Aos verdadeiros amigos do blog

Estou no Rio de Janeiro, acompanhado de meu filho Pedro, para ver o Pearl Jam tocar neste domingo. Mas, mesmo de férias no jornal e na Rádio Clube, continuarei a escrever a coluna no Bola (menos a desta segunda-feira, obviamente) e a atualizar o blog. Conto com a colaboração dos verdadeiros amigos deste espaço, que ajudam a torná-lo o mais acessado na internet paraense. Fiscalizar os sabotadores, falsos valentes e desbocados em geral é uma obrigação de todos nós. Estou, de minha parte, cuidando de aperfeiçoar a filtragem, o que às vezes leva ao bloqueio de comentários por mais tempo do que o necessário. O lado positivo é que os clones (ou “o” clone) já foram devidamente localizados, até pelo palavreado chulo, não enganando a mais ninguém. Recomendo apenas que se evitem as respostas e atenções a comentários desrespeitosos que porventura consigam fugir à moderação.

Coluna: A hora do renegado

Héliton tem sido ao longo de toda a Série C aquele tipo de jogador chamado antigamente de leão de treino. Arrebenta nos treinos e amistosos, quase sempre fazendo gols. Empolga o torcedor, ganha destaque nas resenhas, mas não comove os técnicos. Roberto Fernandes, Edson Gaúcho e o próprio Andrade não deram muita trela para o estilo insinuante do jovem atacante.
Podíamos passar um bom tempo matutando sobre as razões que levaram os “professores” a deixarem de lado o futebol abusado e habilidoso de Héliton em favor do apagado Josiel. A explicação talvez tenha caráter conceitual. A questão é que o futebol moderno no Brasil não é lá muito generoso com os baixinhos, apesar do estrondoso sucesso que um representante da raça – um certo Lionel Messi – faz no resto do planeta.
Baixinho, Héliton é olhado com desconfiança para a função de segundo atacante. Ninguém parece atinar para o fato de que um driblador veloz é um bem precioso para qualquer time. Fernandes e Gaúcho só recorriam a Héliton quando o barco ameaçava adernar. Invariavelmente, o time melhorava muito sempre que isso ocorria. 
Eis que a providencial saída de Josiel abriu espaço para o aproveitamento de uma dupla que tem tudo para dar certo: Rafael Oliveira, força e capacidade de finalização; Héliton, talento para abrir defesas pelas extremas e cruzamentos venenosos para a área. Imagino que ambos tiveram tempo para treinar inversões de posicionamento e tentativas de tabelas em velocidade.
Caso estejam afinados, o Paissandu tem boas chances de marcar gols em Lucas do Rio Verde neste domingo. Por opção ou necessidade, adicionaria outra peça igualmente agressiva: Tiago Potiguar, que ainda deve boas atuações no campeonato, mas é um meia-atacante de talento, capaz de criar situações complicadas para qualquer defesa.
Com ou sem Potiguar, segue sem explicação lógica a impressionante popularidade de Luciano Henrique com os técnicos que passam pela Curuzu. É o único titular absoluto e imexível. Difícil entender seu papel na criação, pela simples razão de que nada cria. Como Robinho está escalado, o problema deve ser resolvido. Mas a verdadeira função de L.H. continua a ser um mistério.  
 
 
Em tempo de aporrinhações em série na Curuzu, enfim uma boa notícia: o perigoso centroavante Ray, suspenso, é a grande ausência do Luverdense para o embate contra o Paissandu.  
 
 
Na pisa que o Vitória aplicou no Salgueiro, sexta-feira, no Barradão, uma figura visualmente exótica pontificava na anêmica equipe pernambucana: ninguém menos que o nosso Tiago Marabá, que andava sumido desde que o Remo entrou pelo cano no Parazão. Infelizmente, o cabelo cortado no estilo Neymar chamou mais atenção que o confuso futebol apresentado.
 
 
Direto do blog
 
“A coisa começou a degringolar no momento em que mandaram o Edson Gaúcho para a rua e ficaram do lado dos fofoqueiros e barqueiros. Era a hora de separar o joio do trigo. Contudo, o LOP com suas idéias pouco ortodoxas achou por bem dar razão ao Sandro e demitir o Gaúcho. Resultado: o Sandro na primeira oportunidade abandonou o barco e o mesmo, desgovernado com a falta de um prático competente que o leve a águas amenas, está a pique e a ponto de afundar de vez.”
 
Do Sérgio Magalhães, resumindo bem a caótica saga bicolor na Série C.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 06)