Separatistas na Câmara de Belém

Era só o que faltava. Além da forte presença separatista nas bancadas estadual e federal, até na Câmara Municipal de Belém existem defensores do esquartejamento territorial do Pará. São os vereadores Ademir Andrade (PSB) e Tereza Coimbra (PDT). Ambos, por enquanto, não assumem publicamente a condição de divisionistas.

Durma-se com um barulho desses… te contar.

Um presente de aniversário

Para não deixar dúvidas sobre a pauleira que enfrentamos, na Redação, durante toda a semana, construindo e finalizando a super edição de aniversário (29 anos) do DIÁRIO. O trabalho foi intenso, mas gratificante. Desculpem a imodéstia, mas estou muito orgulhoso do que a equipe de repórteres, fotógrafos, editores, colunistas, produtores, paginadores, ilustradores, infografistas e tratadores de imagens fez nesses últimos dias. Mais de 80 pessoas envolvidas diretamente na faina. Às 4h da madruga deste sábado, fechamos a última página de 15 cadernos. Confiram o resultado neste domingo. A foto é do gente-boa Marco Santos.

Coluna: O troféu máximo do puxa-saquismo

Quando se pensa que não há mais como se surpreender com as lambanças e futricas do futebol no Brasil, eis que irrompe do nada um cartola metido a esperto, caprichando na bajulação, disposto a reeditar a censura até na universal (e terapêutica) arte do xingamento nos estádios.
O cidadão em questão é o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto, há 26 anos no cargo, que se apressou em baixar um édito de alerta aos torcedores de Avaí e Figueirense, equipes que disputam clássico neste domingo em Florianópolis.
Preocupado em resguardar a imagem sacrossanta de Ricardo Teixeira, o dirigente recorreu até ao Estatuto do Torcedor para recomendar à torcida que evite fazer vaias, faixas ou cartazes contendo críticas ao presidente da CBF.
Como se sabe, por todo o conjunto da obra, Teixeira é alvo de intensa campanha de repúdio nas redes sociais e em eventos públicos. O “fora Ricardo Teixeira!” virou grito de guerra também nos estádios.
O movimento de protesto ganha corpo e deve ser oficialmente deflagrado nos clássicos da rodada deste final de semana pela Série A. Torcedores dos principais clubes, unificados na recém-criada Conatorg (Confederação Nacional das Torcidas Organizadas), firmaram um pacto para cobrar “Copa no Brasil com prestação de contas e sem Ricardo Teixeira”.
Um manifesto já circula na internet e será distribuído nos estádios, cobrando transparência na CBF e na organização do Mundial de 2014. Por enquanto, mais fumaça do que artefato de peso contra o dirigente. Para se prevenir contra isso, o criativo cartola de Santa Catarina garimpou no Estatuto do Torcedor itens que, segundo a interpretação dele, barram protestos contra o cacique do futebol no Brasil.
Mas que ninguém pense que o presidente da FCF é um reles puxa-saco. Seu gesto esconde interesses maiores. Florianópolis, apeada (como Belém) por Teixeira da lista de cidades-sedes da Copa, sonha em ser escolhida para receber uma seleção de primeira linha durante o torneio. 
Repressão não combina com manifestações populares, como o futebol. De mais a mais, o proibido sempre atiça mais os sentidos. Desconfio que o tiro pode sair pela culatra e as torcidas de Florianópolis arranjarão um jeito de protestar, dentro ou fora da lei, contra Teixeira. A conferir.  
 
 
É preciso, porém, fazer justiça a Delfim Peixoto. Ele não é exceção. A maioria dos presidentes de federações estaduais reza pela mesmíssima cartilha de adulação. Todos batem continência para Teixeira e dizem amém a todas as suas vontades. São mais fiéis à CBF do que aos clubes federados de seus Estados. 
 
 
 
A pane no placar eletrônico deve encarecer ainda mais a obra de recauchutagem do estádio Edgard Proença para o amistoso Brasil x Argentina, no dia 28 de setembro. Como não há verba nem tempo hábil para comprar um equipamento novo, a Seel optou por uma solução paliativa e igualmente cara: vai alugar painéis de LED, usados normalmente em shows, para substituir o placar.
Antes de contabilizar o aluguel dos painéis, as despesas com a recuperação do Mangueirão estão orçadas em R$ 2,3 milhões.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste sábado, 27)