Remo anuncia mais três reforços

A diretoria do Remo confirmou na manhã deste domingo as contratações de Edu Chiquita (meia), Jean (volante) e Felipe Brizola (meia). Todos chegam com o aval do técnico Flávio Lopes, que, no programa Bola na Torre (RBATV) desta noite, admitiu que mais três ou quatro jogadores devem ser contratados até amanhã. O Remo pode inscrever oito atletas no returno do Parazão. (Com informações da Rádio Clube e assessoria do Remo)

Acredite, o futebol pode ser um espetáculo

Uma pequena galeria de fotos dos bastidores da decisão da Curling Cup entre Liverpool e Cardiff, neste domingo, na arena de Wembley, em Londres. Confirmação de que o futebol pode ser um programa elegante, acessível a todos e essencialmente seguro para famílias.

Família inglesa posa para fotos antes de ir para as cadeiras em Wembley.

Árbitro central e auxiliares conversam em reunião nos vestiários.

Chef de cozinha em ação no balcão de atendimento do Bobby Moore Lounge.

Jogadores do Cardiff chegam aos vestiários do estádio.

Funcionário dá os últimos retoques no “tapete” de Wembley.

Sob ameaça de extinção

Por Gerson Nogueira

Querem matar um craque – no caso, o único jogador incontestável nesse momento de curva decadente do futebol brasileiro, Neymar paga alto preço pela ousadia. A confiança no próprio taco faz com que não se intimide diante dos zagueiros carniceiros e da excessiva brandura das arbitragens.
Mostra-se desassombrado ao arriscar o drible em velocidade. É corajoso nas arrancadas em direção ao gol. O jogo que se pratica hoje não tolera tanto destemor. A intolerância se exprime de diversas maneiras. A diferença está apenas na intensidade e freqüência dos golpes.
Ao longo do tempo, a prolongada ausência de talento nos gramados pariu uma estranha inversão: ao craque é vedado exibir livremente seus recursos, pois isso parece ofender os despossuídos. Até mesmo os árbitros, que deveriam preservar os bons, bandearam-se para o lado dos infiéis, que desfrutam de ampla liberdade para matar e esfolar. No Brasil pentacampeão, apanhar em campo é o castigo por jogar mais que os outros.
Tradicional fábrica de craques, o Santos tem vasta experiência no assunto, desde os tempos de Pelé & cia. Investido dessa autoridade histórica, resolveu botar a boca no trombone para resguardar sua jóia mais preciosa.
Reúne imagens de jogos para repassar às principais instâncias do futebol a prova do crime: os times praticam acintosamente o rodízio de faltas para conter Neymar. É o velho artifício de usar vários jogadores para bater e, com isso, evitar advertências e expulsões.
Uma observação a respeito daquele surrado argumento de treinadores e jogadores violentos, segundo o qual a falta é recurso normal do jogo. Conversa furada. Falta é arma dos incompetentes, uma anomalia, jamais expediente legítimo.
Como o futebol é um esporte de choque, faltas são aceitáveis até certo ponto. Quando usadas deliberadamente para combater o talento, devem ser punidas com rigor. Federação Paulista de Futebol, Confederação Sul-Americana e Fifa receberão o dossiê santista, mas o bom senso recomenda que a CBF e os verdadeiros apreciadores do futebol também se aliem a essa cruzada. É uma luta maior, que diz respeito à sobrevivência do craque.
De temperamento altivo, o camisa 11 santista não teme a brutalidade. Tem resistido bravamente aos ataques. No meio da semana, contra o Comercial, recebeu dez entradas violentas sem que o árbitro mostrasse um cartão vermelho aos seus algozes.
Pelé, Garrincha, Zico, Ronaldo e Romário também sofreram marcação implacável e até desleal ao longo de suas carreiras, mas poucas vezes se observou tanta truculência contra um jogador como a que hoje ameaça Neymar.
Algo precisa ser feito, já, para que o melhor jogador brasileiro chegue inteiro a 2014.
 
 
No segundo turno do Parazão, o Remo de Flávio Lopes deve jogar assim: Adriano; Balu, Diego Barros, Sosa e Aldivan; André, Jonathas, Betinho e Marciano (Jaime); Fábio Oliveira e Cassiano.
Mais do que mudar peças, o técnico Flávio Lopes vem procurando modificar as características do time. Do estilo retraído e lento do primeiro turno, a equipe tem sido mais rápida nos treinos.
Reina um quase desespero nos arraiais azulinos, cuja temporada depende da conquista desta fase e do próprio campeonato. Cada jogo será uma decisão. As observações de Lopes renderam duas boas descobertas: Jonathas como volante e Betinho mais adiantado. E prestigiaram uma fracassada invenção de Sinomar: Cassiano como titular. Nem se pode dizer que o tempo vai mostrar os efeitos das mudanças. O Remo não tem tempo.
 
 
O Paissandu, ainda sob o comando de Nad, entra no returno com: Paulo Rafael; Pikachu, Douglas, Tiago e Jairinho; Vânderson, Billy, Robinho e Cariri; Adriano Magrão e Bartola (Héliton).
O torcedor foi compreensivo com o fraco primeiro turno, mas o Paissandu não passará pelo returno imune a pressões. O projeto que deu vez aos jogadores da base corre sérios riscos se o time não engrenar. É certo, porém, que misturar a qualidade dos reforços – Magrão, Harrison e Potiguar – ao ímpeto dos novos pode ser uma boa receita.   

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 26)

Cartolas dos clubes fogem da briga na CBF

Presidentes dos principais clubes brasileiros não querem ouvir falar sobre a crise envolvendo a possível saída de Ricardo Teixeira da CBF. O blog apurou que a maioria dos cartolas teme a fama de vingativo do presidente da confederação. E tem receio de entrar em atrito com a Globo no caso de escolherem o lado errado na briga. A maioria dos dirigentes não conta com informações seguras sobre se Teixeira vai de fato se afastar provisoriamente ou definitivamente do cargo. E há dúvidas sobre se José Maria Marin é mesmo o seu sucessor favorito (por ser o vice mais velho, o paulista é o substituto natural). Sem saber onde estão pisando, os cartolas preferem ficar longe do campo minado, que tem federações rebeladas de um lado e a Federação Paulista e Teixeira do outro. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia são alguns dos rebeldes.

Um dos receios é contrariar Teixeira e sofrer com a escalação de árbitros indesejados no Brasileirão e até na Libertadores. Em relação à TV Globo, a principal preocupação é o fato de já estar difícil conseguir antecipar cotas dos direitos de transmissão do Nacional. Se ela ficar insatisfeita, a situação pode até piorar. “Ninguém de federação e CBF me procurou para falar sobre o assunto. E eu não vou me envolver. Não sou político e estou muito ocupado cuidando das coisas do Santos”, disse ao blog Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente santista.

 Juvenal Juvêncio, desafeto da CBF e da FPF, teria motivos de sobra para meter a colher. Porém, ele disse ao blog que não irá tomar partido. Alexandre Kalil, do Atlético-MG, também afirmou que não quer saber do assunto. O blog apurou que Arnaldo Tirone, do Palmeiras, é mais um da turma que quer passar longe da briga. Mário Gobbi, novo presidente corintiano, não deve se envolver. Mas, o alvinegro tem Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, na trincheira, ao lado de Teixeira. O sentimento geral da cartolagem dos clubes é o de que o envolvimento nessa briga pode trazer muitos prejuízos e poucos ganhos. (Por Ricardo Perrone)