Ninguém segura a nau corintiana

O corintiano Emerson foi condenado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), por volta das 15h50 desta sexta-feira, a um jogo de suspensão. O problema foi resolvido menos de três horas depois: o Corinthians conseguiu efeito suspensivo e o atacante poderá jogar contra o Atlético-PR, no próximo domingo, no Pacaembu. Emerson entrou no STJD enquadrado no artigo 254-A, que trata de agressão física, devido ao pisão dado em Daniel, do Avaí, na 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Ele poderia pegar de quatro a 12 jogos de suspensão, caso fosse considerado culpado. Durante a sessão, porém, os juízes entenderam que o pisão em Daniel tinha sido um “ato desleal”, o que acabou rendendo-lhe apenas um jogo de suspensão. Mas, menos de três horas depois da condenação, o Corinthians conseguiu um efeito suspensivo permitindo que Emerson jogue contra os paranaenses. Ainda não há data para o novo julgamento do atacante.

Te contar…

Paissandu dispensa mais dois

O Paissandu desligou nesta sexta-feira mais dois jogadores de seu elenco. O volante Rodrigo Pontes e o atacante Diogo Galvão foram dispensados, com a concordância do técnico Andrade, que não tinha a dupla em seus planos para o restante da Série C. Pontes estava cotado para ser afastado desde a crise que culminou com a queda do técnico Edson Gaúcho.

A frase do dia

“Tinha prometido não falar mais do Pelé. Pelé fala tanta merda… Pelé não tem porra de consciência do que está acontecendo no país. Uma vez eu disse que ele calado era um poeta. Agora, isso também vale. Ele tem de calar a boca. E tem mais. Eu não levo nenhum da CBF. Talvez ele leve”.

De Romário, rebatendo a crítica de que estaria atacando a CBF ainda por ressentimento pelo corte na Copa de 1998.

Esquartejamento do Pará é rejeitado por 58%

Por Aguirre Talento, da Folha SP

A divisão do Pará é rejeitada por 58% dos eleitores do Estado, de acordo com pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11). A pesquisa, encomendada em uma parceria entre Folha, TV Liberal e TV Tapajós (afiliadas da Rede Globo no Pará), ouviu 880 eleitores paraenses de 7 a 10 de novembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 46041/2011. O plebiscito ocorrerá no dia 11 de dezembro.

O percentual de rejeição é o mesmo tanto para a criação do Carajás (sudeste do Pará) como para a criação do Tapajós (oeste). Os favoráveis aos novos Estados são 33%, para ambos os casos. A diferença está nos que afirmam ainda não saber seu voto. Questionados se são a favor da criação do Carajás, 8% responderam que não sabem. No caso do Tapajós, 10% disseram não saber. A soma dos percentuais dá 99% no caso do Carajás e 101% para Tapajós. Isso ocorre devido aos arredondamentos numéricos, porque o Datafolha não trabalha com números decimais. A pesquisa ainda não identifica o reflexo do horário eleitoral gratuito sobre a opinião dos paraenses, já que a propaganda começou somente nesta sexta-feira.

Entre os eleitores que moram no território dos possíveis novos Estados, o apoio é maior à divisão. Em Carajás, 84% são a favor de que a região se torne um novo Estado. No Tapajós, são 77% os favoráveis à criação do Estado. Essas duas regiões, porém, concentram apenas 36% da população do Pará e, sozinhas, não são capazes de conquistar um resultado favorável à divisão. Entre os eleitores do Pará remanescente, 80% são contra a criação do Carajás e 77% são contra Tapajós. É justamente nos eleitores da região em torno de Belém que as campanhas eleitorais têm concentrado suas forças, sabendo que os votos de lá serão decisivos para o resultado.

Diferença ainda é modesta. Chapuletada final será bem maior. 55 neles!

A mística da camisa 11

Por Luiz Guilherme Piva

O 11 é o diabo. O canhoto. Esquecido, desterrado. Anjo caído, marginal, rente à fronteira do jogo.

O 11 é canhestro em muitas línguas. Retraído, largado, tosco, desajeitado, inábil, sem destreza. Gauche, sinistro.

Mas desmente a semântica. É o mais habilidoso, o mais ousado, o mais exibido, o mais encantador. O que suspende o jogo para que todos o vejam prestidigitar com a bola.

O 11 é o capeta. O esquerdo. O que desacata a ordem. O que quer mudar as regras, refazer o jogo como ele poderia ser.

O que põe fogo no jogo, colorindo-o. Rouge, rosso.

O 11 é o cão. O que não se adestra. O que inferniza a caravana. O que desobedece a tática e o treinador.

O 11 é o Lúcifer, príncipe das trevas, medonho, que os times evitam ter. Mas é também Vênus, estrela da manhã, fêmea bela, que todos desejam.

O 11 é o oblíquo. Ardiloso. Vesgo. Dissimulado. Cigano. Que trai e devora o lateral como uma onda repentina da ressaca.

O 11 é onde o time termina. Onde o campo acaba.

Mas onde a bola, pelo prazer e pelo pecado, gosta de estar.

No dia 11.11.11, o encontro dos craques da camisa 11

O dia 11.11.11 marca o encontro de três grandes craques do futebol brasileiro. Todos se notabilizaram pela categoria e, coincidentemente, usaram o número 11 às costas. Para os místicos, a data pode ter vários significados com diferentes simbologias. No futebol, o número 11 significa não só a quantidade de jogadores que formam um time, mas também remete à trajetória desses craques de gerações diferentes. Os protagonistas, neste caso, são Neymar, Romário e Pepe. Para eternizar o encontro destes três ícones, a marca de tênis Pé Baruel promoveu em São Paulo o evento “Encontro de Gerações Camisa 11”. Pela primeira vez, os três craques estiveram juntos para trocar experiências e contar como cada um, em épocas diferentes, escreveu um capítulo de sucesso dentro do futebol mundial. Com passagem pela Seleção Brasileira, Pepe é o segundo maior artilheiro da história do Santos e integrou a equipe santista bicampeã mundial, apontada por muitos como o maior time de todos os tempos.  Eleito o melhor do mundo pela Fifa em 1994, Romário também foi o protagonista da conquista do tetracampeonato mundial do Brasil. Melhor jogador brasileiro em atividade, Neymar completa o trio de ataque que estará presente no “Encontro de Gerações Camisa 11”. O craque do Peixe e da Seleção é o primeiro atleta que atua na América Latina indicado para a relação dos 23 melhores do mundo da Fifa.

Águia quer Mendes de volta

Depois de uma atuação apenas razoável na Série C deste ano, o atacante Mendes continua na mira do Águia de Marabá para reforçar a equipe no campeonato estadual. O técnico João Galvão já manifestou o desejo de contar com o artilheiro baiano na temporada 2012. Para isso, porém, Mendes teria que aceitar uma redução de salário em relação ao que ganhava neste ano. De Salvador, o jogador admitiu o interesse, mas informou que ainda não recebeu uma oferta oficial dos marabaenses para voltar. Na Série C, Mendes marcou quatro gols pelo Águia, mas desperdiçou dois pênaltis, chegando a sair de campo vaiado pela torcida.

Coluna: De fogueira em fogueira…

Reconheçamos: não tem sido fácil a jornada do Paissandu na Série C. Não me refiro especificamente à competição deste ano, quero falar de todas as outras edições do torneio, que parece ter se transformado numa autêntica arapuca para os bicolores. Justiça se faça, o castigo da permanência prolongada tem muito mais a ver com as incompetências do clube do que propriamente com qualquer motivo obscuro ligado à organização do torneio. Neste ano, em especial, as eventuais queixas precisam ser bem pesadas, visto que inúmeras oportunidades têm sido franqueadas para que o time consiga o acesso.
O exercício é simples, basta conferir cada passado do time no torneio. No final da primeira fase, o imbróglio envolvendo o Rio Branco terminou por beneficiar indiretamente o representante paraense em relação ao Águia de Marabá, seu mais direto concorrente na luta pela classificação. É bem verdade que, dias depois, essa mesma confusão acabou por prejudicar os interesses bicolores, pois o Rio Branco foi defenestrado do campeonato e uma de suas derrotas em casa havia sido justamente para o Paissandu. Coisas da vida, sigamos em frente.
No confronto direto com o CRB, time que apresentava campanha pouco expressiva, a equipe de Edson Gaúcho claudicou por completo, cedendo seis preciosos pontos. Pavimentou ali a sua estrada para o martírio atual. Ainda assim, não há motivos extremados para maldizer a sorte. Depois de criar uma barafunda interna, trocando de técnico pela terceira vez na campanha, o time conseguiu um empate em Lucas do Rio Verde. Podia ter sido melhor, caso fossem aproveitadas as inúmeras chances, principalmente depois que o goleiro adversário foi expulso de campo.
No meio da semana, o STJD condenou o clube à perda de um mando de campo depois que um desvairado atirou objetos no gramado do Mangueirão na derrota frente ao CRB. O que parecia ser a valsa do adeus nas pretensões alvicelestes foi amenizada pelo simpático empate entre América-RN e Luverdense, resultado dos mais favoráveis por impedir a aproximação de ambos na tabela de classificação. A coisa ficou melhor ainda, ontem, quando surgiu a notícia de que o confronto com o Luverdense será mesmo em Belém, por obra do prazo – cinco dias úteis – para cumprimento da decisão do tribunal. Provas inequívocas de que, juntando esses pequenos milagres, o Paissandu ainda pode chegar ao paraíso. Desde que, é claro, forças internas não atrapalhem (de novo) a ascensão.
 
 
A coluna errou. Ao contrário do que foi mencionado na edição de ontem, sobre a possível demora na apresentação de provas sobre o arremesso de uma garrafa durante o jogo Paissandu x CRB, no Mangueirão, o diretor de Segurança do clube, Cláudio Santos, informa que o torcedor acusado foi detido pela Polícia Militar e apresentado na Delegacia da Marambaia, cerca de uma hora depois da partida. Como o sistema integrado da Polícia estivesse fora do ar, a delegada de plantão rubricou o boletim, posteriormente revalidado na Delegacia do Marco. Este documento foi encaminhado ao advogado do clube, Oswaldo Sestorio, acompanhado do boletim de ocorrência da PM e do relatório de segurança do jogo, assinado pelo comandante do policiamento no Mangueirão. Portanto, segundo Cláudio, as provas da defesa foram apresentadas em tempo hábil ao STJD, sem que houvesse falsa malandragem ou qualquer tentativa de burla no processo.
 
 
O Remo 2012 começa, ainda timidamente, a tomar forma. Um passo no escuro (retorno de Serginho) foi logo devidamente compensado com os acordos firmados com Adenísio e Joãozinho. O atacante, que já tinha passado pelo clube, parece mais amadurecido, inclusive no aspecto técnico. A boa campanha pelo Independente no campeonato estadual o credenciam a ser figura de destaque na equipe de Sinomar. O volante, mais discreto, chega com pinta de titular. Ambos trabalharam com o técnico, o que é sempre o melhor indicativo para esse tipo de aposta.
 
 
Direto do blog
 
“Sou bicolor, mais como o meu time tem ‘largura’ em certos momentos delicados. Lembro do ano de 2001, quando o Papão se sagrou bicampeão. Tropeçava em alguns jogos, porém seus adversários diretos não deixavam por menos, e tropeçavam também. Com isso, o nosso Papão se mantinha na dianteira da competição ate chegar ao título. Vou te dizer! Mas temos de fazer por onde, caso contrário ficaremos de novo enterrados na Terceirona…”
 
De André-PSC, fazendo leitura realista da situação do Paissandu a dois passos de uma definição.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 11)