Torcida faz protesto pacífico no Baenão

Irritada com mais um vexame do time no Campeonato Paraense e com a eliminação na semifinal do primeiro turno, a torcida do Remo continua cobrando resultados e pressionando o elenco de jogadores. Na tarde desta terça-feira, um grupo de torcedores foi ao estádio Baenão com faixas, apitos e muita gritaria, protestando pacificamente contra a “falta de raça” e o mau futebol mostrado em Marabá. Depois de algum tempo, a entrada foi permitida e o grupo conversou com os jogadores Diego Barros e Fábio Oliveira, que deixaram o treino por alguns instantes para atender os torcedores. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Remo anuncia novo técnico

A diretoria do Remo anunciou no começo da noite o nome do substituto de Sinomar Naves no comando técnico do time. Trata-se do mineiro Flávio Antônio Lopes Lourenço. O novo treinador, que tem 46 anos, desembarca em Belém na quinta-feira (16) para iniciar os trabalhos. Desconhecido no Norte do país, Lopes treinou equipes de grande e médio porte, como Atlético-PR, Marília, América-MG, Atlético-GO, Ipatinga, ABC, Gama, Vila Nova-MG e Portuguesa-SP. Seu último clube foi o CRB durante o Brasileiro da Série C. (Com informações da Rádio Clube e DOL)

Ronaldinho convocado para jogo contra a Bósnia

O técnico Mano Menezes convocou no final da manhã desta terça-feira a Seleção Brasileira para o amistoso contra a Bósnia Herzegovina, no dia 28, em St. Gallen, na Suíça. Uma das novidades é o goleiro Rafael, do Santos. Porém, chamaram mais atenção a presença do meia-atacante Ronaldinho, em fase conturbada no Flamengo, e a ausência de Kaká, que voltou a atuar no Real Madrid e estava na última lista, quando foi cotado por lesão.

Goleiros
Diego Alves (Valencia), Júlio César (Inter de Milão) e Rafael (Santos)

Laterais
Adriano (Barcelona), Alex Sandro (Porto), Daniel Alves (Barcelona), Danilo (Porto) e Marcelo (Real Madrid)

Zagueiros
David Luiz (Chelsea), Dedé (Vasco), Luisão (Benfica) e Thiago Silva (Milan)

Meio-campistas
Elias (Sporting), Fernandinho (Shakhtar Donetsk), Ganso (Santos), Hernanes (Lazio), Lucas (São Paulo), Ronaldinho (Flamengo) e Sandro (Tottenham)

Atacantes
Hulk (Porto), Jonas (Valencia), Leandro Damião (Internacional) e Neymar (Santos).

TJD pode interditar preventivamente estádio

Em caráter preventivo, TJD da Federação Paraense de Futebol deve interditar por 15 dias o estádio Zinho Oliveira, em Marabá, palco de cenas de violência durante a semifinal do 1º turno entre Águia e Clube do Remo, no último domingo. As causas do episódio serão avaliadas para deliberação pelo tribunal, segundo declarações de procuradores do tribunal. As informações contidas no relatório do árbitro Andrei da Silva e Silva devem embasar a interdição temporária. Pesa, ainda, na decisão a repercussão extremamente negativa do episódio na mídia nacional, que pode vir a afetar as pretensões do Pará de sediar centro de treinamento das seleções que participarão da Copa do Mundo de 2014.

Caso se confirme a interdição do estádio, o jogo entre Águia e Cametá, valendo pela decisão do primeiro turno, deve ser transferido para o estádio de Paragominas ou de Tucuruí. A partida entre Águia e Remo, marcada para o dia 29, na abertura do returno, também poderia vir a ser realizada em outra cidade.

Em nota oficial, publicada em seu site, a Federação Paraense de Futebol manteve posicionamento contrário à interdição, com base nas observações de seu diretor técnico, Paulo Romano, que atuou como delegado oficial da partida. “O que podemos assistir foi uma atitude das pessoas que estavam fazendo parte do jogo, ou seja, das pessoas relacionadas de ambas as equipes”, relatou Paulo Romano. Segundo ele, a única atitude que a FPF pode tomar é quanto às condições técnicas e administrativas do estádio. Se algumas delas não forem atendidas, pode haver uma intervenção.

Porém, o diretor técnico da FPF pediu após a partida ao presidente do Águia, Sebastião Ferreira, e ao prefeito da cidade, Maurino Magalhães, que fossem providenciados um afastamento entre os bancos de reservas do mandante e o do visitante, porque, para Romano, as incitações começam lá. “Não tem mais como trabalhar com as duas equipes lado a lado, pois há muito xingamento de ambos os lados, então, tecnicamente, aqueles bancos não podem mais ficar ali”. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Sinomar sai, Seu Boneco é a bola da vez

A diretoria do Remo anunciou na manhã desta terça-feira o afastamento do técnico Sinomar Naves. Um dos cotados para substituir Sinomar é Agnaldo de Jesus, que foi ídolo da torcida na década de 90 e chegou a dirigir o time por breve período. Há, ainda, uma tentativa de trazer Roberval Davino, que atualmente dirigente o Grêmio Catanduvense (SP).

A frase do dia

“A família dele veio chorando e pedindo para eu não prestar queixa por que isso poderia acabar com a carreira dele. Mas pela maneira como ele deu uma entrevista dizendo que estava tudo certo, que eu era amigo dele, hoje eu tenho certeza de que teria outra atitude. Um cara desse não é amigo de ninguém. É covarde e não tem caráter. Ele tem pessoas que dependem dele e eu também tenho minha família. No momento em que ele tomou essa atitude ele não pensou na minha família. Quando cheguei em casa, minha esposa falou que meu filho entrou em desespero achando que eu tinha morrido. Hoje conversei com a diretoria do clube e vamos ver o que fazemos em relação a essa atitude dele. Ainda tenho direito de fazer um inquérito contra ele e vou pensar melhor.”

De Aldivan, lateral-esquerdo do Remo golpeado com uma barra metálica por Alexandre Carioca, domingo, durante briga no estádio Zinho Oliveira.

Tribuna do torcedor

Por Augusto Santos (csantosaugusto@hotmail.com)

Boa tarde Gerson Nogueira,  
Tinha prometido a mim mesmo que não iria comentar nada sobre o Remo nos últimos dois anos, porém volto hoje para falar sobre apenas um erro de muitos cometidos por todos aqueles que dizem fazer futebol no Clube do Remo: o goleiro Adriano, a quem chamam de paredão.
O que Adriano conquistou no Remo? Paredão? Só se for porque rebate todas nos pés dos adversários! Não vi ou ouvi ninguém falando que ele falhou nos 3 últimos jogos do Remo. Até quando vamos ficar refém do passado?

A responsabilidade da FPF

Por Gerson Nogueira

Os fatos não podem ser atropelados. Vamos a eles. O estádio Zinho Oliveira não apresenta insegurança estrutural. Os torcedores do Águia não participaram dos tumultos registrados no domingo. Todos os envolvidos (atletas e representantes das comissões técnicas) na briga tinham permissão para estar na área de jogo. Por conta disso, não haverá a interdição, que muitos chegaram a anunciar afoitamente depois do conturbado jogo.
A revolta dos azulinos é compreensível, mas não pode pautar a discussão, até porque jogadores do clube participaram ativamente da confusão, com destaque para o meia Magnum, que agrediu o atacante Branco e foi protagonista da confusão em torno do meia Betinho junto à bandeira de escanteio.
Não é justo demonizar o Águia pelo episódio, apesar da truculência desmedida do volante Alexandre Carioca e das reiteradas ocorrências envolvendo o técnico João Galvão, o preparador Roberto Ramalho e o presidente do clube, Ferreirinha. A torcida de Marabá, normalmente pacífica, não merece ser prejudicada, ficando sem ver jogos do campeonato.
Problemas envolvendo comissão técnica e dirigentes do Águia independem de estádio ou cidade. No Baenão, há dois anos, houve invasão de campo e agressão ao trio de arbitragem. Tudo nas barbas do policiamento e sob as vistas grossas das autoridades da Federação Paraense de Futebol.
O episódio de domingo põe em xeque o papel da entidade que controla o futebol no Estado. Os visíveis esforços para disciplinar e organizar as competições são duramente golpeados pela impunidade que insiste em prevalecer quando a situação envolve forças políticas influentes – e com poder de voto na FPF.
Ora, é de conhecimento até do reino mineral que o Campeonato Paraense deste ano constitui importante campo de proselitismo político. Pré-candidatos a prefeituras municipais associam seus projetos eleitorais ao sucesso dos clubes na competição. Quando se sentem prejudicados, esperneiam e insuflam jogadores e torcedores. Por isso, o certame corre o risco de patrocinar novas batalhas encarniçadas e sangrentas, como a do Zinho Oliveira.
Caso providências preventivas não sejam adotadas pela FPF e seu enfraquecido Tribunal de Justiça Desportiva, a tendência é que o clima de agressividade prospere, não só em Marabá, mas nas demais praças, pois os maus exemplos costumam se alastrar.
Não se pode imaginar que a agressão covarde a um atleta dentro de campo, em semifinal de turno, fique por isso mesmo. Não se concebe que a FPF considere que o incidente é isolado e que não cabe um julgamento paraenquadrar os envolvidos. O atleta que lançou mão de instrumento metálico para golpear o companheiro de profissão deve ser punido exemplarmente. E não é preciso que Ministério Público ou algum clube exija isso. A iniciativa cabe à entidade, guardiã da lei e da ordem nos estádios. Mais do que qualquer outra instituição envolvida, a FPF é responsável pela paz nos estádios e não pode se omitir diante de fato tão grave.
Isso começa pelo controle das declarações de técnicos, dirigentes e atletas. Ao final das partidas, assiste-se a um verdadeiro festival de reclamações, críticas e até xingamentos aos árbitros. Virou hábito de perdedor justificar derrota esculachando com a arbitragem.
Não há mistério. Basta aplicar a lei, como fazem os europeus, que são implacáveis com abusos verbais e atitudes anti-desportivas. Seguramente, episódios como o de Marabá teriam sido evitados se as declarações explosivas de treinadores e cartolas fossem rigorosamente coibidas.     
 
 
Aldivan não registrou queixa por se preocupar com o futuro profissional de seu agressor, Alexandre Carioca. Um gesto generoso, mas uma atitude que pode estimular reincidências. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
 
 
O Remo continua pecando pela lentidão nas decisões. Todos sabem que Sinomar Naves não fica para o segundo turno, mas os dirigentes insistem em desconversar. A essa altura, diante das negativas de Roberval Davino e Edson Gaúcho, uma solução caseira (Charles, Cacaio, Artur Oliveira?) já devia estar engatilhada. Cada dia de hesitação significa tempo perdido de preparação para a última etapa do campeonato. 
 
 
Será hoje, às 18h, no auditório do DIÁRIO, o primeiro Bate-Papo do Troféu Camisa 13. Em discussão, sob mediação de Zaire Filho, o tema “Jornalismo Esportivo”, com a participação de Guilherme Guerrero (TV), Carlos Castilho (rádio) e este escriba baionense falando sobre mídia impressa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 14)

Mais um triunfo da mulher-comfort

Por Xico Sá

Aos poucos a mulher-comfort, digo, as cheinhas e macias, vingam na moda internacional. Aqui, ainda nem tanto, noves fora um ou outro evento específico de confecções “plus size”. O mais irônico é que justamente o Brasil, terra abençoada com a fartura das ancas, coxas e bundas monumentais, resiste a quebrar o padrão que se entende como beleza-modelo.

 Que erro.

 Os franceses, naturalmente acostumados a mulheres mais magras, agora nos dão um belo exemplo na capa da revista “Elle” parisiense deste mês, com uma deusa cheinha que bate qualquer Gisele Bundchen.  Sim, damas e cavalheiros, ela mesma, a linda Tara Lynn. Um colosso! Repare bem na foto.  Nada como o colo de uma mulher macia.

 Roberto & Erasmo já disseram muito sobre esse belo tipo em canção recente:  “Gosto de me encostar/ Nesse seu decote quando te abraço/ De ter onde pegar/ Nessa maciez enquanto te amasso.’’  As anoréxicas que me perdoem, mas ter onde pegar é fundamental. O que temos visto em revistas, passarelas e programas de auditório ou são as esqueléticas ou as musculosas em excessos, aquelas que batem fácil as pernas dos nossos mais bombados jogadores de futebol. A maciez que é bom não tem espaço. 

Mais conforto  e menos músculo, sr. açougueiro do balcão da humanidade, e um contrapeso de coração, se é que você me entende, se é que não é pedir muito na véspera da festa da carne.