Águia atropela o Remo e vai à final do turno

Por Gerson Nogueira

Com dois gols marcados no começo do segundo tempo e uma atuação segura, o Águia superou o Remo e se classificou para a decisão do primeiro turno do Parazão, contra o Cametá. O jogo foi inteiramente dominado pelo Águia na primeira etapa, com sucessivos ataques e seguidos sustos para a defensiva remista. Branco, três vezes, e Flamel perderam gols logo nos 10 minutos iniciais. Apesar do domínio, o time marabaense não conseguiu se manter presente ofensivamente durante todo o jogo, errando muitos passes no meio-de-campo e falhando nos avanços pelas laterais, ocupadas por Léo Rosas e Rayro. O Remo só se aprumou nos últimos minutos, chegando a perder grande chance em jogada de Fábio Oliveira que Magnum finalizou para arrojada defesa do goleiro Alan.

Depois do intervalo, João Galvão substituiu Diogo (lesionado) por Wando e o Águia passou a ter um ataque mais qualificado. O próprio Wando marcaria o primeiro gol, após lançamento longo de Flamel nas costas da zaga remista. O atacante deu um leve toque e mandou a bola fora do alcance do goleiro Adriano. Instantes depois, cruzamento de Wando foi mal rebatido por Diego Barros e a bola sobrou para Branco empurrar para as redes. Nem deu tempo do Remo tentar reagir.

Aos 25 minutos, estourou uma confusão generalizada à margem do campo, junto aos reservas do Águia que faziam aquecimento. Betinho, que substituiu Magnum, foi atingido violentamente pelo goleiro Alan e acabou cercado pelos jogadores marabaenses. Os reservas do Remo se aproximaram e, em meio à briga, o volante Alexandre Carioca golpeou o lateral Aldivan com uma barra de ferro nas costas. O jogador caiu e teve que ser atendido em um hospital. A polícia foi ao vestiário do Águia e conduziu Alexandre a uma delegacia.

Quando o jogo recomeçou, o Remo já tinha Joãozinho e Panda, mas o panorama pouco se alterou. O time, que havia se planejado para defender a vantagem estabelecida no primeiro jogo, mostrou-se confuso e sem saber o que fazer depois que o Águia reverteu a contagem. Betinho tentava organizar o meio-de-campo, mas a bola não chegava limpa a Fábio Oliveira e Marciano. Na lateral esquerda, Panda errava passes seguidos e não conseguia cruzar com precisão. Na direita, Balu (que foi o melhor da primeira partida) se constituía no pior homem da equipe.

Alan Peterson e Fábio Oliveira ainda tiveram boas chances, mas o Águia também desperdiçou oportunidades. Flamel bateu à meia-altura e a bola explodiu no poste esquerdo de Adriano. O tempo foi passando e o placar se manteve até o final. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

O dia D do manda-chuva da CBF

A data está marcada no calendário: dia 16. Em pleno carnaval, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve anunciar uma importante decisão. Funcionários importantes (Marco Antonio Teixeira, tio do chefão, é um deles) da entidade estão sendo demitidos, a fim de garantir o recebimento de polpudas indenizações. Em outro movimento surpreendente, a próspera fábrica de derivados de leite que Teixeirão mantinha em Barra do Piraí (RJ) foi desativada e seus empregados demitidos em massa. Ao mesmo tempo, o dirigente tem passado mais tempo em Miami, onde deverá fixar residência nos próximos anos. Há algo no ar além dos aviões de carreira, é o que garante Juca Kfouri, sempre muito bem informado sobre os subterrâneos do nosso futebol. A conferir.