Leãozinho é campeão sub-20

Com a vitória sobre o Castanhal por 3 a 1, na tarde desta terça-feira, no Mangueirão, o Remo conquistou o campeonato estadual sub-20. Com uma boa plateia prestigiando a partida, o Remo abriu o placar aos 20 minutos, através de Christian. Dois minutos depois, um gol contra de Alex Juan igualou o marcador. Incentivado pelos torcedores, os azulinos desempataram aos 26 minutos, com Jaime. O mesmo atacante marcaria o terceiro gol aos 4 minutos do segundo tempo. Depois da partida, o presidente da Federação Paraense de Futebol, Antonio Carlos Nunes, entregou a taça aos comandados do técnico Edmilson Melo, que correram em direção às cadeiras e arquibancadas para festejar junto à torcida. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

Opinião: A aposentadoria de Barrichello

Por Paulo Pardauil (paulo.pardauil@caixa.gov.br)

A seleção de El Salvador participava da Copa do Mundo de 82. Nela tomou a maior goleada de todos os tempos (10 a 1 para a Hungria) e o jogador que marcou o único gol tornou-se um ídolo nacional até os dias de hoje. Fiz esse comentário para tratar da situação de um esportista brasileiro: Rubens Barrichello. Depois de 19 anos na categoria máxima do automobilismo ele está na iminência de uma aposentadoria forçada e nas redes sociais o que mais se vê são brincadeiras de mau gosto e desrespeito à sua pessoa e trajetória. “Pé-de-chinelo”, “tartaruga”, “sempre atrás do alemão” e etc. e tal. Concordo que a carreira de Rubens teria sido melhor caso ele tivesse sido campeão do mundo, mas o fato de não ter alcançado a marca não desfaz a beleza de sua trajetória. Vejamos, tem 11 vitórias na carreira, dois vice-campeonatos mundiais (nestes anos atrás somente de Shumacher que foi o maior de todos os tempos) mais de trezentos GP´s e 19 anos na F-1. Enquanto isso, vários pilotos por lá passaram (às vezes pagando para correr) e não se firmaram, tais como Cristhian Fittipaldi, Pedro Paulo Diniz, Pizzonia, Tarso Marques, Burti etc. Isso sem falar em pilotos de outros países como França e Argentina que é terra de Fangio mas não possui ninguém na F1 atual. 

Rubens é um brasileiro, que como tantos, acreditou num sonho e batalhou por ele. Rubão, seu pai, vendeu o carro da família para que o então garoto pudesse continuar a correr. Há quem diga que ele se submeteu a ser segundo piloto de Shumacher. Vale lembrar que o alemão foi o maior de todos os tempos e ninguém (nem mesmo o endeusado Senna) conseguiu superá-lo. A F-1 só voltou a ter campeonatos bem disputados quando o tedesco aposentou-se em 2006. Felipe Massa, substituto de Barrichello na Ferrari, come poeira atualmente de Alonso que é bem menos qualificado que o heptacampeão. Ninguém que tivesse batalhado por um lugar ao sol como Rubens deixaria de aceitar uma oportunidade de correr na equipe mais tradicional da F1 mesmo que fosse como segundo piloto. Todo mundo que é empregado já ouviu ordens que não gostou, mas cumpriu para atender ao seu empregador. Não se pode condená-lo por cumprir um contrato.             

Rubens é para mim um grande piloto, um batalhador e um pai de família. Construiu uma carreira fantástica que merece ser respeitada. Cresci torcendo por ele e no domingo liguei a TV mais uma vez para ver Barrichello naquela que podia ser sua última corrida de F-1. Sabia que não venceria, talvez nem completasse a prova, mas mesmo assim seria emocionante ver este brasileiro guerreiro e batalhador correr novamente em casa!