Vascaínos recebem torcedor ilustre

“Não tem como explicar este ambiente. Eu tive este problema, mas tive o apoio da diretoria, amigos, familiares e torcida. Estou muito feliz com o momento do time. Estou torcendo muito de casa, me sinto um verdadeiro torcedor e tenho certeza que vamos ter um final de ano muito positivo”, comentou Ricardo Gomes, neste sábado, ao visitar os jogadores do Vasco, concentrados num hotel do Rio para o jogo de domingo contra o Botafogo. Foi a segunda vez que o técnico se encontrou com os comandados depois de ter sofrido um AVC hemorrágico, em 28 de agosto. Na primeira, esteve em São Januário para incentivar os atletas na partida contra o Universitários, pela Copa Sul-Americana. Deu sorte. O Vasco goleou por 5 a 2 e avançou às semifinais da competição. Praticamente recuperado, Gomes deve reassumir a função no começo do próximo ano.

Coluna: Seleção na rota dos martírios

Foi um vexame monumental. Nunca se tinha visto a Seleção Brasileira pisar num gramado tão devastado. Parecia picadeiro de circo mambembe. Mesmo com aquele bando de jogadores de segunda linha, o time nacional merecia palco mais decente do que o lamacento campo de Libreville, capital do Gabão, que vem a ser a 68ª seleção no ranking da Fifa. Além de tentar conduzir a bola num terreno esburacado e escorregadio, os jogadores tinham que driblar um degrau entre o campo e a pista de atletismo do caríssimo estádio financiado com grana chinesa – das mineradoras que exploram as jazidas de ferro do país africano.
São jogos (?) desse nível que evidenciam o descalabro da gestão do futebol no Brasil e o profundo menosprezo com que a CBF trata a Seleção, que é nada menos do que a galinha dos ovos de ouro. Diante do desrespeito com a história e a imagem do escrete, como esperar tratamento melhor para outros assuntos, de importância menos visível? O certo é que o contrato milionário, firmado com uma agência internacional de eventos, pode levar o selecionado pentacampeão do mundo para se apresentar em qualquer terreno baldio do planeta.
Por essas e outras, Romário ganhou pontos ao desafiar Ricardo Teixeira e Jerôme Valcke, em sessão da Câmara dos Deputados, a explicarem alguns dos temas obscuros (e espinhosos) que envolvem a Copa, a Seleção e a própria Fifa. Cabe a todo cidadão, parlamentar ou não, cobrar as respostas negadas até aqui. Acredito que, se tivessem coragem, o técnico Mano Menezes e os próprios jogadores cobrariam esclarecimentos quanto aos amalucados amistosos agendados para o escrete.
Mais do que o ridículo pasto oferecido em Libreville, com direito a um apagão de energia, a Seleção perdeu ao enfrentar um adversário sem tradições maiores e com potencial zero de garantir um teste pelo menos razoável aos brasileiros. Foi, de fato, um mero caça-níquel, que não acrescenta nada à preparação brasileira para a Copa do Mundo de 2014. A própria convocação já denunciava a desimportância do evento. Uma legião de ex-corintianos pontificava na lista de Mano, que ainda se viu na constrangedora obrigação de entregar a braçadeira de capitão ao eterno reserva Luisão. No fim das contas, nenhuma anotação válida sobre o embate, até porque todo mundo sabe que praticamente ninguém dali estará na equipe titular da Copa.
Grana na conta, mas prejuízo certo no calendário da Seleção. Tomara não tenhamos a lamentar lá na frente.    
 
 
Risível foi ver a Globo – que desceu a ripa nas condições do Mangueirão naquele Brasil x Argentina – silenciar sobre o mangal do Gabão, capaz de fazer feio numa comparação com o Humberto Parente (Abaetetuba) e o Parque do Bacurau (Cametá). Só foi possível observar alguns comentários tímidos sobre a falta de pedigree do adversário, mas nenhum reparo ao terrível gramado.
Insisto nessas críticas ao local da partida porque o futebol é um esporte de habilidade e nenhum atleta consegue mostrar destreza ou categoria sobre um piso inadequado. Aliás, desde que o futebol foi inventado, a primeira das preocupações é justamente com o campo, tanto que o conjunto de regras oficiais começa justamente por esse item fundamental.
 
 
Zagallo, do alto de suas 80 primaveras, já cobra uma vaguinha na comissão técnica do escrete em 2014. O tempo passa, mas o veterano continua imbatível na arte de cavucar um bom emprego.
 
 
Luverdense e América terão, neste domingo, as atenções de uma imensa torcida paraense. Desse confronto pode emergir uma situação absolutamente nova para o Paissandu, que tropeça nas próprias pernas para obter o acesso à Série B. Bastará um novo empate entre os dois times para deixar o representante paraense com a vaga na mão – desde que, é claro, faça sua parte nos dois jogos que lhe restam. Para os bicolores, portanto, o domingo é dedicado à velha arte da secação.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 13)

Conselheiros afastam presidente do S. Raimundo

Por 12 votos a 2, o Conselho Deliberativo do São Raimundo destituiu a diretoria executiva do clube, que tinha à frente o presidente Rosinaldo do Vale, que gozava licença de 120 dias. Com a decisão dos conselheiros, o Pantera passa a ser comandado por uma junta governativa, presidida pelo vice-presidente eleito, Antonio Sampaio, além dos conselheiros Edibal Cabral, Rubem Chagas, Sandro Lopes e Antonio Marcelino. A duração do mandato da junta é de 90 dias. Nesse período, será montado o elenco para a disputa do Campeonato Paraense 2012. Uma nova eleição será convocada para fevereiro do ano que vem.

Cinema Brasileiro no Universo Criança

Imagens da Feira Cultural do Universo Criança, realizada na manhã desta sexta-feira (11), sob o tema “Cinema Brasileiro”. Participaram todas as crianças que estudam na instituição. Acima, registros do estande da turminha G-11, formada por Lucca, Elber, Lucas e João Gerson, que fizeram exposição sobre a história dos Trapalhões no cinema e na TV. Na terceira foto, o grupo aparece ao lado da professora Suzana Corrêa, de Língua Portuguesa.