Público de 5,6 mil na Curuzu

Um público pagante de 5.611 torcedores garantiu arrecadação de R$ 90.747,50 no estádio da Curuzu, na tarde deste domingo, no jogo entre Paissandu e São Raimundo. Descontadas as despesas de R$ 65.947,11, restou ao Paissandu a quantia de R$ 24.800,39. À Federação Paraense de Futebol coube R$ 9.074,75 (10% da renda bruta).

Classificação atualizada – 1º turno

Águia 13 7 4 1 2 10 7 3 61.9
Cametá 11 7 2 5 0 8 6 2 52.4
Tuna 10 7 3 1 3 10 9 1 47.6
Remo 10 7 3 1 3 6 8 -2 47.6
Paissandu 9 7 3 0 4 9 9 0 42.9
São Francisco 9 7 2 3 2 10 10 0 42.9
São Raimundo 9 7 2 3 2 8 9 -1 42.9
Independente 5 7 1 2 4 7 10 -3 9.5

Tuna e Cametá empatam e se classificam

Com a combinação de resultados na rodada, Tuna e Cametá só precisaram empatar em 1 a 1 no estádio Francisco Vasques para garantir presença nas semifinais do primeiro turno. O Mapará terminou em segundo lugar, com 11 pontos, e a Tuna ficou em terceiro, com 10. Um gol de Soares, cobrando pênalti aos 31 minutos do segundo tempo, assustou a Lusa e quase mudou a classificação final. Cinco minutos depois, Edilson Belém igualou o marcador e garantiu a equipe cruzmaltina no G-4. Ambos os times se enfrentam a partir de quarta-feira em dois confrontos decisivos. O primeiro será em Belém e o segundo em Cametá, sendo que o Mapará tem a vantagem de jogar por dois empates. (Foto: MARCO SANTOS/Bola)

Em Marabá, o Independente se reabilitou no campeonato e obteve sua primeira vitória, superando o líder da competição por 2 a 1. Logo a 1 minuto de jogo, Ró abriu o placar. O Águia foi ao ataque buscando equilibrar as coisas, mas o Galo Elétrico se manteve firme. Na etapa final, aos 17 minutos, Kaká fez o segundo gol. Quase ao final da partida, Flamel descontou cobrando pênalti. O Águia vai enfrentar o Remo nas semifinais. O primeiro confronto será no Evandro Almeida, na próxima quinta-feira. (Foto: ULISSES POMPEU)

No Barbalhão, triunfo do Leão santareno

O Remo voltou a atuar mal e sofreu sua terceira derrota consecutiva no Parazão, perdendo para o São Francisco por 2 a 0, na tarde deste domingo, no Barbalho. Apesar do revés, o time se classificou para as semifinais do primeiro turno, ficando na quarta colocação (vai enfrentar o Águia de Marabá, primeiro colocado). O jogo foi movimentado na primeira etapa, com muitos erros das duas equipes na organização de jogadas. O São Francisco buscava o jogo pela direita, concentrando cruzamentos na área remista para o atacante Emerson Bala. Já os remistas, cuja armação estava entregue a Cassiano, não tinham jogadas ofensivas trabalhadas, dependendo de bolas paradas e chutões da defesa para o ataque. Ainda assim, Fábio Oliveira perdeu duas chances em falhas da defesa santarena. Felipe Baiano também arriscou um chute de fora da área, que assustou o goleiro Jader. Quase ao final do primeiro tempo, o São Francisco rondou a área remista e pressionou em busca do gol. Na segunda tentativa de ataque, Emerson Bala aproveitou rebatida de Diego Barros e chutou rasteiro para abrir o placar. Em cobrança de falta, Diego Barros acertaria, dois minutos depois, um chute forte na trave esquerda de Jader.

Na etapa final, Sinomar Naves colocou Magnum no lugar de Betinho, que jogou muito recuado na primeira etapa. O Remo se lançou à frente, de maneira desarrumada, buscando o empate a todo custo. Aparentando cansaço, o São Francisco se mantinha recuado e os remistas cercavam a área. Fábio Oliveira desperdiçou várias chances e o goleiro Jader mostrava arrojo nas saídas de gol. Quando a pressão remista era mais intensa veio o segundo gol do São Francisco. Em cobrança de escanteio, a zaga não cortou o cabeceio de Perema e a bola se apresentou para Emerson Bala, que dividiu com Adriano e marcou o segundo gol. A partir daí, o Remo se mostrou ainda mais confuso em campo. Por agressão, foram expulsos Balão Marabá e Panda. Marciano ainda foi substituído por Joãozinho e Cassiano por Aldivan, mas o placar não foi mais alterado. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Pantera tira o Papão das semifinais

Com um gol de Labilá, cobrando pênalti, aos 29 minutos do segundo tempo, o São Raimundo derrotou o Paissandu na Curuzu e afastou os bicolores das semifinais do 1º turno do Campeonato Paraense. O Papão perdeu a chance de abrir o marcador logo aos 3 minutos de partida com um penal desperdiçado por Robinho em boa defesa do goleiro Labilá. Ao longo de todo o primeiro tempo, assistiu-se a uma insistente tentativa do Papão de chegar ao gol, mas com pouca inspiração no meio-de-campo. Bartola chegava sempre com perigo pela esquerda, procurando o drible, mas a zaga santarena se comportou bem e não deu espaço ao ágil atacante. Com quatro homens na defesa e até cinco no bloqueio de meio-campo, o São Raimundo pouco arriscava, mas controlava as tentativas ofensivas do Paissandu. Na etapa final, o Paissandu só ameaçou o gol de Labilá em cobranças de falta e escanteios. Aos poucos, o Pantera foi se aproximando da área bicolor principalmente através de contragolpes. Foi assim que surgiu o lance que originou o pênalti convertido por Labilá. (Fotos: THIAGO ARAÚJO/Bola)

Neymar festeja aniversário na concentração

O atacante Neymar comemorou seu aniversário de 20 anos junto aos companheiros de Santos, concentrados desde sábado em hotel de Presidente Prudente. Do lado de fora, onde várias fãs passaram o dia, houve gritaria e um coro de “parabéns a você” por volta da meia-noite. Nos primeiros minutos de domingo, quando Neymar completou 20 anos, Paulo Henrique Ganso publicou foto em seu Twitter onde o amigo aparecia sentado e besuntado de chocolate e farinha. “Parabéns, show man!”, escreveu Ganso. Em seu Twitter, Neymar também celebrou e agradeceu até aos inimigos.
“20 ANOS!!! Obrigado Deus, Pais, Irmãos, Familia, Amigos, Idolos, Fãs, Colegas, Conhecidos, Inimigos… enfim todos! #HojeéMeuDia”. O Santos enfrenta o Palmeiras, na tarde deste domingo, pelo Paulistão 2012.

Salve, Leão Azul, 107 anos de paixão e glória!

A nação azulina festeja hoje 107 anos de fundação. Criado em 5 de fevereiro de 1905 por sete desportistas, dissidentes do Sport Clube do Pará, que queriam uma agremiação que pudesse disputar regatas no começo do século. Três anos depois, o clube foi extinto e em 1911 foi reorganizado por 11 baluartes como Grupo do Remo, para ter seu nome definitivamente registrado com a denominação de Clube do Remo em 1914. Na condição de um dos patrimônios do Pará, o Remo contabiliza mais de um século de histórias, conquistas e glórias de um dos clubes mais antigos e tradicionais do futebol brasileiro e, também, um dos mais queridos. Parabéns, Clube do Remo, filho da Glória e do Triunfo!

Por um sopro de emoção

Por Gerson Nogueira

A luta pelas três vagas que restam para as semifinais do turno garante uma rodada emocionante na tarde deste domingo. Emoção que quase não
visitou este campeonato chinfrim, de baixíssimo nível técnico e poucos momentos memoráveis.
O Águia, já garantido, cumpre tabela em casa contra o lanterna Independente. Paissandu (favoritíssimo contra o São Raimundo), Remo, Tuna e Cametá brigam pelas outras vagas. Óbvio que a dramaticidade está toda concentrada nos confrontos Tuna x Cametá, em Belém, e São Francisco x Remo, em Santarém.
E até as pescadas amarelas que habitam o rio Tapajós sabem que a pressão maior está sobre os ombros do Leão de Periçá. Depois de cair em dois clássicos, não pode sofrer a terceira derrota consecutiva, sob pena de nem ir às semifinais.
Enquanto tunantes e cametaenses terão um embate de vida ou morte no Souza, o Remo põe em jogo no Barbalhão todo o seu projeto para a
temporada. Como já ocorreu nos campeonatos de 2010 e 2011, o time se vê numa grande enrascada por força de seus próprios erros.
Toda a longa preparação, iniciada em agosto passado, acabou desprezada quando a bola rolou de verdade. Jovens promessas ficaram de lado com a
chegada dos reforços, grande parte deles indigna dessa denominação.
O certo é que, ao contrário do maior rival, que decidiu apostar tudo na molecada, Sinomar trilha caminho conservador, inclusive para o jogo
de hoje, que pode representar o fim da linha de seu projeto no clube.
Todos os seus homens de confiança estão escalados, além do veterano Fábio Oliveira. O pacto pela vitória pode dar certo, mas vale dizer que
o São Francisco defende uma invencibilidade caseira de 12 partidas (desde 2010).

Destino diferente é reservado ao Paissandu, que vai a campo para uma celebração com sua torcida na Curuzu. Tradicionalmente difícil de ser
batido, o São Raimundo desta vez já chega eliminado e alquebrado por três importantes desfalques.
Nad e sua trupe de jovens ases devem superar mais esse obstáculo sem grandes embaraços. Pikachu não joga, mas Bartola, Robinho, Billy,
Tiago, Jairinho e Cléber estão escalados e prontos a dar conta do recado.
De todo modo, meu palpite (feito no Bola na Torre de domingo) para o cruzamento das semifinais está mantido: Águia x Cametá e Paissandu x
Remo. Uma pequena mudança envolve a vantagem no Re-Pa, que passa a ser dos bicolores. A conferir logo mais.

Gandur Zaire Filho informa que o ciclo de palestras organizado pelo Troféu Camisa 13 terá o início antecipado para o dia 14 próximo, às
19h, no auditório do DIÁRIO (entrada pela Enéas Pinheiro). Jornalismo esportivo em pauta, com a participação de Guilherme Guerreiro, Carlos
Castilho e este escriba baionense. O evento tem como público-alvo técnicos, estudantes, dirigentes, atletas e desportistas em geral.

Sinal evidente da era de vacas magras que assola o Brasil bom de bola, o país, que já foi o maior fornecedor de boleiros para a o Velho Mundo, vê encolher sua presença nos grandes palcos mundiais do futebol. Relatório recente da Fifa indica uma redução da legião de brazucas nas maiores ligas européias. Atualmente, são 123 jogadores atuando na Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália, contra 154 em 2010.

 

Direto do blog

“Luxemburgo, quando entrou pelo caminho de ser gerente-técnico-empresário, está descendo de patamar. Daqui a uns meses, ou em no máximo dois anos, estará treinando clubes de menor expressão no cenário nacional”.

Do pastor Carlos Rodrigues, sobre a trajetória em queda do incensado Luxa.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 05)