Série C: Sidny está na seleção da rodada

Os melhores da rodada na Série C, segundo a equipe do site Futebol Interior, são os seguintes: Bruno Prandi (Marília); Sidny (Paysandu), Arthur Sanches (Madureira), Edson Rocha (Caxias) e Márcio Panda (Guarany); Leandro Brasília (Ipatinga), Athos (Brasil) e Têti (Caxias); Fernando Gaúcho (Campinense), Neílson (Chapecoense) e Ronaldo Capixaba (Joinville). Técnico: Argel Fucks (Caxias). O Têti é aquele mesmo meia-armador que jogou no Paissandu sob o comando de Ademir Fonseca.

Ricardo Gomes, operado, segue sob observação

Depois de cerca de três horas e meia terminou a cirurgia a que foi submetido o técnico do Vasco, Ricardo Gomes, na noite de domingo. De acordo com as primeiras informações, a hemorragia no cérebro foi estancada, e a circulação reestabelecida. Ricardo Gomes ainda será submetido a uma tomografia e encaminhado à UTI. O médico do Vasco, Clóvis Munhoz, confirmou que a operação foi considerada um sucesso. A intervenção aconteceu no Hospital Pasteur, na zona norte do Rio de Janeiro. “A hemorragia foi totalmente drenada. O Ricardo agora está sedado, em coma induzido e entubado, para ter repouso total por pelo menos 72 horas, para que o tecido cerebral não sofra mais danos. Aí poderemos avaliá-lo melhor. Ele inspira cuidados e seu estado ainda é gravíssimo. É bem provável que Ricardo tenha sequelas na fala e em todo o lado direito do corpo. Só deixará o hospital em 10 dias, isso se tudo correr bem”, disse o médico vascaíno. (Com informações da ESPN)

A lei do vale-tudo

“Eu conversei com ele (Antonio Minotauro Nogueira)  sobre aposentadoria após a derrota para o Velasquez. Minotauro ficou extremamente nervoso comigo por causa disso. É por isso que, após o triunfo do Tito Ortiz contra o Bader, Minotauro comemorou e disse: ‘Ei, não é o Dana que decide quando iremos nos aposentar’. Mas isso não é verdade. Sou eu sim que tomo essas decisões. Nós sabemos quando alguém está acabado”.

Do empresário Dana White, presidente do UFC, mostrando quem manda no “esporte” da moda.

Tribuna do torcedor

Por Dennis Oliveira (dennis.redator@gmail.com)

Por que tem que ser no sofrimento?
Por que o time não consegue um padrão de jogo?
Por que só chutão pra frente?
Por que passa a ideia que quase todos os jogadores não querem armar jogada, e sim se livrar, tirar de si a responsabilidade, dando chutão pra frente?
Porque o Sidini quase não passa da linha do meu de campo?
Por que o Josiel continua no ataque?
Por que se espera o milagre de um Jesus?
Por que o Rafael não tem mais tranqüilidade para marcar o gol?
Por que tem que ser sempre na correria? Ninguém para e pensa.
Por que torcedor tem que sofrer 90 minutos para viver feliz?

(*) Dennis Oliveira é redator da CACOMUNICAÇÃO

A frase do dia

“Já demos o Centro de Mídia para o Rio, e a sede da organização da Fifa será no Rio. Portanto, a cidade mais adequada para receber a abertura é mesmo o Rio de Janeiro. O futebol brasileiro é o Rio. E, para o mundo, o Rio é a cidade mais atraente para abrir uma Copa, sem dúvida.”

De Joseph Blatter, presidente da Fifa, criticando a decisão de Ricardo Teixeira quanto à abertura da Copa em São Paulo. 

Coluna: Jogo fraco, resultado excelente

Passou longe de uma exibição empolgante do Paissandu. Foi, quando muito, razoável. Nada, porém, diminui a importância do resultado. Muito pelo contrário. A vitória suada, conquistada com gana, empolgou a torcida e trouxe tranqüilidade para os próximos passos do time na competição. E, lá no fundo, é isso que realmente importa. 
O jogo transcorreu conforme o esperado. O visitante encolhido, usando a velhíssima tática de duas linhas de quatro homens atrás da linha da bola. O Paissandu pressionando o tempo todo, perseguindo o gol, mas pecando na organização dos lances.
Dono absoluto das ações, o Paissandu não encontrava jeito de furar o bloqueio armado pelo Luverdense. Com Josiel e Rafael Oliveira na área, Tiago Potiguar era o jogador que tentava abrir brechas na retranca inimiga. Começou como meia avançado, explorando as extremas, mas quando afunilava acabava embolando com Luciano Henrique.
Mesmo com todas as dificuldades de criação, Rafael conseguiu duas oportunidades na base da raça. Na mais clara situação de gol, dividiu com o bom goleiro Tiago e a bola saiu caprichosamente rente à trave. Se Rafael corria e invertia posicionamentos, Josiel se acomodava e parecia meio fora de jogo. A torcida percebeu e começou a pegar no pé.
Por obra do acaso, o Paissandu arrumou um pouco mais a meia cancha quando Sandro substituiu Jean, que se contundiu. Com o veterano volante mais adiantado, o passe melhorou e Rafael passou a ser mais acionado. Apesar disso, o Luverdense quase abriu o placar em jogadas de Alan e Ray. Fávaro apareceu esplendidamente nos dois lances.
Na saída dos times para o intervalo, a torcida chiou e cobrou mudanças. Fernandes atendeu: botou Robinho no lugar de Luciano Henrique, mas a alteração não tornou o Paissandu mais articulado. Josiel continuava escondido no ataque e apenas Rafael e Potiguar se desdobravam contra o batalhão de marcadores do Luverdense.
Por ironia, aos 30 minutos, logo depois de uma chance incrível criada pelo Luverdense e defendida por Fávaro veio o gol salvador. E um detalhe foi decisivo na jogada: a zaga ficou marcando os atacantes e descuidou do zagueiro Vagner, que desviou para as redes o cruzamento perfeito de Rafael Oliveira.
A vibrante comemoração do capitão demonstrou o nível de esforço e vontade do time. Pelos 19 minutos restantes, o Paissandu ficou tocando a bola no ataque, abafando as tentativas do Luverdense. Fernandes lembrou de tirar Josiel e botou mais um zagueiro, Márcio Santos. Sandro ainda mandou uma bola na trave, mas 1 a 0 foi o escore justo para um embate bem equilibrado.    
 
 
O Paissandu segue na liderança, mas continua com sérios problemas de criação. Sandro, pelo que se viu ontem, talvez seja o organizador que Luciano Henrique não conseguiu ser. Robinho entrou fora de sintonia com Sidny, que não dá sequência às jogadas de linha de fundo. Fávaro se redimiu amplamente da falha em Marabá. Vagner, além do gol, foi o zagueiro mais vigilante. Ninguém, porém, superou Rafael Oliveira, em esforço e desprendimento. 
 
 
De quase eliminados há duas rodadas, São Raimundo e Independente Tucuruí conseguiram vitórias que abrem a possibilidade de classificação na Série D. O problema é que o grupo está emboladíssimo: a diferença entre o primeiro, Sampaio, e o quinto, Trem, é de apenas dois pontos. Mas a reação da dupla paraense é digna de registro.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 29)