Águia perde para o Rio Branco

O Águia perdeu o jogo e a liderança da chave, na noite deste domingo, em Rio Branco (AC). Com gols de Testinha (aos 43 do primeiro tempo) e Ley (de pênalti, aos 43 do segundo), o Rio Branco derrotou o time marabaense por 2 a 1. Marquinhos Marabá fez o gol do Águia. Durante quase todo o segundo tempo, o Águia jogou com um atleta a mais, pois o argentino Ezequiel Palermo foi expulso, desfalcando o Rio Branco. Apesar disso, o time acreano garantiu a vitória.

Papão arranca vitória importante

Com muitas dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Luverdense durante todo o jogo, o Paissandu conquistou uma vitória importantíssima na tarde deste domingo, na Curuzu, reassumindo a liderança do Grupo A da Série C. O zagueiro e capitão Vagner, escorando de cabeça um cruzamento perfeito de Rafael Oliveira na metade do segundo tempo, tirou a angústia da torcida que lotou o estádio e já dava sinais de impaciência com a ineficiência do ataque alviceleste.

Com Josiel muito marcado e sem criatividade para fugir à marcação, o Paissandu dependeu durante todo o primeiro tempo de tentativas isoladas de Rafael Oliveira – o melhor da equipe – e Tiago Potiguar. Com seis homens atrás da linha da bola, o Luverdense se fechava bem e não permitia que o meio-campo do Paissandu tramasse boas jogadas. Quando Sandro substituiu Jean, por contusão, a meia cancha passou a tocar mais a bola, embora sem grande objetividade e prejudicada pela má atuação de Luciano Henrique, que não acertava passes. A torcida no final do primeiro tempo começou a pedir a entrada de Robinho.

O técnico Roberto Fernandes atendeu o pedido e Robinho substituiu Luciano no segundo tempo. O problema é que o meia caía pelo lado direito, mas Sidny corria pela mesma faixa. Os dois embolavam jogadas e facilitavam a marcação adversária. Jogador mais inquieto do Paissandu, Rafael buscava jogo o tempo inteiro, revezando-se entre a direita e a esquerda. Esteve perto de fazer gol, errando em três finalizações.

O Luverdense ameaçava em lances esporádicos, mas de muito perigo. Como nas arrancadas de Alan pela esquerda e alguns disparos de fora da área, que Fávaro defendeu com segurança. No começo do segundo tempo, Sandro cobrou duas faltas com grande perigo, mas o ataque passava em branco, com Josiel inteiramente nulo.

O gol da vitória surgiu quando o time parecia mais nervoso em campo, embora tentando de todas as formas chegar à área do Luverdense. Em escapada pela direita, Rafael cruzou na cabeça de Vagner, que tocou para as redes do goleiro Tiago. Em seguida, Sandro mandou uma bola no poste esquerdo de Tiago, quase marcando o segundo gol. Para segurar o resultado e atender a torcida, que vaiava o atacante, Fernandes substituiu Josiel por Márcio Santos e o jogo terminou sem maiores dificuldades para o Paissandu. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

A frase do dia

“O meu fígado tem alguns problemas, mas ele funciona bem. Boa parte dele funciona bem. Só que ele chegou num ponto de absoluta incompatibilidade [risos] com o álcool. Eu cheguei num ponto que tive de parar para cuidar disso e descobri uma coisa maravilhosa: eu não tenho abstinência, não sinto falta, falta química. (…) Na verdade, eu vou tirar o álcool. Eu já tinha tirado, a minha concepção de vida já tinha mudado. E, em primeiro lugar vou trabalhar como médico, aquela coisa que eu brinquei, que eu estava no hospital para arrumar emprego, eu já arrumei. Vou trabalhar na equipe de transplante aqui. Já comecei a estudar, vou trabalhar com hepato, principalmente na parte política, da divulgação, da informação, da conscientização sobre a importância dessa questão.”

Dr. Sócrates, ao receber alta do hospital, depois de sofrer uma hemorragia digestiva.

Independente volta a vencer e sonha com a vaga

Depois de uma série de tropeços, o Independente Tucuruí reencontrou a vitória na Série D. Derrotou, na noite deste sábado, o Sampaio Corrêa-MA por 2 a 1, no estádio Navegantão, em Tucuruí. Com o resultado, o campeão paraense voltou a ter chances de classificação à próxima fase da competição nacional. Ofensiva, a equipe buscou o gol desde os primeiros minutos e abriu o placar aos 15 minutos, através do zagueiro Adson. Apenas nove minutos depois, o mesmo Adson ampliou para 2 a 0. Aos 28 minutos, o Sampaio descontou com Marcos Vinícius.
O Independente ocupa agora a vice-liderança do grupo A2 da Série D, com oito pontos. O Sampaio Corrêa segue na liderança com nove pontos. Na próxima rodada, o Galo folga na tabela e só volta a jogar no dia 11 de setembro contra o Comercial-PI, no estádio Albertão, em Teresina. Já o Sampaio Corrêa buscará sua reabilitação diante do Comercial-PI, no estádio Nhozinho Santos, em São Luís. Neste domingo, o Comercial recebe o S. Raimundo de Santarém, em Teresina. (Com informações da Rádio Clube)

Pensata: O ponto sem retorno de Veja

Por Luis Nassif

Veja chegou a um ponto sem retorno. Em plena efervescência do caso Murdoch, com o fim da blindagem para práticas criminosas por parte da grande mídia no mundo todo, com toda opinião esclarecida discutindo os limites para a ação dá mídia, ela dá seu passo mais atrevido, com a tentativa de invasão do apartamento de José Dirceu e o uso de imagens dos vídeos do hotel, protegidas pelo sigilo legal.
Até agora, nenhum outro veículo da mídia repercutiu nenhuma das notícias: a da tentativa de invasão do apartamento de Dirceu, por ficar caracterizado o uso de táticas criminosas murdochianas no Brasil; e a matéria em si, um cozidão mal-ajambrado, uma sequência de ilações sem jornalismo no meio.
Veja hoje é uma ameaça direta ao jornalismo da Folha, Estadão, Globo, aos membros da Associação Nacional dos Jornais, a todo o segmento da velha mídia, por ter atropelado todos os limites. Sua ação lançou a mancha da criminalização para toda a mídia.
Quando Sidney Basile me procurou em 2008, com uma proposta de paz – que recusei – lá pelas tantas indaguei dele o que explicaria a maluquice da revista. Basile disse que as pessoas que assumiam a direção da revista de repente vestiam uma máscara de Veja que não tiravam nem para dormir.
Recusei o acordo proposto. Em parte porque não me era assegurado o direito de resposta dos ataques que sofri; em parte porque – mostrei para ele – como explicaria aos leitores e amigos do Blog a redução das críticas ao esgoto que jorrava da revista. Basile respondeu quase em desespero: “Mas você não está percebendo que estamos querendo mudar”. Disse-lhe que não duvidava de suas boas intenções, mas da capacidade da revista de sair do lamaçal em que se meteu.
Não mudou. Esses processos de deterioração editorial dificilmente são reversíveis. Parece que todo o organismo desaprende regras básicas de jornalismo. Às vezes me pergunto se o atilado Roberto Civita, dos tempos da Realidade ou dos primeiros tempos de Veja, foi acometido de algum processo mental que lhe turvou a capacidade de discernimento.
Tempos atrás participei de um seminário promovido por uma fundação alemã. Na mesa, comigo, o grande Paulo Totti, que foi chefe de reportagem da Veja, meu chefe quando era repórter da revista. Em sua apresentação, Totti disse que nos anos 70 a revista podia ser objeto de muitas críticas, dos enfoques das matérias aos textos. “Mas nunca fomos acusados de mentir”.
Definitivamente não sei o que se passa na cabeça de Roberto Civita e do Conselho Editorial da revista. Semana após semana ela se desmoraliza junto aos segmentos de opinião pública que contam, mesmo aqueles que estão do mesmo lado político da publicação. Pode contentar um tipo de leitor classe média pouco informado, que se move pelo efeito manada, não os que efetivamente contam. Mas com o tempo tende a envergonhar os próprios aliados.
Confesso que poucas vezes na história da mídia houve um processo tão clamoroso de marcha da insensatez, como o que acometeu a revista.

Coluna: Para alívio geral, Potiguar vai jogar

Já ouvi alguns falsos profetas avaliando que Tiago Potiguar conquistou a posição de titular nos treinos misteriosos comandados por Roberto Fernandes durante a semana. Bobagem. O ágil curraisnovense está escaladíssimo há mais tempo. Precisamente desde sábado à noite, quando entrou em campo lá no Zinho Oliveira e novamente mudou a cara do Paissandu em campo.
Duvido muito que um técnico rodado como Fernandes não tenha mensurado a diferença qualitativa que Potiguar acrescenta ao time. E que ninguém venha com a lorota de que alguns jogadores rendem mais quando entram no segundo tempo. Ninguém em juízo perfeito vai esperar a desdita ocorrer para só então buscar providências. Se há um bom jogador à disposição, a lógica manda que ele entre de cara.
Tem mais: com a Curuzu lotada e ensandecida, não há maluco que resolva desagradar a massa. E a massa, que não é boba, quer Potiguar. Verdade que o treinador sonhava, lá no começo do campeonato, com Luciano Henrique e Juliano no setor de criação. Planos alterados devido aos problemas clínicos do segundo.
Luciano segue como titular, mas Fernandes sabe que o torcedor ainda não caiu de amores pelo experiente meia. O que o técnico talvez não saiba é que, ao lado de um dínamo como Potiguar, a postura menos exuberante de Luciano pode ser beneficiada, fazendo um bem danado ao Paissandu.
A verdade é que todos saem ganhando quando um bom jogador está em campo. Para uma partida que se desenha truncada, de forte marcação, a melhor das opções é um meia-atacante rápido, driblador e com potencial para finalizar jogadas.   
Ah, os treinos secretos serviram para Fernandes juntar argumentos que justifiquem a escalação de Potiguar. Como se isso fosse necessário.
 
 
Durou pouco a presepada do presidente da Federação Catarinense de Futebol. Ainda na sexta-feira, o procurador da República Mário Sérgio Barbosa recomendou à entidade que revogue a determinação de proibir críticas e manifestações contra o presidente da CBF durante o jogo Avaí x Figueirense, em Florianópolis. A ordem é para “afastar a determinação de impedir a entrada nos estádios, ou retirar dos estádios, torcedores que estejam exercendo seu direito constitucional de crítica e manifestação de pensamento”. Ainda bem.
 
 
Em conversa com desportista paraense no Facebook, o técnico Ademir Fernandes desceu a ripa em dirigentes, jogadores, radialistas e até na torcida paraense. Aparentemente magoado com o tratamento recebido quando trabalhou aqui (nos dois grandes).
Ácido ao falar do ex-atacante Robgol, citado como profissional pouco interessado em treinar, acusou a imprensa local de incompetente e citou nominalmente alguns profissionais da área como “aproveitadores”. 
Antes de encerrar bruscamente o papo, disse ao seu interlocutor que, se depender de sua vontade, não trabalha mais no Pará.
Surpreso com as diatribes de Fonseca, que caiu com o Paissandu em 2006, o torcedor sugere que os dirigentes tenham mais cuidado na escolha de treinadores, principalmente os que saem falando mal do Pará e dos paraenses para justificar a incompetência.
Aliás, Fonseca só tem acumulado fiascos, incluindo o São Caetano (SP), recentemente. Pelo teor do papo, demonstra guardar muitas mágoas. Por isso, caso queira se manifestar e esclarecer alguns dos pontos abordados, a coluna está à sua disposição.
 
 
Rodrigo Pontes, volante do Paissandu, é o convidado especial do “Bola na Torre” de hoje, às 22h, na RBATV.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 28)