Rock na madrugada – Beatles, Hey Bulldog

Canção de John Lennon (do álbum Yellow Submarine) que consegue exprimir todo o talento do quarteto de Liverpool. Desde a marcação perfeita de bateria de Ringo, passando pela legendária linha do baixo de McCartney até explodir na parede sonora das guitarras de Harrison e Lennon, com vocais deste último.

CBF tenta amansar o bispo

A coluna Radar, de Lauro Jardim, na Veja, aponta que a CBF de Ricardo Teixeira investiu maciçamente em propaganda na Record em dezembro. Informa que “campanha feita pela Artplan colocou 26 inserções de TV na emissora de Edir Macedo desde o início do mês. A Globo, líder de audiência e com os horários mais caros do mercado, recebeu a mesma quantidade de comerciais no período”. Trata-se de uma reviravolta nas relações entre CBF e Record, emissora que vinha defendendo com afinco a derrubada de Teixeira da CBF. Na semana passada, outro desafeto da CBF, o ex-jogador e deputado Romário, também ganhou um afago da CBF e da Fifa, que autorizaram a doação de 1% dos ingressos da Copa de 2014 para portadores de deficiência. Era uma das bandeiras de Romário, que agora pretende se lançar à prefeitura do Rio.

A guerrilheira e seus algozes

A foto acima está no livro “A vida quer coragem”, do jornalista Ricardo Amaral, lançado no último dia 15 de dezembro. Mostra a jovem Dilma Rousseff diante dos auditores da Justiça Militar, em 1970. Após ser torturada por 22 dias seguidos, a militante de esquerda aparece altiva, de cabeça erguida, enquanto seus algozes escondem seus rostos. A foto ajuda a explicar porque tanta gente, que apoiou e se beneficiou da ditadura, tem medo da Comissão da Verdade.

Atrasados, como sempre

Por Gerson Nogueira

O Paissandu ainda não deu resposta sobre a oferta de patrocínio da Funtelpa pelos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Paraense e competições nacionais. Tem todo o direito de ganhar tempo e espernear. Tem até motivos para exigir ganhar mais. Acontece que, como sempre, a reação é tardia, o que prejudica seriamente sua eficácia.
As restrições que o clube faz ao valor que lhe será pago já deveriam ter sido expostas com absoluta clareza no ano passado. Considero justo o argumento de que as agremiações que disputam competições nacionais merecem um valor adicional. Os dirigentes, porém, só fizeram reclamar timidamente e depois aceitaram a proposta do governo sem qualquer sinal de protesto. 
Sobre a oposição ao televisionamento para a mesma praça dos jogos, o caso é ainda mais grave. Quando o acordo foi celebrado, há três anos, já era de conhecimento até do reino mineral que a exibição para Belém influiria diretamente nas arrecadações do clube na Curuzu e no Mangueirão. Os dirigentes aplaudiram a idéia e o próprio Luiz Omar Pinheiro chegou a argumentar que a televisão não tirava público dos estádios. 
Aqui neste espaço expus os vários perigos da liberação de transmissões para a praça dos jogos. Alertei, inclusive, para a evolução cumulativa do prejuízo ao longo dos anos, visto que o êxodo do torcedor se amplia à medida que se consolida o hábito de assistir jogos pela TV.
Na época, sob contestação de muitos, observei que, ao cabo dos cinco anos (inicialmente previstos) de contrato, o futebol paraense iria gerar um novo tipo de torcedor: o “pacheco de sofá”, que prefere torcer no conforto do lar, fugindo aos riscos de encarar as arquibancadas de Mangueirão, Baenão e Curuzu. Agora, pelo visto, caiu a ficha e os dirigentes começam a contabilizar os estragos dessa cláusula aprovada por eles.   
O quinhão que caberá ao Paissandu, R$ 690 mil, o mesmo tanto oferecido ao Remo, é coerente com um campeonato do nível técnico do Parazão, mas será insuficiente para garantir a sustentação financeira ao longo do semestre. As despesas da dupla Re-Pa nesse período devem extrapolar em muito esse limite.
Ocorre que estamos diante de um crônico problema de gestão dos próprios clubes, incapazes de criar novas fontes de receita e ainda muito dependentes das benesses oficiais. A necessidade de cobrir esse déficit pode ser um fator positivo, pois provoca inquietação e obriga a uma busca de novos caminhos.
 
 
Túlio Maravilha foi um atacante excepcional. Foi. Hoje, não passa de um ex-jogador ávido por consumar uma farsa matemática. No afã de chegar ao milésimo gol – como fez Romário –, ele está contando até com os gols quando disputava torneio dente-de-leite e peladas de fim de semana. Quando se imaginava que ainda restavam 24 gols para completar a cifra milenar, eis que o boquirroto personagem se apressa em corrigir os cálculos e avisa que só precisa de mais sete gols. Devia ter tido pelo menos o cuidado de evitar um número tão associado popularmente à conta de mentirosos.
Da mesma forma que a ridícula campanha encetada por Romário, com amplo apoio midiático, o marketing de Túlio constrange e mancha o histórico irrepreensível de homem-gol.
Como botafoguense, tenho o maior respeito e gratidão pelo artilheiro, com quem tive o prazer de conversar durante o evento Feijão no Fogão/Belém. E o pior é que se prepara para coroar a patuscada envergando justamente a camisa gloriosa do Alvinegro, que tanto honrou ao longo da carreira.
 
 
Direto do blog

“Sou contra a transmissão, mas se esta tiver que acontecer, que não ocorram exageros quanto aos valores. Se o Paissandu faz amistosos no interior a preço irrisório, se aluga seu campo para jogos de pelada, não pode exigir rios de dinheiro. Setecentos mil, por tudo que nossos times NÃO fizeram, pelas péssimas administrações que vêm mostrando, cá pra nós, é uma bela de uma cota.”
Do Rogério Freitas, botando o pingo nos ii. 

Despenca a audiência do Rei na Globo

Por Ricardo Feltrin, da Folha SP

Um dos programas mais simbólicos do fim de ano na Globo, o especial de Roberto Carlos perdeu quase metade dos telespectadores desde 2000. Números inéditos obtidos pelo F5 apontam que o “rei” vem perdendo telespectadores-súditos ano após ano (veja os números abaixo). Em 2000, a média de ibope do especial natalino de RC na Globo foi de 41,7 pontos. Este ano, o especial (substituído pela gravação de um show do artista em Jerusalém), exibido em setembro, marcou 21, 6 pontos ( ou 48,2% menos ).

A reexibição desse mesmo show na Globo, anteontem, deu ainda menos ibope: apenas 9,7 pontos (ou 76,4% menos quando comparado a 2000). Cada ponto equivale a cerca de 58 mil domicílios na Grande São Paulo. O share (ou participação em % no universo de TVs ligadas) do especial do “rei” caiu de 61,1% em 2000 para 40,5% este ano. No último domingo, a repetição do especial não só registrou o mais baixo ibope da história, como também perdeu durante uma hora para o “Domingo Espetacular”, da Record. Entre 23h01 e 23h33, o musical ficou em segundo lugar, com 10,6 pontos, contra 11,7 da concorrente.

Opinião: 2012 – O ano do Dragão

Por André Luís Lopes Pereira (pereirandre71@gmail.com)
 
Reza a lenda chinesa que Buda convidou todos os animais da criação para uma festa de Ano Novo, prometendo uma surpresa a cada um dos animais. Apenas doze animais compareceram e ganharam um ano de acordo com a ordem de chegada. Assim formou-se o Horóscopo Chinês. (Fonte: Wikipedia)
2012 para o Horóscopo Chinês é o ano do Dragão, venerado não só na China, mas também no Japão por trazer sorte e afastar demônios.
Pensar em Dragão é pensar em Lyoto Machida, e para os críticos que veem no esporte apenas vitória e derrota, apresento parte de seu currículo para que não paire dúvidas: “aos 13 anos Lyoto se tornou faixa preta de Karatê. Também começou a treinar sumô aos 12 anos e a arte marcial brasileira Brazilian Jiu-Jitsu aos 15 anos. Ganhou um número de torneios amadores de Karatê, incluindo o torneio de Karatê Pan-Americano de 2001. Foi o vice no campeonato Brasileiro de Sumô de 2000 na divisão de 115 kg. Já adulto, Lyoto foi bicampeão brasileiro e vice-campeão no Campeonato Sul-americano. Além de seu sumô e realizações de karatê, ele tem um diploma universitário de Educação Física”. (Fonte: Wikipedia)
Só até aí bastaria para trazer sorte e afastar os demônios, mas eu pergunto: qual atleta brasileiro de qualquer modalidade, além da carreira profissional de alto nível possui curso superior?
Com algumas exceções, só me veio a lembrança o Doutor Sócrates que a mim só difere de Lyoto Machida, o Dragão, porque este não se envolve em discussões teórico-político-sociológicos, mas que se adentrasse nesta seara, com o conhecimento filosófico-cultural que tem, e que recebeu de seu pai, guru e mentor, Sensei Yoshizo Machida, Mestre em Karatê Shotokan, faixa preta oitavo dan, que aperfeiçou sua técnica e criou estilo próprio, que hoje é conhecido como Karatê Machida, de certo não faria feio.
Ademais, o Dragão, não o do Horóscopo, mas os das arenas mundiais sofre críticas neste final de ano por ter sido derrotado pelo americano Jon Jones, e que por sua humildade e disciplina, não ousou em respondê-las e sim procurar treinar para ser novamente campeão.
De certo modo fez bem por não ter respondido aos críticos, mas como não estou adstrito ao politicamente correto e em resposta à seus críticos, devo dizer que, o ano do Dragão, 2012, “será marcado pela liberdade de espírito, onde as pessoas devem enxergar além do momento em que vivem”, (Fonte: Almanaque do Pensamento: 100 anos), ou seja, as pessoas deveriam sim, se esmerar na capacidade de ativar mecanismos que possam olhar além das conquistas e das derrotas, e mas na qualidade de um homem que, com humildade, disciplina, filosofia de vida e forte vínculo familiar, fez com se criasse um verdadeiro gênio, com todo respeito a seu pai Samurai, Yoshizo.
“Lyoto é a definição do virtuoso, do craque, o sujeito que se esmeira [sic] e domina todos os fundamentos de seu ofício. Lyoto não é só domínio supremo da base, chutes, esquiva e contragolpes do caratê. Ele também é clinch, luta, rasteira, joelhadas e finalização. Ou seja, é alguém de quem realmente se pode afirmar: um lutador de MMA completo”. (Fonte: http://www.mma-brasil.com/semana-lyoto-machida-construindo-um-genio)
O próprio Jon Jones, seu algoz, pelo twitter, disse ter sido uma “honra” ter lutado com Machida. Disse o atual campeão: “Lyoto, não existem muitos homens como você, um campeão. Você é um guerreiro de verdade e um campeão da vida. Foi uma honra estar na mesma jaula com você”.Deveriam então os críticos que só enxergam no esporte a vitória e a derrota, encontrar uma forma de criticá-lo, não de forma fácil, vil, pois como dizem seus próprios oponentes, “Lyoto é imprevisível”, o que o torna mais “perigoso” e potencialmente pronto para ter o melhor ano de sua carreira, sendo consequentemente capeão dos meio pesados no Ultimate Fifhting Championship – UFC, ainda mais porque o ano de 2012 é o ano do Dragão.
Querem mais, quem vai encarar?