Corinthians já definiu a entrega das faixas

Do Blog do Perrone

A cúpula do Corinthians já sabe como comemorar o penta Brasileiro antes mesmo de conquistá-lo. Mas, ao mesmo tempo, ainda não definiu o futuro do técnico Tite, fundamental para o planejamento da próxima temporada. A diretoria resolveu que, se o time for campeão, as faixas serão entregues num amistoso, provavelmente internacional. Enquanto isso, Tite ainda não está garantido como treinador do clube no próximo ano. As conversas nem começaram, segundo pessoas próximas do técnico. Porém, elas garantem que o treinador acha bom não conversar agora para se concentrar na equipe. E que ele prevê uma negociação fácil se a decisão for por sua permanência

Músicos elegem os 100 maiores guitarristas

Eleições de melhores guitarristas costumam ser meio tediosas, pois os primeiros lugares são inquestionáveis. Para renovar o tema, a Rolling Stone apostou não nos eleitos, mas sim nos eleitores. A revista americana chamou mais de 50 guitarristas para escolher os melhores de todos os tempos – e muitos dos jurados acabaram também indicados no novo Top 100 da guitarra. O Top 5 traz os ícones de sempre: Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page, Keith Richards e Jeff Beck (nesta ordem). Mas a cereja do bolo está nos textos descrevendo cada um deles, escritos por outros guitarristas. Tom Morello, por exemplo, ficou responsável por explicar ao mundo porque Jimi Hendrix é uma unanimidade e primeiro lugar em qualquer votação sobre o assunto.

“Jimi Hendrix explodiu a ideia do que a música rock podia ser: ele manipulou a guitarra, a alavanca, o estúdio e o palco”, resume Morello, “Em músicas como ‘Machine Gun’ ou ‘Voodoo Chile’, seu instrumento era como uma vara de condão dos turbulentos anos 60 – você pode ouvir os tumultos nas ruas e as bombas de napalm caindo em ‘Star-Spangled Banner’.” Enfatizando que Hendrix tocava divinamente sem fazer esforço, o guitarrista do Rage Against the Machine, ele próprio em 40º na lista, afirma que não é possível saber o que o ídolo estaria fazendo se fosse vivo hoje.

“Ele seria uma velho estadista do rock? Seria sir Jimi Hendrix? Ou estaria fazendo algum show permanente em Vegas? A boa notícia é que seu legado está garantido como o maior guitarrista de todos os tempos”. O texto de Clapton foi escrito por Eddie Van Halen, enquanto Joe Perry, do Aerosmith, falou sobre Jimmy Page; Nils Lofgren, da E Street Band, sobre Keith Richards; e Mike Campbell, dos Heartbreakers, sobre Jeff Beck. Fechando o top 10, a lista traz B.B. King, Chuck Berry, Eddie Van Halen, Duane allman e Pete Townshend. Clique aqui para ver a lista completa e veja os jurados abaixo. (Do Globo On Line)

Tapajós insatisfeito com a campanha do Sim

Santarém começa a questionar os rumos da campanha do Sim, que defende os projetos de criação dos Estados de Carajás e Tapajós. Por ser uma luta de mais de três décadas, a emancipação do Tapajós acaba confundida com o projeto de Carajás, bem mais recente e identificado com interesses econômicos e políticos da elite da região. Publicitários e jornalistas santarenos avaliam que a proposta tapajônica, considerada mais justa, é prejudicada pela forte rejeição do eleitorado aos separatistas de Carajás. Até a logomarca da campanha, que remeteria à propaganda pessoal de um conhecido candidato a prefeito, sofre questionamentos. O problema é que a campanha separatista é bancada em mais de 90% pelas empresas e políticos da região de Carajás, o que acaba ditando o conteúdo da campanha no rádio e na TV.

Coluna: Coronelismo aloprado

O Vasco, que ostenta o melhor desempenho na temporada brasileira depois do Santos (que levantou a Taça Libertadores e vai disputar o Mundial de Clubes), carregava injustamente há até bem pouco tempo a pecha de clube mais antipático do país. Essa triste condição derivava da rejeição provocada pelo presidente-ditador Eurico Miranda, que controlava o clube com mãos de ferro, como se fosse propriedade sua. São Januário parecia uma república das bananas, exoticamente retratadas naquelas comédias hollywoodianas. De suspensórios, charuto em punho e aquele ar petulante dos capos, Eurico tinha até camarote exclusivo, de onde acompanhava os jogos furtivamente. Fazia o diabo com os recursos do clube, promovia negociatas de jogadores e troca de técnicos que o desagradassem. Enfim, um coronel à moda antiga tomando conta do terreiro cruzmaltino.
Os associados e torcedores vascaínos eram impotentes de influir nos destinos do clube, cujos estatutos favoreciam a permanência infinita do cartola, apoiado ainda pela velha guarda da colônia lusitana. Da insatisfação generalizada, porém, nasceu uma ampla mobilização, encabeçada pelo ídolo Roberto Dinamite, que se encarregou de derrubar nas urnas a ditadura instalada nos arraiais do clube da Colina. A reconquista do Vasco pelos vascaínos consumiu quase uma década de esforço inquebrantável e trabalho árduo dos oposicionistas.
Refiro-me à odisséia vascaína para citar a situação atual do Paissandu, entregue a uma gestão caótica, cujo dirigente máximo tem a pachorra de admitir que o clube está cheio de dívidas (fala em R$ 1,2 milhão, mas as contas mais sérias sinalizam algo superior a R$ 2 milhões) e que “todo ano é assim mesmo”, admitindo que pretende se endividar ainda mais para tentar sair do atoleiro. A realidade desmente esse anseio e descortina um horizonte dos mais sombrios para o clube, caso seus apaixonados torcedores e associados mais conscientes não tomem as rédeas do processo.
Não adianta ficar deplorando o gesto autoritário e ignóbil de barrar a entrada de profissionais dos veículos do grupo RBA na Curuzu, como se a punição ao sofá resolvesse o problema do adultério. Aliás, a lei da mordaça imposta aos jornalistas e radialistas é apenas um dos muitos traços que equipara os diretores do Paissandu aos métodos de Eurico no velho Vasco. O ex-sultão de São Januário também tinha pretensões de calar seus críticos, impedindo-os de acompanharem a vida do clube. Bobagem. Qualquer garoto medianamente informado sabe que, nestes tempos de informação digital, é suprema burrice sonhar com censura.
Cabe observar, porém, que a represália dos coronéis bicolores aos veículos que não os bajulam é café pequeno diante da montanha de abacaxis que o Paissandu terá que descascar até o recomeço das competições oficiais, marcado para 14 de janeiro, com a abertura do Campeonato Paraense. Até lá, essa diretoria – que tem mandado até o fim de 2012 – terá que quitar as dívidas acumuladas junto a jogadores, técnicos, funcionários e agências de viagens. Ao mesmo tempo, precisará ter competência para montar um novo elenco e contratar outro treinador.
O drama é que não há dinheiro, muito menos competência. Só resta ao Paissandu e a sua nação de adeptos, a essa altura, rezarem para que os deuses do futebol abreviem essa aloprada gestão. Até o momento, a única ideia surgida foi a de borrifar água benta na Curuzu. É ridículo, mas, de certa forma, significa um progresso para quem ressuscitou a extinta prática do “bicho” pago em vestiário, contratou uma fieira de atletas por imagens de DVD e já manifestou (a sério) a intenção de surrar técnico e jogadores com vara de marmelo. O Paissandu, que está às portas do centenário, precisa urgentemente rejuvenescer.
 
 
Samuel Cândido e Charles Guerreiro encabeçam a pequena lista de técnicos regionais cogitados para assumir o Paissandu. O primeiro, por ser mais disciplinador, leva ligeira vantagem na preferência dos cartolas.
 
 
O Remo curte recesso, por força de suas cabeçadas no primeiro semestre, mas a crise não tira férias. Informações oriundas de Antônio Baena indicam que cinco jovens atletas – entre os quais os talentosos Betinho e Tiago Cametá – já estão sob assédio direto de agentes e a um passo de deixar o clube que os revelou. A teimosia, irmã gêmea do destempero, continua a marcar a ferro e fogo a maioria dos gestores do nosso futebol. Parece que jamais aprendem. Errar, nesse caso, é uma sina.
 
 
Direto do blog
 
“A mesma ladainha e chororô de perdedor de sempre, será possível que esse presidente vai querer entregar o clube na 4ª Divisão? Os erros permanecem e esse nefasto ‘planejamento’ de timinho só é engodo para nós, torcedores. O mesmo ciclo se repete e vejo-me longe dos jogos, pois já sei qual é o verdadeiro final. Deixa-se 20 e depois contratam mais 80 para manter a média de 100 pernas-de-pau no elenco. Mais dívidas e pouca honraria com as cores do Bicola. É melhor encomendar o enterro, pois o caixão ele vai selá-lo no final do mandato. Coitado da torcida, te dizer!”.
 
De Douglas Moraes, injuriado com as desculpas esfarrapadas que já duram seis anos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 23)