
Não adianta, porém, culpar os técnicos. O problema não está nas fórmulas previsíveis que eles defendem. O erro crasso é dos clubes, que insistem em repetir os tropeços de toda temporada. Precisam, acima de tudo, aprender a contratar.
 
 
O recorde de vitórias com pilotos diferentes numa temporada, seis nas seis primeiras corridas do ano, indica que a Fórmula 1 precisa mesmo tomar um banho de passado, no bom sentido. Quando os carros deixam de ser tão sofisticados e permitem um equilíbrio entre equipes, a emoção ressurge. Mais que isso: talentos naturais voltam a brotar.
O fator humano continua a ser o principal balizador de méritos no automobilismo, e não a tecnologia pura e simples. O papo parece nostálgico, mas é inegável que um campeonato com vários pilotos disputando o título é sempre mais contagiante.
 
 
A goleada estrepitosa que o Remo aplicou no São Paulo, time amador de Ananindeua, valeu pelo treinamento. O placar (10 a 0) não conta. Pelas informações dos companheiros da Rádio Clube, a formação titular começou bem, movimentando-se com rapidez. Acima de tudo, os reforços mostraram serviço. Ratinho, de volta ao clube, pareceu à vontade e Marcelo Maciel também exibiu desembaraço. Ambos fizeram gols e participaram ativamente das manobras. Jhonnatan e Reis confirmaram que são titulares inquestionáveis. E um outro bom sinal é a arrumação do meio-de-campo, que, para a estréia na Série D, já terá o retorno de Magnum e André. 

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 28)

31 comentários em “Os vendedores de ilusão

  1. Volto a dizer, é bom não confundir o que faz e fala um técnico ruim e, o que faz e fala um bom técnico, é bem diferente. Em mais de 100 anos de Remo e em quase 100 anos de Paysandu, o que esses times ganharam, com técnicos baratos em seus comandos?Nada.
    – Não é porque um técnico não deu certo, que tudo que ele falou, não se possa aproveitar. Nasareno disse, certa vez, que para Remo e Paysandu serem considerados grandes, teriam que ter técnicos de 200 mil pra cima. Acredito que o vaor, foi por força de expressão, mas concordo que times de massa, da grandeza de Remo e Paysandu, precisam ter bons técnicos em seus comandos.
    – Quando termina uma temporada, se diz(eu não): Agora, é contratar um técnico locai e fazer amistosos pelo interior. Penso que, aí está o grande erro desses dois times que, por não terem em seus departamentos de futebol, pessoas que entendam de futebol, aceitam fazer um absurdo desses. Aí, nesse momento, começa o fracasso, que todo ano Remo e Paysandu apresentam.
    – Times grandes que saíram dessa “idéia” do bom, bonito e barato e, que estavam bem atrás de Leão e Papão, hoje, investem alto(e muitos nem tem a massa torcedora desses 2 times) e, por isso, ou estão na série B, ou na série A.
    Times grandes e de massa, o investimento tem que ser alto na comissão técnica, para colher os frutos desejados, tanto na base, como nos jogadores locais. Exemplos? Betinho(Giba), Jhonatan(F.Lopes), Moisés(Barbieri),….. Outros que fogem desses bons técnicos, é que são destacados com a bola nos pés e, se revelam independente do técnico(são raros) mesmo sem nenhum fundamento: Yago, Thiago Costa, Billy, Neto….

    – Contratar um técnico qualquer e dar a ele um bom time, se assim resolvesse, porque se pedir a saída do Mano da seleção?

    – Um bom técnico, SEMPRE, será tudo num clube de futebol, desde que se dê a ele, tempo(3 meses no mínimo) e condições de trabalho.

    1. Cláudio e demais baluartes, informo que temos mais um IP sob análise, entregue às autoridades competentes: 187.23.106.30. Atenção para fakes como Jorge Malcher, José Jorge, Lucas Agripino, Agripino Walter, Adauto etc.

  2. Fui ao jogo treino e não entendi o motivo da renovação de contrato com o veterano e limitadíssimo jogador Edu Chiquita.

  3. Gerson,

    Falta profissionalismo. São muitos variáveis para formação de um bom elenco. Mais infelizmente os dirigentes agem pelo imediatismo, sempre apando fogo, não realizando um projeto e planejamento a longo prazo.

    As contratações não passam por um mínimo de critério. O Remo já possui 05 atacantes, sendo 04 de mesma caracteristicas (Marcelo Maciel, Joaozinho, Cassiano e o guri da base). E o time necessitando de pelo menos 02 meias dos bons.

    Sinceramente mais as vezes acho que o fator financeiro para contratação não existe diante de tanta incompetencia.

  4. Não se pode deixar de tributar essa estapafúrdia situação a quem de direito, em minha opinião os cartolas, inclusive o da FPF, ELES e somente ELES; caso lhes fosse imputado, cumprimento de lei semelhante à de responsabilidade fiscal, penso que sob as varas da lei, evoluiríamos, mas, contando com presidentes de clube, falastrões e fanfarrões, o que nos sobra é a ladeira abaixo… de bangueeeeeela.

  5. Treinadores meia boca, contratações em massa, jogadores de péssima qualidade, resultados pífios, desculpas esfarrapadas, e dupla RE/pa marcando passo longe daquilo que a massa torcedora espera, de fato, são ocorrências que já não deviam mais surpreender negativamente ninguém. Só faltou a Coluna destacar o endividamento dos Clubes, chaga do futebol paraense, a qual cada dia que passa cresce mas ainda, inclusive porque é diuturnamente escalavrada pelas contratações.

  6. Uma vez já escreví aqui que o que falta para os nossos tecnicos é personalidade.
    E resta saber se eles também tem conhecimento pra contratar.

    O Davino deve ter mil opções e talvez esteja indicando os melhores que estao dando no bolso do papão e que também os atletas contactados estão se dispondo a vim.

    Agora se o tecnico fosse um Charles, será que ele saberia indicar?
    Quando ele começasse a gaguejar no outro dia a diretoria contratava por conta própria e dizia tá aqui o time e dá o teu jeito, e o cara aceita.

    Um tecnico de fora se impõe, escolhe, veta, sabe usar sua personalidade.

    * Em relação a Formula 1, desde quando perdemos o Senna, não foi só o Brasil que perdeu a F1 como um todo.

    6 ganahdores diferentes demonstram como hoje não temos mais O PILOTO, e sim vários arremedos de pilotos, além dos organizadores terem que fazer de tudo pra evitar as falcatruas na mesma.

    1. Conto com a colaboração de todos os baluartes para inibirmos a ação de pessoas que não sabem conviver num ambiente de liberdade e transparência.

  7. Amigo Gerson, como vai?

    Pegando o gancho aqui da F1. Bernie Ecclestone parece ter aprendido com o erro crasso da primeira metade da década passado, quando ao lado do cupincha e primadona Luca Di Montezemolo, transformou a categoria em verdadeiro “Protetorado Ferrarístico”, crente que a criação falaciosa de um mega-campeão que viesse a pulverizar todos os recordes vigentes nas pistas na equipe mais famosa do planeta, resgataria a decrescente audiência da categoria ao redor do globo. Indices que com os anos se tornaram cada vez piores – diga-se – desde as aposentadorias de Piquet, Prost, Mansell e a morte de Senna.

    Com a reparação do erro estratégico cometido pelo dono da F1, o baixinho ambicioso e espertalhão, estamos vendo nos últimos anos, disputas cada vez mais acirradas pelo título Mundial, não só de Pilotos, mas de Construtores também. O que aliás, fez a fama da categoria ao longo dos anos 70 e 80.

    Já em 2006, vimos Alonso levar a melhor sobre Schumacher somente no último GP do ano, no Brasil.

    Em 2007, Raikkonem, Hamilton e Alonso disputaram o caneco também até a última prova, com a vantagem final de apenas 1 ponto do finlandês pinguço sobre os dois rivais.

    2008 foi ataque pra cardíaco, quando até a última curva de Interlagos, não sabíamos se o campeão seria Hamilton ou Massa!!!

    2009 viu domínio da primeira metade da Brawn, e na fase complementar da Red Bull, o que ajudou a manter a emoção até o fim do ano.

    Em 2010, Vettel, Webber e Alonso estenderam a disputa pelo caneco até o GP final, onde testemunhamos a primeira glória do imberbe tedesco.

    De lá pra cá, só mesmo 2011 fugiu a regra. E eu, que sou crítico contumaz da FIA, tenho que tirar o meu chapéu com a bem-vinda proibição do difusor soprado da Red Bull que tirou toda a graça do campeonato anterior. E agradecer, é claro, ao Kers e Asa Móvel, que transformaram as corridas em espetáculos, outra vez, emocionantes! 2012 está simplesmente sensacional!!!!

    Abração!

  8. Gerson, quanto ao clone e suas multifacetadas identidades a emergir de um mesmo IP, só posso acreditar piamente que deve ser algum torturador ou araponga do extinto SNI… em tempos de Comissão da Verdade, ele tá tentando driblar de tudo o que é jeito… rsrsrsrs.

    Quanto aos treinadores, tu está prenhe de razão Gerson. E aí vem a indagação, que beira um impasse quase que filosófico, tal qual aquele sobre a primogenitura entre o ovo e a galinha: nossos clubes carecem de recursos financeiros por não possuírem uma boa estrutura ou não possuem uma boa estrutura por carecerem de recursos financeiros?

    Quanto aos técnicos e suas tipologias e a relação destas com suas origens geográficas e naturalidades, é até difícil estabelecer, no futebol brasileiro nivelado por baixo dos dias correntes, quem é bom, mau, ruim ou excelente treinador, pois as equipes brasileiras jogam um futebol risível e medíocre, desde o “Pindamonhangabense”, passando por Paysandu, Remo e Tuna, até os badalados Corínthians e Flamengo.

    Diferentemente do nosso amigo Cláudio, não vejo que um técnico (sendo bom ou não) é tudo em um clube de futebol. Ele é um instrumento, ele deve fazer as equipes jogarem e jogarem bem. O clube sim, deve dar todo o aporte ao treinador e condições para que o trabalho seja bem executado. O que, no nosso caso particular (Re-Pa-Tu), é atrapalhar o menos possível. Dar tudo o que o treinador pedir? Depende… Suas pedidas são de onde? Jogaram onde? Quais seus estados físicos? Jogaram com regularidade? Quantas vezes ficaram “no estaleiro” nas últimas cinco temporadas? Quantos anos têm? São perguntas que, aparentemente bobas, demonstram o mínimo de cuidado e profissionalismo e que poderiam, caso fossem feitas no momento correto (o da contratação) poderiam evitar certos acintes à torcida, ao clube em todos os seus departamentos (financeiro, administrativo, jurídico…) e ao desempenho do time. Ou seja, falta critério.

    Penso que o papel de um bom treinador deve sim orientar seus jogadores. E orientá-los desde como se posicionar em campo até como dar um passe, meter a “rosca” numa bola, como cabeçeá-la ou então como batê-la de primeira. Ao contrário do que se pensa isso não se aprende só nas divisões-de-base. Se é perda de tempo, o que seriam então os improdutivos rachões ou “rodas de bobo” onde o que mais se vê é brincadeira e apostas com cacholetas na orelhas? Se os treinadores querem jogador pronto, então não deveriam nem treinar, e essa perspectiva reforça ainda mais a condição de “distribuidores de camisas” a qual os treinadores de futebol do Pará ou de fora se sujeitaram.

  9. Gerson, não vejo como a formula errada seja dos treinadores, mas sim dos diretores e presidentes dos clubes. Todos sabemos que o campeonato paraense não serve de parametro pro brasileiro. ok. mas também não dá para achar q logo q acabar o campeonato vamos contratar 5 a 6 jogadores diferencias pro campeonato e ainda contratar um bom técnico q nos levará ao exito. isso sim é vender ilusões. Temos é que contratar em novembro do ano anterior, treinador e jogadores,onde todos os jogadores tem seus contratos vencendo com seus clubes e ai sim formar um time forte e entrosar no paraense e ver aqueles q infelizmente não deram certo, isto tb pode acontecer, liberar e tentar outros jogadores. Agora, correr atras de tds após os estaduais é complicado.

  10. Concordo com Daniel os fundamentos não se aprende só nas bases a função do treinador é fazer com que os atletas aprendam a aprender

  11. – Hehe. Te dizer o amigo Marcelo “Giba” Maciel, Gerson…;

    – Amigo Édson, penso que o que falta para os nossos técnicos, como você fala, é conhecimentos táticos e,…..;

    – Gerson e amigos, pelo que venho acompanhando, ganhamos um bom comentarista de Fórmula 1. Valeu, amigo Israel;

    – Amigo Daniel eu me refiro ao time de futebol. De como ter sucesso, no futebol e, isso passa por um bom técnico, mas lógico que não é só isso;

    – Amigo Gerson, estamos todos do seu lado.

  12. Amigo Israel.

    Eu parei de assistir F1 logo após a morte de Senna.

    Depois me animei um pouco com alguns lampejos do Rubinho.
    Só que depois daquele “hoje não, hoje não, hoje sim, hoje sim…”, do Kleber, me desanimei de vez.

    Acho que aquela sequência de titulos do MS, também não foi legal pra F1. Até porque de quando em vez ele era beneficiádo.

    Mas realmente como disse o gerson no último parágrafo e vc também, se não tem O PILOTO, e tem vários disputando acaba sendo bom pra velha F1.

    Agora o que me deixa triste é saber que não temos um brasileiro sequer nessa disputa, nem em segundo estamos chegando.

    Vc vislumbra alguma coisa em relação aos brasileiros, ou não?

  13. Gilvan,

    Os europeus, até onde se sabem, trabalham isso a exaustão… por lá, aprende-se atá a dar carrinho (lembra da entrevista do Vampeta quando jogou pelo PSV?). Os treinadores podem até não meter a mão na massa nesse aspecto, mas como o staff técnico das equipes é imenso, alguém habilitado executa a tarefa junto aos jogadores. Aí, quando comparamos as equipes de lá com as do Brasil (partidas por aqui têm até 80 passes errados), ficamos com a impressão de que qualquer mediano de lá é um fora-de-série, quando na verdade o camarada apenas domina de forma satisfatória os fundamentos básicos do esporte.

  14. Amigo Édson7X0Eterno!,

    E muito difícil neste momento vislumbrar qualquer aspecto positivo em relação aos brasileiros na F1. Felipe Massa, já mostrou mais de uma vez que é capaz de vencer corridas e de disputar um título tete-a-tete se tiver carro para isso. Mas, creio que já ficou claro para todos que acompanham a categoria, que hoje a Ferrari, assim como nos tempos do alemão Schumacher, tem dono. E esse dono se chama Fernando Alonso.

    Em parte pelo acidente que sofre com a mola de Rubens (quem ousaria dizer que isso não lhe afetou?) e outra por culpa e/ou escolha da própria equipe italiana, o brasileiro foi indubitavelmente relegado a condição de segundo piloto no time de Maranello. Basta lembrarmos o famoso episódio do “Felipe, Fernando is faster than you. Do you understand?”. Em outras palavras: Ceda a posição!

    Ali a equipe minou a moral de Massa e qualquer possibilidade de reabilitá-lo como piloto de ponta. Acho que hoje, ele teria mais espaço para voltar a brigar por vitórias em outra equipe. Mas, infelizmente, suas possibilidades de vaga numa equipe de alto calibre é mínima. Vejo espaço pra ele somente em times médios como a Sauber (onde ele começou) e talvez Force India, com uma provável saída de Di Resta para substituir o heptacampeão na Mercedes já em 2013. A relação do escocês com a marca da estrela de 3 pontas é muita antiga. Tendo ele, vencido o DTM (Stock Car alemã) com a equipe em 2010.

    Quanto a Bruno a primeira coisa a se fazer é evitar qualquer comparação com o tio. Apesar de semelhantes fisicamente, são duas pessoas completamente diferentes. Imaginem a pressão natural que ele já sofre e que o próprio se impõe por ser sobrinho de quem é. Seu ano de Hispania não serviu de absolutamente nada, a não ser de expectador privilegiado das corridas. Mas, aquele resto de temporada na Lotus Renault em 2011 deve ter lhe trazido alguma bagagem.

    Penso que ele começou o ano muito bem, pontuando em duas corridas e logo abrindo vantagem na classificação do Mundial. Porém, as más posições no grid de largada vinham sendo um aspecto negativo. Entretanto, Bruno mostra ser bastante regular em prova. O que chamamos de “um bom trem de corrida”. Isso nele é salutar. Outro lado nesse interessante, é não se deixar levar pelos esquetes globais. Ele é sempre sincero e franco nas respostas, sem dramas. Admite erros e se posiciona.

    Resta sabermos como ele reagirá a brilhante vitória de Maldonado no GP da Espanha. Se ele tomará isso como um balde de água fria ou como algo positivo. “Temos um carro competitivo que me permite obter bons resultados”. A atitude dele tem de ser esta, caso contrário pode se deixar afetar pelo companheiro de box.

    No mais Edson, tenho como grande esperança para o futuro do nosso automobilismo, um jovem chamado Felipe Nasr, que ano passado ganhou a F3 Inglesa de lavada, com duas provas de antecedência, chamando a atenção dos grandes diretores e donos de equipe. Este ano ele está fazendo sua primeira temporada na GP2. Olho no moleque!

    OBS: Amigos, perdão pelos eventuais erros de acento. O teclado aqui está com problemas…

    Abração!!!

  15. Amigos,

    Uma correção. No trecho referente ao Bruno Senna, eu quis dizer: “Penso que ele começou o ano muito bem, pontuando em duas corridas e logo abrindo vantagem na classificação do Mundial em relação ao companheiro de equipe.”

    Abraço!

  16. Israel, parabéns pela análise.

    sempre fui muito fã da formula 1, e sempre gostei de assistir as corridas.
    mas confesso que a falta de um piloto brasileiro competitivo me afastou um pouco do esporte.
    Até me empolguei de novo com o massa mas depois daquele acidente com a mola (do mala do barrichelo) o massa caiu vertiginosamente de produção e estou desanimado de novo.

  17. É verdade e depois disso voltarei a ver F1, quem sabe não dá uma zebrinha e um brasileiro não seja o 7° vencedor.

  18. Não tem e nada para o Brasil, com esses barbeiros da formula 1, Felipe Massa e Bruno Senna – que a rede globo, quer por que quer, faze-lo nos moldes de seu finado tio tri-campeão da modalidade. É mais fácil o Barrichello vencer um corrida na competitiva formula Indi, do que essas duas pomadas conquistarem um vitória na formula 1.

  19. Gerson e Carlos Junior, agradeço aos elogios! Muito obrigado!

    Amigos, vejamos a F1 pelo espetáculo de corrida que ela pode nos proporcionar, especialmente este ano. Grids surpreendentes, bons duelos por posição, belas ultrapassagens, estratégias que mudam completamente o resultado final, etc… Se tem brasileiro na briga, melhor ainda. Mas, independente disto, acho que uma temporada ranhida, como se anuncia, já vale a emoção.

    André PSC, “essas duas pomadas” foi demais…rsrs

    Aliás, quanto a Indy, acho sim que Rubens pode vencer algum GP em circuito misto este ano. Acho que vai depender mais da KV, uma equipe em estruturação, com um carro de mediano para bom, que já andou cometendo alguns erros de estratégia tanto com ele quanto com Tony Kanaan este ano, vide a etapa da São Paulo 300… No mais, creio nossas maiores esperanças na categoria norte-americana continuam depositadas sobre os ombros de Hélio Castroneves.

    Abraço moçada!

  20. Gerson e Carlos Junior, agradeço aos elogios! Muito obrigado!

    Amigos, vejamos a F1 pelo espetáculo de corrida que ela pode nos proporcionar, especialmente este ano. Grids surpreendentes, bons duelos por posição, belas ultrapassagens, estratégias que mudam completamente o resultado final, etc… Se tem brasileiro na briga, melhor ainda. Mas, independente disto, acho que uma temporada ranhida, como se anuncia, já vale a emoção.

    André PSC, “essas duas pomadas” foi demais…rsrs

    Aliás, quanto a Indy, acho sim que Rubens pode vencer algum GP em circuito misto este ano. Acho que vai depender mais da KV, uma equipe em estruturação, com um carro de mediano para bom, que já andou cometendo alguns erros de estratégia tanto com ele quanto com Tony Kanaan este ano, vide a etapa da São Paulo 300… No mais, creio nossas maiores esperanças na categoria norte-americana continuam depositadas sobre os ombros de Hélio Castroneves.

    Um abraço moçada!

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