Tribuna do torcedor

Por Belinda Cardoso de Sá (belindacardosodesa@yahoo.com.br)

Mais uma vez volto a essa coluna (colunaço) para responder as alegações do presidente do Paysandu. Na realidade, esse time não é nem de terceira, quanto mais de segunda divisão. Creio que não se classificaria jogando na quarta divisão.E como não há outra divisão abaixo, ficaria empacado igual ao seu rival. Só mesmo sendo fiel para suportar esses vexames, aliás e, principalmente, contra o fraco Águia, que só sabe empatar a f… dos outros, pois também não se classifica para nada. Esses dois times são os famosos bunda-lelês. Servem para enganar a boa fé de seus torcedores. Por outro lado, os estádios (estádios???) em que jogam devem ser um verdadeiro suplício, principalmente esse Zinho Oliveira (zitinho oliveira, na verdade). Esses locais de jogos deveriam servir para pelada de várzea. Mal o jogador recebe a bola já tem cinco ou mais em cima dele, porque o campo é muito pequeno e o gramado (gramado???) é tórrido, onde a bola não desliza nunca, pipocando o tempo todo, dificultando o controle da pelota. Até quando nós, adoradores do futebol, vamos sofrer com esse futebolzinho de m…? E no próximo ano, serão as mesmas coisas.  P R E P A R A R – S E  é preciso; sofrer para sempre, também? Aguardo seus comentários no BOLA NA TORRE, hoje.

Marcha popular contra a divisão do Pará

A primeira grande marcha popular contra a divisão territorial do Pará acontece neste domingo, a partir das 9h, saindo da escadinha do cais do porto em direção ao centro da cidade. A mobilização é importante, pois grande parte da população – pela desorganização dos partidos e do próprio governo – mostra-se indiferente ao tema do separatismo.

Paissandu anuncia contratação de volante

César Santiago é o novo reforço do Paissandu para a Série C. O jogador, que defendia o Grêmio Prudente, joga como volante e deve chegar no começo da semana. O anúncio da contratação foi feito ainda no primeiro tempo da partida entre Águia e Paissandu, neste sábado, no estádio Zinho Oliveira em Marabá. César Santiago Pereira nasceu em Guarulhos (SP) e tem 27 anos.

Coluna: O novo sempre vem

Diego Amaral; Glêison, Diego Barros, Joãozinho e Alex Juan; Alan Peterson, Vander, Betinho e Paulo André; Ró e Reis.
Os treinamentos da semana no Baenão indicam que este deve ser o time-base do Remo para a caravana Holiday pelo interior nos próximos meses. Para amistosos, a formação é bem razoável, contendo três nomes mais rodados e oito garotos oriundos das divisões amadoras do clube.
Mas que ninguém se iluda: como sempre ocorre nessas situações, a aposta radical nos novatos tem prazo de validade e é apenas uma solução de emergência para tempos bicudos. Quando as competições oficiais começaram, já em 2012, é improvável que os garotos continuem prestigiados.
Sinomar Naves, comandando a nau azulina em meio às tormentas, é conhecido pelo talento para lidar com jogadores regionais. O trabalho vitorioso no Independente Tucuruí atesta essa virtude. O problema é que Sinomar não pode tudo. Sofrerá terríveis pressões por reforços justamente quando o time estiver certinho e entrosado. 
A própria torcida, ansiosa por títulos e acesso à Série D, não terá clemência com os jovens valores. Será impiedosa, cobrará resultados e ditará a pauta dos dirigentes. É uma força incontrolável, que não respeita limites.
Só houve uma experiência na história recente do futebol paraense que desafiou a pressa e os urros vindos das arquibancadas. Foi no célebre esquadrão cabano do Remo, sob inspiração de Ubirajara Salgado, nos anos de 85 e 86. A equipe encantou a torcida, ganhou um certame estadual e aliviou as contas do clube, já argolado em dívidas naquela época.
Desde então, todas as tentativas nesse sentido terminaram naufragando no meio do caminho. Até mesmo quando Samuel Cândido conseguiu armar um time de formato regional para a Série B 2005. No primeiro insucesso, todo o projeto foi desfeito.
Dos novos titulares, Joãozinho, Reis, Betinho e Paulo André despontam como grandes promessas, desde que tenham apoio e contem com a paciência do torcedor. Vacinado nessas situações, Sinomar talvez seja o técnico mais adequado para ajudar a operar esse pequeno milagre.
 
 
Independente Tucuruí e São Raimundo travam duelo de vida ou morte, hoje, em Santarém. Se houver empate, ambos morrem abraçados na Série D. Ante esse horizonte sombrio, creio que o desacreditado Pantera vai prevalecer sobre o campeão estadual. 
 
 
Em longa entrevista à TV a cabo nesta semana, Zagallo recordou alguns pontos de sua longa carreira, aproveitando para abordar situações delicadas, abrir novas polêmicas e reivindicar (de novo) os méritos pelo timaço de 70.
Com João Saldanha, a Seleção das eliminatórias de 70 jogava assim: Ado; Carlos Alberto, Brito, Joel e Marco Antonio; Piazza e Gerson; Jairzinho, Pelé, Tostão e Edu.
Com Zagallo, já na Copa, consagrou-se com a seguinte formação: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gerson e Rivelino; Jair, Tostão e Pelé.
Dois escretes fabulosos. Mais ofensivo com Saldanha. Cauteloso e sólido sob as ordens de Zagallo. A junção dessas duas características redundou na super equipe do tri mundial, talvez o melhor time de futebol de todos os tempos. E os dois técnicos, de origem botafoguense, tiveram decisiva participação no êxito.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 21) 

Águia derruba Paissandu e assume liderança

O Águia derrotou o Paissandu, na noite deste sábado, por 2 a 1, assumindo a liderança do grupo A da Série C com 10 pontos ganhos. O Paissandu, último invicto da chave, permanece com 8 pontos caindo para o segundo lugar. O gramado irregular atrapalhava as duas equipes no começo da partida, mas o Águia demonstrava mais apetite pelo gol. Mendes, que se movimentava muito, acionado por Flamel e Alan Taxista, levou perigo em várias jogadas. O Paissandu se mantinha mais retraído, pouco arriscando manobras ofensivas. Aos 40 minutos, o esforço do time da casa surtiu resultado. Depois de cruzamento do lateral Rairo, Mendes acertou uma cabeçada fulminante no ângulo esquerdo de Fávaro. Com 1 a 0 no marcador, o Águia se entusiasmou e continuou pressionando até o final da primeira etapa.

Para o segundo tempo, o técnico Roberto Fernandes substituiu Robinho por Tiago Potiguar e o time ficou mais agressivo. Logo aos 5 minutos, Josiel disparou chute forte, mas Marcelo Cruz conseguiu evitar o gol. Aos 8 minutos, porém, não houve jeito. Depois de cerco à área marabaense, Sidny cruzou rasteiro e Potiguar emendou para as redes. Com o empate, o Paissandu se entusiasmou e passou a marcar presença no campo de defesa doÁguia. Sidny quase desempatou ao acertar um belo voleio.

Por ironia, quando o Paissandu vivia seu melhor momento na partida veio o desempate do Águia numa falha do goleiro Alexandre Fávaro. Ele saiu para cortar um cruzamento, mas a bola caiu nos pés do meia Flamel, que bateu de primeira no canto direito da meta alviceleste. Águia 2 a 1, aos 24 minutos. Com a vantagem reconquistada, o Águia se fechou para explorar os contragolpes. Rafael Oliveira ainda teve a chance de empatar aos 30, arrematando em cima do goleiro Marcelo Cruz. Aos 36 minutos, o Águia quase ampliou explorando um contra-ataque rápido. Marquinhos Marabá recebeu livre dentro da área, mas errou o chute, que bateu na rede pelo lado de fora.

No próximo domingo (28), o Paissandu recebe o Luverdense, na Curuzu, às 16h, e o Águia vai ao Acre enfrentar o Rio Branco, às 19h.

Renda: R$ 50.470,00. Público: 3.162 pagantes, 250 credenciados; 3.412 (público total). Árbitro: Dewson Fernando F. Silva.

Águia: Marcelo Cruz; Sinésio, Roberto, Carlão e Rairo; Willian Santos (Flamel, Edkléber), Analdo, Alan Taxista e Danilo Goiano; Mendes (Marquinhos Marabá) e Peri. Técnico: João Galvão.

Paissandu: Alexandre Fávaro; Sidny, Vagner, Márcio Santos e Jean; Rodrigo Pontes, Charles Vagner, Luciano Henrique (Juliano) e Robinho (Tiago Potiguar); Rafael Oliveira e Josiel (Diogo Galvão). Técnico: Roberto Fernandes.

(Com informações da Rádio Clube)